De Remich a Metz. Sétimo dia, 40 km de ciclovias
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- joaquimnery
- 22 de outubro de 2024
- Alemanha Europa Luxemburgo Super Destaque
29 de julho de 2024
O Acordo de Schengen
Durante o café́ da manhã, o barco navegou de Remich, no Luxemburgo, para Schengen, uma das cidades mais icônicas do Grão-Ducado. O Acordo de Schengen mudou o mundo, quando possibilitou a eliminação das fronteiras entre os países da Europa. Foi assinado em 14 de junho de 1985 pelos países da União Europeia da época. Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, Alemanha e França. Hoje, todos os países da União Europeia, com exceção da Irlanda e do Reino Unido, além de outros países, como Islândia, Noruega, Liechtenstein e Suíça, fazem parte do Espaço Schengen. Na prática significa que as pessoas que já estejam em um desses países do Espaço Schengen, podem circular livremente entre eles, sem a necessidade de controles de passaportes.

Os campos de girassóis
Schengen fica no Luxemburgo, na fronteira entre Alemanha, Luxemburgo e França. O nosso programa de bike, nesse dia, começou aí. Em seguida, cruzamos a fronteira do Luxemburgo com a França e seguimos adiante. A paisagem finalmente mudou bastante. Os vales inclinados repletos de videiras, deu espaço a áreas mais planas de agricultura. Os campos de girassóis encantam e emolduravam a nossa rota de bike.

A Linha Maginot
Fizemos uma primeira parada num dos locais por onde passou a Linha Maginot. Essa obra imponente e icônica, foi construída pela França, como uma espécie de fortificação subterrânea imponente, mas que não consegui parar o avanço dos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. A construção bastante fortificada possuía 200 km de extensão, desde a fronteira com a Suíça, até a Bélgica, passando por território francês.

A invasão alemã
As obras começaram em 1929 e tinham como objetivo, proteger a França de uma possível tentativa de invasão alemã. A fronteira entre os dois países já possuía uma proteção natural, formada pelo Rio Mosel. Ao longo de toda a sua extensão existiam casamatas e fortificações. Em 1940, os alemães declararam guerra à França e invadiram o país contornando a Linha Maginot pelo norte ao invés de atacá-la de frente.

O Bunker
Depois de ouvir a história da Linha Maginot, visitamos um bunker no meio de campos agrícolas. O símbolo maior da reconquista da França pelas tropas aliadas na Segunda Guerra Mundial, foi a reconquista da Linha Maginot.

Usina nucleoelétrica
Passamos por uma grande usina nucleoelétrica, uma termoelétrica movida a energia nuclear. Essa forma de geração de energia é muito comum nessa área da Europa central.

Thionville
A pelo interior da França é muito bonita, passando por aldeias históricas charmosas. Seguimos até Thionville, que já foi o centro da indústria do aço nessa área nordeste da França. O pacato centro histórico de Thionville é muito bem preservado. Almoçamos por aí, depois de 30 km de ciclovias.

As eclusas do Rio Mosel
Após o almoço, continuamos a pedalar, mas já estávamos próximos às grandes eclusas do Rio Mosel. A passagem pelas eclusas foi muito lenta e complexa. Voltamos para o nosso barco/hotel, Magnifique I e seguimos navegando para o alto curso do Rio Mosel, por mais 3,5 horas, até chegar a Metz, uma outra cidade antiga, estrategicamente situada na rota comercial dos romanos.

A viagem de bike e barco chegou ao final
Nesse dia pedalamos 40 km e somamos 268 km entre as ciclovias da Alemanha, Luxemburgo e França. Ao final tivemos um animado jantar de despedida.


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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


