Matisse, no Grand Palais de Paris
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- joaquimnery
- 25 de junho de 2026
- Europa França Super Destaque
16.04.2026
De Seul para Paris
Embarcamos em um voo de Seul para Paris em uma viagem de 13 horas e 45 minutos pela Korea Air. Chegamos no aeroporto Charles Degaule e seguimos para o Hotel Rochester Champs-Elysèes, no centro de Paris. Pegamos um engarrafamento grande e fizemos mais de uma hora do aeroporto até o hotel. Já ficamos hospedados no Hotel Rochester Champs-Elysèes em várias oportunidades. Sempre gostamos muito. Uma localização excelente, a 200 metros da Avenida Champs-Elysèes. Um atendimento simpático, eficiente e um excelente café-da-manhã. Como chegamos tarde, pegamos uma dica com o concierge do hotel e fomos jantar no Restaurante Le Comptoir de L’Artoise, que fica ao lado do hotel e podemos ir andando. Depois de um longo voo, era a melhor alternativa. O restaurante é uma cantina italiana excelente, com um atendimento supersimpático. Valeu muito a dica do hotel.

17.04.2026
Caminhada até o Grand Palais
Saímos caminhando em direção ao Grand Palais, aproveitando mais uma vez a elegância das largas avenidas de Paris. O edifício do Grand Palais foi inaugurado para a Exposição Universal de 1900, que aconteceu em Paris. É uma das grandes joias arquitetônicas da Belle Époque parisiense. Seu impressionante teto de vidro e aço é uma obra-prima da engenharia do início do século XX, cobre quase 14 mil metros quadrados e permite a entrada abundante de luz natural. Construído para celebrar a arte e o progresso da França, o edifício abriga exposições, eventos culturais e desfiles de moda. Possui uma fachada clássica adornada por colunas e esculturas, o Grand Palais é um dos mais belos símbolos da arquitetura monumental francesa e uma parada obrigatória para quem visita Paris.

Matisse no Grand Palais: uma celebração da cor e da liberdade criativa
Fomos visitar a grande exposição dedicada a Henri Matisse no Grand Palais. Tivemos a oportunidade de mergulhar no universo de um artista que revolucionou a pintura do século XX e se tornou uma das figuras mais importantes da arte moderna. Henri Matisse nasceu em 1869, em Le Cateau-Cambrésis, no norte da França. Inicialmente estudou Direito, mas uma doença que o obrigou a permanecer em repouso o levou a descobrir a pintura. A partir daí, dedicou toda a sua vida à arte. Viveu em Paris, onde participou da efervescência artística do início do século XX, e mais tarde mudou-se para Nice, na Riviera Francesa, região cuja luz e paisagens influenciaram profundamente suas obras. Nos últimos anos de vida, já debilitado, continuou produzindo em sua residência em Vence, criando as célebres colagens de papel colorido e projetando a Capela do Rosário, considerada por ele sua obra-prima.

O pai do Fauvismo
Matisse foi um dos líderes do Fauvismo, movimento artístico surgido em 1905, caracterizado pelo uso ousado das cores, pela simplificação das formas e pela busca da expressão emocional em vez da representação fiel da realidade. Enquanto outros artistas buscavam reproduzir o mundo como ele era, Matisse procurava transmitir sensações. Para ele, a arte deveria proporcionar equilíbrio, serenidade e prazer visual. Sua influência ultrapassou gerações, inspirando artistas como Pablo Picasso e inúmeros criadores da arte contemporânea. Hoje, é considerado um dos maiores nomes da pintura mundial. A exposição no Grand Palais apresentava um panorama abrangente de sua trajetória artística. Pinturas, desenhos, esculturas, gravuras e as famosas colagens realizadas nos últimos anos de vida revelam a constante reinvenção de Matisse.

