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Uma live sobre a geografia e o turismo da França, parte I

07 de maio de 2020 

A geografia da França

Essa foi a quinta live que fizemos durante o período de quarentena da pandemia do coronavírus em 2020. Foi um projeto da página do instagram @umpouquinhodecadalugar que objetivava levar para o público que acompanha a rede social, um conteúdo de entretenimento, sobre geografia e turismo de alguns destinos especiais do mundo.

“Lives” em período de quarentena

Abrimos a live sobre a França falando da posição geográfica do país e dando ênfase às características do seu relevo. Destacando as cordilheiras de montanhas do sul da França. Os Alpes, que fazem fronteira com a Suíça e Itália e os Pirineus que fazem a fronteira com a Espanha. Toda a região norte e noroeste do país é formada por grandes planícies fluviais bastante férteis, que estimularam a ocupação territorial dessa região.

Na definição dos climas da França os principais elementos de influência são a latitude que possibilita a predominância dos climas temperados, a grande Corrente do Golfo, que banha a costa noroeste amenizando os climas e levando grande umidade para a costa atlântica do país e a proximidade com o Saara que interfere nos climas do sul da França, possibilitando climas temperados mediterrâneos.

O Turismo na França

Começamos a destacar as atrações turísticas da França, pela costa da Normandia no norte do país onde ficam as áreas que se destacaram no episódio histórico do Desembarque da Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial. Antes de chegar por lá, porém, passamos pela charmosa cidade de Giverny, famosa, sobretudo, por ter sido a cidade escolhida pelo pintor impressionista Claude Monet, para viver, desde 1883 até a sua morte, aos 86 anos.

Giverny

A casa onde Monet viveu e serviu de inspiração para algumas das principais obras do artista, hoje sedia a Fundação Claude Monet. A principal atração da Casa de Monet são os seus magníficos jardins, que podem ser visitados. Os jardins ficaram famosos pois inspiraram Monet em muitas das suas obras e temas de estudo. O jardim é grande e divididos em duas partes. Numa delas a presença da água e das pontes, cercadas de uma vegetação muito bem distribuída, fortalece as imagens.

Jardim de Monet

Pouco a norte de Giverny fica a cidade de Rouen, localizada nas margens do Rio Sena. A cidade foi bastante castigada na Segunda Guerra Mundial, mas preservou o seu maior patrimônio, a Catedral Gótica de Notre Dame. A Catedral de Rouen serviu de estudos para Monet, na última década do século XIX, que fez vários desenhos acompanhando as mudanças da luz em momentos diferentes na fachada da Catedral.

A Catedral de Rouen

A outra atração de Rouen é o fato de ter sido aqui, na Praça do Mercado, que Joana D’Arc, foi queimada viva em 1431. Hoje, depois de canonizada e se tornar a Santa Joana D’Arc, ganhou uma Praça e uma Igreja na cidade. É a maior heroína francesa. Jovem guerreira, foi decisiva para expulsar os ingleses do território francês na Guerra dos Cem Anos. Atendendo a “chamado divino”, ela liderou a defesa do confuso e frágil Rei Carlos VII, que quase perde a França para uma aliança anglo-borgonhesa. Em 1430 foi presa e entregue aos ingleses que a condenaram por bruxaria. A pena foi a morte queimada na fogueira em Rouen em 1431, aos 19 anos de idade. Na Praça Joana D’Arc, hoje existe o mercado público da cidade.

Joana D’arc

Etretat e as falésias do Canal da Mancha

Continuamos a apresentação rumo ao norte, em direção ao Canal da Mancha, que separa a França da Inglaterra, onde fica Etretat, uma pequena cidadezinha litorânea, que aparece escondida num vale, cheia de charme e que teve seu papel em vários momentos da história do país, mas hoje é famosa por ser local de veraneio para os parisienses e pelas maravilhosas falésias que possui. A mais famosa delas é a Falaise d’Aval, cuja forma lembra um elefante com a tromba dentro d’água, no Canal da Mancha. Essas falésias foram esculpidas pela ação da água do mar (ondas e marés), sobre rochas de fácil desgaste erosivo.

Falésia de Etretat

Seguimos até Deauville, uma cidade balneário no litoral do Canal da Mancha e que faz o maior sucesso com os franceses. Deauville é uma cidade de verão. A proximidade com Paris atrai uma multidão nesse período. 

Marina de Deauville

O Desembarque da Normandia

A viagem pela Normandia trás surpresas maravilhosas. Essa é a região onde aconteceu o desembarque das tropas aliadas no litoral europeu, durante a Segunda Guerra Mundial. Cada curva da estrada é uma aula de história e faz com que o visitante se sinta participante do cenário de um filme. A operação de Desembarque da Normandia aconteceu no dia 6 de junho de 1944, essa data ficou conhecida como o Dia D, termo utilizado para o dia do desembarque. A ação recebeu o nome de Operação Overlord.

