Islândia, a “Terra do Gelo e do Fogo”
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- joaquimnery
- 10 de novembro de 2024
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01 de agosto 2024
A ilha da Islândia
A Islândia é uma ilha localizada em altas latitudes, no Atlântico Norte e cortada pelo Círculo Polar Ártico. É conhecida como a “Terra do Gelo”. Possui um clima frio subpolar e temperado oceânico na faixa sul da ilha. Pode também ser considerada como a “Terra do Fogo”, em função da intensa atividade vulcânica do país. As temperaturas não costumam ultrapassar uma média de 12°C e as precipitações são bastante presentes na região. Em forma de neve, mais ao norte ou de chuva, ao sul.

A geografia dramática
A geografia dramática, com relevo montanhoso intercalado por grandes planícies. A presença de rios, cachoeiras, glaciares, gêiseres e outros fenômenos naturais, além de baleias e pássaros exóticos, fazem da Islândia, um paraíso para o turismo de observação da natureza. O país com as suas maravilhas naturais parece ter saído da descrição de um conto de fadas. A paisagem natural permaneceu inalterada por séculos.

A pesca
A pesca e a indústria pesqueira são algumas das principais atividades econômicas do país. As águas do Atlântico Norte facilitam a grande riqueza em pescado nos mares da Islândia. A presença da Corrente do Golfo, com as suas águas quentes, viabilizou a ocupação humana na Islândia. Bacalhau, Arenque e Camarão são os principais produtos da pesca que contribuem para a economia. A pesca já foi motivo de forte disputa entre a Islândia e o Reino Unido, num conflito conhecido como a “Guerra do Bacalhau”, que culminou com uma definição mais clara sobre as áreas disponíveis para pesca da Islândia e do Reino Unido.

O turismo
O turismo é outra atividade importante na ilha que emergiu recentemente e se tornou em setor essencial para a economia islandesa. A paisagem natural, com geleiras, vulcões, fontes termais e fiordes, atrai milhões de turistas anualmente. Locais como a Lagoa Azul, o Parque Nacional Thingvellir e a cidade de Reykjavik são destinos populares. O turismo não só gera receitas consideráveis, mas também cria empregos e impulsiona o desenvolvimento da infraestrutura do país.

Auroras boreais, cultura e história escandinava
Além disso, as auroras boreais, bastante comuns no país, são uma grande atração turística, principalmente entre os meses de setembro a abril. A cultura e história escandinava é outro ativo importante para o turismo.

Alta qualidade de vida
A população é pequena, aproximadamente 380 mil habitantes, sendo que a maioria deles vivem na capital Reykjavik e seus arredores. Quase sempre em áreas urbanas. A densidade demográfica é bastante baixa, apenas 3,4 hab/km², devido à pequena população da ilha e aos vazios demográficos da região central e norte, coberta por gelo boa parte do ano. O país apresenta uma elevada taxa de urbanização. Cerca de 94% da população vive em cidades, uma das maiores taxas do mundo. Possui um PIB per capta elevado e a população tem um alto padrão de desenvolvimento, alta qualidade de vida e educação. Esse rápido desenvolvimento do país refletiu em uma diminuição da natalidade e consequente envelhecimento populacional.

Os primeiros humanos da ilha
Os gregos provavelmente foram os primeiros humanos a pisar o pé na Islândia, em 330 a.C. Existem relatos históricos que falam de uma ilha ao norte da Inglaterra, que provavelmente seria a Islândia. Os próximos relatos sobre a ilha são de 700 d.C., mil anos depois, quando um grupo de monges irlandeses, fugindo dos vikings que ocupavam as Ilhas Britânicas, descreviam uma ilha que não tinha sol durante o inverno e que não tinha pôr-do-sol durante o verão. Características da Islândia. Os vikings chegaram no século IX e ocuparam a ilha em definitivo.

Noruega e Dinamarca
A Noruega tomou posse do país em 1281. Pouco tempo depois, a erupção do vulcão Hekla matou milhares de cabeças de gado, levando fome e crise para a ilha. Ainda no final do século XIII, a Peste Negra matou metade da sua população. No final do século XIV, passou a fazer parte do Reino da Dinamarca e permaneceu assim até o início do século XX.

A independência
No final do século XIX, um forte sentimento nacionalista tomou conta da Islândia, que apesar da pequena população, começou a sonhar com uma independência, saindo das amarras da Dinamarca. Liderada pelo islandês Jón Sigurðsson, a Islândia conseguiu aprovar uma constituição independente em 1874, começando a cuidar das suas questões internas. Com o início da Primeira Guerra Mundial, a Islândia se tornou um lugar estratégico. Europeu, mas fora do continente. Fornecedor de alimentos e lã. Quando a guerra terminou em 1918, chegou a vez da Islândia se tornar independente da Dinamarca.

Uma localização estratégica
Até a Segunda Guerra, viveu um sistema misto, ainda com forte influência da Dinamarca. Quando essa guerra terminou, ficou independente em definitivo em 17 de junho de 1944, com a Proclamação da República da Islândia. Após a Segunda Guerra, foi a vez da Guerra Fria mexer com a Islândia. Se tornou um país estratégico, em função da sua localização geográfica. O Aeroporto de Keflavík, próximo a Reykjavik se tornou uma base militar americana e até hoje cumpre essa função para a OTAN.

Os Países Escandinavos
A Islândia faz parte do grupo de países escandinavos, juntamente com Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca. Países que tiveram origem Viking. Entre momentos de euforia e crise econômica a Islândia segue o seu caminho e possui hoje uma excelente qualidade de vida e sistema de bem-estar social, possui baixíssima taxa de desemprego e valoriza a igualdade de gênero, transparência governamental e liberdade individual.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


