O GLACIAR ATHABASCA NO COLUMBIA ICEFIELD, A FORÇA DO GELO SOBRE A GEOGRAFIA DO CANADÁ

15 de agosto de 2017

O Columbia Icefield é uma das principais atrações da estrada e sem dúvida, a mais concorrida. A formação é um grande campo de gelo que se estende entre os parques de Banff e Jasper. O Icefield é a maior cobertura de gelo que existe a sul do Alasca. Possui uma área de 325 quilômetros quadrados, que em alguns trechos, chega a 365 metros de espessura.

O Columbia Icefield

O Icefield se formou na última glaciação, há cerca de 10 mil anos atrás. Apesar de as geleiras estarem diminuindo de tamanho, no final do século XIX, ela avançou e chegou a cobrir a estrada Icefild Parkway. Esses campos de gelo são o que resta de uma época em que o gelo cobria todo o território do Canadá. É com o degelo desse glaciar, que nascem a maioria dos rios dessa região.

O Campo de Gelo

Os glaciares são formados a partir da compactação da neve que se transforma em cristais de gelo. A massa de gelo avança e sofre contrações em épocas diferentes. Todos os anos as nevascas renovam parte da massa de gelo derretida.

Formação de um glaciar.

O Glaciar Athabasca

O Columbia Icefield possui seis grandes braços que se projetam em vales mais extensos. Um deles é o Glaciar Athabasca, com aproximadamente 6 km de extensão e com uma espessura que pode variar de 90 a 300 metros. O Athabasca recuou mais de 1,5 km nos últimos 125 anos, perdendo mais da metade do seu volume. É o glaciar mais visitado da América do Norte.

Toda essa área estava coberta de gelo até 1982

Em frente ao grande glaciar, na beira da estrada aparece o Icefield Center, um complexo de recepção e venda de serviços turísticos, onde é possível comprar excursões que permitem caminhar sobre o Athabasca. Algumas excursões são feitas em ônibus especiais que rodam sobre o gelo. No Icefield Center, existe também lojas de suvenires e estrutura de serviços que envolvem restaurantes, lanchonetes, banheiros, etc.

O Icefield Center

Como não havíamos reservado os tickets com antecedência, não conseguimos fazer o passeio. Havia uma multidão no Centro turístico do Columbia Icefield. Recomendamos reservar com antecedência. Isso não significa que o passeio tenha sido menos prazeroso. Fizemos uma bela caminhada pela moraina frontal, até a beira do Glaciar Athabasca.

Uma trilha leve pela moraina frontal, leva até a borda do glaciar.

A 85 Km a sul do Columbia Icefield and Icefield Center, já na área do Banff National Park, fica o Bow Sunmit, a 2.068m de altitude, é o ponto mais alto da estrada, onde aparece um caminho secundário e uma trilha que vai até o mirante, de onde se vê o Peyto Lake, outra atração imperdível da estrada. A vista do lago e das montanhas nevadas ao redor é uma das mais belas da região.

O Peyto Lake

O lago possui uma beleza especial. É um dos lugares mais fotografados da Icefiled Parkway. Possui uma cor turquesa. O seu nome é uma homenagem a um guia e guardião do Parque: Ebenezer William Peyto. Um personagem folclórico dessa região.

O que mais impressiona no Payto Lake é o azul turquesa da água.

Saímos do Payto Lake e seguimos o curso do Rio Bow e paramos no lago do mesmo nome, na beira da estrada, para algumas fotos.

O Lago Bow

Seguimos a estrada rumo ao sul, 45 km depois chegamos a Lake Louise, onde ficamos hospedados no Hotel Lake Louise Inn. Como chegamos no início da noite. Ficamos aí mesmo no hotel e decidimos visitar o Lake Louise no dia seguinte.

O Lake Louise Inn

 

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ATHABASCA E SUNWAPTA FALLS, DUAS ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS DA ICEFILED PARKWAY

15 de agosto de 2017

Estávamos em Jasper, no Canadá. Uma das atrações da cidade é um bondinho que leva os visitantes até um mirante próximo ao pico das Montanhas Whistlers, a 2.277m. Começamos o dia com a visita ao bondinho, o TramWay de Jasper, que fica a 7 km da cidade. Lá de cima se tem uma vista maravilhosa do vale do Rio Athabasca e do Parque Nacional de Jasper.

