07/10/2014
Deixamos Taormina para trás, mas demos uma última olhada pela janela do carro para “retinar” a imagem maravilhosa do Mar Jônico. Iríamos deixar a Sicília e entrar na Calábria, o caminho nos levava a Messina, onde atravessaríamos o estreito entre a “bota” italiana e a Ilha da Sicília.
Chegamos a Messina e fomos direto ao terminal de Ferry Boats onde pegamos um barco para o continente. Do outro lado do estreito, as montanhas da Calábria despertavam o desejo de desvendar os seus mistérios.
Messina possui uma localização estratégica e por isso foi um intenso ponto de disputa entre os diversos povos que ocuparam a Sicília (gregos, romanos, árabes, bizantinos e normandos).
As mais graves destruições aconteceram porém nos fenômenos naturais graves e na Segunda Guerra Mundial quando Messina foi submetida a intensos bombardeios. A cidade está localizada numa área de forte atividade sísmica e já foi destruída várias vezes por inúmeros terremotos. Muitos deles seguidos de tsunamis. Um dos mais catastróficos aconteceu em 1908 e riscou a cidade do mapa, matando cerca de 80.000 pessoas.
Hoje a cidade é moderna e conserva poucos edifícios antigos que conseguiram sobreviver a todos esses eventos. Não visitamos Messina. Passamos direto, pegamos o ferry boat para a Calábria, atravessamos o estreito com 3,3 km de extensão. O projeto de construção da ponte sobre o Estreito de Messina ainda não está concluído e é um tema que desperta discussões calorosas entre os italianos.

