A expressão Recôncavo Baiano é utilizada para definir toda a região que fica ao redor da Baía de Todos. Foi o principal polo de produção de cana-de-açúcar durante o período colonial brasileiro o que resultou numa herança cultural muito forte.
A arquitetura colonial do recôncavo tem a sua maior expressão na Cidade de Cachoeira. Ruas estreitas, um imenso casario e igrejas barrocas bem preservadas dão o tom da cidade.
Cachoeira fica a 120 km de Salvador, nas margens do Rio Paraguaçu. Do outro lado do rio fica a cidade de São Félix, que completa o cenário. São Félix está ligada a Cachoeira pela Ponte D. Pedro II, numa homenagem ao Imperador que visitou a cidade em 1858. Visitar Cachoeira é um programa para turistas e baianos. Os estrangeiros adoram.
A Ponte D. Pedro II é feita de ferro e lastros de madeira que foram importados da Inglaterra na época da sua construção. Possui 365 metros de comprimento por 9 metros de largura.
O porto de Cachoeira no Rio Paraguaçu era um ponto de apoio importante para o escoamento da produção agrícola do Recôncavo, sobretudo da cana-de-açúcar e fumo durante o período colonial, no auge da sua importância, nos séculos XVIII e XIX. Isso fez a cidade prosperar.
Um dos conjuntos arquitetônicos mais importantes da cidade é o Convento e Igreja de Nossa Senhora do Carmo. Uma construção de 1715, em estilo barroco, cujo interior é revestido de lâminas de ouro e painéis de azulejos portugueses. Hoje funciona aí uma pousada e centro de convenções.
A cidade teve um papel importante nas lutas pela independência da Bahia. A cultura e identidade africana em Cachoeira é representada sobretudo pela Irmandade da Boa Morte.
Hoje a cidade possui aproximadamente 35 mil habitantes, e tem todas as dificuldades de um município pobre do Nordeste. A feira popular ainda atrai gente de outros municípios do Recôncavo, pois a presença do porto no Rio Paraguaçu facilita a chegada de produtos.
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