Na ala do Museu do Louvre destinada às Esculturas Europeias de 1100 a 1848, existe uma quantidade enorme de preciosidades e algumas obras-primas como o nu em tamanho natural de Santa Maria Madalena de Gregor Erhart, do início do século XVI.
Outra escultura importante que está entre as mais procuradas do Louvre é a obra de Antônio Canova, que mostra Psiquê ressuscitada pelo beijo de Eros, de 1787, uma obra singela e de grande expressividade. A escultura tem um poder de comunicação incrível.
O Hermafrodita adormecido também reúne multidões ao seu redor. A escultura mostra de forma singela a figura bissexual do filho de Hermes e Afrodite, que se uniu num abraço eterno à ninfa Salmacis resultando na figura andrógina do Hermafrodita. Quando se observa a estátua, a sinuosidade do corpo nos dá a impressão de ser uma figura feminina, mas ao darmos a volta percebemos que se trata de uma escultura masculina.
As Três Graças mostram as Deusas da fertilidade, do encantamento, da beleza e da amizade. Sempre foram associadas a Afrodite, Deusa do Amor. As Graças são representadas em várias obras de arte europeia. Pinturas e esculturas. Esse conjunto do Museu do Louvre foi esculpido por Cordier (1565-1612).
Na área dos escultores Franceses, chama a atenção a maravilhosa Tumba de Philippe Pot (um alto funcionário da Borgonha), com seus oito pranteadores encapuzados. O contraste de cores dos materiais utilizados engrandecem a escultura.
A maior expectativa nessa visita era o encontro com a Vênus de Milo, uma estátua grega do período helenístico (fim do século III e século II a.C.), que também reúne multidões. A estátua foi descoberta em 1820, na Ilha de Milo (Grécia). Foi adquirida pela França e imediatamente exposta no Louvre.
A estátua é uma das peças mais reproduzidas do Museu do Louvre, pela sua qualidade estética e por isso adquiriu grande popularidade se transformando numa das estátuas mais conhecidas do mundo. Acredita-se que seja uma representação de Vênus, Deusa da beleza e do amor.
A Vênus de Milo possui 2,02m de altura, é formada pela junção de dois blocos de mármore e outras partes menores trabalhadas em separado. A Vênus aparece hoje sem os braços, nua até o quadril, enquanto que a parte de baixo está coberta por um manto ricamente trabalhado.
A outra “dama” nobre do Museu do Louvre é a Vitória de Samotrácia, uma estátua, também do período helenístico, que demonstra toda a leveza da escultura grega. Apesar da estrutura maciça ela aparece deslizando suavemente e cortando o vento. A estátua representa a Deusa Grega Nike (Vitória) e que foi descoberta em 1863, nas ruínas do Santuário dos grandes Deuses de Samotrácia.
Fazia parte de uma fonte com a forma de proa de um navio em pedra calcária, doada ao santuário provavelmente pela cidade de Rodes. Fica num local de grande destaque no Museu do Louvre, no alto de um conjunto de escadarias. A Vitória de Samotrácia data de aproximadamente 220 a 190 a.C.
Na área aberta da ala Richelieu aparecem os originais dos fantásticos “Cavalos de Marly” de 1745, esculpidos por Guillaume Coustou, que aparecem relinchando. Os Cavalos faziam parte da decoração do Chateau Marly e foram levados para Paris em 1794, durante a Revolução Francesa onde foram instalados na Place de la Concorde, na entrada da Avenida de Champs Élysées. Hoje existem aí, cópias desses cavalos, os originais são esses que estão no Louvre.
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