Mucugê: De volta à Chapada Diamantina
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- joaquimnery
- 16 de agosto de 2025
- Bahia Brasil Super Destaque
11 de julho de 2025
O encantamento de voltar a Mucugê
Viajar para a Chapada Diamantina é sempre uma promessa de encantamento. Essa imensa região do interior da Bahia guarda cânions, rios, grutas e cachoeiras que parecem desenhados pela natureza com capricho. Mas além das belezas naturais, a Chapada também revela cidades históricas que floresceram no ciclo do diamante e que hoje respiram cultura, tranquilidade e charme. Foi com esse olhar que escolhemos Mucugê como nosso destino desta vez.

Um cenário de filme
Mucugê é uma das cidades mais preservadas da Chapada, com seu casario colonial colorido e ruas floridas que parecem saídas de um cenário de filme. Mais do que a herança do garimpo, ela vem se reinventando com o turismo e, nos últimos anos, com a produção de vinhos de altitude. Nossa viagem coincidiu com a época da vindima na Vinícola UVVA, e tivemos a oportunidade de viver de perto essa experiência única de colheita e celebração da uva em pleno coração da Bahia.

As estradas da Bahia
Chegar até lá, no entanto, não foi tão simples. Saímos de Salvador em direção à Chapada, paramos para tomar café-da-manhã no excelente Maria Antônia Café e Restaurante, a 47 km de Salvador. Viajar de carro pela Bahia é um desafio constante. As principais rodovias federais que cortam o estado – BR 324, BR 116, BR 242 e BR 101 – sofrem com condições precárias de conservação, sinalização deficiente e tráfego pesado. É uma realidade que contrasta com a grandeza turística do Estado e que torna qualquer deslocamento uma prova de paciência.

O imprevisto nos pegou de surpresa
Seguimos pelo caminho que passa por Milagres e Iaçu, uma rota que costuma ser mais tranquila e bonita, mas o imprevisto nos pegou de surpresa. Enfrentamos buracos na pista da BR 116 e perdemos um pneu. Na sequência tivemos transtornos na ponte sobre o Rio Paraguaçu, que estava em obras. O trânsito simplesmente parou. Ficamos presos por mais de três horas em um engarrafamento interminável. Foi um perrengue daqueles que testam a resistência de qualquer viajante. No fim, só restou encarar com bom humor e guardar como uma daquelas histórias de estrada que a gente sempre acaba contando depois. Superado o contratempo, seguimos viagem com a expectativa ainda maior de chegar a Mucugê. E quando a cidade começou a aparecer entre as montanhas da Chapada, todo o esforço foi recompensado.

A Pousada Moã Charme Hotel
Nossa hospedagem em Mucugê foi na Pousada Refúgio da Serra, mas nessa primeira noite ficamos na Pousada Moã Charme Hotel, um espaço recém reformado, inaugurado às pressas, para aproveitar o período junino, e por isso mesmo, estava com alguns problemas estruturais. A proposta do espaço é unir conforto e acolhimento, mantendo a atmosfera aconchegante típica de Mucugê. A localização privilegiada facilitava para que explorássemos a cidade a pé. Estar em Mucugê é deixar-se envolver por essa atmosfera delicada, onde a história se mistura à natureza e o tempo parece correr em outro ritmo. Foi daqui que partimos para explorar a Vindima da UVVA e as belezas naturais dos arredores, mas sempre com a sensação de ter encontrado uma cidade que, mais do que destino, é uma experiência de encantamento.

Mucugê fica ainda mais charmosa no período de São João
Durante o mês de junho, Mucugê ganha ainda mais charme com a decoração junina. As ruas de pedra são enfeitadas com bandeirolas coloridas que dançam ao vento, balões e luminárias que iluminam as noites frias da Chapada. O casario colonial serve de cenário perfeito para as tradições nordestinas, criando uma atmosfera acolhedora que mistura música, fogueiras e comidas típicas. Caminhar pela cidade nessa época é mergulhar no espírito do São João, quando moradores e visitantes se encontram para celebrar uma das festas mais queridas do Nordeste.

O Point da Chapada
À noite, aproveitamos para jantar no Point da Chapada, um dos restaurantes mais conhecidos da cidade. O ambiente é descontraído, com música ao vivo e pratos generosos que combinam bem com o clima frio da serra. Foi o lugar ideal para relaxar depois da viagem, provar sabores regionais e sentir a energia alegre de Mucugê, onde moradores e visitantes se encontram em um clima acolhedor.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


