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Presas e predadores no Quênia

09 de agosto de 2015

Esse foi o nosso último dia completo na Reserva Masai Mara. Tínhamos a derradeira oportunidade para ver a Travessia do Rio Mara realizada pelos gnus e zebras. Esse era o objetivo principal dessa viagem que começamos a construir um ano antes. Reunimos todos os pensamentos positivos e partimos para o safari. Íamos ficar o dia inteiro na borda do rio para tentar flagrar a passagem dos gnus em algum momento.

O Rio Mara, cheio de hipopótamos e crocodilos.

Na saída encontramos um belo grupo de girafas que foram anfitriões naquele início de manhã.

A girafa estava “abrindo alas” para o nosso safari.

O “Ciclo da Vida” está presente em todos os momentos dos safaris no Quênia. O farto capim das savanas alimenta manadas gigantescas de antílopes de todos os tipos e tamanhos. Esses animais são a todo momento caçados pelos predadores. O que sobra da caçada é devorado pelos abutres, maribus e hienas e as carcaças aparecem soltas pela savana.

As carcaças dos gnus aparecem por todos os lados.

Às vezes encontramos carcaças penduradas nas árvores altas. Foram antílopes devorados por leopardos. O leopardo quando caça, arrasta a sua presa para o alto das árvores onde se sente protegido de outros predadores como leões e hienas. As vezes, a depender do tamanho da caça, permanece por lá durante uma semana inteira.

Carcaça de gnu no alto da árvore.

No caminho para o Rio Mara encontramos um belo grupo de leões. Os mais admirados e procurados animais das savanas. Reinam absolutos. Eram um macho adulto e três fêmeas. Deram um show.

Um grupo de leões reinava absoluto na savana.

O macho estava muito ativo. Andava pelos quatro cantos, marcando o seu território.

Um belo casal na savana.
A leoa estava atenta e preparada para caçar.

As fêmeas são as legítimas caçadoras. Na savana da Reserva Masai Mara, nas margens do rio, as presas aparecem por todos os lados. As gazelas-de-thompson estavam lá. São exímias corredoras, mas nem sempre escapam da caçada das leoas.

A gazela-de-thompson

Vimos também impalas. Estavam tensas e alertas pela presença dos leões. Encaram de frente os seus predadores e emitem sons de alerta para que os leões saibam que foram vistos. Caso ataquem, as impalas correm e muitas vezes conseguem escapar.

As impalas estavam atentas.

Antes de chegar na beira do rio, cruzamos com um chacal. O animal se parece muito com uma raposa. É da família dos cães. O que vimos era um chacal-dourado, comum nessa região do Quênia. Costumam caçar pequenos animais ou comer a sobra daqueles que foram caçados pelos leões.

Um chacal-dourado.

Finalmente chegamos na beira do rio, onde esperávamos ver a travessia dos gnus. Vimos um primeiro crocodilo-do-nilo, que estava ali a espera da sua refeição. Os crocodilos sabem que os gnus estão vindo e que terão uma excelente oportunidade para um banquete.

O crocodilo-do-nilo estava esperando os gnus.

Do outro lado do rio alguns elefantes faziam o show.

Os elefantes estavam observando a cena.

Passamos uma boa parte da tarde observando à distância um grande leopardo que circulava pela margem oposta do rio à que estávamos posicionados.

O leopardo camuflado na beira do rio.
Todos à espera dos gnus.

A Grande Travessia dos Gnus no Rio Mara, no Quênia

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