Ícone do site Um Pouquinho de Cada Lugar

A CRATERA DO NGORONGORO – A ARCA DE NOÉ

A Cratera do Ngorongoro.
A Cratera do Ngorongoro.

21 de junho de 2005

O Ngorongoro é um vulcão extinto da Tanzânia, de bordas altas e profundas. No interior da cratera a topografia plana cheia de vegetação herbácea é um paraíso para os animais herbívoros que não precisam sair daí e, que por sua vez, são uma forte atração para os predadores. No Ngorongoro a cadeia alimentar e a “farra” está completa. Isso faz desse lugar um dos pontos mais fascinantes da África.

Um belo exemplar do antílope hartebeest

A Cratera do Ngorongoro, lugar de pastagens e caça dos guerreiros Masai, é apelidada de “A Arca de Noé”, devido à grande variedade e quantidade de animais que vivem dentro do vulcão extinto. Acredita-se que quase todas as espécies de animais da África aparecem aí representadas, num ecossistema pouco afetado pelo homem.

Zebras e gnus na Cratera do Ngorongoro.

O vulcão está a 2.236m acima do nível do mar e é considerado a maior caldeira vulcânica desmoronada do planeta. Possui cerca de 20 km de diâmetro e uma superfície de aproximadamente 300 quilômetros quadrados. Os paredões que descem ao fundo da cratera têm cerca de 600 metros de altura. Esse paredões retêm a umidade e tornam a região muito chuvosa.

Observe ao fundo os paredões que cercam a Cratera do Ngorongoro

A altura dos paredões dificulta a entrada e saída de alguns animais, como a girafa, que por possuir pernas longas e desengonçadas, raramente são vistas no Ngorongoro. Como o ecossistema é equilibrado e a vegetação é abundante, o ano inteiro, muitos animais não precisam sair da cratera. Os leões, por exemplo, chegam a apresentar problemas de consaguinidade por causa de múltiplos cruzamentos dentro do mesmo grupo, o que diminui a resistência genética e torna o grupo mais vulnerável.

As Leoas devorando um gnu.

No fundo da Cratera existem apenas elefantes machos e solteiros, pois as fêmeas andam em grandes grupos e no Ngorongoro não haveria comida suficiente para grupos assim. As rotas migratórias das manadas de elefantes evitam a Cratera.

Um elefante solteiro na Cratera do Ngorongoro

Na borda da Cratera, existe uma estrada que circunda toda a área, e 4 hotéis em posições diametralmente opostas. Dos hotéis é possível ter uma bela vista da região. A Cratera pode ser visitada o ano inteiro, porém os meses de abril e maio são mais chuvosos, danificam estradas e pode haver interrupção do acesso ao interior do Ngorongoro.

Os gnus pastando no interior do Ngorongoro

Dos hotéis partem as Land Rover e Jeeps, para os safaris no interior da Cratera. Apesar de haver um controle no número de carros permitido, a sensação que temos é de que são excessivos. Os carros não podem sair das estradas e isso às vezes faz com que a observação dos animais seja feita de longa distância. Em tempo de seca a poeira é intensa.

No Ngorongoro, os carros não podem sair das estradas.

Na hora do lanche, todos os carros param no mesmo lugar, em volta de um dos lagos existentes no fundo da cratera. É uma forma de proteção contra acidentes envolvendo animais selvagens.

Os carros dos safaris param na beira do lago para o almoço.

Na Cratera existem riachos, fontes e lagos que fornecem água suficiente para os animais que vivem aí. Em um dos lagos salgados no fundo da cratera havia uma grande quantidade de flamingos rosados que realizam rotas migratórias entre os lagos da África Oriental. Quando levantam voo fazem um balé maravilhoso no ar.

Os flamingos cor-de-rosa.
O balé dos flamingos no céu da Tanzânia.

Zebras, Gnus, Antílopes, Raposas, Leões, Rinocerontes, Elefantes e Hipopótamos, além de muitas aves, foram alguns dos animais que vimos nessa visita imperdível à Cratera do Ngorongoro.

Hipopótamo

Leia também:

CHEGANDO À TANZÂNIA

O PARQUE NACIONAL LAKE MANYARA

Sair da versão mobile