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O Hotel des Invalides e o Museu D’Orsay

04/01/1992

Após o café-da-manhã seguimos andando pela Champs-Elysées onde colocamos cartões postais no correio e continuamos pela Ponte Alexandre III, a mais encantadora das pontes sobre o Rio Sena. Possui uma exuberante decoração Art Nouveau com lampiões, querubins, ninfas e cavalos alados dourados.

A Ponte Alexandre III

A Ponte Alexandre III foi uma doação do czar russo Nicolau II e por isso recebeu o nome do seu pai, o também czar Alexandre III. Construída entre 1896 e 1900 para comemorar a aliança entre a França e a Rússia de 1892 e a Exposição Universal de 1900.

Detalhes da Ponte Alexandre III

A ponte é uma maravilha da engenharia do século XIX. Possui um único vão de 6 metros de altura que liga a Esplanada des Invalides ao maravilhoso conjunto arquitetônico formado pelos prédios do Grand Palais e do Petit Palais, construído também para a Exposição Universal de 1900 e onde hoje funciona o Museu de Belas Artes de Paris.

A ponte Alexandre III com o Grand Palais ao fundo.

Seguimos até o Hotel des Invalides, construído em estilo clássico por Luís XIV em 1670 para servir de abrigo para os soldados feridos e mutilados nas guerras. O edifício já chegou a abrigar cerca de 6 mil soldados. Hoje mantém a sua função, porém menos de cem soldados vivem ali.

O belo edifício do Hotel des Invalides

Hoje no prédio funcionam vários museus e é lá que está o túmulo de Napoleão Bonaparte. O Museu que mais impressiona é o Museu De L’Armeé (Museu do Exército), um dos mais ricos do mundo em objetos marciais preservados. Possui armaduras e armas desde os povos pré-históricos até o século XX.

Armaduras medievais no Museu De L’Armeé

Destaca-se também o Museu das Duas Guerras Mundiais onde estão expostos documentos e recordações das guerras. No conjunto formam uma excelente aula da história do mundo, sobretudo do século XX.

Cartaz para recrutamento de soldados na Primeira Guerra Mundial

Após a construção do Hotel des Invalides foi erguida a Eglise du Dôme, Igreja da Cúpula, hoje complementada pela Catedral de São Luís dos Inválidos ou Igreja dos Soldados, com um telhado dourado que chama a atenção de Paris desde muito longe. A sua fachada clássica é uma das vistas mais impactantes da cidade.

A Igreja da Cúpula no Hotel des Invalides.

É no interior da cúpula da igreja que fica o túmulo de Napoleão Bonaparte e de outros heróis franceses como o General Foch, comandante das forças aliadas na Primeira Guerra Mundial e de Vauban, comandante militar de Luís XIV. Essa é a sua maior atração.

Heróis franceses.

O corpo de Napoleão foi transladado da Ilha de Santa Helena por ordem do Rei Luís Filipe, 20 anos após a sua morte. Hoje os restos mortais de Napoleão ficam no centro do Dôme, em um enorme sarcófago de pórfiro (rocha vulcânica) vermelho, sobre um pedestal de granito.

O túmulo de Napoleão Bonaparte

Ao sairmos do museu caminhamos debaixo de chuva até o Museu D’Orsay construído numa estação ferroviária e que apresenta um acervo impressionante, com esculturas em mármore e móveis de decoração.

Tela de Monet

É lá que está o maior acervo dos pintores impressionistas, da França. As obras de Monet, obras-primas de Renoir, Godard, Toulouse-Lautrec e outros. Além de esculturas de Rodin (A Porta do Inferno).

Escultura em frente ao Museu D’Orsay

Saímos do museu mortos de cansaço e pegamos o metrô de volta para casa onde fizemos contato com a guia da excursão que iríamos fazer nos próximos dias para vários destinos turísticos da Europa e acertamos os detalhes para nos engajarmos ao grupo no dia seguinte.

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