PASSEANDO POR PARIS

20 de abril de 2018

Mais uma vez pegamos o metrô e seguimos para a Place Vendome e Rue du Saint Honoreé. Caminhar em Paris é uma delícia e nos surpreende a cada esquina. Saímos pela Rue de Rivoli, onde existem muitas lojinhas de suvenires. Entramos na Praça Vendôme, um dos endereços mais exclusivos e caros da cidade.

Place Vendome

A Praça é simples e charmosa, uniforme e simétrica, cercada por uma série de lojas de grife e joalherias. Se tornou um marco de Paris. Aqui fica o famoso Hotel Ritz, onde estava Lady Dy, com o seu namorado Dodi Al-Fayed, antes de fugir dos paparazzi e morrer num acidente trágico logo adiante.

Place Vendome

Depois de passear pela Rue du Saint Honoreé, finalizamos a tarde na Champs Elisèes, uma avenida larga, no coração da cidade que possui 71 m de largura e 1,9 km de extensão, com grandes calçadas laterais sombreadas pelas castanheiras-da-Índia e que liga a Place de La Concorde ao Arco do Triunfo, na Praça Charles de Gaulle Etoille. A fama de Paris se confunde com a da Champs Élysées, suas lojas chiques e cafés famosos que os franceses adoram e os turistas também.

Avenida de Champs Elisèes,

Os franceses chamam a sua avenida principal de “a mais bela do mundo” e poucos são aqueles que se arriscam a duvidar disso. Uma multidão sobe e desce freneticamente sem parar observando as vitrines de lojas como: Nespresso, Disney, Sephora, Toyota, Peugeot e Louis Vuitton e cafés famosos como o La Durée e o Café Fouquet, onde jantamos.

Loja da Renault na Champs Elisèes,

Subimos a Champs Élysées e chegamos ao Arco do Triunfo, na Praça Charles de Gaulle, o famoso monumento que é mais um marco dessa cidade cheia de símbolos. O Arco do Triunfo inaugurado em 1836 é um monumento militar, foi construído para comemorar as vitórias militares de Napoleão Bonaparte, fica no centro da Praça Charles De Gaulle Etoille, criada a partir do planejamento urbano realizado pelo Barão de Haussman  no final do século XIX em Paris. Naquela época, a cidade era um centro desordenado e fétido. Ruas estreitas e sinuosas, faziam de Paris uma cidade trincheira.

O Arco do Triunfo

O Barão Haussmann fez a mais profunda intervenção urbana que o mundo jamais tinha visto. Foi prefeito de Paris de 1853 a 1870. Ficou conhecido como o “artista demolidor”. Destruiu uma boa parte da cidade antiga, criando avenidas largas e planejadas. O Arco do Triunfo na Praça l’Étoile é o ponto de convergência. Daí partem doze avenidas espetaculares em forma de estrela. Dentre elas a Champs-Elyssées.

O planejamento urbano de Paris

Esse traçado urbano é conhecido como radiocêntrico. As doze avenidas que convergem para o arco do Triunfo são largas e norteiam o traçado urbano de Paris. A Champs-Elyssées se completa com a Avenida Grand Armée, que segue até o Arco de La Defense, numa das áreas mais modernas da cidade. Voltamos para o hotel e no dia seguinte seguimos para Salvador a partir do aeroporto de Orly, num voo com conexão em Madri.

A Champs Élysées

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OS JARDINS DE LUXEMBURGO EM PARIS

20 de abril de 2018

Os Jardins de Luxemburgo estão entre os lugares mais charmosos de Paris e apesar disso, ainda não conhecia. Tinha essa pendência com a cidade. Os jardins ficam no bairro de Luxemburgo, um dos lugares mais tranquilos de Paris, com muita área verde e cheias de charme.

A mancha verde do Jardim de Luxemburgo.

Pegamos um metrô no Arco do Triunfo e fomos direto para lá. Circular pelo bairro já é prazeroso. Muitos cafés, lanchonetes, restaurantes charmosos e lojas de artesanato e galerias de arte.

O charmoso bairro de Luxemburgo

O Jardim e o Palácio de Luxemburgo dominam toda a área. O Palácio é de 1631, foi construído no estilo do Piti Palace de Florença, para que Maria de Medicis, esposa de Henrique IV lembrasse da sua terra natal. Permaneceu como palácio real até a Revolução Francesa, durante a Segunda Guerra serviu como Quartel General para as tropas da Alemanha quando invadiram Paris, hoje funciona como sede do senado francês.

