No último dia dessa fantástica viagem ao Oriente, passando por Singapura, Japão, China e Hong Kong, saímos pela manhã para atravessar o canal entre a ilha de Hong Kong e a Península de Kowloon, no Star Ferry, um dos antigos ferry-boats do século XIX, que faz a travessia entre Kowloon e a Ilha de Hong Kong.
Pegamos um taxi até o terminal desse famoso ferry do século XIX e de lá atravessamos o canal. Foi a forma que encontramos para ver os dois lados dos horizontes de Hong Kong, com os arranha-céus dominando a paisagem. É a melhor maneira e mais barata de ver a baía de Hong Kong, tanto de dia como de noite.
O Star Ferry é um alegre barco verde que iniciou o serviço da travessia em 1898. Naquela época, somente os europeus tinham permissão para usar o serviço na primeira classe e o uso de colarinho e gravata era obrigatório.
O desembarque na ilha de Hong Kong se dá no Central District, o centro financeiro da cidade, onde destaca-se o edifício IFC, International Finance Centre, com os seus 88 andares e 415 metros de altura, que está entre os dez maiores arranha-céus do mundo. O IFC foi concluído em 2003.
Outro edifício que chama a atenção é a sede do HSBC (Hong Kong and Shangai Bank Corporation), um banco de Hong Kong, mas originalmente de capital inglês.
Essa foi a última visita que fizemos na cidade. Voltamos para o hotel e nos preparamos para a maratona de volta para casa. 3 horas de Hong Kong para Singapura, 13 horas de Singapura para Barcelona, 9 horas de Barcelona para São Paulo e 2,5 hora de São Paulo para Salvador, totalizando 27,5 horas, sem contar as que passamos nos aeroportos. A viagem valeu cada minuto que passamos.