O Bondinho de Jasper

O dia não estava adequado para a subida ao mirante das Montanhas Whistlers, mas mesmo assim insistimos. Não conseguíamos ver a cidade, por causa de uma neblina que ocupava toda a área do vale, mas do mirante temos uma bela vista das montanhas, que fica ali, muito perto, como sentinelas do Parque Nacional de Jasper. Descemos e seguimos viagem.

As Montanhas Whistlers

Existem viagens, cujo destino é o caminho. É exatamente isso que acontece com a Icefield Parkway, nas Montanhas Rochosas do Canadá. São tantas as atrações e pontos de contemplação da natureza pelo caminho, que fizemos os 232 km que separam Jasper de Lake Louise, em um dia inteiro de viagem. O mais importante não era chegar e sim, aproveitar a estrada, que é considerada uma das mais bonitas do planeta.

A Icefield Parkway nos surpreende a cada curva.

Fizemos uma primeira parada na região das cachoeiras do Rio Athabasca, 30 km a sul de Jasper, uma das atrações mais disputadas do parque. O Athabasca Falls fica no entroncamento entre as rodovias 93 e 93 A. A cachoeira do Rio Athabasca, tem 23 metros de altura e é uma das maiores atrações dessa parte da viagem.

Athabasca Falls

A queda d’água não é tão grande quando comparada com outras dos parques nacionais do Canadá, mas a força do Rio Athabasca, escava um cânion nas rochas por onde passa e forma um espetáculo impressionante.

Athabasca Falls

Deixamos as cachoeiras do Rio Athabasca para trás e continuamos para o sul por mais 30 km, até a região do vale do Rio Sunwapta, onde seguimos uma trilha para mais um complexo de cachoeiras. A palavra Sunwapta é uma expressão dos nativos da região, que significa “Águas Turbulentas”.

Sunwapta Falls

As cachoeiras dos Rio Sunwapta são menos concorridas que as do Rio Athabasca, mas são igualmente impressionantes. Toda a área ao redor possui trilhas de fácil acesso e caminhada, que possibilitam boas fotos do lugar.

Cachoeira do Rio Sunwapta

As águas turbulentas do Rio Sunwapta

Continuamos para o sul, por mais 45 km até chegar no Columbia Icefield. Cinco quilômetros antes, fomos surpreendidos, numa curva da estrada, por uma estrutura nova, que ainda estava sendo finalizada. Uma passarela de vidro sobre um vale profundo entre as montanhas. Não conseguimos andar na passarela, pois deveríamos seguir em frente até o Icefield Center e comprar os tickets que dão acesso à passarela de vidro. Desistimos, admiramos o vale e seguimos adiante.

Esse é o vale sob a passarela de vidro, na Icefield Parkway

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OS LAGOS DO PARQUE NACIONAL DE JASPER, NO CANADÁ

14 de agosto de 2017

Estávamos no Jasper National Park, na região das Montanhas Rochosas, no Canadá. Seguimos pela Maligne Road até o Medicine Lake. O lago é mais um entre os inúmeros que existem na região do parque. O destaque fica para o complexo sistema de cavernas subterrâneas que serve de escoamentos para as suas águas. Ele não possui escoadouro superficial. Fica totalmente cercado por montanhas. No início do outono, quando toda a água já escoou pelas cavernas subterrâneas, ele se transforma numa área pantanosa com um filete d’água no centro e alguns riachos superficiais. Volta a encher com o degelo da primavera.

O Medicine Lake

Continuamos pela estrada até o Maligne Lake, uma das maiores atrações dessa parte do Jasper National Park, localizado a 48 quilômetros de Jasper. O lago fica entre as cadeias de montanhas Maligne e Queen Elizabeth. É o maior lago da região, com 22 km de extensão.

Maligne Lake

O Maligne Lake é um lago de origem glacial, foi formado a partir do degelo de antigos glaciais. Possui até 96 metros de profundidade. Esse tipo de lago normalmente é profundo e extenso e nem sempre muito largo. O seu formato acompanha o do glacial que lhe deu origem. Voltamos pela Maligne Road e finalmente, no final da tarde, chegamos a Jasper.

O Maligne Lake é o maior dos lagos do Parque Nacional de Jasper.

Jasper é uma cidade pequena, mas com todos os serviços turísticos necessários. Restaurantes, lojas de artesanatos e galerias de artes se espalham por todo canto. Antes de ir para o hotel fomos até o Patricia Lake e ao Pyramid Lake, próximos à cidade, localizados a 8 km da sede. Os dois lagos ficam em frente à Pyramid Mountain, um pouco a norte de Jasper. Tanto o Patricia quanto o Pyramid, são também lagos de origem glacial.