A exposição do Grand Palais
Entre as características mais marcantes da mostra estão: A evolução do uso das cores, a influência da luz do Mediterrâneo em suas obras, a busca pela simplicidade das formas, os retratos, naturezas-mortas e cenas do cotidiano, os recortes em papel colorido, produzidos quando já não conseguia mais pintar em pé. A curadoria permite compreender como Matisse transformou limitações físicas em novas formas de criação, demonstrando uma capacidade extraordinária de renovação.

Um legado universal
Mais de setenta anos após sua morte, em 1954, Henri Matisse continua sendo uma referência fundamental da arte moderna. Sua obra é marcada pela alegria, pela luminosidade e por uma extraordinária liberdade criativa. Percorrer essa exposição no Grand Palais foi reencontrar um artista que soube transformar cor, forma e emoção em uma linguagem universal. Em uma Paris que sempre foi um dos grandes centros da arte mundial, a mostra reafirma porque Matisse permanece vivo, inspirando e encantando milhões de pessoas em todo o mundo.

Caminhando pela margem do Sena
Deixamos o Grand Palais e seguimos caminhando pelos jardins do elegante Petit Palais, cuja arquitetura da Belle Époque e os detalhes ornamentados já valem uma parada. Poucos minutos depois, alcançamos a Ponte Alexandre III, considerada por muitos a mais bela de Paris, com suas esculturas douradas e vistas magníficas para o Sena. A partir dali, continuamos pela margem do rio, aproveitando uma das caminhadas mais agradáveis da cidade. Entre barcos turísticos, monumentos históricos e o movimento tranquilo dos parisienses, a silhueta da Torre Eiffel foi surgindo aos poucos no horizonte, tornando o percurso tão especial quanto o destino. Em Paris, caminhar às margens do Sena é uma experiência que combina história, beleza e a atmosfera única de uma das cidades mais fascinantes do mundo.

Croque-Monsieur e Croque-Madame, dois clássicos parisienses
Passamos pela Feirinha da Primavera instalada aos pés da Torre Eiffel, onde barracas, flores e o movimento dos visitantes criaam uma atmosfera alegre e descontraída. Seguimos até a esplanada do Trocadéro e subimos a sua famosa escadaria, de onde se tem uma das mais belas vistas da Torre Eiffel e do Champ-de-Mars. Depois de apreciar o cenário e registrar algumas fotos, fizemos uma pausa para almoço em uma tradicional brasserie parisiense. Escolhemos um clássico da culinária francesa: o Croque-Monsieur, preparado com pão, presunto e queijo gratinado, acompanhado por um Croque-Madame, versão enriquecida com um ovo frito por cima. Em meio ao movimento da cidade e com a Torre Eiffel ao fundo, foi um daqueles momentos simples que ajudam a explicar por que Paris continua sendo uma das cidades mais encantadoras do mundo.

Uma última caminhada por Paris
Depois do almoço, seguimos em direção à Champs-Élysées, passando pelo imponente Arco do Triunfo, um dos monumentos mais emblemáticos da França e símbolo das vitórias militares do país. Descemos a famosa avenida, observando o movimento intenso, as vitrines das grandes marcas e a atmosfera elegante que faz da Champs-Élysées uma das ruas mais conhecidas do mundo. Fizemos uma parada na Sephora, uma das maiores e mais movimentadas lojas da rede em Paris, antes de retornar ao hotel para um breve descanso. À noite, repetimos o programa do dia anterior e voltamos ao charmoso Le Comptoir de l’Artoise. Mais uma vez, encontramos um ambiente animado, frequentado principalmente por jovens parisienses, e desfrutamos do atendimento impecável e da excelente cozinha italiana. Uma forma agradável e descontraída de encerrar mais um dia inesquecível na Cidade Luz.

18.04.26
Encerramos uma “Volta ao Mundo em 29 dias”
Saímos cedo do hotel e seguimos para o Aeroporto Charles De Gaule. Embarcamos num voo da Air France para o Rio de Janeiro (13 horas), onde após uma conexão de 3 horas, embarcamos para Salvador em um voo da Gol e encerramos essa Volta ao Mundo em 29 dias.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


