O YOHO NATIONAL PARK NAS MONTANHAS ROCHOSAS DO CANADÁ

17 de agosto de 2017

Estávamos em Banff, na região das Montanhas Rochosas do Canadá. Começamos o dia com a visita ao Lake Minnewanka, localizado a 6 km da cidade. o Lago Minnewanka é o maior da região do Parque Nacional de Banff, com quase 28 quilômetros de extensão.

O Lago Minnewanka

O Lago Minnewanka é um dos pontos mais visitados dos arredores de Banff. Quando chegamos por lá e caminhávamos pela borda do lago, fomos surpreendidos pela presença de um cervo maravilhoso. Um macho adulto de aproximadamente 5 anos. Fazia pose para nós e outros turistas na borda da floresta.

O belo cervo na beira do lago.

Os cervos ou veados aparecem em quase todos os continentes. Os do Canadá são enormes e esse que vimos era um animal especial. Ficou um tempo parado sobre uma rocha, observando o movimento dos que estavam na beira do lago.

O cervo

Depois de visitar o lago, voltamos para Banff e seguimos direto para a Sulphur Mountain. A ideia era subir no bondinho que leva os visitantes para o alto da montanha, onde se tem uma bela vista da cidade e dos seus arredores. O tempo não estava bom para o bondinho. O dia nublado não iria permitir uma boa visibilidade.

A Sulphur Mountain.

Desistimos e fomos em busca de outras atrações. Parte do grupo ficou em Banff. Seguimos eu, Monica, Dr. Eduardo Nery e Dra. Marise para o Parque Nacional Yoho, que fica a 84 km de Banff. Voltamos pela estrada até Lake Louise e seguimos para o Yoho.

O Yoho National Park

O Yoho National Park fica do outro lado das Montanhas Rochosas, na parte oeste da cordilheira. Saímos da Província de Alberta e entramos na Província da Columbia Britânica. O nome desse parque, na língua dos índios Cree, significa “deslumbrante, maravilhoso” e é isso que o Parque é.

Destaque do Parque Nacional Yoho

O Parque Nacional de Yoho possui um grande número de cachoeiras, lagos e grandes formações rochosas. Na área do parque é possível fazer caminhadas, escaladas, esqui de montanhas e passeios de barco.

O Parque Nacional Yoho

Fizemos uma primeira parada no “encontro das águas” dos rios Yoho e Kicking Horse. Quando os rios se encontram, as suas águas não se misturam, devido a diferença de coloração e densidade entre elas.

Paramos no “Encontro das Águas”

Fizemos uma segunda parada na Natural Bridge, no meio do Parque. Nesse trecho, o Kicking Horse River bate de frente com rochas calcárias. Durante milhares de anos, a força das águas romperam a rocha e abriram uma passagem estreita, resultando numa formação geológica interessante. A passagem da água pela rocha cria a aparência de uma “ponte natural”.

The Natural Bridge

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Mikonos, onde Zeus enfrentou os gigantes – por Lucas Sanches

Segundo a mitologia grega, Mikonos foi onde Zeus enfrentou os Gigantes e é o filho de Apolo, deus da luz e do sol. A ilha faz parte do arquipélago das Cíclades, um grupo de ilhas do Mar Egeu.

Com aeroporto internacional, 2 portos, hotéis de luxo e festas para todos os gostos. Uma mistura de férias familiares com liberdade total para todos os tipos e estilos.


Belos pontos turísticos (moinhos de vento, little venice, farol, igrejas), visuais inesquecíveis como um belo pôr-do-sol no mar ou a paz de uma praia deserta.


O centro da ilha é sempre cheio de turistas e tem lojas que vão dos souvenieres locais às marcas globais. Culinária pra nenhum paladar botar defeito!


#umpouquinhodecadalugar @umpouquinhodecadalugar #Mykonos #Greece

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BANFF, A “CAPITAL” DOS PARQUES NACIONAIS DAS MONTANHAS ROCHOSAS, NO CANADÁ

16 de agosto de 2017

Saímos de Lake Louise, no Canadá, pela Icefield Parkway, a estrada que liga Jasper a Banff. Mais uma vez o destino era o caminho. Depois de visitar o Moraine Lake, seguimos mais 36 quilômetros para o sul, em busca do Johnston Canyon, que leva a duas belas cachoeiras: Lower Falls e Upper Falls.