O Lago Patrícia nos arredores de jasper

Depois de fotografar e visitar os lagos da região, finalmente chegamos à cidade. Jasper foi fundada em 1911 a partir de um assentamento para os operários da Grand Trunk Pacific Railroad, quando construiu a ferrovia transcontinental do Canadá que passava por entre as Montanhas Rochosas e, nesse trecho, pelo vale do Rio Athabasca.

Pyramid Lake

O Rio Athabasca passa por Jasper. Possui apenas 168 km de extensão e apesar disso é considerado um dos maiores rios do Canadá. Como o país tem muitos lagos. A maioria dos rios deságuam em um deles no meio do caminho e acabam tendo cursos de pequena extensão.

Rio Athabasca

Apesar de termos feito todo o planejamento da viagem com antecedência, em Jasper, o nosso grupo ficou dividido. São poucas as opções de hospedagens nos Parques Nacionais do Canadá. Seguimos direto para o Best Western Jasper Inn Suites, enquanto que o restante do grupo ficou no Lobstick Lodge, de qualidade semelhante. Os hotéis são bons, porém não são luxuosos.

Pyramid Lake Resort

Depois que fizemos check in no hotel, voltamos ao Pyramid Lake para jantar no bom restaurante do Pyramid Lake Resort, ao lado e com uma bela vista do lago.

O Pyramid Lake com o Pyramid Mountain ao fundo.

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CHEGANDO AO JASPER NATIONAL PARK, NO CANADÁ

14 de agosto de 2017

Saímos de Edmonton logo após o café-da-manhã com destino ao Jasper National Park. Foram 365 km de uma excelente estrada, que fizemos em aproximadamente 4 horas, até a entrada do Parque Nacional, onde recebemos mapas e informações sobre os parques. Aqui começava a primeira parte da nossa aventura através da icônica rodovia Icefield Parkway que atravessa a Cordilheira das Montanhas Rochosas no Canadá e é considerada uma das mais lindas estradas do planeta.

Paisagem do Parque Nacional de Jasper

Por uma questão de logística de voos, optamos por começar essa viagem pela Icefield Parkway e pelo parque de Jasper a partir de Edmonton, ao norte da região. A estrada segue no sentido norte-sul. Pode ser feita também no sentido contrário, a partir de Calgary.

A Icefield Parkway, a mais bela estrada do mundo.

O Jasper National Park faz parte de um conjunto de outros parques nacionais na região das Montanhas Rochosas canadenses. Hoje é Patrimônio Natural da UNESCO. Nessa viagem visitamos outros dois, o de Banff e o Yoho. Ele fica no meio da Cordilheira das Montanhas Rochosas, na parte oeste do Canadá e é o mais setentrional de todos.

O Parque Nacional de Yoho

O Parque foi criado em 1907. É o maior das Montanhas Rochosas, com mais de 10 mil quilômetros quadrados de glaciares, lagos, rios, gargantas e bosques. Possui áreas pouco exploradas e por isso mesmo o encontro com animais selvagens como ursos, caribus e alces é comum na região de Jasper.

A primeira foto do grupo no Jasper National Park.

Fizemos uma parada no local onde se estabeleceu o primeiro núcleo comercial nessa região, pelo comerciante pioneiro de peles, Jasper Hawes, no século XIX. Fizemos uma pequena trilha, para conseguir boas fotos nas margens de um dos inúmeros rios da região. Paramos no local onde o Jasper Hawes se estabeleceu, montou uma cabana e iniciou um ciclo de comércio na região que envolveu índios e aventureiros.

Foi aqui que o Jasper Hawes iniciou o comércio na área do atual parque.

No caminho para a cidade de Jasper, entramos na Maligne Road (Estrada Maligna), que começa, alguns quilômetros a norte de Jasper e segue entre as cadeias de montanhas Maligne e Queen Elizabeth, para ver as primeiras atrações da viagem. A estrada tem belas vistas panorâmicas e vários mirantes voltados para o Maligne Valley.

Trechos do Maligne Canyon

O destaque maior fica para o Maligne Canyon, com paredões de rochas calcárias, localizado a 11 km da localidade de Jasper. É um dos mais belos da região das Rochosas, em alguns trechos, com de mais de 50 metros de altura e belas cachoeiras. Para chegar até ele, estacionamos o carro em um local apropriado na beira da estrada e seguimos por uma trilha de aproximadamente um quilômetro até o cânion.

