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Helsinque, a capital da Finlândia

São Petersburgo, a capital da Rússia Imperial

A fronteira Rússia-Finlândia

29.06.2016

Saímos de ônibus, de São Petersburgo em direção à fronteira da Rússia com a Finlândia. Foram 2,5 horas até a fronteira e mais 2 horas até Helsinque, capital da Finlândia. A grande surpresa que tivemos foi o caos absoluto para cruzar a fronteira. Esperamos seis horas e meia numa fila, numa fila para carros. Um caos absoluto. A pior fronteira da minha vida de viajante. Não havia nenhuma irregularidade com a documentação das pessoa, apenas uma burocracia absurda e poucos funcionários trabalhando. No total foram 11 horas de viagem, das quais 6,5 parados na fronteira.

A fila de carros para atravessar a fronteira entre a Rússia e a Finlândia.

Chegando a Helsinque

Chegar à Finlândia foi um alívio. Passamos por excelentes estradas até chegar a Helsinque, a capital e maior cidade do país, onde vivem cerca de 650 mil pessoas. A Finlândia possui 5,5 milhões de habitantes, a maior parte deles vivem no sul do país, próximo à capital. Juntamente com Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia, faz parte do conjunto de países denominados de Escandinávia.

Chegando à Finlândia

O Golfo da Finlândia

Fica localizada na parte mais ao norte do Mar Báltico, no Golfo da Finlândia. Um mar interior ou continental. O de menor salinidade do Mundo, é quase como um grande lago. Recebe um imenso volume de água doce do degelo das regiões subpolares e tem apenas uma pequena área de contato com o Oceano, no canal que separa a Dinamarca da Noruega e Suécia.

O Mar Báltico domina o país.

O País dos Lagos

A Finlândia é conhecida como o “País dos Lagos”. Possui cerca de 190 mil lagos e 180 mil ilhas. O país é plano, com poucas elevações, cobertas de taigas (pequenas coníferas). Possui poucas terras aráveis e a agricultura somente pode ser trabalhada em determinados períodos do ano. 25% do território está além do Círculo Polar Ártico. Os invernos são rigorosos e possui dias muito curtos. No verão é o inverso. Dias muito longos e temperatura amena.

Lagos e mar por todos os lados.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Finlândia foi aliada da Alemanha e teve uma forte atuação, contra a União Soviética. Participou do cerco de 900 dias a Leningrado. Após a derrota da Alemanha, a Finlândia foi forçada a se retratar com a União Soviética, e aceitar exigências de reparações e controle, cedendo parte do seu território para a URSS.

A estátua do Czar Russo Nicolau Ii, mostra a forte ligação histórica da Finlândia com a Rússia imperialista.

A qualidade de vida da Finlândia

Após a guerra, a retomada do comércio com a Europa transformaram o país em uma potência industrial. Hoje possui uma das melhores qualidades de vida do planeta. A educação é de excelência. A melhor da Europa e uma das melhores do Mundo.

Uma das melhores qualidades de vida do mundo.

Um tour panorâmico por Helsinque

Chegamos a Helsinque às 19h, mas como aqui, nessa época do ano, o sol quase não se põe, seguimos direto para um tour panorâmico pela cidade. Encontramos com o guia local na praça da Catedral e seguimos adiante, antes mesmo de ir para o hotel.

A Catedral de Helsinque.

Helsinque é considerada a melhor cidade do mundo para se morar o conceito se baseia em quesitos como taxas de criminalidade, índices de educação, acesso a transporte e saúde pública, mas também leva em consideração outros aspectos como a qualidade do ar, lugares onde morar, parques urbanos etc.

Transporte público de qualidade.

Valorizando o verão

A cidade está localizada no litoral do Mar Báltico. Possui diversos parques, fazendo com que seus habitantes estejam próximos à natureza. Em nosso passeio panorâmico, passamos por vários deles. No verão, a população, que possui uma forte intimidade com o mar, nessa época do ano, fica na orla até tarde da noite. Aliás, noite que quase não existe.

No verão, a população fica nos parques e na praia até tarde.

Se no verão esse é um aspecto positivo e que alegra a cidade, no inverno, o problema é inverso. Temperaturas muito baixas e as noites polares muito longas, com pouquíssimas horas de sol, fazem com que a população quase não saia às ruas. Apesar de toda a qualidade de vida excelente do país e de sua capital, a Finlândia possui um dos mais altos índices de suicídio do mundo.

Helsinque

O Monumento a Sibelius

Seguimos para o Monumento a Sibelius, que fica no parque de mesmo nome, ambos em homenagem ao músico Jean Sibelius. O monumento é feito com 600 canos prateados que formam ondas, lembra os tubos de um órgão de igreja. Sibelius é bastante homenageado na Finlândia e em Helsinque também.

O Monumento a Sibelius

O tour panorâmico terminou no Hotel Radisson Blu, onde ficamos hospedados. Fica um pouco fora da cidade, mas de boa qualidade para os padrões escandinavos. Jantamos por aí.

Helsinque

O Sol da Meia-Noite

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