As Greenhouses da Islândia
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- joaquimnery
- 15 de janeiro de 2025
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12 de agosto 2024
As grandes estufas
Estávamos na Islândia, percorrendo o roteiro turístico do Círculo Dourado. Saímos do Parque Nacional Pingvellir, e seguimos até uma Greenhouse, as famosas e icônicas fazendas islandesas que utilizam a energia geotérmica para viabilizar a produção hortifrutigranjeira em estufas. Essas fazendas desempenham um papel fundamental na agricultura da Islândia, permitindo a produção de alimentos frescos em um país de clima rigoroso e solos vulcânicos. Utilizando energia geotérmica, as estufas são aquecidas e iluminadas, criando condições ideais para o cultivo de frutas, legumes e vegetais, como tomates, pepinos e até bananas.

A busca pela autossuficiência alimentar
As Greenhouses reduzem a dependência de importações de alimentos e garantem uma oferta de produtos frescos, contribuindo para a autossuficiência alimentar e sustentabilidade. Além disso, as estufas são um exemplo de inovação islandesa ao aproveitar os recursos naturais para superar limitações climáticas. A Islândia, apesar de todas as suas dificuldades com o clima é autossuficiente na produção de muitos alimentos, por conta das Greenhouses.

Almoçando na produção de tomates
São também utilizadas como conteúdo turístico. Algumas Greenhouses são equipadas com restaurantes no meio da produção agrícola e recebem visitantes sedentos em assimilar um pouco mais da cultura e tradição da Islândia moderna.

Um ambiente ideal
Uma Greenhouse funciona como um sistema controlado que cria um ambiente ideal para o crescimento de plantas, independentemente das condições climáticas externas. É construída com materiais como vidro ou plástico transparente, permitindo a entrada da luz solar, que é convertida em calor. Esse calor é retido no interior da estufa, aumentando a temperatura em comparação com o ambiente externo. O calor geotérmico é também usado para aquecer a estufa. Tubulações conduzem água quente ou vapor para manter uma temperatura estável, essencial para o crescimento das plantas.

O uso da energia geotérmica
As noites longas da Islândia, no inverno, faz com que haja necessidade de iluminação artificial para complementar a luz natural, garantindo que as plantas realizem a fotossíntese. Sistemas de ventilação controlam a circulação do ar, prevenindo o superaquecimento e garantindo níveis adequados de dióxido de carbono (CO₂), necessário para a fotossíntese. A umidade elevada é mantida para otimizar o crescimento, mas sem criar condições que favoreçam pragas ou doenças. Isso é feito por meio de nebulizadores ou desumidificadores, dependendo das condições internas.

Estufas modernas
Muitas estufas modernas utilizam sistemas hidropônicos, onde as plantas crescem em soluções nutritivas sem o uso de solo. Esses elementos combinados permitem que as estufas superem as limitações climáticas, proporcionando um ambiente otimizado para a produção agrícola o ano todo. Na Islândia, o uso da energia geotérmica torna esse processo ainda mais sustentável e eficiente.

A cachoeira Gullfoss
Almoçamos em uma Greenhouse e seguimos para uma próxima atração. A espetacular cachoeira Gullfoss, um dos pontos altos do Círculo Dourado. É uma das atrações naturais mais impressionantes do país. Conhecida como a “Cachoeira Dourada”, ela encanta os visitantes com suas águas poderosas que despencam em duas etapas por um cânion de basalto de 32 metros de profundidade. Alimentada pelo rio Hvítá, a Gullfoss oferece imagens deslumbrantes. Fácil de acessar e com trilhas bem demarcadas, Gullfoss é um destino imperdível para quem visiuta a Islândia selvagem.

O Geysir
A próxima atração que fomos visitar no Círculo Dourado foi o famoso Geysir, localizado no Parque Geotérmico Haukadalur. Um dos gêiseres mais emblemáticos da Islândia e que deu origem ao termo “gêiser”. Embora atualmente ele entre em atividade de forma irregular, o parque é lar de outro gêiser ativo, o Strokkur, que jorra colunas de água quente a até 20 metros de altura entre cada 5 ou 10 minutos, proporcionando um espetáculo natural impressionante. Os gêiseres são fenômenos naturais muito frequentes na Islândia. São fontes intermitentes de água quente, de origem vulcânica, cuja erupção provoca o lançamento de água para o ar.

O Parque dos Gêiseres
O local é repleto de poças de lama borbulhante, fontes termais e paisagens geotérmicas únicas, com vapores constantes emergindo do solo. O Parque dos Gêiseres é uma parada imperdível no roteiro do Círculo Dourado, permitindo aos visitantes vivenciar de perto a energia geotérmica que caracteriza a Islândia.

A cratera Kerid
Continuamos o circuito e paramos para admirar a grande cratera Kerid, um dos marcos geológicos mais impressionantes da Islândia. Com cerca de 55 metros de profundidade, 170 metros de largura e 270 metros de extensão, a cratera vulcânica apresenta paredes íngremes de tons avermelhados e um lago esmeralda em seu centro, resultado de águas subterrâneas que preenchem o fundo. Formada há aproximadamente 3.000 anos, Kerid oferece uma visão fascinante das forças vulcânicas que moldaram a paisagem islandesa. É uma parada necessária. Exploramos a borda da cratera e tivemos uma experiência única em meio à natureza dramática do país.

O restaurante Fish Market
Depois de um dia intenso atravessando o Círculo Dourado da Islândia, voltamos para Reikjavik no final da tarde. O dia foi excepcional e para finalizar, fomos jantar no excelente restaurante Fish Market, com uma culinária moderna que combina ingredientes frescos da Islândia com influências asiáticas. Fundado pela chef Hrefna Sætran, a mesma chef e proprietária do Grill Markt, que tínhamos ido na semana anterior. Oferece menus degustação criativos em um ambiente acolhedor e histórico, situado em um dos edifícios mais antigos da cidade, localizado no centro turístico de Reikjavik.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


