Os Fiordes Ocidentais da Islândia
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- joaquimnery
- 16 de novembro de 2024
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02 de agosto 2024
As águas do Atlântico Norte
Saímos de Reykjavik e fizemos hoje, o primeiro dia de navegação e segundo no cruzeiro que ao redor da Islândia, no navio Silver Wind. A navegação através da Ilha da Islândia, mesmo no verão, é um desafio, pois as águas do Atlântico Norte são agitadas e o tempo pode mudar há qualquer instante.

Os Fiordes Islandeses
Começamos a viagem passando pelos fiordes ocidentais e do norte do país. Os fiordes foram formados pelo degelo da última era glacial, há cerca de 12 mil anos. À medida que o gelo derretia, o seu peso e o movimento, escavava enormes vales de erosão que eram preenchidos pela água do mar. São geralmente entradas estreitas e bastante profundas e que penetram muito no continente. Todo o litoral da Islândia é formado por grandes, extensos e profundos fiordes. No mar agitado, navegar no interior de um fiorde é um alento, pois as águas são naturalmente mais calmas.

Chegando a Stykkishólmur
Fizemos uma primeira parada em Stykkishólmur, localizada no oeste da Islândia, no extremo norte da península de Snæfellsnes, nas margens do fiorde Breiðafjörður. É o centro comercial da região. É um dos melhores lugares do país para sentir a verdadeira alma da Islândia. A localização, o porto pitoresco e as casas coloridas encantam aqueles que visitam a Península de Snæfellsnes.

Descemos em terra firme com os Zodíacos
O porto natural permitiu que esta cidade se tornasse um importante centro comercial no início da história da Islândia. O porto não tinha profundidade suficiente para a atracação do Silver Wind, que ficou ancorado distante da costa e tivemos que usar os Zodíacos para descer em terra firme.

Os Zodíacos
Os Zodíacos são botes grandes e confortáveis que ficam à disposição dos hóspedes enquanto acontecem os programas em terra. Existe toda uma preparação dos tripulantes para ajudar os hóspedes e navegar até o litoral. O processo é seguro e controlado. Os tripulantes bem treinados fazem o apoio de embarque e desembarque nos Zodíacos.

Bandeira Azul para Stykkishólmur
Stykkishólmur possui pouco mais de mil habitantes, foi o primeiro entreposto comercial da Islândia, fundado na década de 1550. Ainda hoje a pesca é a principal atividade do local. O centro da cidade possui belas e bem preservadas casas antigas de épocas anteriores. Em toda a Islândia, em alguns aspectos, existe uma grande consciência ambiental, apesar dos enormes contrastes estabelecidos pela continuidade da pesca da baleia e outras pescas predatórias. Stykkisholmur foi a primeira comunidade na Europa a obter a certificação ambiental EarthCheck, foi o primeiro município na Islândia a começar a separar totalmente os seus resíduos e foi a primeira cidade na Islândia a receber o selo ecológico Bandeira Azul para seu porto. É também um Destino Europeu de Excelência (EDEN), desde 2011.

Os programas do Siver Wind
Em todas as paradas do Siver Wind, existiam algumas programações em terra e os hóspedes são estimulados a decidir previamente sobre qual o programa que querem fazer. A primeira descida nos Zodíacos não foi tão simples. O mar batia muito e molhava bastante. O frio era intenso, mas sobrevivemos. Chegamos em terra a Stykkishólmur e acompanhamos um dos guias que estavam disponíveis em terra, com um grupo do navio, contando as histórias do pequeno povoado.

A produção do Edredom
Seguimos até uma pequena casa onde assistimos a uma apresentação sobre os Patos Êideres e a produção do Eidredão (Edredom). Essas aves são muito comuns na Península de Stykkishólmur, onde fazem os seus ninhos. As penas residuais desses ninhos, são usadas para fazer os Eidredões ou Edredons que servem para produzir travesseiros e colchas de cama muito bem aquecidas, excelentes para regiões de clima frio. Stykkishólmur é um centro de produção de Eidredões legítimos e naturais.


A igreja Stykkishólmur
Continuamos circulando pela pequena vila, com a guia que nos acompanhava. Passamos ao lado da igreja Stykkishólmur, com um projeto arrojado e moderno do arquiteto Jón Haraldsson. A igreja se destaca por seu campanário branco que se parece com o esqueleto de uma baleia.

Casas de passarinhos
Nessa pequena vila isolada no meio do Oceano Ártico, o tempo passa devagar e parece ter parado séculos atrás. O modo de vida dos seus moradores é bastante pacato. Na subida de uma ladeira, as casas de passarinhos formavam uma obra de arte em espaço livre.

Navegando para Flatey Island
Depois de caminhar bastante em Stykkishólmur, voltamos para a base de atracação dos Zodíacos e seguimos para o Silver Wind, que estava ancorado a algumas centenas de metros da costa. Embarcamos e seguimos em navegação até a Flatey Island, o próximo destino, ainda nesse dia 02 de agosto. A navegação começou a ficar ruim, pois o vento aumentou e ondas gigantescas começaram a aparecer. O piloto avisou antes e procurou um lugar abrigado ao lado da Flatey Island, para ancorar.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


