Siem Reap, o portal de entrada para os Templos de Angkor
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- joaquimnery
- 20 de dezembro de 2025
- Ásia Camboja Super Destaque
11 de outubro de 2025
Agricultura no Camboja
Pela manhã, nos despedimos do Mekong Jewels e seguimos por terra até Siem Reap. Foram 4 horas de viagem de ônibus, por uma estrada simples, mas em boas condições, revelou cenários campestres do interior cambojano, pontuados por campos de arroz, plantações de mandioca, seringueiras e vilarejos na beira da estrada. A chegada da seringueira na região da Indochina e no Camboja, tem uma ligação com o Brasil. Quando a Revolução Industrial explodiu no final do século XVIII, a borracha vegetal passou a ser um item essencial. O seu uso na indústria de máquinas e equipamentos, inclusive na produção de máquinas a vapor passou a ser vital. O único lugar do Mundo onde se produzia borracha vegetal, na época, era no Brasil.

A riqueza produzida pela borracha vegetal
A seringueira era uma planta exclusiva da Amazônia. Com o surgimento do automóvel e o uso da borracha para a produção de pneus, aumentou ainda mais o seu valor estratégico, a tal ponto, que o governo brasileiro, na época, proibiu a saída de mudas de seringueiras do Brasil, para preservar a borracha como um produto estratégico e exclusivo. Nessa época, apesar da proibição, milhares de mudas de seringueiras foram contrabandeadas do Brasil e introduzidas no Sudeste da Ásia, na região da Indochina. A produção brasileira de borracha foi superada em pouco tempo e os países da Indochina (Vietnã, Camboja, Laos, Tailândia, Indonésia e Malásia), se tornaram os maiores fornecedores mundiais. Com o surgimento da borracha sintética, feita a partir de derivados de petróleo, o produto foi perdendo o caráter estratégico e o Brasil, deixou de ser o maior produtor mundial.

A paisagem rural do Camboja
O Sudeste da Ásia continuou a produzir muito e até hoje as plantações de seringueira se espalham por essas áreas. Além da seringueira, as plantações de mandioca e, sobretudo, de arroz, compõem a paisagem rural do Camboja.

Chegamos em Siem Reap
Antes de nos hospedarmos no hotel, paramos para almoçar no Restaurante Street 27, especializado em um menu Cambojano. Após o almoço, seguimos para o hotel. Chegamos em Siem Reap cheios de expectativa, pois estávamos prestes a conhecer os templos de Angkor, uma das maiores maravilhas arqueológicas da humanidade.

O Sofitel Angkor Phokeethra Golf & Spa Resort
Ficamos três noites hospedados no Sofitel Angkor Phokeethra Golf & Spa Resort, um excelente hotel, com cara de resort tropical, localizado no coração de Siem Reap. É um dos hotéis mais elegantes e bem avaliados do Camboja. Inspirado na arquitetura colonial francesa, combina jardins tropicais, espelhos d’água e ambientes que remetem à estética clássica da Indochina. Os quartos são amplos e confortáveis, o serviço é impecável e a piscina central cria um clima de refúgio tranquilo após as visitas aos templos. Além disso, o resort conta com um spa renomado e acesso ao campo de golfe Phokeethra, oferecendo uma experiência sofisticada e relaxante, ideal para quem busca conforto sem abrir mão da atmosfera cultural de Angkor.

Siem Reap
O nome de Siem Reap significa: Sião Derrotado, e comemora a vitória do Império Khmer, sobre o Reino do Sião (atual Tailândia), no século XVII. A cidade fica no noroeste do Camboja e é a principal base de apoio para os visitantes que desejam conhecer os espetaculares Templos de Angkor. Hoje, Siem Reap está preparada para a enxurrada de turistas que recebe ao longo do ano. Uma boa rede de hotéis, um aeroporto moderno, bons restaurantes e serviços turísticos generalizados.