A trilha para o Johnston Canyon

A trilha até Lower Falls é mais leve. Cerca de 1,5 quilômetros e menos acidentada. Muitos visitantes só chegam até aí.

A Lower Falls

A trilha até a Upper Falls é puxada. São 6 quilômetros de ida e volta, de um terreno acidentado, apesar da excelente infraestrutura que possibilita o uso da trilha por crianças e idosos com mais resistência.

A Upper Falls

Em alguns trechos, a trilha é suspensa, em estruturas de ferro e madeira anexadas ao paredão rochoso. As passarelas levam os visitantes à borda do cânion, que foi construído pela ação de erosão das água ao longo do tempo geológico.

A trilha para Upper Falls.

O Jonhston Canyon possui em alguns trechos, cerca de 30 metros de profundidade. A trilha passa por dentro de um grande bosque de coníferas. Flores, musgos e líquens também são comuns nessa região.

A trilha para o Johnston Canyon pelo meio da floresta.

Seguindo para o sul, a 20 km, fica a Bow Valley Parkway, a antiga estrada que ligava Lake Louise a Banff e acompanha o Vale do Rio Bow. A estrada é mais isolada e por isso é comum a presença de animais selvagens, como ursos, alces, etc. Temos que dirigir com cautela, pois os animais podem aparecer há qualquer momento no meio da estrada.

A Bow Valley Parkway passa por uma área de florestas.

Chegamos a Banff no final da tarde. Ficamos hospedados no Banff Inn. Mais uma vez o grupo ficou dividido devido à dificuldade de hospedagem que existe na região dos parques nacionais canadenses. Dr. Eduardo e Dra. Marise ficaram no Banff Ptarmigan Inn.

Chegamos a Banff

Banff é uma cidadezinha charmosa. O centro do turismo dos parque canadenses. Muitos visitantes fazem da cidade o ponto de apoio e estadia para fazer as excursões diárias em direção às atrações dos parques nacionais. Banff tem uma infraestrutura turística maior que as outras: Jasper e Lake Louise. Vários hotéis, bons e variados restaurantes, muitas lojinhas de artesanato, suvenires e galerias de arte.

A cidade é cheia de lojinhas de suvenires

A cidade surgiu como consequência da implantação da ferrovia transcontinental do Canadá. A Canadian Pacific Railroad. Os investidores da ferrovia implantaram nesse local o maravilhoso Banff Springs Hotel, em 1888, que fazia parte do plano de ação para o desenvolvimento do turismo na região.

Banff – A cidade, as montanhas e o gelo

Banff foi o local escolhido para a implantação do hotel, pois possuía as fontes de águas termais, que naquela época eram uma forte atração para o local. A cidade é o centro do Banff National Park, na Província de Alberta. O parque nacional foi fundado em 1885. É o mais antigo do Canadá.

O Basin Natiional Historic Site em Banff

Na base da Sulphur Mountain existe o Cave and Basin National Historic Site. Uma espécie de museu que conta a história da cidade e marca o local onde a primeira fonte foi encontrada, em 1883. Fomos jantar no bom restaurante italiano Pacini.

O restaurante Pacini

A charmosa cidade de Banff.

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O MORAINE LAKE NO PARQUE NACIONAL DE BANFF

16 de agosto de 2017

É a partir de Lake Louise que temos o acesso ao Moraine Lake, uma das maiores atrações do Parque Nacional de Banff, nas Montanhas Rochosas, no Canadá. Nas proximidades do Moraine Lake não existem estacionamentos suficientes para a grande quantidade de visitantes que procuram o lugar. A estrada de acesso é estreita e quando decidimos ir, já estava interditada em função da grande quantidade de carros que já estavam por lá.

