Chegada a Nova York: Primeiros passos por Manhattan
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- joaquimnery
- 21 de abril de 2026
- América Estados Unidos da América Super Destaque
21 de março de 2026
Bryant Park, entre a Quinta Avenida e a Broadway
Chegamos a Nova York no início do dia, após uma viagem longa. Duas horas e meia de voo de Salvador para São Paulo, cinco horas de conexão em Guarulhos e mais nove horas entre São Paulo e Nova York. Havia um motorista brasileiro nos esperando no JFK. Seguimos direto para o Park Terrace Hotel. Um bom hotel, com uma localização espetacular, em frente ao Bryant Park, a 100 metros da Quinta Avenida e a 300 metros da Broadway. A localização facilita muito os deslocamentos a pé. Após o check-in, saímos para caminhar sem roteiro definido, apenas revisitando Nova York e deixando Manhattan conduzir os nossos passos. O Bryant Park funciona como uma pausa no ritmo intenso da cidade. Logo ao lado está a New York Public Library, literalmente colada ao parque.

Quinta Avenida, a principal avenida de Manhattan
Após fazer o check in no hotel, seguimos pela Quinta Avenida, passando por alguns ícones da cidade. Caminhar pela Quinta Avenida é acompanhar, quarteirão a quarteirão, uma sequência de referências urbanas de Nova York. A Catedral de St. Patrick, a Trump Tower e o Rockefeller Center, compõem uma parte bastante conhecida. Diferentes estilos e épocas se encontram na Quinta Avenida, que reúne lojas de grandes marcas, vitrines sempre bem-produzidas e um fluxo constante de pessoas. Entre uma vitrine e outra, surgem edifícios que ajudam a contar a história da cidade. É um percurso que mistura consumo, arquitetura e movimento urbano, e que ajuda a entender por que a Quinta Avenida se tornou um dos endereços mais conhecidos da cidade.

Manhattan: origem, geografia e referências ao redor
A ilha de Manhattan tem uma origem ligada aos povos indígenas Lenape, e o nome deriva de um termo que pode ser traduzido como “ilha de muitas colinas”. Cercada pelos rios Hudson River a oeste e East River a leste, além do Harlem River ao norte, Manhattan ocupa uma posição estratégica que ajudou a consolidar Nova York como um importante centro portuário e financeiro. Ao sul, na entrada da baía, está a Estátua da Liberdade, um dos símbolos mais conhecidos da cidade. Já a Brooklyn Bridge conecta Manhattan ao Brooklyn e reforça a integração entre os diferentes distritos. Essa configuração geográfica ajuda a entender tanto o crescimento de Nova York quanto sua relação direta com a água.

O traçado urbano e os bairros de Manhattan
O desenho urbano de Manhattan segue um traçado ortogonal, em grande parte, o plano estabelecido no século XIX, organizado em uma grade que combina avenidas no sentido norte-sul e ruas numeradas no sentido leste-oeste. Esse traçado facilita a orientação e estrutura a ocupação da ilha. Ao longo desse espaço, diferentes áreas ganharam identidades próprias, como o Financial District, no extremo sul, ligado ao mercado financeiro; SoHo e TriBeCa, com perfis mais residencial e cultural; além de Chinatown, Little Italy e NoLita, que refletem diferentes momentos de ocupação e imigração. À medida que avançamos para o norte, a cidade mantém essa lógica até se aproximar do Bronx, já fora da ilha de Manhattan, mas integrado à dinâmica urbana da metrópole.

Catedral de St. Patrick: um contraste no coração de Nova York
Estávamos em Midtown, no meio da movimentação da Quinta Avenida, onde a Catedral de St. Patrick surge como um ponto de destaque. Contrasta com os arranha-céus ao redor. Construída no século XIX, Chama atenção pela arquitetura neogótica, com torres altas, vitrais detalhados e um interior impactante. Ao redor, edifícios comerciais e arranha-céus reforçam o contraste entre o histórico e o contemporâneo. Entrar na igreja, mesmo que por poucos minutos, muda completamente a percepção do espaço, com menos ruído e mais silêncio. A localização, em frente ao Rockefeller Center, ajuda a explicar o fluxo constante de visitantes. Ainda assim, é possível encontrar momentos mais tranquilos para observar a nave central e os detalhes da construção.

Santa Josefina Bakhita, uma presença africana na Catedral de St. Patrick
Entre os diversos altares da Catedral de St. Patrick, um deles chama atenção por sua história e origem: o dedicado a Santa Josefina Bakhita. Nascida no Sudão, no século XIX, Bakhita foi sequestrada ainda criança e vendida como escravizada. Anos depois, já na Itália, conquistou a liberdade, tornou-se religiosa e passou a dedicar sua vida ao serviço religioso e à fé. Foi canonizada em 2000 pelo Papa João Paulo II, tornando-se um símbolo de superação e resistência. Uma escultura presente na catedral retrata sua trajetória de forma simples e direta, sem grandes ornamentos, mas carregada de significado. Em meio a tantos elementos tradicionais do catolicismo europeu, a presença de uma santa africana no coração de Nova York, reforça a dimensão global da Igreja. É um detalhe que muitas vezes passa despercebido, mas que acrescenta um detalhe importante à visita.

Via Brasil: um restaurante brasileiro em Nova York
Voltamos para o hotel, onde encontramos com um amigo que mora em Nova York a mais de 40 anos e seguimos para a região conhecida como Little Brazil, na rua 46, onde optamos por almoçar no excelente Restaurante Via Brasil. Um ponto de encontro e referência para brasileiros na cidade, no meio de Manhattan. O ambiente é charmoso e muito bem cuidado, com um cardápio voltado para pratos tradicionais da culinária brasileira. A experiência é marcada pela sensação de estar em um espaço que fala a mesma língua, em todos os sentidos. Os garçons, na sua maioria são brasileiros e prestam um serviço de excelência. A visita reforça como Nova York absorve diferentes culturas e as organiza em pequenos núcleos dentro da cidade. Adoramos ter conhecido.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