Siem Reap, a porta de entrada para os templos de Angkor
Siem Reap é a porta de entrada para o extraordinário complexo de templos de Angkor e uma das cidades mais vibrantes do Camboja. Localizada no noroeste do país, desenvolveu-se especialmente a partir do turismo, combinando mercados noturnos animados, hotéis de todos os estilos e uma cena gastronômica diversa. Apesar da infraestrutura moderna, Siem Reap mantém um clima acolhedor e descontraído, com ruas arborizadas, o Rio Siem Reap atravessando o centro e bairros onde a vida local segue um ritmo tranquilo. É uma cidade que equilibra passado e presente: de um lado, serve como base para explorar os templos milenares do Império Khmer; de outro, revela um Camboja jovem, em transformação e cheio de energia cultural.

Um passeio de tuk-tuk
Depois de fazermos o check-in no hotel, saímos para um passeio descontraído pelas ruas de Siem Reap a bordo de um tuk-tuk, uma espécie de motocicleta acoplada a um pequeno riquixá. O trajeto revelou a vida cotidiana da cidade: mercados iluminados, lojas de artesanato, cafés animados e o movimento constante de motos e pedestres. No balanço leve do tuk-tuk, pudemos sentir a energia acolhedora de Siem Reap e observar, de perto, a mistura de tradição e modernidade que caracteriza a cidade, que possui hoje 250 mil habitantes.

O Parque do Palácio Real de Siem Reap
Visitamos o Parque do Palácio Real de Siem Reap, uma área sombreada e tranquila onde árvores imensas abrigam dezenas de morcegos pendurados nos galhos, uma cena curiosa e marcante para quem passa pelo local. Ao lado do parque, funciona uma feira de ambulantes, com comidas típicas, frutas e artesanato. Ali também observamos uma prática comum em algumas regiões da Indochina: o engaiolamento de passarinhos para serem “libertados” por turistas em troca de um dólar. Embora apresentada como um gesto de boa sorte, logo percebemos que faz parte de um ciclo contínuo. Após a soltura, outros garotos surgem com mais passarinhos presos, revelando uma tradição controversa que mistura crença popular, comércio e sobrevivência econômica.


Boa sorte, longevidade e prosperidade
Visitamos um mosteiro local, um espaço importante de prática religiosa no Camboja, onde moradores e visitantes se reúnem para realizar preces voltadas à boa sorte, longevidade e prosperidade. O ambiente segue a rotina típica dos templos budistas do país: fiéis fazem oferendas, acendem incensos e recebem orientações de monges sobre rituais tradicionais. O local funciona como um centro comunitário de caráter espiritual, integrando vida cotidiana, costumes religiosos e atividades culturais. Para quem visita, a passagem pelo mosteiro oferece uma visão direta do papel do budismo na organização social e na vida diária dos cambojanos.

Passeio de Remork
Em seguida continuamos de remork, o meio de transporte mais típico do Camboja. É um reboque coberto, com bancos, acoplado à traseira de uma motocicleta que funciona como motor e direção, algo parecido com um tuk-tuk, mas maior e mais estável. Ele é muito usado em cidades como Siem Reap e Phnom Penh para deslocamentos curtos, passeios turísticos e transfers simples. Por ser aberto e ventilado, oferece uma experiência mais direta da vida local, permitindo observar o trânsito, as ruas e o cotidiano cambojano de forma bastante autêntica.

A Artisans Angkor
Fomos até as oficinas da Artisans Angkor, uma iniciativa dedicada à preservação e revitalização do artesanato tradicional khmer. No local, acompanhamos de perto técnicas manuais que fazem parte da herança cultural do Camboja, como esculturas em pedra e madeira, trabalhos em laca, pinturas em seda e outras formas de produção artesanal. Tudo é realizado por artesãos locais, treinados em métodos tradicionais que estavam em risco de desaparecer. Além de funcionar como centro de capacitação profissional, a Artisans Angkor também oferece aos visitantes a possibilidade de adquirir peças produzidas ali mesmo, contribuindo para a economia local e para a continuidade dessas práticas culturais.

Jazz e pop internacional no Camboja
Voltamos para o hotel e encerramos o dia com um jantar no bar do Sofitel, acompanhado por um músico que ambientava o espaço com clássicos da música pop internacional. Foi uma forma agradável de finalizar o dia. Boa comida, serviço eficiente e uma atmosfera acolhedora oferecida pelo próprio hotel.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


