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Uma parada em Lisboa, na volta para o Brasil

Chegando a Lisboa

28 de abril de 2019

Saímos do Cairo para Lisboa e iniciamos a volta ao Brasil através de um voo da Royal Air Maroc com escala em Casablanca. São 5 horas de voo do Cairo para Casablanca, duas horas de conexão e mais duas horas de voo de Casablanca para Lisboa. Um dos aspectos que chamou a atenção em nossa visita ao Egito, foi o fato de não termos tido nenhuma referência sobre Cleópatra em nenhumas das visitas. Fomos ao Egito e não vimos Cleópatra. Cleópatra foi Rainha do Egito, mas tinha descendência grega, era filha de Ptolomeu Sóter, um general greco-macedônico e contemporâneo de Alexandre, o Grande. O acervo sobre a rainha está em Alexandria, mas nos pareceu uma injustiça à história de uma Rainha que teve papel determinante nas relações do Egito com a história do ocidente.

As Pirâmides de Gizé

Chegamos em Lisboa à tarde e pegamos um táxi para o nosso hotel, o Pestana CR7, um hotel da rede Pestana, que tem o Cristiano Ronaldo como sócio. O hotel é excelente, fica bem no centro histórico de Lisboa, a uma quadra da Praça do Comércio, num prédio histórico, que foi totalmente reformado e modernizado para a implantação do empreendimento. Faz um estilo descolado, jovem, bem decorado, com ênfase na transmissão de eventos esportivos e um atendimento simpático, descontraído e de excelente qualidade. Depois de 23 dias no Oriente Médio, era tudo o que precisávamos.

Prédio restaurado no centro histórico de Lisboa

Era uma bela tarde de domingo da primavera de Lisboa, não resistimos e fomos rapidamente para o bar temático do Hotel Pestana CR7, onde estava passando um clássico do futebol português, Benfica X Braga. Deu Benfica e a torcida se animou.

O bar do Hotel CR7

Saímos para jantar no restaurante Jncquoi. Decidimos ir andando, o restaurante ficava a 2 quilômetros do hotel e queríamos aproveitar um pouco dessa caminhada pelas ruas da Lisboa antiga. A cidade estava animada, as ruas cheias de turistas e locais. Seguimos pela Rua Augusta, subimos pela Praça do Rossio e depois pela Praça dos Restauradores até chegar ao Jncquoi. Lisboa era uma festa. A cidade está linda, limpa e segura, é a “bola da vez” da Europa.

Atendente de loja na Rua Augusta

O Jncquoi é um bom restaurante de comida internacional, que nos tinha sido recomendado por amigos no Brasil, possui uma bela decoração e um cardápio excelente. Os brasileiros que vão a Lisboa, adoram. Tivemos uma excelente noite em Lisboa e depois voltamos andando para o hotel, com uma bela sensação de segurança e pertencimento sobre a cidade. Estávamos em casa.

Sardinhas enlatadas

29 de abril de 2019

Circulando pela Baixa

Hoje tivemos o nosso último dia na viagem. Foram duas horas para curtir um pouco os arredores do centro histórico de Lisboa. Saímos andando do Hotel Pestana CR7 e fomos até a bela Praça do Comércio, ao lado do Rio Tejo. A Praça ocupa uma imensa área ao lado do Rio Tejo. Fica no local do antigo Palácio Real, destruído pelo Terremoto de Lisboa de 1755.

A Praça do Comércio

Ao redor da Praça existe hoje uma série de prédios públicos com arcadas. No centro dos prédios, um arco do triunfo que faz a conexão entre a Praça e a Rua Augusta, o portão de entrada da Baixa, e no centro, uma estátua do Rei José I.

A estátua do Rei José I no centro da Praça

Em frente à Praça do Comércio fica o majestoso Rio Tejo, que teve um papel fundamental e histórico na vida de Lisboa. É o maior rio da Península Ibérica. Nasce na Espanha e deságua em Lisboa, no Oceano Atlântico, num imenso estuário, o que possibilitou o desenvolvimento da navegação portuguesa nos séculos XV e XVI. Foi daí que saíram as grandes navegações que descobriram o “Caminho Marítimo para as Índias” e o Brasil.

O estuário do Rio Tejo.

Leia também: https://umpouquinhodecadalugar.com/europa/portugal/lisboa-daqui-sairam-as-grandes-navegacoes/

Seguimos andando pela Rua Augusta, a mais importante do centro histórico de Lisboa, uma movimentada rua de pedestres, que liga a Praça do Comércio à Praça do Rossio. O calçadão de “pedra portuguesa”, é cheio de restaurantes, espalhados pelo meio da rua e artistas que animam turistas e locais.

Artistas de rua na Rua Augusta

A Baixa está ligada aos bairros mais altos de Lisboa, por ladeiras íngremes, um teleférico e pelo Elevador Santa Justa, conhecido também como Elevador do Carmo. É uma bela construção em estilo neogótico, construído numa estrutura de ferro, no início do século XX. O elevador funciona e transporta passageiros entre a Baixa e o Bairro Alto.

O Elevador Santa Justa

Fomos até a Praça do Rossio, ou Praça D. Pedro IV. É o ponto central de Lisboa há 600 anos. No meio da Praça existe um belo monumento em homenagem a D. Pedro IV de Portugal, o nosso D. Pedro I, do Brasil. D. Pedro teve um papel importante na história do país, pois liderou as tropas liberais portugueses na Guerra Civil da primeira metade do século XIX.

A Praça do Rossio

A Praça do Rossio é toda coberta por um belo calçadão com mosaicos preto e branco em forma de ondas, de pedra portuguesa, com desenhos idênticos ao do calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.

A calçada de Pedra Portuguesa

Continuamos andando até a Praça dos Restauradores, que homenageia a restauração da independência portuguesa do domínio espanhol, em 1640. Possui um belo obelisco na parte central da praça.

Praça dos Restauradores

Voltamos para o hotel e seguimos para o aeroporto, onde pegamos um voo da TAP para Salvador. São 8:30 horas de viagem. Finalmente chegamos em casa depois de 23 dias de uma jornada inesquecível por Israel, Jordânia, Egito e Portugal, num roteiro elaborado pela Via Alegria (www.viaalegria.com.br).

Lisboa
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