28/09/2014
Saímos pela manhã e o nosso objetivo inicial era conhecer a Vila de Monreale, localizada a 10 km de Palermo. Pegamos o Sightseeing Tour e fomos direto para lá. O desejo era visitar o Mosteiro de Monreale, uma das principais atrações dos arredores de Palermo.
Na subida para Monreale temos uma boa vista panorâmica dos arredores de Palermo, pois a vila fica nas encostas da Conca d’Oro (Concha de Ouro), que envolve a capital da Sicília.
A Vila de Monreale é charmosa e aconchegante. Ao chegarmos por lá fomos presenteados por uma “carreata” de carros antigos e/ou especiais, cuja saída era exatamente em frente ao Duomo.
O Duomo de Monreale é um dos melhores exemplos de arquitetura normanda da Sicília. Foi mandado construir pelo rei normando Guilherme II em 1172 e fica ao lado de um mosteiro beneditino.
O claustro do Mosteiro é espetacular. As colunas entalhadas e encrustadas com azulejos apoiam capitéis de onde se erguem arcos em estilo árabe/sarraceno. A mistura de estilos do mosteiro é um marco na arquitetura da Sicília.
Na porta de entrada da Catedral, os símbolos normandos testemunham a presença desse povo na Sicília.
O interior da Catedral possui um dourado especial, valorizado pelos mosaicos de influência árabe, mas realizados por artesãos sicilianos e bizantinos. Trabalhos semelhantes foram feitos em Cefalú e em Palermo. Um dos destaques dos mosaicos é o Cristo Todo Poderoso (Pantocrator).
Saímos de Monreale e voltamos para Palermo. A primeira parada foi no Palácio Real de Palermo, também chamado de Palazzo dei Normanni (Palácio Normando), foi a antiga residência de reis e vice-reis e até hoje é sede do governo na Sicília. Originalmente o Palácio foi construído pelos árabes, mas depois foi ampliado pelos normandos em 1072.
Na visita ao palácio pode-se observar os suntuosos aposentos reais, mas o grande destaque fica para a incrível Capela Palatina, a capela real erguida por Rogério II entre 1.132 e 1.140. A capela é uma mistura de estilos (bizantino, islâmico e normando).
Apresenta uma exuberante decoração com mosaicos bizantinos espetaculares, e que estão entre os mais importantes da Sicília. Predomina o dourado com algumas incrustações em ouro, pedras e vidros. Aqui também aparece o Cristo Pantocrator.
Saímos do Palácio Real e começamos a descer ao colina. Logo adiante aparece a Catedral de Palermo fundada em 1184, com o exterior em estilo gótico. Era domingo e o Duomo estava fechado no momento que passamos por lá. Não pudemos visitar a Catedral.
As ruas de Palermo estavam vazias. Era domingo pela manhã. Seguimos andando até o porto. Passamos pela região de Quattro Canti, uma curiosa esquina no Corso Vittorio Emanuele, com edifícios posicionados de forma simétrica e com fachadas bastante decoradas. É uma das atrações urbanas da cidade.
Seguimos até a Igreja de Santa Caterina que também estava fechada. O destaque ficou para a monumental Fontana Pretorio, que fica atrás da igreja. Uma fonte construída em estilo maneirista em 1544, com várias esculturas ao redor.
Passamos em frente à famosa casa de ópera Teatro Massimo Vittorio Emanuele, que tinha vontade de conhecer, pois as escadarias do Teatro serviram de cenário para uma das mais antológicas cenas da saga O Poderoso Chefão. A cena do assassinato de Mary Corleone, a filha de Michael, em O Poderoso Chefão III.
Continuamos andando pelas ruas vazias de Palermo. Tentamos passar pelo mercado medieval árabe de Vucciria, mas também estava fechado e ficamos meio receosos. Chegamos às Vias Roma e Maqueda, as principais ruas comerciais da cidade. As ruas estavam fechadas para carros e aí sim tinha muita gente passeando, crianças, adultos e jovens numa tarde de domingo.