Várias cachoeiras compõem o Maligne Canyon

Toda a área do parque possui uma excelente infraestrutura para os visitantes, com estacionamentos, áreas para camping e pontos para descanso e serviços. São muitos os trailers que circulam pela estrada, verdadeiras casas sobre rodas. Trilhas bem sinalizadas e pontes cercam a principal área de visitação.

Pontes mirantes e trilhas compõem a infraestrutura do Maligne Canyon.

 

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DE SALVADOR PARA EDMONTON, NO CANADÁ, UMA MARATONA DE VOOS E AEROPORTOS

12 e 13 de agosto de 2017

Realizamos uma viagem de sonhos, planejada com um ano de antecedência pela agência Via Alegria (www.viaalegria.com.br). O destino foi Canadá e Alasca. Começamos pelos parques nacionais das Montanhas Rochosas, no Canadá, nas províncias de Alberta e Columbia Britânica, na sequência, fizemos um cruzeiro pelo Alasca e encerramos com cinco dias em Vancouver. O programa completo incluiu 6 noites nos parques canadenses, duas noites em Anchorage, no Alasca, um cruzeiro de uma semana e para finalizar, mais 5 noites em Vancouver, no Canadá.

Os parques nacionais do Canadá foram um dos pontos altos da viagem.

Na primeira parte da viagem formamos um grupo de nove pessoas: da Bahia saímos eu e Monica, Dr Eduardo Nery e Dra. Marise, Edison Rezende e Renata, e três amigos do Pará (Klaus e Carol Rodrigues e Karina Novelino). Na segunda parte da viagem, a partir do Alasca, o grupo estaria completo com a chegada de Dr. Alberto Vasconcelos e Dra. Kika Teixeira, que se incorporaram ao “time” em Anchorage, no Alasca.

O nosso grupo completo em Ketchikan, no Alasca

Saímos de Salvador, para uma maratona de voos e aeroportos. Foram cerca de 36 horas desde Salvador, até Edmonton, no Canadá. Fizemos 2 horas e meia de Salvador para São Paulo, uma conexão de cinco horas em São Paulo, um voo de nove horas entre São Paulo e Nova York, uma conexão de oito horas em Nova York, um voo de uma hora para Toronto, uma conexão de duas horas em Toronto e finalmente um voo de quatro horas para Edmonton, na Província de Alberta, na região centro-oeste do Canadá.

Usamos a American Airlines de Nova York para Edmonton.

Chegamos em Edmonton destruídos pela viagem muito longa, pegamos um carro, uma Grand Caravan, da Dodge, na locadora Hertz, ainda no Aeroporto e seguimos para o Hotel Days Inn and Suites West Edmonton, na rota periférica da cidade, porém longe do aeroporto. Um hotel típico para pernoite. Esse era o nosso objetivo, para sairmos cedo, no dia seguinte, em direção aos Parques Nacionais do Canadá.

As Grand Caravan que alugamos no Canadá

A cidade de Edmonton é a capital da Província de Alberta, no Canadá. Possui aproximadamente 900 mil habitantes. Do ponto de vista urbanístico é uma cidade espalhada. Na sua região metropolitana, possui aproximadamente 1,2 milhões de habitantes.

Os canadenses são apaixonados por esportes ao ar livre.

É um grande centro industrial e de serviços nessa região centro-ocidental do Canadá. A indústria está ancorada no refino do petróleo e o destaque nos serviços é que em Edmonton está o maior Shopping Center da América do Norte. Depois de fazer check in no hotel, fizemos um lanche numa McDonald’s próxima ao hotel e finalmente fomos descansar para sair no dia seguinte.

O Cruzeiro da Norwegian Sun foi a segunda parte da nossa viagem

 

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DESCENDO O MONTE RORAIMA – por Maíra Nery

6º Dia

Ao fim do dia, o tempo virou o Macunaíma nos presentou com chuva e vento. Choveu muito durante a noite e o Roraima amanheceu envolto em uma névoa. Como de costume, nos levantamos por volta das 05:30 para voltarmos ao Hotel Sucre, passando antes pelo El Fosso.

Amanhecer

Diferente do Lago Gladys, é possível tomar banho no El Fosso, mas o volume de água estava muito alto por causa da chuva. Além disso, a coragem de entrar na água gelada com o tempo fechado abandonou o grupo.

El Fosso

Esse dia a caminhada foi bastante pesada, com muito vento e muita neblina, mas a chuva deu uma trégua.

