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A Operação Overlord, o Dia D e o Desembarque da Normandia

Em nosso segundo dia de viagem pela Normandia, tivemos surpresas maravilhosas, o que fez dele um dos momentos mais marcantes dessa viagem pela França. Entramos na região onde aconteceu o desembarque das tropas aliadas no litoral europeu, durante a Segunda Guerra Mundial. Cada curva da estrada era uma aula de história e fazia com que nos sentíssemos participantes do cenário de um filme.

Na costa da Normandia existe um memorial a cada esquina.

A operação de Desembarque da Normandia aconteceu no dia 6 de junho de 1944, essa data ficou conhecida como o Dia D, termo utilizado para o dia do desembarque real. A ação recebeu o nome de Operação Overlord. A operação foi dividida em duas fases: A aterragem de soldados e paraquedistas, que envolveu cerca de 24 mil homens, entre britânicos, americanos, canadenses e franceses. O segundo grupo foi de infantaria que desembarcou nas praias da costa da Normandia envolvendo cerca de 160 mil homens.

Os diversos museus que existem na região.

Os 80 km de praia da costa da Normandia onde aconteceu o desembarque foram divididos em cinco setores que receberam os nomes de: Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword. Essa região é cheia de museus e memoriais da Segunda Guerra Mundial. Fizemos a primeira parada no Memorial Pegasus, entre as cidades de Bénouville e Ranville.

A atual ponte Pegasus sobre o Canal de Caen.

O Memorial resgata a história da Operação Pegasus, o primeiro objetivo alcançado pelas tropas britânicas no Dia D, na Operação Overlord. O objetivo era tomar, sem destruir, a Ponte Pegasus (elevadiça), que liga a cidade de Bénouville a Ranville.

Réplica de um planador usado na Operação Pegasus.

A ponte sobre o Canal de Caen foi tomada de assalto por soldados britânicos que pousaram de planadores. A operação foi um sucesso e concluída em apenas 15 minutos. Os aliados perderam apenas dois homens. Hoje a ponte original foi desmontada e transferida para o memorial/museu que fica ao lado.

Equipamentos e munição utilizados na Operação Pegasus.

Seguimos adiante para o nosso próximo objetivo: A cidade de Ouistreham, onde aconteceu a ação da Praia de Sword, nome de código dado pelos aliados para a ação dessa região. Aí em Ouistreham visitamos um bunker alemão usado no local durante a Operação Overlord.

O grande Bunker Alemão.

O Bunker foi transformado em Museu, lá dentro havia toda a infraestrutura necessária para a sobrevivência, defesa e organização estratégica das tropas alemãs. A visitação do bunker nos permite entender um pouco mais da história da Segunda Guerra Mundial.

Detalhe do Museu do Bunker Alemão.

Saímos do Museu do Bunker Alemão e seguimos viagem, parando para uma homenagem e contemplação no cemitério dos soldados canadenses mortos na Operação Overlord, aí nas proximidades da Praia de “Sword”.

O Cemitério Canadense da Normandia.

Seguimos adiante para a cidade de Arromanches-les-Bains, uma pequena vila no litoral da Normandia, onde existe hoje o Museu do Desembarque (Musée du Débarquement). Arromanches foi escolhida pelos aliados para a instalação de um dos portos artificiais (Mullberry) que foram utilizados para o Desembarque da Normandia.

O Museu do Desembarque em Arromanches.

O museu é impressionante pois nos mostra a estratégia, o planejamento e a tecnologia utilizada pelos aliados para a operação Overlord. Para viabilizar o desembarque em Arromanches, os aliados afundaram 18 navios mercantes antigos e um cruzador, nos recifes próximos da praia, que serviram como apoio para a atracação das primeira embarcações menores que chegaram no Dia D.

Os recifes de Arromanches onde os portos foram construídos.

Logo depois, os primeiros portos artificiais, verdadeiros gigantes de concreto pesando entre 3000 e 6000 toneladas cada, com 220 pés de largura, 60 pés de altura e 52 pés de profundidade, foram chegando. Foram chamados de Fênix. Atravessaram o Canal da Mancha a uma velocidade de 4 milhas por hora, movimentados por três rebocadores cada. Foram 115 no total, foram planejados desde 1942, construídos na Inglaterra e transferidos para a costa da França no Dia D. Ainda hoje, partes remanescentes desses portos podem ser observados na Praia de Arromanches.

Partes remanescentes do Porto de Arromanches.

Dos portos para a praia foram construídas cabeças de pontes, que eram implantadas em frações de horas e pelas quais eram desembarcados milhares de equipamentos: tanques de guerra, caminhões, carros, etc. Estas estruturas eram plataformas de aço flutuantes, com quatro pilares nas extremidades próximas à praia, aderidas ao fundo do mar por pressão.

As cabeças de ponte do Porto de Arromanches.

Existiam 4 caminhos flutuantes: um para veículos leves, como ambulâncias, jeeps, carros de comando, etc., outro para camionetes, outro para veículos carregados e outro ainda para veículos mais pesados, como tanques de guerra.

Maquete das pontes que desembarcavam os equipamentos.

Com toda essa estrutura, no dia 12 de junho, seis dias após o Dia D, 220 mil homens já haviam sido desembarcados, assim como 39 mil veículos de todos os tipos e 110 mil toneladas de utensílios e bens.

Fotografia aérea do intenso movimeento no Porto de Arromanches

Saímos de Arromanches e seguimos adiante.

Carrossel na praça principal de Arromanches
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