Navegando para as Ilhas Faroe
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- joaquimnery
- 15 de dezembro de 2024
- Europa Islândia Super Destaque
07 de agosto 2024
Chegando às Ilhas Faroe
Estávamos num cruzeiro marítimo, no navio de exploração Silver Wind, navegando pelo sudeste da Islândia, em águas do Mar do Norte. Saímos de Djupivogur em direção às Ilhas Faroe, um arquipélago autônomo que pertence ao Reino da Dinamarca. Embora façam parte da Dinamarca, as Ilhas Faroe possuem seu próprio governo e parlamento, desfrutando de um alto grau de autonomia política e cultural. Esta relação única torna o arquipélago um destino fascinante, onde se pode explorar uma cultura distinta em meio a paisagens naturais impressionantes.

Um arquipélago no meio do Mar do Norte
O arquipélago é formado por 18 ilhas maiores e outras menores e desabitadas. Está localizado no Atlântico Norte, aproximadamente 450 km a sudeste da Islândia. Fica entre a Islândia e a Noruega, sendo parte da mesma região geográfica que conecta a Escandinávia às Ilhas Britânicas. A localização estratégica das ilhas, cercadas por águas profundas e correntes marítimas, molda sua economia, suas paisagens dramáticas e clima único. A população é predominantemente de origem escandinava, com uma rica herança cultural que reflete a história e as tradições nórdicas. Hoje é estimada em aproximadamente 50 mil habitantes. Na sua capital, Tórshavn, localizada na Ilha de Streymoy, vivem cerca de 20.000 residentes.

As fazendas marinhas
A pesca, especialmente de bacalhau, arenque e linguado, é a principl atividade econômica do arquipélago, responsável por cerca de 90% das exportações. A criação de salmão em fazendas marinhas é também uma atividade de destaque e altamente lucrativa. O salmão é exportado sobretudo para a Europa e Ásia. Em nosso programa nas Ilhas Faroe, vimos muitas fazendas de salmão localizadas no meio dos Fiordes.

O turismo como suporte econômico
O setor do turismo está em crescimento, impulsionado por paisagens dramáticas, cultura viking e eventos que acontecem, sobretudo no verão. O ecoturismo e as trilhas em montanhas e fiordes têm atraído cada vez mais visitantes. O isolamento geográfico limita o comércio e a diversificação econômica. Embora limitada devido ao terreno montanhoso, a pecuária (principalmente de ovelhas) é tradicional nas ilhas. A produção de lã e carne de ovelha é significativa para o consumo local.

A relação histórica com a Dinamarca
O idioma mais falado nas Ilhas Faroe é o faroês, que é a língua oficial e nativa da população local. Aproximadamente 90% dos habitantes usam o faroês em seu dia a dia, tanto em contextos informais quanto formais. Embora o faroês seja o idioma predominante, a população é amplamente multilíngue, com muitos moradores dominando o dinamarquês e o inglês, além do idioma nativo. O Dinamarquês é a segunda língua mais falada, ensinada obrigatoriamente nas escolas devido à relação histórica com a Dinamarca. É amplamente compreendido, mas usado principalmente em contextos oficiais ou administrativos. O Inglês é amplamente falado, especialmente entre os jovens, devido à sua importância no turismo e nos negócios internacionais.

História das Ilhas Faroe
As Ilhas Faroe têm uma história fascinante, marcada por sua localização estratégica no Atlântico Norte. O arquipélago foi inicialmente habitado por monges celtas no século VI, mas sua colonização mais significativa ocorreu no século IX, quando vikings noruegueses chegaram, trazendo sua cultura e língua. Durante séculos, as ilhas foram governadas pela Noruega e, posteriormente, pela Dinamarca, com a qual mantêm um vínculo político até hoje, apesar de sua autonomia desde 1948. A história das Faroe é profundamente conectada ao mar, com a pesca como base econômica e cultural, enquanto sua herança viking continua viva nas tradições e na identidade do povo faroense.

Klaksvík
O navio Silver Wind ficou ancorado em Klaksvík, a segunda maior cidade das Ilhas Faroe e um importante centro cultural e econômico do arquipélago. Conhecida como a “capital da pesca”, a cidade combina tradição e modernidade, com sua economia fortemente ligada à indústria pesqueira e um cenário urbano vibrante. Entre suas atrações, destaca-se a igreja de Christianskirkjan. Klaksvík também é ponto de partida para explorar a ilha de Kalsoy, lar de paisagens épicas, Klaksvík fica situada entre grandes montanhas e fiordes tranquilos. O programa que fizemos em terra, saiu de Klaksvik, situada num vale com uma paisagem dramática, com vista para a montanha cônica da ilha de Kunoy, o pico mais alto do arquipélago. Esta é uma cidade cheia de histórias da era Viking e o cenário natural de tirar o fôlego atraem os visitantes.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