Trilha na Neblina

Chegamos no Sucre e sol apareceu: banho do dia garantido! Ao fim da tarde, nos sentamos para o “chá das cinco” e Luizito, nosso guia, nos contou um pouco de sua experiência como guia e um pouco da realidade da Venezuela. A paixão pelo que faz, a real adoração, não só pelo Roraima, mas pela natureza e por seus país, são evidentes e cativantes. Ver o Monte Roraima por seus olhos e viver essa experiência tendo-o como guia, tornaram a viagem ainda mais especial.

 

 

Nossos guias Luizito e Chel

7º dia

O último dia no Monte Roraima é o mais tranquilo. Fomos aos pontos mais próximos do acampamento. Macunaíma nos presentou com um dia lindo e aproveitamos para ir bem cedo a Janela do Kukenán. Uma vista incrível do Tepuy “irmão” do Roraima.

Janela para o Kukenán

Dali passamos pelas jacuzzis: poças d’águas douradas formadas nas rochas do Roraima. Um excelente (gelado) lugar para tomar banho!

Jacuzzi

Da jacuzzis fomos ao ponto mais alto do Roraima: o Maverick. Tem esse nome porque de longe parece que tem o carro do mesmo nome no seu topo (explicação para quem não entende muito de carro, como eu). Do Maverick, voltamos para o acampamento para descansar e se preparar para a descida.

Vista do Maverick.

A descida

A descida do Monte Roraima foi muito mais pesada do que a subida. O percurso que fizemos na ida em três dias, fizemos em 2 na volta. A primeira parte extremamente íngreme sacrifica os joelhos.

Início da descida

No primeiro dia descemos até o campo base, onde fazemos uma pausa para o almoço e depois seguimos até o nosso último acampamento à beiro do rio.

Siesta no Campo Base

Chegamos ao acampamento ao fim da tarde. Banho de rio para refrescar e cerveja para brindar a despedida! No dia seguinte, irámos percorrer 15 km até à Reserva Paratepuy.

Último Acampamento

Levantamos cedo porque a caminhada seria toda no sol. Miti nos presenteou com uma última aula de alongamento em um nascer do sol lindo e agradecemos a experiência e encontro únicos.

Alongamento comandado pela Miti

O esforço, a superação, a beleza inóspita, a natureza em seu estado bruto eao mesmo tempo singelo, fez da expedição algo extraordinário. Éramos 9 pessoas, cada uma ali por uma razão diferente, mas com um objetivo único que era sair do comum. Fomos guiados por 2 anjos, Luizito e Chel, que tornaram tudo ainda mais especial. E tivemos o apoio de uma equipe de indígenas venezuelanos, que nos encantou a todos. O Monte Roraima estará para sempre na memória e no coração.

Só gratidão

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EXPLORANDO O MONTE RORAIMA – por Maíra Nery

4º dia de trilha

Deixamos o Hotel Sucre e partimos em direção a face brasileira do Monte Roraima, para o Hotel Coati. O dia amanheceu lindo, céu azul! Como o tempo na montanha é muito instável, aproveitamos o bom tempo, fizemos um pequeno desvio na rota e paramos em um mirante.

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Monte Roraima

Muito difícil descrever e as fotos não conseguem captar a imensidão da vista: estávamos literalmente a cima das nuvens! Uma das vistas mais bonitas do Monte Roraima.

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Um pouquinho do que estava por vir

A medida que o sol esquenta, as nuvens sobem e “adentram” o  Roraima, em um ballet impressionante.

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Mirante Kukenán

Depois dessa parada estratégica, partimos em direção ao ponto tríplice. O Monte Roraima está situado na divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana, sendo 85% de sua extensão pertencente a Venezuela, 10% à Guiana e 5% ao Brasil.

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Ponto Tríplice

Do Ponto tríplice, fomos em direção ao destino final do dia: Hotel Coati. Essa trilha é um pouco mais puxada. Não existe uma trilha em si, mas um caminho saltitando sobre as pedras, que parecem terem sido colocadas meticulosamente no caminho, como em um vídeo game do Mario Bros.

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Trilha no Monte Roraima

A caminho da face brasileira, passamos ainda pelo vale dos cristais. Os cristais começam a aparecer aos poucos, de forma bem tímida, até que passamos a caminhar sobre uma trilha repleta deles. O Monte Roraima havia sido área de mineração intensa, onde vários indígenas trabalhavam como mineradores. Hoje é proibida a retirada dos cristais e as mochilas podem ser inspecionadas na descida.

