18 de outubro de 2024 | Um Pouquinho de Cada Lugar
Nos despedimos de Alter do Chão e partimos rumo a Salvador, encerrando nossa jornada pela Amazônia brasileira com um dos momentos mais marcantes da viagem: o sobrevoo da floresta em direção a Manaus. Saímos de Santarém às 14h45 e, apesar do cansaço, essa última etapa foi repleta de imagens e reflexões sobre a grandiosidade e os desafios da região amazônica.
Últimas horas em Alter do Chão
Antes do embarque, ainda aproveitamos a manhã para visitar a Loja Araribá, a mais tradicional de Alter do Chão quando se trata de artesanato indígena. Apesar do visual caótico da disposição dos produtos, a variedade impressiona. Misturam-se peças de madeira, cordas e objetos indígenas coloridos — um verdadeiro retrato da riqueza cultural da Amazônia.
Com as compras feitas, voltamos à Pousada Villa Arumã para acertar as contas e seguir para o Aeroporto de Santarém, a cerca de 37 km de distância. O trajeto até lá levou cerca de 40 minutos.
Uma maratona de voos até Salvador
O retorno foi uma verdadeira maratona aérea:
- Santarém – Manaus: 1 hora de voo
- Manaus – Brasília: 2h40
- Conexão em Brasília: 1 hora
- Brasília – Salvador: 2 horas
Chegamos ao destino final às 23h10, após quase nove horas de deslocamento.
Mas o mais marcante foi o trecho entre Santarém e Manaus. Sobrevoar a Amazônia é sempre especial, mas dessa vez o cenário chamou atenção pelos efeitos da seca histórica de 2024. Rios fragmentados, bancos de areia à mostra e um impacto visual claro sobre o curso d’água, especialmente no Rio Tapajós e sua bacia, ao sul do Rio Amazonas.
O clima da Amazônia e a seca de 2024
O clima equatorial da Amazônia garante chuvas frequentes ao longo do ano. Entretanto, na porção sul da região, o clima passa a ser tropical, com chuvas concentradas no verão e secas no inverno. Em 2024, a estiagem foi mais severa do que o normal, afetando fortemente o volume dos rios e a vida das populações ribeirinhas.
A grandiosidade da floresta amazônica
A Amazônia brasileira ocupa cerca de 60% do território nacional, abrangendo aproximadamente 5 milhões de km². Além do Brasil, essa imensa floresta se estende por oito países vizinhos e abriga a maior bacia hidrográfica do planeta. O majestoso Rio Amazonas é o rio mais volumoso do mundo e, junto aos seus milhares de afluentes, compõe uma malha de rios que sustenta não só a biodiversidade da região, mas também influencia o equilíbrio climático global.
Sobrevoar a Amazônia: emoção do início ao fim
Estar acima da floresta amazônica é uma experiência que transcende o turismo. É uma imersão visual e emocional. Do alto, tudo é imensidão. O verde infinito se mistura com os caminhos líquidos dos rios que serpenteiam entre árvores, ilhas, igarapés e comunidades isoladas. A percepção do isolamento das populações e da vastidão do território provoca respeito, admiração — e também uma reflexão sobre a urgência de preservar esse patrimônio natural.
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