Sapatos no Danúbio e símbolos de memória em Budapeste
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- joaquimnery
- 4 de junho de 2017
- Hungria
Publicado em 04 de maio de 2017
Por Um Pouquinho de Cada Lugar
Começando o dia no tradicional Café Gerbeaud
Nossa jornada começou com uma pausa no lendário Café Gerbeaud, um dos cafés mais tradicionais da Europa Central. Fundado em 1858 por Henril Kugler, e depois administrado por Emil Gerbeaud, tornou-se símbolo de refinamento em cafés, doces, chás e salgados.

O ambiente suntuoso, a localização privilegiada na Praça Vörösmarty, no coração de Budapeste, e o charme da decoração histórica, fazem da visita ao Café Gerbeaud uma experiência obrigatória para quem passa pela cidade.

Margens do Danúbio: cenário de beleza e dor
Após o café, caminhamos até a Ponte das Correntes e seguimos pela margem do Rio Danúbio, em direção ao impressionante Parlamento Húngaro. O contraste entre o Palácio Real de um lado e o Parlamento do outro cria uma das paisagens urbanas mais marcantes da Europa.


O Parlamento de Budapeste, com seus 268 metros de comprimento, 691 cômodos e estilo neogótico inspirado no Parlamento de Londres, é o maior edifício da Hungria e um dos cartões-postais mais fotografados do continente.


O monumento Sapatos no Danúbio
A poucos metros do Parlamento — mas em uma passarela discreta e de fácil confusão — está um dos monumentos mais tocantes da cidade: o Sapatos no Danúbio (Shoes on the Danube), criado pelo escultor Gyula Pauer e o diretor Can Togay, em 2005.

São 60 pares de sapatos esculpidos em ferro, fixados à margem do rio, representando homens, mulheres e crianças. O memorial relembra os judeus húngaros assassinados entre 1944 e 1945, quando foram obrigados a retirar os sapatos antes de serem fuzilados e jogados ao rio pelas milícias nazistas locais da organização Arrow Cross.

A simplicidade da obra contrasta com sua carga simbólica: os sapatos vazios denunciam a ausência e homenageiam as vítimas do Holocausto, tornando o local um ponto silencioso de reflexão e respeito.
📍 Dica prática: O monumento fica cerca de 300 metros ao sul do Parlamento, no sentido da Ponte das Correntes. Use o Google Maps para não passar direto, como muitos turistas.

Encerrando o dia com uma dose de rock
De volta ao centro, encerramos o dia no Hard Rock Café Budapeste, que faz parte do nosso ritual em viagens. Apesar do charme habitual — clipes de rock, decoração temática e ambiente despojado —, o atendimento deixou a desejar nessa unidade.
Ainda assim, foi uma maneira leve de fechar um dia intenso, entre memória, arquitetura e história viva às margens do Danúbio.

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Joaquim Nery Filho é geógrafo, agente de viagens e empresário do showbusiness. Apaixonado por viagens e fotografia.


