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As aves da Pousada Piuval, no Pantanal

16 de junho de 2023

A Pousada Piuval

Estávamos na Pousada Piuval, no início da Estrada Parque Transpantaneira, a dez quilômetros da cidade de Poconé, no estado do Mato Grosso. A Pousada Piuval é um dos projetos de adaptação das fazendas pantaneiras em hotéis e pousadas que objetivam desenvolver o ecoturismo, com ênfase na observação da fauna e da flora do Pantanal. Muitas fazendas, hoje, convivem com essa realidade e fazem do turismo uma fonte de renda extra.

Pousada Piuval

Os cupinzeiros do Pantanal

Saímos pela manhã, para um tour de carro pelos caminhos da propriedade. O nosso objetivo principal era encontrar o Tamanduá-bandeira, que sabíamos serem abundantes na área da Piuval, sobretudo, por conta da grande quantidade de cupinzeiros existentes nos pastos da propriedade. Os cupins são os alimentos preferidos dos tamanduás e estão espalhados por toda a propriedade.

Cupinzeiros do Pantanal

O Corta-água

Logo na saída fomos contemplados por um bando de Corta-água ou Talha-mar, uma ave migratória que pode alcançar até 50 centímetros de comprimento e que aparece no Pantanal em determinadas épocas do ano. Costuma voar muito próximo à água e com a parte inferior do bico mergulhada para pescar pequenos peixes e camarões que ficam próximos à superfície.

Um bando de Corta-água

A Garça-branca-pequena

No caminho encontramos Garças-brancas-pequenas ou Garcinhas, que podem chegar a 65 centímetros de altura e até um metro de envergadura. Muito comum nas lagoas do Pantanal.

A Garça-branca-pequena

O Pernilongo-de-costas-negras

Encontramos um charmoso Pernilongo-de-costas-negras, também conhecida como Perna-de-pau. É uma ave pequena, chegando a no máximo 38 centímetros de altura.

Perna-de-pau

A Garça-azul

Dentro da grande diversidade de aves da Fazenda Piuval, encontramos uma Garça-azul, uma ave de porte médio, que chega a 50 centímetros de comprimento. O seu destaque fica para a plumagem azul escura.

Garça-azul

O Pica-pau-de-topete-vermelho

Encontramos um casal de Pica-paus na beira da estrada, iniciando a construção de um ninho. Eram da espécie Pica-pau-de-topete-vermelho. Uma ave que pode chegar a 38 cm de comprimento, consegue pousar verticalmente nos troncos das árvores, onde faz o seu trabalho.

O Pica-pau-de-topete-vermelho

O Martim-pescador-grande

Outro show no caminho ficou por conta de um Martim-pescador-grande, uma ave que pode chegar a 42 centímetros de comprimento e é o maior da espécie existente no Brasil. Vive em áreas de lagoas e rios, por isso se adapta tão bem ao Pantanal. Mergulha de forma certeira em busca da sua presa.

Martim-pescador-grande

O Gavião-caramujeiro

Dividia a cena com um belo e imponente Gavião-caramujeiro, que vive na beira dos rios e lagoas do Pantanal. Se alimenta de grandes caramujos que coleta no leito dos rios e leva para as áreas secas, onde retira o molusco para a sua alimentação. É quase que o seu único alimento, às vezes se utiliza também de pequenos caranguejos do Pantanal.

Gavião-caramujeiro

A plataforma de observação

Seguimos até uma plataforma de observação que existe no fundo da fazenda. Do alto da plataforma, podemos ter uma bela vista dos arredores. Para chegar à plataforma, passamos por uma ponte de madeira, sobre áreas alagadiças do Pantanal.

O caminho para a plataforma

Caramujos e carcaças de caranguejos abandonados

A cena sobre a ponte de madeira parecia as notícias de um “jornal” sobre o cotidiano do Pantanal. Caramujos abandonados e carcaças de caranguejos, são testemunhas da farra da vida e da alimentação das aves nos arredores.

Caranguejos abandonados na ponte
Caramujos abandonados na ponte

Cardeais-do-banhado

Ao lado da ponte os Cardeais-do-banhado faziam a decoração do capim no meio da lagoa. Um lindo pássaro com a cabeça e peito com uma cor vermelho vivo e asas pretas, com até 25 cm de comprimento.

Cardeal-do-banhado

Os Carcarás

No final da passarela, já chegando na plataforma, encontramos um casal de Carcarás. Aparece em praticamente todo o território brasileiro. Às vezes em bandos, casais ou sozinhos. Vimos muitos no Pantanal. Mede aproximadamente 60 cm e possui 123 cm de envergadura, com as asas abertas. O carcará não passa aperto, é uma ave onívora, come de quase tudo, animais e vegetais. Animais vivos ou mortos e até lixo produzido nas áreas urbanas.

Carcará

O Urubu-da-cabeça-amarela

O grande achado no alto da plataforma foi um raro Urubu-da-cabeça-amarela. Uma ave comedora de carniça, que tem um papel fundamental no Pantanal. São elas que fazem a limpeza do meio-ambiente, dificultando o crescimento de bactérias e limpando as carcaças que rapidamente são recicladas na natureza. O Urubu-da-cabeça-amarela chega a 65 centímetros de comprimento e 1,60 metros de envergadura.

Urubu-da-cabeça-amarela

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