Museu Ponte Pégassus

Os 80 km de praia da costa da Normandia onde aconteceu o desembarque foram divididos em cinco setores que receberam os nomes de: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. Essa região é cheia de museus e memoriais da Segunda Guerra Mundial. O Memorial Pegasus fica entre as cidades de Bénouville e Ranville. Resgata a história da Operação Pegasus, o primeiro objetivo alcançado pelas tropas britânicas no Dia D. O objetivo era tomar, sem destruir, a Ponte Pegasus (elevadiça), que liga a cidade de Bénouville a Ranville. A ponte sobre o Canal de Caen foi tomada de assalto por soldados britânicos que pousaram de planadores. A operação foi um sucesso e concluída em apenas 15 minutos. Os aliados perderam apenas dois homens. Hoje a ponte original foi desmontada e transferida para o memorial/museu que fica ao lado.

A Ponte Pegasus

A cidade de Ouistreham, onde aconteceu a ação da Praia de Sword, nome de código dado pelos aliados para a ação dessa região possui um bunker alemão usado no local durante a Operação Overlord. O Bunker foi transformado em Museu, lá dentro havia toda a infraestrutura necessária para a sobrevivência, defesa e organização estratégica das tropas alemãs. A visitação do bunker nos permite entender um pouco mais da história da Segunda Guerra Mundial.

O Bunker alemão

Uma das visitas importantes da região é a parada obrigatória para uma homenagem e contemplação no cemitério dos soldados canadenses mortos na Operação Overlord, aí nas proximidades da Praia de “Sword”.

O Cemitério dos Soldados Canadenses

A cidade de Arromanches-les-Bains é uma pequena vila no litoral da Normandia, onde existe hoje o Museu do Desembarque (Musée du Débarquement). Arromanches foi escolhida pelos aliados para a instalação de um dos portos artificiais (Mullberry) que foram utilizados para o Desembarque da Normandia. O museu é impressionante pois mostra a estratégia, o planejamento e a tecnologia utilizada pelos aliados para a operação Overlord.

Musée du Débarquement

Para viabilizar o desembarque em Arromanches, os aliados afundaram 18 navios mercantes antigos e um cruzador, nos recifes próximos da praia, que serviram como apoio para a atracação das primeiras embarcações menores que chegaram no Dia D. Logo depois, os primeiros portos artificiais, verdadeiros gigantes de concreto pesando entre 3000 e 6000 toneladas cada, com 220 pés de largura, 60 pés de altura e 52 pés de profundidade, foram chegando. Foram chamados de Fênix. Ainda hoje, partes remanescentes desses portos podem ser observados na Praia de Arromanches.

O desembarque em Arromanches

Dentre os diversos monumentos que existem na Normandia em homenagem e memória da Segunda Guerra Mundial, um dos mais impressionantes é o Cemitério dos Soldados Americanos localizado em Colleville-sur-Mer. O memorial fica na praia de Omaha, um dos pontos estratégicos do desembarque do Dia D. Milhares de cruzes estão dispostas simetricamente num lindo gramado e com um jardim muito bem cuidado, numa colina acima da praia de Omaha, uma das praias escolhidas para a operação do Dia D.

O Cemitério dos Soldados Americanos

Omaha foi o local do desembarque da Normandia onde ouve o maior número de baixas para as tropas aliadas. Existem ali mais de dez mil cruzes, uma para cada soldado americano morto na operação. O drama de Omaha foi retratado nas cenas iniciais do filme O Resgate do Soldado Ryan, de Steven Spielberg. O filme começa e termina no cemitério de Omaha. No local, além do cemitério existe um memorial com histórias da Guerra.

Praia de Omaha

Sainte Mére Eglise foi onde aconteceu a operação da Praia de Utah, o último destino nessa região do Desembarque da Normandia. A visita a Sainte Mére Eglise é obrigatória, pois esse foi um ponto estratégico da Operação Overlord. A batalha também ficou por conta dos americanos. Milhares de paraquedistas foram despejados na região pelos aviões e planadores que chegaram tentando surpreender, no silêncio da madrugada. A operação de tomada da cidade ficou por conta dos Airborne, a elite do exército americano da época. Hoje, na cidade existe um museu dedicado à memória da operação e dos Airborne.

Sainte Mére Eglise

A tomada de Sainte Mére Eglise e a epopeia dos Airborne foi contada na série produzida por Steven Spilberg e Tom Hanks, “Band of Brothers”. A tomada da cidade foi fundamental para dar suporte aos soldados que desembarcariam aí perto, na Operação Utah.

Museu Airborne
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