A Volta ao Mundo em 29 dias
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- joaquimnery
- 19 de abril de 2026
- Ásia Coreia do Sul Estados Unidos da América Japão Super Destaque
20 de março de 2026
Japão, Coreia do Sul, Nova York e Paris
No dia 20 de março de 2026, deixamos Salvador para uma viagem longa, desejada, planejada e organizada pela Via Alegria (www.viaalegria.com.br). Saímos de Salvador para São Paulo pela LATAM, onde embarcamos à noite em um voo da American Airlines com destino a Nova York, a porta de entrada dessa jornada maior, pelo Oriente. Ainda assim tivemos alguns dias para caminhar por Manhattan e revisitar alguns dos seus ícones urbanos. Ficamos em Nova York entre os dias 21 e 24 de março, no Hotel Park Terrace, no Bryant Park. Aproveitamos três dias completos para circular pela cidade. Depois desse breve intervalo nos Estados Unidos, seguimos adiante para o outro lado do planeta.

Volta ao Mundo e o desafio dos fusos horários
No dia 24 de março, embarcamos num voo que nos levou a Tóquio. A travessia do Pacífico incluiu um detalhe curioso do calendário. Ao cruzarmos a Linha Internacional de Mudança de Data, avançamos um dia inteiro no tempo. Partimos no dia 24 e chegamos no dia 25 de março no Japão. Uma viagem que atravessa o Pacífico, nos coloca diante de um fenômeno essencial da geografia: o sistema internacional de fusos horários. Ao atravessar continentes e oceanos em poucos dias, percebemos na prática como a geografia detalhou o tempo para acompanhar o movimento de rotação do planeta.

Os fusos horários
A Terra leva aproximadamente 24 horas para completar uma volta em torno do próprio eixo. Para orientar a comunicação, os transportes e a vida dentro desse ciclo, o planeta foi dividido em 24 fusos horários, cada um correspondendo, em média, a uma faixa de 15 graus de longitude. Quando nos deslocamos para leste ou para oeste, vamos atravessando essas faixas e ajustando o relógio para manter o horário local alinhado com a posição do Sol. O ponto de referência mundial é o Meridiano de Greenwich, que passa por Londres e usa a referência geográfica de zero grau de longitude. A partir dele, os países adotam horas adiantadas quando estão a leste ou atrasadas quando estão a oeste de Greenwich.

Cruzamos a Linha Internacional de Mudança de Data
Em nossa viagem, partimos de Salvador (horário de Brasília) rumo a Nova York. Seguimos para o Oeste, o relógio ia sendo ajustado para trás, atrasando as horas. Em outras palavras, o dia parecia que se tornava mais longo. Quando saímos do Brasil em direção aos Estados Unidos, ganhamos algumas horas. Nova York possui uma hora a menos que Brasília. No trecho seguinte da viagem, quando seguimos de Nova York para Tóquio, cruzamos o Oceano Pacífico e atravessamos a Linha Internacional de Mudança de Data, que coincide aproximadamente no meridiano 180°. Nessa faixa do planeta acontece algo curioso: o calendário muda instantaneamente um dia inteiro. Quem cruza essa linha viajando para o oeste adianta automaticamente um dia no calendário, independente do horário em que isso aconteça. Assim, partimos de Nova York no dia 24 de março e chegamos ao Japão no dia 25 de março, mesmo que o tempo total de voo não tenha sido de um dia completo.

Por que uma viagem de 29 dias tem apenas 28 nasceres do sol
Nossa jornada completa, durou 29 dias no calendário, entre a saída do Brasil e o retorno final. No entanto, ao cruzarmos a Linha Internacional de Data, um dia simplesmente deixou de existir na experiência da viagem. Na prática, isso significa que vimos apenas 28 amanheceres (auroras). Um dia inteiro foi “pulado” no calendário quando atravessamos o Pacífico rumo ao Japão. Esse ajuste aconteceu justamente para manter o calendário mundial sincronizado. Por isso, ao realizar uma volta ao mundo, não apenas atravessamos lugares e culturas, mas também experimentamos diretamente a forma como o tempo é organizado no planeta.