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Vale dos Cristais

Chegamos ao Hotel Coati por volta das 14:00. O Acampamento é montado dentro de uma gruta. Como de costume, banho, comida e descanso, nessa ordem.

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Hotel Coati

Ao fim do dia, fomos a um mirante que, caso a tempo ajudasse, iríamos ver o nascer do sol no dia seguinte. São Pedro definitivamente estava do nosso lado e o nascer do sol foi uma das coisas mais espetaculares que vi na vida.

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Fim de tarde no Coati

5º dia de trilha

Acordamos mais cedo do que de costume, às 4:00h da manhã, para tentar ver o nascer do sol. Café preto para aquecer e partimos em direção ao mirante, há cerca de 15 min de caminhada.

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Nascer do sol

Essa viagem me tocou de diversas formas, por motivos que não sei explicar, me emocionou algumas vezes e a aurora no alto do Roraima foi uma dessas vezes.

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Nascer do sol

Chegamos ao mirante ainda noite, e aos poucos o sol foi surgindo no horizonte. De início de maneira bem sutil, clareando o mar de nuvens e aos poucos deixando o seu furta-cor, até que o sol surgiu. Descrição e fotos não fazem jus ao espetáculo. A natureza mais uma vez nos mostrando todo seu esplendor.

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Nascer do sol

Depois de retornar ao acampamento e tomar café, partimos em direção ao Lago Gladys, no outro estremo do Roraima. No caminho passamos pelo jardim dos bonsais, arbustos típicos do Monte Roraima, e pelo rio que divide a fronteira em o Brasil e a Guiana.

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Floresta de Bonsai

Apesar de ter amanhecido com o céu limpo para apreciarmos o amanhecer, o tempo fechou. É impressionante ver o vai e vem das nuvens e a velocidade de como elas “entram” e “saem” do Roraima.

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O lago Gladys fica dentro de um fosso. Não há fonte de água no Monte Roraima. Toda água do Tepuy, que forma os lagos, os rios, é proveniente da chuva. Como pegamos uma semana seca, as caminhadas ficaram um pouco mais tranquilas com os pés secos.

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Fronteira entre o Brasil e a Guiana

Retornando para nossa última noite no Coati, paramos em um rio para tomar banho e almoçar. No fim do dia fomos presentados com pipoca no lanche da tarde e à noite se deu literalmente em um hotel mil estrelas.

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Fim de tarde no Coati

 

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ALTO DO MOURA, A TERRA DO MESTRE VITALINO

23 de junho de 2017

A localidade do Alto do Moura é um subúrbio de Caruaru, em Pernambuco. É famosa pela tradição na produção do artesanato de barro com figuras decorativas. A maioria das pessoas que vivem no Alto do Moura, direta ou indiretamente tem a sua renda impactada por essa atividade.

Alto do Moura, a terra do Mestre Vitalino

São muitas as lojas de artesanato que aparecem ao longo da rua e parte da sua produção é vendida também na Feira de Caruaru, em Recife, em outros mercados de artesanato espalhados pelo Brasil ou até mesmo exportada para alguns países da Europa e da América Latina.

Loja de artesanato de barro no Alto do Moura

A modelagem do barro era uma atividade comum na localidade do Alto do Moura, onde há mais de cem anos se produz panelas de barro e outros utensílios de cozinha. Os pais do Mestre Vitalino faziam esse tipo de trabalho para vender na Feira de Caruaru. O menino Vitalino Pereira dos Santos começou a fazer brinquedos de criança com a sobra do barro. Vitalino nasceu 1909 em Caruaru. Como a produção de brinquedos do menino Vitalino era grande, seus pais começaram a vender o excedente na Feira de Caruaru e o resultado foi um sucesso. As peças começaram a ser utilizadas como elementos decorativos.

Artesanato de barro do Alto do Moura

Vitalino ficou famoso a partir do final da década de 40, quando os seus trabalhos foram apresentados na Exposição de Cerâmica Popular de Pernambuco, no Rio de Janeiro, em 1947, a partir daí seguiram para outras exposições no Brasil e na Europa. Os seus bonecos de barro ficaram conhecidos como arte figurativa. Retratavam cenas do cotidiano do cidadão e do folclore nordestino. As músicas de Luiz Gonzaga que falavam do Mestre Vitalino, ajudaram a divulgar a sua arte.

