21 de abril de 2015.
No final da manhã assistimos a uma excelente palestra com um dos guias do navio, sobre a Amazônia. Na palestra foram enfatizados aspectos relacionados com o relevo e a hidrografia da Amazônia.
A Amazônia possui três grandes unidades de relevo. Ao norte predomina o Planalto das Guianas, uma das mais antigas formações geológicas do planeta. O Planalto das Guianas sobe degraus, a partir da calha central da Planície Amazônica, até a fronteira do Brasil com as Guianas, Venezuela e Colômbia, onde alcança as suas maiores altitudes e onde nascem os afluentes da margem esquerda do Rio Amazonas. É nessa parte que fica o Pico da Neblina, a maior elevação do Brasil.
No centro da região fica a Planície Amazônica, uma planície sedimentar, bastante plana, onde passa a calha central do Rio Amazonas. A Planície Amazônica foi formada ao longo do tempo geológico pela deposições sedimentares do Rio Amazonas e dos seus afluentes.
Na porção sul do território, fica o Planalto Brasileiro, que também é uma estrutura geológica antiga, porém bem mais plana que o Planalto das Guianas. É aí que nascem os afluentes da margem direita do Rio Amazonas.
O Rio Amazonas nasce no Peru, em dois rios, Ucayali e Marañon, que se encontram para formar o Solimões, que por sua vez já é o próprio Amazonas. As nascentes mais longínquas do Rio Amazonas provavelmente ficam no Nevado Mismi, nas encostas dos Andes, existem porém avaliações controversas em relação a isso. A partir daí são 6.922 km de extensão, o que lhe dá o título de mais extenso rio do Mundo, além de ser aquele que apresenta o maior volume de água.
O Amazonas entra no Brasil com o nome de Solimões e somente passa a se chamar Amazonas a partir do momento em que se encontra com o Rio Negro, após a cidade de Manaus. Daí ele segue até a sua foz na divisa entre o Amapá e o Pará. Nesse trecho ele derrama 180 milhões de litros de água por segundo na foz. Chega a empurrar as águas do Oceano Atlântico por mais de 120 km oceano a dentro.
O ecossistema amazônico possui uma série de identidades próprias. A Terra Firme são áreas mais afastadas dos rios e mais altas, que nunca sofrem alagamentos, Os Igapós são florestas que ficam inundadas durante as cheias dos rios. Possuem também árvores frondosas e tão densas quanto na Terra Firme.
À tarde fomos navegar pelos canais entre as ilhas do Arquipélago das Anavilhanas, na região conhecida como Três Bocas. O caminho era um labirinto de canais e ilhas. A paisagem é impactante. O espelho d’água faz transparecer a tranquilidade da floresta e do meio ambiente ainda intocado.
Por entre os Igarapés e Igapós das Anavilhanas, vimos tucanos, araras, papagaios, patos, etc. Anoiteceu e ainda estávamos nos canais, onde tivemos demonstrações de focagem de animais. Foi possível ver cobras, jacarés e ouvir a magnífica cantoria dos sapos na noite escura. Voltamos para o Navio e finalizamos esse dia de fortes emoções na Amazônia Brasileira.

