A Península do Cabo
- 1595 Views
- joaquimnery
- 8 de julho de 2024
- África África do Sul Super Destaque
16 de maio de 2024
O Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança
Estávamos num tour pela Península do Cabo, na África do Sul. Seguimos adiante até entrar no Parque Nacional do Cabo da Boa Esperança. Um ponto geográfico e histórico da maior importância. Desde meados do século XV, quando, após a conquista da cidade de Constantinopla pelos turcos, a Europa, representada sobretudo por Portugal e Espanha, tentava encontrar um caminho marítimo para as Índias, que lhes permitisse retomar o comércio das especiarias com o oriente, que tinha sido interrompido pelos turcos.

A Corrente de Benguela
Portugal, com a Escola de Sagres, tinha avançado bastante nas técnicas de navegação. A busca do caminho para as Índias passava por dar a volta no continente africano, que ainda não havia sido mapeado pela geografia até aquela época. Quando os portugueses navegavam para o sul, costeando o continente africano, ao passar pela linha do equador, começavam a pegar de frente a Corrente Marítima de Benguela, além dos ventos alísios de sudeste, que dificultavam a continuação da viagem.

A expedição de Bartolomeu Dias
O desenvolvimento de novas velas, que permitiam navegar contra os ventos e de novas técnicas de navegação que permitiam se afastar bastante do continente, fez com que os portugueses pudessem se afastar da África, para evitar a Corrente de Benguela. Várias excursões foram feitas tentando encontrar a passagem para o oriente, mas quando voltavam para o oeste batiam direto em terras africanas. O segredo seria navegar mais a sul. A expedição de Bartolomeu Dias, foi a primeira a encontrar a passagem que daria acesso ao Oriente. Ventos fortes (o Vento do Cabo), destruíram várias embarcações da expedição de Bartolomeu Dias, que desistiu. Retornou e denominou a passagem como Cabo da Tormentas. Quando chegou a Portugal e contou a sua história, os portugueses vislumbraram a possibilidade de ser aquela, a passagem que levaria às Índias, modificando o nome de batismo do local para Cabo da Boa Esperança, pois aí estaria a esperança de se chegar às Índias, pelo mar.

A excursão de Vasco da Gama
A excursão de Vasco da Gama em 1.497, conseguiu finalmente vencer o extremo sul da África e seguir até às Índias. Uma revolução para a geografia e para a história da humanidade. O Cabo da Boa Esperança é um promontório localizado no extremo sul do continente africano. É aí que o Atlântico se encontra com o Pacífico. Existe uma polêmica com relação a isso, pois o Cabo das Agulhas está um pouco mais a sul e reivindica esse título.

O Cabo da Boa Esperança
Existe um observatório que possibilita belas vistas da região. Para chegar até lá pegamos um teleférico e subimos um complemento, de escada. Vale a pena. A vista lá de cima é tão grandiosa quanto a importância histórica e geográfica do cabo. Na descida do promontório, paramos para tirar fotos nas placas que sinalizam o local histórico.

Mar agitado e algas gigantes
O mar agitado, com ondas fortes e muitos recifes salpicando sobre a linha d’água, nos dá uma ideia dos problemas de navegação enfrentados por Bartolomeu Dias e Vasco da Gama. Ainda tivemos a oportunidade de ver as algas gigantes, que se tornaram um marco dessa região.

Homenagem a Bartolomeu Dias
Começamos a voltar e fizemos uma parada no marco em homenagem a Bartolomeu Dias, que passou por aí em 1.488.

Fazenda de avestruz
Fizemos uma parada numa típica fazenda de criação de avestruzes, onde é possível observar a criação, visitar ninhos e as áreas de produção com derivados desse tipo de criação. Sapatos, bolsas e cintos de couro, ovos decorativos de avestruz, etc.

Noordhoek
Passamos por Scarborough e por Noordhoek, locais de praia e veraneio dos cidadãos da Cidade do Cabo.