O Palácio de Luxemburgo

Os Jardins de Luxemburgo ocupam uma área de 25 hectares no centro de Paris, na margem esquerda do Rio Sena. São muitos os destaques do jardim. A Fontaine de Medicis, do século XVII imita uma gruta italiana em estilo barroco, cercada por figuras mitológicas, foi construída também para Maria de Medicis.

A Fontaine de Medicis

Na frente do Palácio, uma grande fonte, o Grand Bassin, é área de lazer para os visitantes, que costumam tomar sol por aí e onde são alugados barquinhos a motor.

O Grand Bassin em frente ao Palácio de Luxemburgo.

Depois de visitar os Jardins de Luxemburgo, pegamos o metrô para seguir na direção da Sacré Couer, no bairro de Montmartre.

A Igreja de Sacré Couer

O bairro de Montmartre e a Basílica de Sacré-Coeur ficam no alto de uma colina de onde temos uma das melhores vistas de Paris. A colina de Montmartre sempre foi procurada por artistas e boêmios que completam o charme dessa região e retrataram as suas ruas e cotidiano, em pinturas, poesias, músicas e outras manifestações artísticas.

Artistas de rua em Montmartre

Nas ladeiras de Montmartre existem centenas de lojas de artesanato, objetos de arte e decoração, voltados para os turistas que visitam o lugar. Na pracinha principal do bairro boêmio, cercada de bares, cafés e restaurantes, os artistas de rua ganham a vida vendendo pinturas, fazendo retratos de turistas, sempre com excelente qualidade.

Montmartre

A colina de Montmartre era um lugar de culto desde o tempo dos gauleses. O seu nome, provavelmente se deve aos inúmeros mártires cristãos que foram torturados e mortos por aí por volta do ano 250 d.c.

O caldeirão artístico de Montmartre

O bairro ficou ligado a Paris a partir de 1860 e desde então se transformou num ponto de encontro de artistas e intelectuais. Famoso por uma animada vida noturna, frequentado por artistas como: Degas, Cézanne, Monet, Van Gogh, Renoir e Toulouse-Loutrec. Essa fama era complementada pela presença do Molin Rouge na base da colina. Almoçamos aí e depois fomos visitar um amigo que está fazendo doutorado em Paris e morando em frente à Basílica de Sacré-Coer.

Visitando o amigo Marcos Gallo em Paris.

Uma das maneiras de chegar até a Basílica, é subindo um plano inclinado que está integrado ao sistema de metrô de Paris ou por uma escadaria que existe ao lado.

A escadaria ao lado da Sacré Coer

A Sacré-Coeur (Sagrado Coração) possui uma arquitetura em cruz e em estilo românico, fica na parte mais alta da colina e da cidade. É o símbolo maior do bairro. Construída em mármore branco, possui uma grande escadaria na parte frontal, onde se reúnem artistas e namorados que fazem serenata a qualquer hora do dia.

A Igreja de Sacré Couer

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ALGUMAS PINTURAS DO MUSEU D’ORSAY

19 de abril de 2018

No Segundo piso do Museu D’Orsay, destacam-se as obras do movimento Naturalista, Art Nouveau, Neo e Pós-Impressionismo, com obras-primas de Van Gogh e Gauguin, que são os grandes destaques dessa parte do Museu.

As pinturas são destaques no Museu D’Orsay

Van Gogh pintou ao longo da sua carreira, 35 auto-retratos, um dos mais famosos é O “Auto-retrato de Vicent Van Gogh”, de 1889, que está no Museu D’Orsay. Cada um dos seus auto-retratos ajuda a compreender um pouco sobre a vida e as angústias do artista.

Auto-retrato de Vicent Van Gogh

“A Noite Estrelada Sobre o Ródano” é uma pintura de Van Gogh de 1888, logo após a sua mudança para Arles, na região da Provence, no sul da França, pouco tempo antes de ser hospitalizado e dois anos antes de suicidar-se. A tela retrata uma paisagem sobre o Rio Ródano, do sul da França. Van Gogh se mudou para Arles em busca das paisagens, luz e cor do local.

Noite Estrelada Sobre o Ródano

“O Quarto em Arles” de 1888 é uma das obras-primas de Van Gogh, retrata o quarto que o artista alugou em uma pensão, na cidade de Arles. É uma série de três quadros que foram pintados entre outubro de 1888 e setembro de 1889. O jogo de cores quentes e frias com tons desiguais, é espetacular.

O Quarto em Arles

“O Retrato de Dr. Gachet” é um dos trabalhos mais famosos de Van Gogh, foi pintado em 1890, nos últimos meses da sua vida. Van Gogh fez dois quadros retratando Dr. Gachet, o que está no Museu D’Orsay é o mais famoso. Paul Gachet foi um médico psiquiatra que cuidou de Van Gogh na fase mais aguda da sua doença e também a mais criativa do artista.

