17/01/1992
Terminamos o Tour na Praça Veneza, onde fomos almoçar e continuamos a pé em direção à Fontana de Trevi, a mais importante fonte romana, feita em mármore, representando Netuno numa biga com dois tritões, um tentando domar um cavalo bravio e outro um animal mais tranquilo, fazendo alusão às diferentes condições do mar.
É um dos pontos mais pitorescos de Roma, onde os turistas (nós também) jogam moedas na fonte com intuito de retornarem a Roma o mais breve possível.
A localização da fonte não valoriza a perfeição da obra. Com 26 metros de altura e 20 metros de largura, fica numa praça acanhada, pequena, escondida, como se fosse uma pérola no centro de uma concha.
A Fontana de Trevi foi criada por Nicola Salvi em 1762 para marcar a parte final do aqueduto Aqua Virgo construído pelos romanos no ano 19 a.C., foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema. No filme La Dolci Vita de Frederico Fellini, Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni para fazer o mesmo.
Seguimos a pé passando pela Via Dei Fiori Imperial até o Fórum Romano. Impressionantes ruínas das principais construções da Roma Antiga. Passamos pela Coluna de Trajano, Fórum e Mercados de Trajano, Fórum de Augusto, Fórum de César, Fórum de Nerva e pelo grande conjunto arqueológico do local, com destaques para: Arco de Sétimo Severo, Templo de Castor e Pólux, Casa de Vesta e Arco de Tito.
Saímos do Capitólio e paramos em frente ao monumento Il Vittoriano e continuamos a pé até o Pantheon ou Pantheon de Agripa, é o único edifício existente em Roma que foi construído na época greco-romana, no século 27 a.C., por Agripa.
O Pantheon é um antigo templo romano em forma cilíndrica com um átrio sustentado por 16 colunas. O projeto atual é de 118 d.C. e se encontra em perfeito estado de conservação. Foi construído e talvez projetado pelo Imperador Adriano e desde então ele sempre foi usado. Primeiro como templo dedicado a todos os Deuses e a partir do século VII, como templo cristão.
No interior do Panteão um grande domo hemisférico possui o raio equivalente à altura do cilindro, o que garante proporções perfeitas e harmoniosas. No alto do cilindro, o óculo (uma abertura circular), possibilita a entrada de luz. Na frente mais um obelisco egípcio.
Continuamos até a Praça Navona, a mais charmosa e fantástica Praça de Roma. A praça está instalada sobre um antigo estádio romano, do século 1o d.C., usado para competições de atletismo. Nos arredores existem elegantes cafés.
A atual aparência da Praça vem do século XVII, quando foi implantada aí a Fontana dei Quattro Fiume (Fonte dos Quatro Rios), a mais importante obra de Bernini, com figuras sentadas sobre rochas abaixo de um obelisco e que representam os quatro maiores rios do mundo, já conhecidos até então: Nilo, Prata, Ganges e Danúbio.
É aí na Praça Navona que fica a Embaixada do Brasil, num belíssimo prédio histórico de Roma. Voltamos até a Praça Argentina onde pegamos um táxi até o hotel.
A sensação que tivemos naquela nossa primeira visita a Roma era de que a cidade estava suja e os monumentos mal conservados.
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