A Chapmans Peak Drive Road
No caminho pegamos a Chapmans Peak Drive Road, uma estrada nas encostas da montanha. Que foi literalmente cavada na rocha. É uma das estradas cênicas mais belas do continente africano, com vários mirantes e pontos de parada para observação desse espetáculo da engenharia.

Hout Bay
Ao final da estrada chegamos a Hout Bay, uma colônia de pescadores, que hoje evoluiu para um centro de turismo. É daí que saem os barcos para visitar a colônia de focas na região do Cabo. Muitos barcos de pesca, gaivotas, focas e uma bela praia formam a paisagem de Hout Bay.

Camps Bay
Depois da parada em Hout Bay, seguimos caminho para a Cidade do Cabo. Passamos por Camps Bay, o bairro mais badalado de Cape Town. A avenida litorânea é cheia de bares, restaurantes e hotéis. Uma praia bastante movimentada, e tudo isso emoldurado pelo conjunto rochoso dos “12 apóstolos”.

Signal Hill
Em Camps Bay, pegamos uma estrada pequena que dá acesso ao Signal Hill. Uma montanha de onde se tem uma vista maravilhosa de Cape Town. No final da tarde, muita gente vai aí para esperar o pôr-do-sol. Foi o que fizemos.

A Baía do Cabo
Lá do alto dá para contemplar uma vista espetacular do Waterfront, o antigo porto reurbanizado da Cidade do Cabo. A Cidade do Cabo teve um papel histórico e geográfico muito grande, pois na costa do continente africano, poucas são as possibilidades de atracação de navios, pois não existem muitas baías. A Baía do Cabo é uma excelente área de atracação.

Os Ventos do Cabo
Antes da construção do Canal de Suez, no Egito, toda a navegação entre o Atlântico e o Pacífico, inclusive as que envolviam a Europa e a Ásia, passavam obrigatoriamente pelo sul da África e a parada na Cidade do Cabo era obrigatória para reabastecimento dos navios. Apesar da excelente baía, a região do Cabo sofre com ventos implacáveis sobretudo no inverno, que já produziram inúmeras vítimas e naufrágios. Os Ventos do Cabo são famosos e foram eles que assustaram Bartolomeu Dias.

O Bairro Malaio
Voltamos para a Cidade do Cabo e ainda houve tempo para dar uma passadinha no colorido Bairro Malaio, uma área especial da Cidade do Cabo. Nos séculos XVII e XVIII, muitos malaios foram levados para a Cidade do Cabo, para serem escravizados e servir de mão-de-obra barata para os fazendeiros sul-africanos. À medida em que foram ganhando a liberdade, continuaram vivendo em Cape Town. As casas coloridas são uma das características do bairro malaio.

O Time Out Market
Depois que voltamos ao hotel, saímos mais uma vez para passear no Waterfront V&A. Seguimos até o Time Out Market, um espaço super bem “bolado”, cheio de bares e lanchonetes bem transadas que se torna uma excelente opção de convivência ou para um drink, jantar ou almoço. Tomamos um vinho para sentir a vibração do lugar descolado.

O Restaurante Harbour House
Saímos para jantar no excelente Restaurante Harbour House, nas imediações do Waterfront. Antes de retornar ao hotel, ainda houve tempo para admirar os artistas de rua que enchem e animam o local.

Leia mais:
- Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook
- Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+
- Envie um link por e-mail para um amigo(abre em nova janela) E-mail
- Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn
- Compartilhar no Pinterest(abre em nova janela) Pinterest
- Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp
- África
- África do Sul
- Baía do Cabo
- Bairro Malaio
- Bartolomeu Dias
- Cabo da Boa Esperança
- Camps Bay
- Cape Town
- Chapmans Peak
- Chapmans Peak Drive Road
- Cidade do Cabo
- Corrente de Benguela
- Fazenda de avestruz
- Harbour House
- Hout Bay
- Noordhoek
- Os 12 Apóstolos
- Península do Cabo
- Restaurante Harbour House
- Signal Hill
- Time Out Market
- Vasco da Gama
- Vento do Cabo
- Ventos do Cabo
- Waterfront
- Waterfront V&A
Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


