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Taormina, a pérola da Sicília

04/10/2014

Saímos de Siracusa às 10h com destino a Taormina, a aproximadamente 120 km de distância, percorrendo uma boa estrada pedagiada, fizemos a viagem em 3 horas. Chovia bastante, coisa rara por aqui. O clima da Sicília e de todo o sul da Itália é Temperado Mediterrâneo, sofre forte influência direta do Deserto do Saara que está ali perto. Os verões são muito quentes e secos e os invernos amenos e chuvosos. Estávamos no outono e esse é o período que mais chove por aqui, especialmente no mês de outubro. Pegamos uma chuva muito forte na estrada.

A geografia e turismo da Itália

Músicos de rua dão as boas vindas a Taormina.

Chegamos a Taormina às 13h e fomos direto para o Atahotel Capotaormina, um bom hotel com uma localização espetacular para quem quer ter uma boa relação com o mar. O hotel fica na extremidade de um cabo, a beira mar, com uma vista privilegiada para o Mar Jônico, em compensação é um pouco distante do centro histórico e difícil de chegar, pelas características topográficas de Taormina.

Detalhe do Atahotel Capotaormina

A cidade tem uma localização espetacular do ponto de vista paisagístico, fica pendurada numa encosta à beira mar. É muito acidentada e os deslocamentos precisam ser feitos de carro ou ônibus. O hotel disponibiliza um sistema de shuttle bus para levar e trazer os hóspedes ao centro histórico.

Detalhes das ruínas do Teatro Romano de Taormina.

Taormina é o principal centro turístico da Sicília, está localizada nos limites da província de Catânia. A cidade começou a se formar no século IV a.C., após a decadência de Naxos. Foi capital da Sicília bizantina até ser conquistada pelos árabes. Prosperou bastante durante a ocupação normanda.

Vista panorâmica de Taormina.

Pegamos um taxi e seguimos para o centro histórico de Taormina. O ponto central é a Corso Humberto, uma rua cheia de charme, com muitas lojas de artesanato, galerias de arte e um comércio de luxo que atende aos turistas de Taormina.

O Corso Humberto.

Da Corso Humberto chega-se à rua que dá acesso ao maior tesouro da cidade, o Teatro Romano. Uma construção do século III a.C, que foi mais tarde reconstruída pelos romanos no século II d.C.. É a principal atração da cidade, não só pela importância histórica e arqueológica, mas também pela maravilhosa posição que possui.

O Teatro Romano de Taormina

O acesso para o Teatro Romano custa 9 Euros. A estrutura ainda está muito bem preservada e ainda funciona para shows e espetáculos musicais e de teatro. Do teatro temos algumas das vistas mais espetaculares da cidade, pendurada nas encostas do Monte Tauros. Nos dias claros pode-se ver o imponente Monte Etna, o maior vulcão da Sicília e um dos mais ativos do Mundo.

A maravilhosa visão do Monte Etna.

Depois que circulamos bastante pela Corso Humberto, voltou a chover forte. A solução foi entrar em um restaurante a antecipar o jantar. Entramos no primeiro que vimos. Demos sorte, pois o Restaurante La Bocca é de excelente qualidade.

Dr. Alberto e Dra. Kika no Restaurante La Bocca

Pedimos um vinho Nero Dávola, a uva típica da Sicília e orgulho da região. A Nero Dávola é um vinho tinto com uma cor vermelha rubi, aroma amplo e intenso de frutas vermelhas, principalmente cereja. É conhecido como o “Príncipe da Viticultura Siciliana”

Vista noturna da orla de Taormina.

Para combinar com o Nero Dávola, um Espaguete ao Vôngole, uma das melhores pedidas da Sicília, ou um Espaguete a Sardi, servido com sardinha da região. Às 20:30h pegamos o shuttle bus de volta para o hotel.

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