O Retrato de Dr. Gachet

“A Sesta” foi pintado em 1890 e também está entre os últimos quadros pintados por Van Gogh. Retrata dois camponeses encostados num monte de feno, descansando do trabalho. Não é proibido fotografar no Museu D’Orsay e isso nos permite trazer um pouquinho do museu para casa.

A Sesta

O maior destaque do museu fica para o Piso 5 onde aparecem as obras-primas do movimento impressionista, de 1860 a 1900, com telas espetaculares de Manet, Monet, Renoir, Cézane e outros. É incrível ver tantas obras-primas juntas num único espaço.

As obras dos Impressionistas estão no Piso 5

“O Baile no Moinho da Galette” é uma obra-prima de Renoir que foi executada em 1876, e que representa uma cena do cotidiano na região de Montmartre, em Paris.

O Baile no Moinho da Galette

Um dos quadros que mais faz sucesso no Museu D’Orsay é “Os raspadores de Assoalho”, pintado por Gustave Caillebotte em 1875. Foi uma das primeiras obras que representou trabalhadores urbanos, até então sempre havia registro de trabalhadores rurais nas pinturas. A tela foi apresentada originalmente em um salão de pinturas em 1875 e foi recusada pelos jurados que consideraram o tema vulgar. Caillebotte tentou mais uma vez no ano seguinte e os críticos ficaram impressionados com a obra.

Os raspadores de Assoalho

O Museu tem também várias opções para almoço e lanche. Os restaurantes e lanchonetes são lindamente decorados, enriquecendo a visita. Fizemos um lanche no Café Campana, que fica próximo à galeria dos Impressionistas e foi projetado pelos designers brasileiros, os irmãos Campana.

O Café Campana

Um dos destaques do museu fica para as pinturas que retratam as bailarinas, de Degas, uma verdadeira obsessão para o artista e o seu tema favorito. “As Bailarinas Em Azul” de 1895 é uma das suas obras-primas.

As Bailarinas Em Azul

A “Aula De Dança” é outra obra impecável de Degas, que frequentava compulsoriamente a Ópera de Paris para buscar inspirações no seu tema favorito. Desde 1870 até a sua morte, Degas frequentava as aulas de dança e conseguiu reproduzir muitas imagens de exercícios ou atividades das dançarinas.

A Aula De Dança

“Mulher com Sombrinha, Virada Para a Esquerda” de Claude Monet, de 1886, fez parte de uma série de telas desse mestre do Impressionismo.

Mulher com Sombrinha, Virada Para a Esquerda

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ALGUMAS ESCULTURAS DO MUSEU D’ORSAY EM PARIS

19 de abril de 2018

Pegamos o metrô na Praça Charles De Gaulle, onde fica o Arco do Triunfo e seguimos direto para o Museu D’Orsay, um dos mais espetaculares de Paris, localizado na margem do Rio Sena, num edifício que foi construído para a Exposição Universal de 1900 para abrigar a estação ferroviária Gare d’Orsay. O edifício é lindo, somente o prédio onde funciona o museu já justifica uma visita.

O espetacular Museu D’Orsay em Paris.

A transformação da estação ferroviária preservou o edifício original valorizando o grande hall central que funciona como o principal eixo do museu. Quando os visitantes entram no museu, é comum ficarem perdidos de encanto pelo pavilhão central, antes de seguir adiante.

O grande relógio da antiga estação é um dos destaques do edifício.

O Museu D’Orsay foi inaugurado em 1986, depois que a estação de trem foi reformada com esse objetivo. Muitas das peças e obras de arte vieram do Museu do Louvre e a fantástica coleção dos Impressionistas veio do Museu Jeu de Paume que foi fechado em 1986.

Escultura em mármore do Museu.

Se for visitar o D’Orsay fique atento, ele fecha às segunda-feira. Tínhamos cometido esse erro alguns anos atrás e ficamos com essa pendência sobre Paris. O Museu D’Orsay vale uma viagem. Quando for a Paris, fique atento pois muitas atrações, sobretudo museus, fecham na segunda-feira.

Pintura do Museu D’Orsay

É no Museu D’Orsay que está o maior acervo dos pintores impressionistas, do mundo. As principais obras de Monet, Manet, Gauguin, Renoir, Cézanne e Degas, além de esculturas de Rodin e obras de Van Gogh, dentre outros. Todas as grandes obras foram produzidas entre 1848 e 1914. Existem também, com frequência, exposições temporárias no museu.

Museu D’Orsay

O museu está dividido em três andares de visitação. No térreo fica o Pavilhão Central com um grande salão de esculturas onde destacam-se as obras de Rodin, Courbert e Camile Caludel.