Os trabalhos de barro do Mestre Vitalino

A casa onde viveu foi transformada em Museu. A Casa Museu Mestre Vitalino é simples mas emociona. Possui instrumentos de trabalho e alguns móveis e utensílios da época em que ele viveu ali. No Museu é possível comprar algumas réplicas das peças originais do artesão. As peças em destaque ficam para: O Violeiro, O Enterro na Rede, O Cavalo-marinho, O Casal no Boi, o Caçador de Onça e A Família Lavrando a Terra.

A Casa Museu Mestre Vitalino

Réplica de peça original do Mestre Vitalino

Mestre Vitalino morreu em Pernambuco em 1963. A sua arte inspirou outros artesãos que seguiram no mesmo caminho e deram continuidade ao seu trabalho. Muitos deles são do Alto do Moura e passaram a técnica, de forma hereditária, para várias gerações. Nos entornos do Museu funcionam muitas lojas e oficinas desses artesãos.

Muitas famílias do Alto do Moura deram continuidade ao trabalho do Mestre Vitalino

No Alto do Moura existe uma Associação dos Mestres do Barro, com aulas práticas, onde é possível encontrar alguns artesãos trabalhando durante as visitas dos turistas. Aí também pode-se adquirir algumas peças produzidas na hora.

A Associação dos Mestres do Barro

O clima de festa no Alto do Moura às vésperas do São João era contagiante. Havia apresentações de Quadrilhas Juninas e grupos de Bacamarteiros, que são fortes no folclore nordestino.

Quadrilhas juninas no Alto do Moura.

Saímos do Alto do Moura com vontade de ficar. Fomos até a Feira de Caruaru. Ficamos impressionados com o movimento frenético da cidade nos arredores da feira. Caruaru, além do artesanato famoso, é um polo de confecções importante no agreste pernambucano. Atrai gente de todo o Brasil, que vai a Caruaru para comprar roupas baratas e de qualidade, para serem vendidas nos quatro cantos do país.

Voltamos com vontade de ficar.

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CHEGANDO A GRAVATÁ. A SUÍÇA PERNAMBUCANA

22 de junho de 2017

Decidimos passar o São João em Gravatá, Pernambuco. Os netos estavam por lá e isso justificava deixar a Bahia para passar o São João em Pernambuco. Gravatá é apelidada “a Suíça brasileira” ou “Suíça pernambucana”, é a mania de grandeza dos pernambucanos. A cidade fica no alto do Planalto da Borborema e, no inverno, faz um friozinho, para quem está acostumado com o calor do Nordeste.

Fomos passar o São João com os netos em Gravatá.

Os pernambucanos levam tão a sério essa história de “Suíça brasileira”, que constroem casas em forma de chalés, fazem fondue no inverno e usam roupas excessivamente protegidas para um frio, que não é tão grande assim. As temperaturas podem chegar a 15ºC no inverno com sensação térmica de até 10ºC.

Condomínio de sítios em Gravatá

A cidade fica a 88 km do Recife, pela Estrada do Forró, ou Rodovia Luiz Gonzaga, e 450 metros acima do nível do mar. Possui uma boa infraestrutura turística, com muitos hotéis e pousadas. Quando nos aproximamos de Gravatá, já conseguimos ver uma grande quantidade de condomínios de sítios e casas, que normalmente pertencem a moradores de Recife. Essas casas e sítios são frequentadas durante os finais de semana, sobretudo no inverno. É uma maneira de experimentar a vida no campo, sem a necessidade de ter uma fazenda de verdade. Muitos desses condomínios possuem estruturas rurais básicas. Estábulos, currais, etc.

Estábulo de condomínio em Gravatá.

Ficamos hospedados numa casa alugada por André e Nanda (genro e filha), no Gravatá Country, um condomínio de casas, dos mais badalados de Gravatá. O condomínio possui uma excelente estrutura para lazer familiar. Clube social, parque infantil, estábulos, etc. Estava incluso no “pacote”, uma bela festa de São João.

Fogueira de São João na festa em Gravatá

Como estávamos a apenas 50 km de Caruaru, decidimos sair pela manhã para conhecer a “Capital do Agreste” de Pernambuco. Já nos entornos de Caruaru, o tamanho da cidade e o impacto dos arranha-céus, impressiona. Caruaru tem vários edifícios muito altos, o que não é comum numa cidade do interior do Nordeste.

