O delta do Rio Mekong
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- joaquimnery
- 23 de novembro de 2025
- Ásia Super Destaque Vietnã
5 de outubro de 2025
Iniciando a navegação pelo delta do Rio Mekong
Começamos nossa navegação pelo Delta do Rio Mekong a partir de My Tho, fazendo paradas em vilarejos que mostravam o cotidiano da vida ribeirinha. Em Ben Tre, conhecemos o trabalho artesanal com coco e provamos doces típicos. Já em Vinh Long, visitamos mercados flutuantes cheios de cores e cheiros. Em Sa Dec, caminhamos por ruas tranquilas, entre flores e jardins. Foi um dia inteiro de imersão na simplicidade e na autenticidade do Vietnã rural.

A vida simples do Delta do Mekong
Durante a excursão, paramos na vila de Tien Loi, onde desembarcamos das pequenas sampanas, barcos típicos que deslizam silenciosamente pelos canais entre coqueiros e manguezais. Ali, visitamos uma oficina artesanal que produz vasos de barro usados nas plantações de frutas. Tudo é feito à mão, com paciência e engenhosidade, revelando o ritmo calmo e prático da vida rural vietnamita.

As sampanas
As sampanas são barcos pequenos e tradicionais, feitos de madeira e conduzidos a remo. Elas são o principal meio de transporte das comunidades ribeirinhas, servindo para pesca, comércio e deslocamento diário. Navegar nelas é uma experiência única — seguimos por cursos d’água estreitos cercados de vegetação tropical e coqueiros, sentindo de perto o modo de vida tranquilo e harmonioso das margens do Mekong.

Tien Loi’s, nos arredores de My Tho
A região de Tien Loi, perto de My Tho, é uma das mais autênticas do delta. Navegar por seus canais cercados de palmeiras e plantações é mergulhar no coração do Vietnã rural. Passamos por fazendas de frutas, vilarejos flutuantes e casas sobre palafitas. Em cada parada, os moradores nos recebiam com sorrisos e produtos locais. É uma viagem pelos sentidos, o som das águas, o perfume das frutas e a serenidade de um modo de vida que há séculos acompanha o ritmo do rio.

A agricultura familiar
Em Ben Tre, o cenário é um retrato da fertilidade do Mekong. Entre coqueiros, mangueiras e jaqueiras, as casas se misturam às plantações e às pequenas hortas. A agricultura familiar é a base da vida local, e tudo parece nascer em harmonia com o ambiente. Caminhar por Ben Tre é como entrar em um Vietnã que ainda guarda suas raízes, onde o tempo passa devagar e o contato com a terra dita o compasso do dia.

Fazendas de frutas tropicais
Em Vinh Long, entre o rio Tien e inúmeros canais, a vida gira em torno da agricultura e do comércio fluvial. Barcos cheios de frutas e mercadorias cruzam o rio o tempo todo. Visitamos uma fazenda onde jaqueiras, mangueiras e coqueiros crescem lado a lado. O solo fértil e o aproveitamento de cada espaço mostram a força do trabalho rural no delta, onde tudo parece florescer com a ajuda das águas do Mekong.

Armadilhas para peixes
No coração do delta, acompanhamos a fabricação artesanal de armadilhas para peixes, feitas de bambu. Essa técnica, passada de geração em geração, ainda é essencial para a subsistência de muitas famílias. O trabalho é completamente manual e exige paciência e conhecimento profundo do rio, um exemplo claro da ligação entre o povo e as águas que garantem seu sustento.

Os túmulos familiares
Um dos aspectos mais curiosos do Delta do Mekong são os túmulos familiares erguidos no meio das plantações, próximos às casas. Essa prática vem do confucionismo, que valoriza o respeito aos antepassados. As famílias cuidam dos túmulos com zelo, oferecendo incensos e flores. É uma convivência simbólica entre vida e memória, mostrando como o povo vietnamita mantém viva sua conexão com a terra e com suas origens.

Fileiras perfeitas de vasos
Em algumas áreas, o delta se transforma em um grande mosaico verde. Vasos alinhados em fileiras perfeitas abrigam plantas ornamentais e ervas, formando uma paisagem de rara beleza. Trabalhadores com sombrinhas cuidam de cada muda com calma e precisão. É um retrato da dedicação do povo vietnamita e da sua capacidade de unir tradição e eficiência.

Galos de briga
Em uma casa que visitamos, vimos galos de briga criados em gaiolas de arame, logo à frente da residência. Eles são motivo de orgulho para os donos e fazem parte de uma tradição antiga no Vietnã. As rinhas de galo, embora polêmicas, carregam um forte simbolismo de coragem. A cena, com as gaiolas ao lado de mesas simples e bancos de plástico, mostra o contraste entre o lazer e a vida cotidiana no delta.

As canoas do Delta
Entre Vinh Long e Sa Dec, o delta revela sua face mais viva. São campos de arroz, pomares e canais sinuosos, onde pequenas canoas cruzam levando frutas, peixes e histórias. Nas margens, famílias trabalham e convivem com a terra e a água, em uma rotina que parece ter o mesmo ritmo do rio. É o Vietnã em sua essência — simples, produtivo e em plena harmonia com a natureza.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


