Morangos, amoras e cerejas na Chapada Diamantina
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- joaquimnery
- 19 de agosto de 2025
- Bahia Brasil Super Destaque
13 de julho de 2025
A fazenda de frutas
Começamos o dia com um farto café da manhã no Refúgio na Serra Boutique Hotel, daqueles que convidam a aproveitar cada detalhe. Entre frutas frescas, bolos caseiros e quitutes típicos, foi o momento perfeito para recarregar as energias antes de seguir explorando a região. Logo depois, visitamos uma fazenda de frutas que vem diversificando a produção agrícola na Chapada Diamantina. Ali, entre os cultivos, chamam atenção os canteiros de morangos, amoras e cerejas, além de outras variedades que surpreendem pela adaptação ao clima de altitude da região.

Degustação das frutas no meio da plantação
Caminhar pela plantação, conhecer o processo produtivo e degustar frutas colhidas na hora foi uma experiência deliciosa e inesperada, que mostrou como a Chapada vai muito além das cachoeiras e trilhas.

A Rota das Frutas Vermelhas
Mucugê vem se destacando com a chamada Rota das Frutas Vermelhas, um circuito rural que revela a vocação agrícola da região. Graças ao clima de altitude, com noites frias e dias amenos, foi possível adaptar o cultivo de frutas delicadas como morango, amora, framboesa, mirtilo e até cereja, que se desenvolvem com qualidade surpreendente em pleno sertão baiano. Algumas fazendas já abrem suas portas para visitação, permitindo ao visitante caminhar pelos canteiros, conhecer o processo de produção e colher as frutas diretamente do pé.

O Cemitério Bizantino
Quando voltamos da visita à Fazenda de Frutas, paramos para fotografar e conhecer melhor o Cemitério Bizantino de Mucugê, um dos símbolos mais marcantes da cidade. O Cemitério Bizantino foi erguido no século XIX, durante o auge do ciclo do diamante. Localizado na entrada da cidade, ele impressiona pela singularidade arquitetônica: pequenas capelas brancas em estilo gótico, alinhadas em meio ao terreno pedregoso, criam uma paisagem de forte impacto visual.

Um cartão-postal da Chapada Diamantina
A denominação “bizantino” se popularizou pela semelhança com construções medievais do leste europeu, embora sua origem esteja ligada à tradição local de erguer túmulos em formato de pequenas igrejas. Tombado pelo IPHAN, o cemitério é um patrimônio histórico que guarda a memória de antigos garimpeiros e famílias da região, ao mesmo tempo em que se tornou um dos cartões-postais mais icônicos da Chapada Diamantina. À noite, iluminado pela lua e cercado pelo silêncio da serra, transmite uma atmosfera ainda mais enigmática.

O Restaurante La Pulperia
Voltamos para Mucugê e fomos almoçar no recém-inaugurado Restaurante La Pulperia, especializado em carnes. O La Pulperia, que tem duas unidades em Salvador, abriu uma nova unidade, dessa vez em Mucugê. À noite, jantamos no Restaurante Paraguassu, no próprio hotel.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