Chegamos ao Alto do Moura

Por sugestão de uma amiga de Recife, seguimos direto para o Alto do Moura, um subúrbio de Caruaru, que se tornou famoso por ser o local onde nasceu o Mestre Vitalino.

Chegando ao Alto do Moura

Já na chegada ao Alto do Moura, chama a atenção, a grande quantidade de estacionamentos nos arredores do lugar. A sensação que temos é de que eles estavam aguardando uma multidão. Como fomos pela manhã, ainda pegamos a cidade um pouco vazia, mas a multidão iria chegar à tarde.

A rua principal do Alto do Moura ainda estava vazia, mas aguardava muita gente.

A área que visitamos no Alto do Moura, é apenas uma pequena rua, porém a quantidade de bares e restaurantes que existem é muito grande , o que confirma mais uma vez a infraestrutura preparada para receber uma multidão para a festa.

Fomos passar o São João em Gravatá

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CHEGANDO AO PARAÍSO PERDIDO, MONTE RORAIMA – por Maíra Nery

3º Dia de trilha

Levantamos as 05:30 da manhã para nos preparamos para, finalmente, subir ao Monte Roraima. Apesar da trilha ser muito mais íngreme do que as anteriores, no fim das contas, foi menos cansativa. Grande parte dela é dentro da mata, então a sombra ajuda bastante.

Kukenán ao amanhecer

O Monte Roraima é o Tepuy mais alto da Venezuela e possui 32 km² de extensão. Na base do Monte Roraima,  a altitude é de aproximadamente 1.800 m. Para chegar ao topo, caminhamos cerca de 5 km e subimos mais 1.000 m de altitude.

Olhando para cima , do acampamento base, parece quase impossível chegar lá em cima por aquele paredão de pedra imponente.  De baixo, é possível ver a trilha que percorreremos ao longo da muralha e a ansiedade só aumenta.

Trilha até o topo do Monte Roraima

 

Começamos a subida pouco antes das 7:00 da manhã. A trilha em si já é um presente a parte: a primeira etapa, toda dentro da mata. Tivemos sorte de não ter chovido e o caminho estar seco. Quando chove, nosso guia nos disse que a subida é praticamente por meio de um rio.

Trilha Monte Roraima

Mais ou menos na metade do caminho temos nosso primeiro contato com o Monte Roraima. Nesse lugar há uma pequena queda d’água que utilizamos para reabastecer o cantil. Toda água que bebemos durante os 7 dias de trilha, pegamos dos córregos.

Bromélia

É nesse ponto, quando podemos tocar o Monte Roraima pela primeira vez, é que pedimos “permiso” à montanha para subirmos. Toda preparação, todo caminho, toda paisagem, todo respeito que indígenas e guias têm pelo Monte e pela natureza comovem. Oração feita, permissão solicitada, é hora de continuar pela parte mais íngreme da trilha.

Giana e Sandro pedindo ‘permiso’

 

Antes de atingir o topo do Monte, passamos por baixo de uma cachoeira intermitente que existe no Roraima:  ‘Paso de las Lágrimas’. Como pegamos um período que havia chovido pouco, ela estava quase “sem lágrimas” e passamos com muita tranquilidade, para minha tristeza e alegria da Dani!

Última subida. Paso de las Lágrimas

Quatro horas de caminhada e finalmente chegamos e entramos no Paraíso Perdido. A vista lá em cima é incrível!

Eu, o Monte Roraima e a vista

Não só a vista do horizonte impressiona, mas também do Roraima em si. Algo completamente diferente do que já tinha visto. A formação rochosa preta, por conta de uma bactéria presente no ambiente, com inúmeras pedras, nos mais inusitados formatos e os inúmeros declives é vista por toda extensão do Roraima. A sensação é de ter voltado no tempo de retornado a origem da Terra.

Pausa para admirar a vista, fotos e lanche, não necessariamente nessa ordem, partimos por mais 40 min de caminhada até nosso primeiro hotel: Sucre. O Monte Roraima tem vários “hotéis” que são os sítios propícios para montar acampamento. Quando chegamos no Sucre, nosso acampamento já estava montado. Banho gelado enquanto o corpo está quente, almoço e descanso para o próximo dia, quando começaríamos a explorar o Roraima.

Hotel Sucre

 

A ideia de subir o Monte Roraima surgiu de fazer algo completamente diferente do que estávamos acostumados, e a viagem realmente proporcionou isso: desconectar do mundo e conectar-se com a natureza, ou como disse o sábio Luizito, conectar-se com o mundo de verdade.

Monte Roraima

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