Central Park e The Vessel em Nova York
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- joaquimnery
- 25 de abril de 2026
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22 de março de 2026
Central Park, uma experiência necessária
Saímos do Museu Guggenheim e voltamos caminhando pelo Central Park, uma experiência que não tínhamos feito nas outras vezes que fomos a Nova York. O Central Park fica logo em frente ao Museu. A proximidade permite combinar cultura e espaço aberto no mesmo deslocamento, criando um contraste interessante entre o ambiente controlado do museu e a dinâmica natural do parque. Os Novaiorquinos amam tudo isso. É o principal parque urbano de Nova York e um dos mais famosos do mundo. Localizado no coração de Manhattan, ocupa 341 hectares (aproximadamente 3,4 km²) e se estende por 4 km de comprimento e 800 metros de largura. Inaugurado em 1858, recebe mais de 40 milhões de visitantes por ano, sendo um dos parques mais visitados do planeta. O espaço reúne lagos, trilhas, áreas esportivas, jardins e pontos icônicos, funcionando como um verdadeiro pulmão verde em meio à densidade urbana da cidade.

Caminhar é uma forma de interagir com a cidade
Caminhamos pelo Central Park sem um roteiro definido, deixando que os caminhos conduzissem o percurso. A experiência é o deslocamento, alternando áreas abertas, trechos arborizados e vistas dos edifícios ao redor. Ao longo do trajeto, encontramos moradores praticando atividades cotidianas, o que reforça o papel do parque como parte da rotina da cidade. A cada mudança de direção, a paisagem se reorganiza, criando variações que mantêm o interesse ao longo da caminhada. Mesmo estando no centro de Manhattan, o ambiente oferece uma pausa perceptível no ritmo urbano. É um espaço que permite observar Nova York de outra forma, mais ligada ao uso cotidiano do que aos seus marcos tradicionais.

As quatro estações no Central Park
O Central Park muda completamente de aparência ao longo do ano, acompanhando as estações de forma muito marcada. Na primavera, o parque ganha tons claros e floridos, com árvores em brotação e cerejeiras colorindo a paisagem. No verão, o verde se intensifica e domina o cenário, com gramados cheios e áreas de convivência mais movimentadas. No outono, ocorre uma das transformações mais impressionantes, quando as folhas assumem tons de amarelo, laranja e vermelho, criando um contraste forte com o entorno urbano. Já no inverno, o parque se torna mais silencioso e minimalista, muitas vezes coberto por neve, com árvores sem folhas e uma atmosfera mais contemplativa. Essa variação sazonal reforça o caráter natural do parque dentro de uma das cidades mais densas do mundo.

Edifício Dakota e John Lennon: um episódio que marcou Nova York
Ao lado do Central Park está o Edifício Dakota, onde vivia John Lennon. Foi ali, na noite de 8 de dezembro de 1980, que o músico foi assassinado ao retornar para casa, logo após ter sido abordado por Mark David Chapman, que horas antes havia pedido um autógrafo ao seu ídolo. Chapman declarou ter agido motivado por uma combinação de busca por notoriedade e insatisfação com declarações e posicionamentos públicos de Lennon. O crime teve repercussão imediata em escala global e encerrou de forma abrupta sua trajetória artística. Desde então, a entrada do edifício se tornou um ponto de memória, complementado pelo memorial Strawberry Fields, no parque, que mantém viva a ligação entre o artista, a cidade e seu legado.

The Vessel: expectativa e percepção no local
Depois de passar mais uma vez pela Quinta Avenida, pegamos um táxi e seguimos em direção ao Rio Hudson, para conhecer o The Vessel, na região de Hudson Yards, com a expectativa de encontrar uma das novas referências arquitetônicas da cidade. A estrutura chama atenção pela forma e pelo desenho geométrico, com escadas interligadas que criam diferentes níveis de circulação. No entanto, a experiência acabou sendo um pouco diferente do que imaginávamos. Apesar da proposta e da escala, não tivemos a sensação de estar diante de um monumento tão marcante quanto é frequentemente apresentado. A visita é rápida e o impacto visual, embora interessante, não se sustenta por muito tempo. Ainda assim, o conjunto urbano ao redor e a integração com a área revitalizada de Hudson Yards ajudam a contextualizar o espaço dentro de um projeto maior de transformação da cidade.

A experiência de subir e descer o The Vessel
A experiência de subir e descer o The Vessel, em Hudson Yards, é marcada por escadarias interligadas que criam uma sensação contínua de movimento e mudança de perspectiva. A cada nível, alternam-se os enquadramentos entre o interior geométrico da estrutura e as vistas do entorno, enquanto, na descida, o olhar percorre de forma mais fluida a repetição e a simetria do conjunto, transformando cada patamar em um novo ponto de observação. Após um período de interdição, motivado por episódios de suicídio, o acesso foi reaberto com restrições e adaptações de segurança, incluindo a instalação de barreiras de proteção em tela metálica ao longo dos níveis superiores e controle mais rigoroso de visitantes, buscando reduzir riscos sem descaracterizar a proposta arquitetônica, ainda que a experiência tenha se tornado mais controlada e menos livre do que originalmente concebida.

Estiatorio Milos: uma pausa gastronômica
Encerramos o dia no Estiatorio Milos, ao lado do The Vessel, um restaurante grego, de culinária mediterrânea com foco em frutos do mar. Já tínhamos ido ao Estiatório Milos de Dubai e amamos. O do Hudson Yards de Nova York não chega a decepcionar, mas não achamos imperdível. O ambiente é organizado e o serviço segue um padrão bem definido, com destaque para a escolha dos ingredientes. É uma parada que funciona bem após um dia de deslocamentos pela cidade, especialmente pela localização e pela proposta direta do cardápio.

Leia mais:
Chegada a Nova York: Primeiros passos por Manhattan – Parte II
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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