O Pavilhão Central e suas esculturas.

Hércules, O Arqueiro, é uma obra-prima de Emile-Antoine Bourdelle, que trabalhou com Rodin e com quem fez alguns projetos juntos. A escultura mostra a vitória do herói mitológico contra os monstros.

Hércules, O Arqueiro de Emile-Antoine Bourdelle

O Ugolino é uma obra-pima de Carpeaux, inspirado numa das passagens de A Divina Comédia de Dante. O relato fala da prisão de Ugolino em uma torre, em Pisa, no século XIII, quando o seu rival, o Arcebispo Ruggieri o condenou a morrer de fome. Segundo a lenda, Ugolino, antes de morrer, comeu os seus filhos que foram presos com ele. Carpeaux esculpiu essa obra entre 1857 e 1861. Cada criança representa uma etapa até a morte. A expressão de dor e angústia do pai é o principal impacto da obra.

O Ugolino de Carpeaux

A história de Ugolino está representada no museu por uma outra escultura. Rodin que usou a Divina Comédia como fonte de inspiração, também esculpiu o “seu” Ugolino e ele está no D’Orsay. A figura monstruosa de Ugolino e os corpos desfalecidos dos seus filhos aumentam a dramaticidade da escultura de Rodin.

O Ugolino de Rodin

Rodin também está representado no museu pela sua obra-prima A Porta do Inferno. A obra foi encomendada a Rodin em 1880, para funcionar como uma porta monumental de entrada do Museu de Artes Decorativas. O projeto envolvia onze painéis em baixo relevo inspirados nas portas que Ghiberti realizou no século XV, no batistério de Florença. Três anos depois, o projeto do Museu foi esquecido e Rodin continuou a produção da sua porta sem um destino específico.

A Porta do Inferno de Rodin

A Porta do Inferno se tornou um grande laboratório para Rodin, que retirou vários dos seus detalhes para finalizar outras obras espetaculares como: O Pensador, O Beijo, Ugolino e Os Burgueses de Calais. A Porta do Inferno de Rodin foi apresentada pela primeira vez na Exposição Universal de 1900, com uma versão incompleta, hoje ela fica na parte final do Pavilhão Central do Museu D’Orsay.

Detalhe de A Porta do Inferno de Rodin

As Quatro Partes do Mundo de Carpaeux fica num local de destaque no Pavilhão Central. Foi uma obra encomendada pelo Barão Haussmann, ex-prefeito de Paris, em 1867 para decorar um dos parques que implantou na cidade. A obra era uma fonte que representava os quatro continentes (Europa, África, Ásia e América), sobre uma esfera celeste.

As Quatro Partes do Mundo de Carpaeux

Outra escultura de destaque do museu é O Urso Branco, de Pompon, um ex-aluno de Rodin e de Camile Caludel, que quando seguiu sozinho, se dedicou a reproduzir animais. A sua obra mais famosa é essa e fica num local de destaque no Museu D’Orsay. O Urso Branco foi finalizado em 1922.

O Urso Branco, de Pompon

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DEIXANDO PARIS PARA O FINAL

18 de abril de 2018

Estávamos chegando ao final de uma viagem fantástica para o Marrocos. Quando deixamos o Marrocos para trás, seguimos para Sevilha com o objetivo de conhecer a Feira de Abril e escolhemos Paris como última parada, para manter o prazer da viagem até o último instante. Paris sempre faz bem à alma.

O nosso hotel ficava bem próximo do Arco do Triunfo.

Ficamos hospedados no Hotel Princesse Caroline, bem pertinho do Arco do Triunfo, uma localização espetacular. O hotel fica num casarão antigo adaptado com esse objetivo, mas possui um bom serviço e a localização é imperdível.

A lua aumentou o clima de emoções na chegada a Paris.

Deixamos as malas no hotel e saímos para respirar o ar de Paris e da inigualável Avenida de Champs-Élysées. Seguimos até o Restaurante Casa Luca, um charmoso italiano que fica bem ao lado do Arco do Triunfo, com uma áurea jovem e serviço descolado. Após o jantar fomos caminhar pela Champs-Élysées e voltamos para o hotel. Paris ficou para o dia seguinte.

O Restaurante Casa Luca

A PLACE DES VOGES E A TOUR MONTPARNASSE

19 de abril de 2018

Depois de visitar o Museu D’Orsay, que descreverei nos próximos posts, fomos para o bairro de Marais, uma antiga área pantanosa. Marais significa pântano. O bairro alcançou o seu apogeu no século XVII quando concentrava grandes mansões. Hoje muitas delas foram restauradas dando origem a museus, boutiques chiques e lojas de antiguidades e galerias de arte.

