Tempestade no Mar Glacial Ártico
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- joaquimnery
- 1 de dezembro de 2024
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03 de agosto de 2024
Desistimos de Bolungarvik
No programa inicial do Cruzeiro do Silver Wind ao redor da Islândia, hoje deveríamos fazer duas paradas para visitação em terra, mas esse não foi um dia normal. Deveríamos fazer uma primeira parada em Bolungarvik, uma pequena cidade localizada no extremo norte dos fiordes ocidentais e da Islândia. Apesar do seu relativo isolamento, Bolungarvik foi colonizada há centenas de anos e já era mencionada desde o período de colonização da Islândia. Hoje, possui apenas 950 habitantes. Localiza-se junto a ricos pesqueiros e à enseada com o mesmo nome, Bolungarvik sempre foi um local de pescadores.

Atravessamos o Círculo Polar Ártico
Não descemos em Bolungarvik porque o mar estava muito agitado e o capitão do Silver Wind preferiu buscar uma baía mais abrigada para ancorar o navio. Tivemos que mudar o roteiro. Chegamos a parar em um primeiro local para fazer a tentativa de desembarque, mas não conseguimos. O Capitão preferiu buscar uma nova situação de ancoragem e foi o que fizemos. Saímos para o interior do fiorde, em busca de uma baía mais abrigada.

Ancoramos em Sudavik
Conseguimos ancorar em Sudavik, uma pequena vila localizada no Fiorde Alftafjördur, numa situação mais abrigada. Sudavik havia sido devastada por uma avalanche em 1995, que matou 14 pessoas, incluindo 8 crianças. Após o incidente, a cidade foi reconstruída e transferida de lugar. O governo construiu novas casas para os moradores que sobreviveram, para que não saíssem de Sudavik e tivessem um local mais seguro para viver.

Caminhada para recuperar o ânimo
O dia estava ensolarado e bonito. Seguimos para uma excursão a pé pela cidade. Fizemos uma caminhada de aproximadamente um quilômetro, até a pequena Igreja de Sudavik, onde assistimos a apresentação de um músico local.

O verão é fundamental para os islandeses
Durante a caminhada conseguimos observar crianças brincando no verão da Islândia. O verão é sempre um momento muito especial para os moradores dessas regiões tão remotas. A maior luminosidade, os dias mais longos e a temperatura mais amena, são atrativos fortes dessa estação do ano.

A Raposa do Ártico
Seguimos até o Centro de Observação da Raposa do Ártico, onde existiam alguns desses animais presos em cativeiro. A Raposa do Ártico ou Raposa Polar é nativa dessas regiões e, portanto, bem adaptada às condições extremas de clima. O pelo espesso e quente varia do cinza ao branco. Serve também para a camuflagem do animal nas regiões polares.

A Montanha ao redor de Sudavik
Na paisagem de Sudavik, predomina um relevo montanhoso. que bloqueia o vento e protege a comunidade das ondas do Oceano Atlântico. A vista lá do alto se estende até Bolungarvik. Contempla também os vales e montanhas ao redor, além de vários fiordes e a Reserva Natural Hornstrandir.

Seguimos para a Ilha Vigur
Voltamos para o Silver Wind no início da tarde. Almoçamos mais uma vez no The Restaurant, um restaurante “a la carte” com um cardápio sempre muito bom. O mais importante do navio. Descansamos após o almoço e levantamos quando já estávamos chegando em Vigur Island. O tempo voltou a ficar ruim. Ondas gigantes, mar agitado, chuva e muito frio. As atrações da ilha não eram muito diferentes do que já tínhamos visto. Decidimos não descer para o programa com os Zodíacos e preferimos ficar a bordo.

A Ilha Vigur
A Ilha Vigur é a segunda maior do Fiorde Isafjardardjup, medindo 2 quilômetros de comprimento por 400 metros de largura. É o local de residência de uma única família de criadores de ovelhas, que as transporta no verão para o continente, para que os patos êideres que fazem ninhos na ilha, não sejam perturbados. Um dos artigos de exportação desta pequena ilha era o edredão ou edredom. Ainda se pode ver onde os patos êideres fazem os seus ninhos e como a penugem é recolhida e limpa. O pequeno aglomerado de algumas casas fica no lado sul, junto a uma pequena praia rochosa e um cais flutuante.

Entretenimento a bordo
No final da tarde fomos tomar um vinho em um dos bares do navio e aproveitamos ouvir o artista brasileiro e baiano, Igor, que toca num desses bares do navio.

A difícil passagem pelo Mar Glacial Ártico
Tivemos um briefing no teatro sobre o programa do dia seguinte e o capitão informou que seria uma madrugada de muito vento e grandes ondas. Pediu para que nos preparássemos para uma noite super agitada, mas prometeu que o dia seguinte seria melhor. Depois do jantar, corremos para a nossa cabine e nos preparamos para o pior. Foram ondas de mais de quatro metros de altura. O navio ficava bastante agitado. A sensação que tínhamos, quando o navio atingia as ondas, era de estarmos passando por cima de toras de madeira. Conseguimos dormir um pouco, mas a madrugada foi tensa.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