Viajar também é atravessar o tempo
Uma volta ao mundo não é apenas uma sequência de voos e cidades. É também uma experiência de deslocamento no próprio sistema que organiza o tempo no planeta. Ao longo de 29 dias de calendário, passamos por três continentes, cruzamos oceanos e ajustamos o relógio diversas vezes. No meio do caminho, perdemos um dia inteiro ao atravessar a Linha Internacional de Data e por isso que, apesar da duração oficial da viagem, vimos apenas 28 auroras.
Durante o nosso percurso, o relógio precisou ser ajustado diversas vezes. Cada cidade do roteiro estava em um fuso diferente em relação ao horário de Brasília:
- Brasília tem 3 horas a menos que Londres
- Nova York tem 1 hora a menos que Brasília
- Paris tem 4 horas a mais que Brasília
- Tóquio tem 12 horas a mais Brasília
- Seul tem também 12 horas amais que Brasília
Na prática, quando são 12h em Brasília, são aproximadamente, são 11h em Nova York, 16h em Paris e 0h do dia seguinte em Tóquio e Seul

A difícil missão de conviver com o “jet leg”
Alguns locais do globo ainda utilizam ajustes feitos durante o verão. No Horário de Verão, costuma-se aumentar uma hora, para compensar os dias mais longos. Essas diferenças ajudam a entender por que o corpo leva alguns dias para se adaptar aos horários locais. O “jet lag”. O relógio biológico precisa acompanhar rapidamente mudanças que, naturalmente, aconteceriam de forma muito mais lenta.

Primeiros dias no Japão
Nossa base inicial no Japão foi Tóquio, onde passamos de 25 a 27 de março. Tivemos dois dias livres para começar a entender o ritmo da cidade, observar sua organização urbana, explorar alguns bairros tradicionais e visitar pontos importantes da capital japonesa. Tóquio é uma metrópole que mistura tecnologia, tradição e uma impressionante escala urbana. Mesmo em poucos dias, sempre há algo novo a descobrir entre templos antigos, avenidas movimentadas e parques “pintados” pela floração das cerejeiras.

Circunavegação do Japão a bordo do Azamara Pursuit
No dia 27 de março, embarcamos no navio Azamara Pursuit, iniciando a etapa central da viagem. O cruzeiro seguiu até 10 de abril, em um roteiro de duas semanas contornando as principais ilhas do Japão. Durante esse percurso, navegamos principalmente ao redor das ilhas de Honshu e Kyushu, visitando diferentes portos e cidades costeiras. Esse tipo de viagem permite observar o Japão por outro ângulo: chegando pelo mar, percebendo a geografia do país e suas cidades portuárias que, ao longo da história, foram importantes portas de contato com o exterior.

Coreia do Sul: seis dias em Seul
O cruzeiro terminou em Osaka, no dia 10 de abril, quando voamos para Seul, na Coreia do Sul, onde permanecemos até 16 de abril. A capital sul-coreana é uma cidade moderna, que impressiona. Reúne palácios históricos, bairros tradicionais, grandes avenidas e uma cena cultural bastante ativa. Tivemos alguns dias para explorar a cidade com calma, conhecer seus mercados, templos e áreas históricas, além de observar de perto a dinâmica de uma das economias mais tecnológicas da Ásia.

Uma última parada, em Paris
Na volta para casa, fizemos ainda uma escala especial na Europa. No dia 16 de abril, embarcamos para Paris, onde ficamos até 18 de abril. Foram dois dias para revisitar a cidade, caminhar às margens do Sena, passar novamente por alguns de seus monumentos e encerrar a viagem em um cenário que sempre merece mais uma visita. Depois disso, seguimos de volta ao Brasil, encerrando uma jornada que atravessou três continentes e quase um mês de deslocamentos, cidades e paisagens diferentes.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