A Place Des Voges

A Place Des Voges fica no centro de Marais e é um dos lugares mais especiais de Paris. Uma praça simétrica e um pouco escondida, totalmente cercada de prédios construídos em 1605, por Henrique IV. É considerada uma das praças mais belas do mundo. Trinta e seis casas, sendo nove de cada lado, que hoje concentram um grande conjunto de lojas e galerias de arte.

Os casarões ao redor da praça obedecem a uma simetria

No centro da praça um grande jardim. Estávamos em um dos primeiros finais de semana ensolarados da primavera parisiense e a praça estava cheia. Muitos dos parisienses, ansiosos pelo sol, ficam deitados na grama como se estivessem numa praia.

Os parisienses tomam banho de sol no gramado da Place Des Voges.

Na maior casa da Place Des Voges morou o poeta e romancista francês Victor Hugo, autor de “Os Miseráveis”. Hoje, na casa em que ele viveu existe o Museu Victor Hugo com objetos e mobiliário do próprio escritor. Visitamos o museu e seguimos adiante.

A Place Des Voges.

Pegamos o metrô e fomos até Montparnasse com o objetivo de subir na Tour Montparnasse, a segunda maior torre da Europa, com 210 metros de altura e 59 andares, para ver Paris lá do alto. No último andar existe um deck de observação incrível, de onde pode se ver todos os grandes monumentos da cidade.

Paris vista do alto da Tour Montparnasse.

À noite fomos jantar num restaurante charmoso e tipicamente parisiense, o Le Petit Bougnat. Lá não existem turistas, são poucas mesas e o menu é de cozinha francesa tradicional.

A Torre Eiffel vista do alto da Tour Montparnasse.

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UMA TOURADA EM SEVILHA

17 de abril de 2018

Depois de visitar a Plaza de España em Sevilha, pegamos um táxi e seguimos para a Praça de Touros. Durante a Feira de Abril, existem touradas todas os dias da semana. Como estávamos aí, decidimos assistir a um desses espetáculos com a curiosidade voltada para o folclore e beleza plástica da Feira de Abril, o grande festival de Sevilha.

A Praça de Touros de Sevilha

Já tinha assistido a uma tourada antes, em Madri, há dez anos. O espetáculo é impactante, as emoções são desiguais. Muitos dos que ali estavam torciam e comemoravam cada movimento do toureiro, mas para quem não está acostumado, fica uma profunda e incômoda sensação de covardia. Naquele dia existiriam 6 “corridas de touro”. Quando o espetáculo começa, é bonito ver o desfile dos cavaleiros, em belos animais e a entrada dos toureiros, com toda a pompa e ritual.

O desfile dos toureiros.

Depois da apresentação dos toureiros e dos cavaleiros, é a vez do Touro, que entra imponente, correndo assustado na arena e mostrando toda o sua força. Um belo animal. Impressiona pela força e vitalidade. Os touros, normalmente são da raça Miura, animais fortes e com pelagem negra ou marrom. Existem fazendas na Espanha especializadas na criação de touros Miura para serem usados em touradas.

Touro da raça Miura

A arena estava lotada, não cabia mais ninguém e a semana seria assim todos os dias. Conseguimos um ingresso numa posição desconfortável, de frente para o sol, mas resistimos o quanto deu. Os toureiros posam para fotografias e dão autógrafos, são grandes estrelas, verdadeiras celebridades.

Os toureiros são grandes estrelas

O Touro já entra na arena com um objeto perfurado no dorso. O objetivo é fazê-lo sangrar e perder energia. O toureiro faz algumas performances, mas rapidamente se afasta para dar espaço aos cavaleiros, que começam a enfiar lanças no dorso do animal, diminuindo cada vez mais a sua força.

O touro já entra em desvantagem.

Depois que o touro está visivelmente debilitado é que o toureiro se aproxima e faz manobras mais próximas ao animal. Faz pose de coragem, mas se protege no esgotamento ao qual o touro foi submetido.

O toureiro só se aproxima no final.

Na sequência, alguns toureiros auxiliares começam a enfiar lanças enfeitadas no dorso do touro, até que o animal totalmente debilitado começa a se entregar e desiste de lutar.

O animal esgotado se entrega.

Nesse momento o toureiro principal se aproxima e faz os passos coreografados da tourada, demonstrando coragem por estar tão próximo do animal que cambaleia, mas resiste. Quando o touro está se entregando, já sem forças, o toureiro enfia a espada matadora entre as suas vértebras e o animal morre subitamente. Às vezes o toureiro não consegue abater o animal com presteza e nesse caso o espetáculo é ainda mais agressivo, pois o touro fica lutando contra a morte por mais alguns instantes.

