22 de junho de 2008
Chegamos a Veneza de carro. Tivemos que deixá-lo num grande estacionamento na Piazzale Roma, pois os carros só chegam até aí. Daí em diante temos que seguir a pé ou de barco. Todo o sistema de transporte no interior da parte insular de Veneza é feito de barco. Os “Vaporettos” são barcos que funcionam como transporte público através de Grande Canal, com várias paradas nas margens, onde as pessoas podem subir ou descer do barco.
Pegamos um vaporetto na Piazzale Roma, o ticket é caro, mas tudo em Veneza é caro, por motivos óbvios. Seguimos através de Grande Canal até a Praça de São Marcos, no coração de Veneza. Daí seguimos a pé até o nosso hotel. Como circular pela cidade é difícil, é importante levar apenas uma mala de mão, pois obrigatoriamente vamos carregá-la em algum lugar.
O Grande Canal é a principal via de circulação da cidade. Os barcos cruzam uns com os outros a todo instante. Corta a maior parte da cidade, passando por vários distritos. Começa na Piazzare Roma e vai em zigue-zague até a Basílica Santa Maria della Salute, próximo à Praça São Marcos. Possui 4 km de extensão, entre 30 e 40 metros de largura e uma profundidade média de cinco metros.
Passear pelo Grande Canal é um dos programas imperdíveis de Veneza, pois ele é totalmente cercado de belos palácios medievais. Esse programa deve ser feito de dia e à noite, quando a iluminação dos palácios criam uma atmosfera especial.
As pontes sobre o Grande Canal são um espetáculo a parte. São quatro pontes que permitem a passagem entre os dois lados de Veneza: A Ponte da Academia, a Ponte de Rialto (a mais famosa e bonita), a Ponte dos Descalços e a Ponte Constituição (a mais nova), projetada pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava.
Outra maneira de circular pelo Grande Canal é de gôndola, a embarcação que é a cara de Veneza. É caro, mas os turistas adoram, os preços podem variar de 80 a 100 Euros. À noite é mais caro. No passado, antes dos barcos a motor, era a embarcação mais utilizada para o transporte de pessoas e cargas através dos canais.
Hoje virou símbolo de romantismo. Existem cerca de 400 gondoleiros em Veneza. Passeando com os turistas eles costumam cantar trechos de operas para diversão dos casais.
Ficamos hospedados no bom Hotel Ca Dei Conti. Encontrar o hotel é outro exercício interessante na cidade, pois Veneza é formada pequenas ruelas entrelaçadas por canais, de forma indisciplinada. O Ca Dei Conti fica numa dessas ruelas, na beira de um canal, a poucos metros da Praça São Marcos. A localização era excelente.

