24 de junho de 2008
Chegamos a Florença no dia 24 de junho, dia de São João. Na Europa essa data é comemorada em vários países por motivos diferentes, mas a chegada do verão é quase sempre o mais importante. Batemos de frente com um desfile cívico, no qual os moradores da cidade se apresentavam publicamente usando roupas medievais. Tudo isso combinava com a áurea de Florença, o terceiro maior destino turístico da Itália.
Florença fica no coração da Toscana e nas margens do Rio Arno. O seu passado está ligado à explosão artística do Renascimento Cultural na Europa tendo sido transformada numa das principais capitais artísticas do mundo. Aí viveram ícones como Botticelli, Michelangelo e Donatello.
Florença na Idade Média, foi um fortíssimo centro comercial, e ampliou a sua riqueza e poder a partir de um inovador e influente setor bancário. Foi nesse ambiente que a família Medici, formada por uma dinastia de banqueiros, chegou ao poder econômico, na região, no final da Idade Média.
Os Medici dominaram Florença por trezentos anos e a cidade foi o coração cultural e intelectual da Europa. Patrocinavam as artes e os artistas, pintores, escultores e arquitetos vieram viver em Florença, deixando na cidade um legado intelectual sem igual.
A parte histórica da cidade pode ser visitada a pé. A Praça do Duomo de Santa Maria del Fiore fica no centro de Florença. A Catedral é o edifício mais alto da cidade e a quarta maior da Europa. A cúpula de telhas alaranjadas é um dos símbolos de Florença.
O campanário da Catedral é obra de Giotto, possui 85 metros de altura e é completamente revestido por um mármore branco, verde e rosa da Toscana.
Na frente da Catedral fica o Batistério, um dos tesouros de Florença. O Batistério é um prédio menor, ricamente decorado, com portões de bronze maravilhosos. O Portão Leste é a obra prima de Lorenzo Ghiberti. Foi denominado por Michelangelo de Portão do Paraíso e é considerado como uma das primeiras obras do Renascimento.
O portão que está hoje no Batistério é uma réplica. O original está exposto no Museu dell’Opera del Duomo. O portão de Ghiberti é esculpido em baixo relevo, com uma grande ilusão de profundidade.