O toureiro se prepara para o golpe final.

Na quarta tourada que assistimos, o touro conseguiu pegar a perna do toureiro principal, que teve que ser atendido no meio da arena, ficou ferido e voltou apenas no final, para matar o touro.

O toureiro levou a pior.

Quando morre, o touro cai no chão da arena e fica no público a nítida impressão de um ato de covardia. Finalmente entra uma carroça e o arrasta para fora. Assistimos a 4 touradas de um total de 6, depois desistimos e saímos antes do final do “espetáculo”.

O touro agoniza no final.

Encontramos Monica e Dra. Marise e fomos jantar no bom restaurante Abades Triana na beira do rio, em frente à Torre de Oro. Após o jantar, Dr. Eduardo Nery e Dra. Marise voltaram para o hotel e seguimos eu e Monica para ver a Feria de Abril à noite.

A Feira de Sevilha à noite

Havia uma multidão na feira, que fica mais animada à noite. Cavalos e carruagens desaparecem e começam as festas em cada uma das tendas, com música ao vivo e muita dança flamenca. Amamos a Feira de Abril.

Feira de Abril em Sevilha

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O REAL ALCÁZAR E A PLAZA DE ESPAÑA EM SEVILHA

17 de abril de 2018

Após visitar a Catedral de Sevilha, seguimos para o Real Alcázar, que fica ao lado. O Palácio é o melhor exemplo de arquitetura em estilo mudéjar da cidade. A região da Andaluzia foi a que mais sofreu influência árabe. Foi a última região de ocupação moura da Península Ibérica.

Grandes filas para entrar no Real Alcázar

O palácio foi construído no século XIV, por iniciativa de Pedro I no mesmo local onde existiam os palácios dos governantes árabes de Sevilha. Em dois anos, artesãos de Granada e Toledo construíram uma joia de pátios e salões mudéjares.

Os ricos pátios do Real Alcázar

Foi no Real Alcázar que a Rainha Isabel assinou a carta de autorização para a viagem de Cristóvão Colombo que descobriu a América e a partir daí começou a exploração do Novo Mundo. Até hoje o Real Alcázar pertence e é utilizado pelos reis espanhóis.

Detalhes do Real Alcázar

O Palácio é ricamente decorado, destacam-se os arcos em formato de ferraduras do Salão dos Embaixadores com azulejos raros e trabalhos rebuscados de estuque.

Os arcos em forma de ferradura do Real Alcázar

Os jardins do Palácio possuem terraços, fontes e pavilhões que ocupam uma grande área externa, o que ameniza o calor do centro de Sevilha.

Os jardins do Real Alcázar

A última visita que fizemos no interior do palácio, foi aos banhos reais. Lanchamos aí e saímos para o Bairro da Santa Cruz, que se caracterizou no passado como um local de moradia dos judeus de Sevilha.

Os banhos do Real Alcázar

O bairro judeu da Santa Cruz é um amontoado de becos, pequenas praças escondidas e ruelas que levam a algumas das principais atrações da cidade. É o ponto mais central de Sevilha, cheio de turistas, lojinhas transadas, restaurantes e bares.

Lojas típicas no bairro judeu da Santa Cruz

Seguimos em direção aos Jardins de Maria Luísa, um parque público formado por uma imensa área verde no centro de Sevilha, que recebeu esse nome, pois o terreno onde foi implantado fazia parte da área privativa do Palácio de San Telmo e foi doado pela Princesa Maria Luísa, no final do século XIX, para que fosse construído um grande parque. Sevilhanos e turistas costumam usar o parque como uma importante área urbana de lazer.

A Plaza de España nos Jardins de Maria Luísa

No coração do Parque Maria Luísa foi construída a Plaza de España, que funcionou como cenário para a Exposição Ibero-americana de 1929. A praça tem um formato de anfiteatro com fontes e canais que amenizam a temperatura no verão.

A Plaza de España

A cidade estava lotada de turistas em função da Feira de Abril e a Plaza de España era um dos lugares mais visitados. Muitos turistas fazem fotos especiais com os detalhes da praça como moldura.

Fotos especiais na Feira de Abril

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A CATEDRAL DE SEVILHA

17 de abril de 2018

Estávamos hospedados no hotel NH Plaza de Armas, próximo ao bairro de El Arenal, seguimos andando pela manhã para o centro histórico de Sevilha, fizemos uma primeira parada na Praça Nova para acompanhar uma aula de história da arte ao ar livre para crianças do ensino fundamental. Isso é muito comum na Europa onde as cidades com forte conteúdo histórico têm essa chance.

