Publicado em 03 de maio de 2017
Por Um Pouquinho de Cada Lugar
De Viena a Budapeste: viagem rápida e cheia de história
Saímos de Viena rumo a Budapeste em uma viagem de trem confortável e pontual, com duração de aproximadamente 2h30. Embora hoje sejam capitais de países diferentes, Áustria e Hungria compartilham uma história profunda, marcada pelo domínio do Império Austro-Húngaro.
Entre os séculos XVII e XX, esse império foi um dos mais poderosos da Europa. Embora Viena fosse a capital, Budapeste ocupava papel fundamental na sustentação do equilíbrio político e cultural. Essa importância histórica ainda ecoa em cada esquina da cidade húngara.
Primeiras impressões: chegada, hotel e localização
Desembarcamos na estação ferroviária de Budapeste e logo encaramos uma experiência não muito agradável: o taxista recusou-se a usar o taxímetro e estipulou um valor fixo para uma corrida curta — um alerta para viajantes desavisados.
Mas logo o desconforto foi superado com a chegada ao excelente Hotel Boutique Casati, no coração de Peste, em um casarão antigo lindamente restaurado, com decoração moderna, serviço acolhedor e localização estratégica.
A fusão de Buda e Peste: uma cidade, duas margens
A cidade de Budapeste nasceu oficialmente no século XIX, da união de duas cidades distintas: Buda e Peste, separadas pelo majestoso Rio Danúbio.
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Buda, mais antiga, era sede do governo real e abriga o Palácio Real.
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Peste, plana e movimentada, tornou-se o centro econômico e comercial.
Ficamos hospedados próximo à famosa Avenida Andrássy, uma espécie de “Champs-Élysées húngara”, que conecta o centro histórico à imponente Praça dos Heróis.
Explorando Budapeste com o ônibus turístico
Como fazemos em muitas cidades grandes, optamos pelo ônibus turístico Hop-On Hop-Off, ideal para um primeiro reconhecimento.
Primeira parada: Praça dos Heróis
Um dos pontos mais simbólicos da cidade, a Praça dos Heróis abriga o Memorial do Milênio, com esculturas dos líderes das sete tribos magiares que fundaram a Hungria. Ao redor, destacam-se dois edifícios importantes:
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Museu de Belas Artes de Budapeste
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Palácio da Arte
Segunda parada: Colina Gellért e a Cidadela
Seguimos até a Colina Gellért, a 235 metros de altura. Lá está a Cidadela, fortificação construída pelos austríacos em 1854 para impor controle sobre a cidade. Hoje, o local oferece:
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Mirantes panorâmicos com vistas espetaculares do Danúbio;
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Um bunker soviético convertido em museu;
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Feirinhas com artesanato local.
Peste e a Basílica de Santo Estevão
Descemos de volta à cidade e visitamos a imponente Basílica de Santo Estevão, a mais importante igreja de Budapeste. Finalizada no século XIX, pode receber até 8.500 pessoas e tem uma cúpula de 96 metros de altura, visível de diversos pontos da cidade.
No interior, há uma relíquia curiosa: o antebraço mumificado de Santo Estevão, primeiro rei cristão da Hungria, reverenciado em todo o país.
Ponte das Correntes
Encerramos o dia caminhando até a famosa Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a mais icônica das pontes sobre o Danúbio.
Inaugurada em 1849, era considerada uma maravilha da engenharia, com seus 375 metros de extensão. Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas a destruíram — como fizeram com todas as pontes da cidade — e ela foi reconstruída no pós-guerra.
Jantar com vista
Leões de pedra guardam suas extremidades, e do outro lado está o imponente hotel Four Seasons Gresham Palace, onde encerramos a noite com um jantar no Restaurante Kollázs, de culinária refinada e ambiente espetacular.
Dica de viagem
🎯 Transporte em Budapeste: Prefira apps ou táxis oficiais com taxímetro. E aproveite o Hop-On Hop-Off para explorar com flexibilidade e conforto.
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