Na Praça Nova, uma aula de história da arte ao ar livre.

Seguimos até a Catedral de Sevilha, a maior catedral da Espanha, terceira maior do mundo e a maior em estilo gótico. A Catedral é principal atração da cidade. Fica no lugar de uma antiga mesquita muçulmana, construída pelos almoádas no século XII. A grande torre anexa à Catedral funcionava como minarete da Grande Mesquita, era uma cópia do minarete da Mesquita La Koutobia, de Marrakech.

Detalhe da Catedral de Sevilha com a torre do campanário em destaque.

Antes de entrar na Catedral, visitamos a Iglesia del Sagrario, uma grande capela do século XVII que funciona hoje como igreja paroquial. Os detalhes arquitetônicos e de decoração da capela são muito ricos.

Detalhe do altar-mor da Iglesia del Sagrario

No alto da torre da catedral, que hoje funciona como campanário, com características da arquitetura mourisca, foi instalada a La Giralda, um cata-vento do século XVI, que é um dos símbolos da cidade. Os visitantes podem subir no alto da torre e ter lá de cima uma bela vista da cidade.

La Giralda

A Catedral tem trabalhos rebuscados e é um exemplo maravilhoso do estilo gótico. Destacam-se os magníficos entalhes de madeira do coro central. Foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1987.

O maravilhoso coro central da Catedral de Sevilha.

Um dos destaques do interior da Catedral é o mausoléu dedicado a Cristóvão Colombo que foi colocado aí em 1890. O caixão de Colombo é carregado por representantes dos reinos de Castela, Aragão e Navarra. Cristóvão Colombo era genovês, mas partiu de Sevilha sob ordens e autorização dos Reis Católicos, Fernando e Isabel, para tentar descobrir um caminho alternativo para as índias e acabou descobrindo as Américas em 1492.

O Mausoléu de Cristóvão Colombo.

Na frente do altar-mor da Catedral ficam as gigantescas grades de ferro, de 1518, com um trabalho rebuscado que protege a Capela Mayor. No centro da capela, fica a imagem de Santa Maria de La Sede, a padroeira da Catedral, sobre uma cachoeira de ouro e cercada por 44 painéis dourados, em relevo, feitos por escultores espanhóis e flamengos.

Os painéis dourados do altar-mor da Catedral

No interior da Catedral fica o Pátio de Los Naranjos, onde havia a fonte de ablução da antiga mesquita, uma tradição herdada dos árabes, que lavavam mãos e pés na fonte sob as laranjeiras, antes de rezar.

Pátio de Los Naranjos

Detalhes da torre da Catedral.

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A FEIRA DE ABRIL EM SEVILHA

16 de abril de 2018

Sevilha estava cheia de carruagens elegantes com cavalos maravilhosos, algumas puxadas por burros espetaculares. Era a semana da Feria de Abril ou Feria de Abril, não resistimos, fizemos um passeio de carruagem pelo centro histórico da cidade e pelas suas principais atrações.

As carruagens desfilavam pela cidade.

No final do passeio, paramos na Plaza de Toros La Maestranza e fizemos um tour guiado pelo Museu. A Plaza de Toros La Maestranza foi construída no século XVIII.

A Plaza de Toros La Maestranza

Visitamos o museu da Plaza de Toros Maestranza

A arena abriga até 14.000 espectadores. Possui visitas guiadas ao museu sobre touradas e ao interior da arena. A temporada de touradas começa no domingo de páscoa e vai até outubro.

A arena abriga até 14.000 espectadores

Seguimos para a Feira de Sevilha ou Feira de abril, a mais importante da cidade e de fama mundial. A origem da feira data da Idade Média, mais precisamente de 1292 quando Alfonso X, o Sábio, outorgou a concessão para que uma feira agrícola fosse realizada. O formato atual começou a ser modelado a partir de 1847, quando a Rainha Isabel II impulsionou a atividade agropecuária.

Todas as mulheres se caracterizam para visitar a Feira de Sevilha.

Acontece na segunda quinzena de abril e dura uma semana. Um enorme pórtico iluminado marca a chegada à feira, que funciona com uma grande quantidade de galpões e barracas de lona, cada uma delas pertencente a uma comunidade organizada. O acesso às tendas é privativo e só se entra com convites especiais que não são vendidos e sim cotizados o ano inteiro.

Um enorme pórtico iluminado marca a chegada à feira

Dentro das tendas e barracas alinhadas em ruas planejadas para a Feira, acontecem festas, música regional, muita comida e bebida. O flamenco é a dança e música mais tocada e todas as pessoas que estão na Feira vestem trajes típicos, bastante coloridos e esbanjam charme e simpatia.

Feira de Abril

Tendas e barracas alinhadas na Feira

Durante o dia, homens e mulheres em trajes típicos desfilam animados em cavalos e carruagens. Param em cada tenda para beber o reburrito, uma bebida típica local, além de conversar e exibir os seus belos animais. Para a Feira de Sevilha convergem pessoas de toda a Espanha e hoje, do mundo inteiro.

Os cavaleiros param ao lado das barracas para beber e festejar.

Existem algumas tendas públicas, onde qualquer visitante pode entrar, contanto que tenha lugar disponível. Almoçamos numa dessas tendas públicas e ficamos assistindo ao desfile dos cavalos, carruagens e das mulheres com trajes típicos da Andaluzia. Famílias, crianças, jovens e adultos, todos vão à feira.

Feira de Abril

Saímos da feira no final da tarde e voltamos caminhando pelo centro histórico de Sevilha até o hotel. À noite saímos para jantar no bom Restaurante Alarbadero, no meio dos becos de El Arenal, onde provamos o espetacular Jamon Ibérico.

A Feira de Abril

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SEVILHA, UM RESUMO DA HISTÓRIA DA ESPANHA

16 de abril de 2018

Depois de 12 dias viajando pelo Marrocos, chegamos a Sevilha, na Espanha, para iniciar o final da viagem. Ainda teríamos mais três dias em Paris. Fomos a Sevilha para conhecer a Feira de Abril ou Feria de Abril. Esse era o nosso objetivo. Sevilha é a capital da região da Andaluzia, com forte influência árabe. Fica nas margens do rio Guadaquivir, possui um clima Temperado Mediterrâneo, com invernos suaves e verões muito quentes. As melhores épocas do ano para visitar Sevilha são a primavera e o outono, quando as temperaturas são mais amenas.

Sevilha, nas margens do Rio Guadaquivir

A cidade é grande e cosmopolita, a quarta maior da Espanha, possui aproximadamente 750 mil habitantes, com 1,4 milhões na região metropolitana. Um povo alegre e festeiro e uma grande riqueza arquitetônica. A sua principal festa é a Feira de Abril e nessa época, ela fica ainda mais encantadora.

O portal de entrada da Feria de Abril

Diz a lenda que Sevilha foi fundada por Hércules, já foi ocupada por romanos, cartagineses e teve o seu esplendor na época em que foi dominada pelos árabes, desde o século VIII até o século XIII, quando foi conquistada por Fernando III, o Santo, se tornou cristã e os muçulmanos foram expulsos. Muitos dos monumentos que embelezam a cidade foram construídos na época do esplendor árabe.

A torre árabe da Catedral de Sevilha

Fernando III virou santo e se tornou o padroeiro da cidade. Com a ocupação cristã, muitas mesquitas foram transformadas em igrejas e catedrais e outras foram construídas.

A Catedral de Sevilha ocupou o lugar da antiga Mesquita

O apogeu de Sevilha aconteceu no final do século XV e durante o século XVI, quando Cristóvão Colombo descobriu a América em nome dos Reis Católicos e a cidade passou a centralizar e monopolizar o comércio com os territórios ultramarinos. A riqueza gerada pelo comércio com as Américas fez de Sevilha a cidade mais rica, próspera e cosmopolita da Espanha.

Sevilha possui belos edifícios históricos.

A decadência da cidade começa com o assoreamento do leito do Rio Guadaquivir, quando os navios não chegavam mais e o comércio passou a ser centralizado em Cádiz. Manteve o monopólio do tabaco e passou a ter uma imensa fábrica desse produto, onde hoje funciona a Universidade.

O Rio Guadaquivir

O nosso hotel, o NH Plaza de Armas ficava próximo ao Guadaquivir, no bairro de El Arenal, um dos mais típicos de Sevilha. Destacam-se em El Arenal, a Torre del Oro e a Plaza de Toros La Maestranza.

A Plaza de Toros La Maestranza no bairro El Arenal

Seguimos a pé até a Torre del Oro, um dos monumentos mais marcantes da cidade, que foi erguida pelos árabes marroquinos, no século XIII, na época em que a Andaluzia estava ocupada pelos Amoádas e a capital desse reino era Sevilha.

A cidade estava preparada para a Feira de Abril.

Fazia parte da muralha de Sevilha, foi construída como mirante de defesa e tinha o objetivo de controlar a passagem de navios pelo rio e cobrar pedágio dos comerciantes. Havia uma outra torre do lado oposto do rio e entre elas uma grande e grossa corrente que funcionava como barreira. Hoje é um interessante museu marítimo.

A bela Torre del Oro

 

 

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