Chegamos ao Moraine Lake

Estávamos no centrinho de serviços da localidade de Lake Louise. Pegamos um Shuttle Bus privativo para o Moraine Lake. Pagamos U$30,00 por pessoa e mesmo assim ficamos esperando por mais de uma hora. Não havia outro jeito. Existem opções gratuitas, mas elas saem do hotel Fairmont Chateau Lake Louise. Iríamos perder muito tempo e não tínhamos tanto assim.

Moraine Lake

O Moraine Lake fica apenas 15 km a sul de Lake Louise. Apesar de menos famoso, é um dos mais belos lagos da região, e muitos visitantes preferem o Moraine Lake. O lago é de origem glaciar e possui uma formação geológica interessante. A cor da água é verde esmeralda, como o vizinho mais famoso.

A cor do lago é de um verde esmeralda intenso.

O que mais caracteriza o lago é a presença de uma grande quantidade de morainas ao seu redor. As morainas são formações geológicas que surgem como consequência do degelo dos glaciares. O gelo arrasta rochas e sedimentos e deposita na frente do glaciar, às vezes formando uma espécie de dique que represa as águas do degelo e forma lagos. Essas são chamadas de morainas frontais.

A grande moraina frontal do Moraine Lake

No caso do Moraine Lake, além de uma grande e bela moraina frontal, existem também, grandes morainas laterais, que compõem a moldura do belo lago. Oito de cada dez fotos das Montanhas Rochosas canadenses, estampam o Moraine Lake em destaque.

As morainas laterais do Moraine Lake

Na região do Moraine Lake existe uma pequena infraestrutura de hospedagem e opções de alimentação. No Moraine Lake Lodge é possível também alugar uma canoa e passear no lago. Os canadenses são apaixonados por passeios de caiaques. Esse é outro motivo para visitar o lago.

Os passeios de caiaque são comuns no lago.

Existem muitas trilhas que partem do Moraine Lake para caminhadas pela floresta. A presença de animais selvagens é comum. Frequentemente aparecem avisos sobre cuidados que devemos ter com ursos e quais os procedimentos que precisamos tomar na hipótese de encontrarmos um pelo caminho. Falar alto nas trilhas, nunca correr, nunca dar as costas para o animal, encarar o urso de frente e portar sempre um spray anti-urso.

Os avisos de cuidado com os ursos estão por toda parte.

Ao redor do lago aparece um belo conjunto de montanhas denominadas de Wenkchemna, o Vale dos Dez Picos.

O Vale dos Dez Picos

Passamos uma boa parte da tarde no Moraine Lake. Quando voltamos para Lake Louise tivemos um forte momento de emoção. Encontramos o nosso primeiro urso. Era um urso negro, na beira da estrada. Os carros param para fotografar e funcionários do parque monitoram os movimentos do animal.

O encontro com o primeiro urso negro.

O urso negro pode alcançar até 2,20 metros de comprimento e 1,10 metros de altura, pesando até 360 kg. Apesar da fama e jeitão de feroz, 70% da sua dieta consiste de material vegetal: frutos, folhas e raízes. Também se alimenta de pequenos animais e peixes.

O Moraine Lake

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LAKE LOUISE, A “JOIA DA COROA” DAS MONTANHAS ROCHOSAS NO CANADÁ

16 de agosto de 2017

Lake Louise é a “joia da coroa” da Icefield Parkway. Fica 55 km a norte de Banff, na área do Banff National Park. O local mais disputado e o que mais encanta os visitantes. Saímos cedo do hotel, já com as malas no carro e fomos direto para o Centro de Informações da cidade, que fica em um complexo de compras e serviços, ao redor de um grande estacionamento.

O complexo de compras e serviços de Lake Louise

Como a área próxima ao lago, que é a grande atração da localidade, não suporta o volume de carros que ali se destinam, foram criados esses estacionamentos remotos e uma infraestrutura de apoio, com shuttle bus, transportes gratuitos que levam as pessoas até o lago e as trazem de volta. O carro pode ficar estacionado gratuitamente por duas horas. Tempo suficiente para a visita ao lago. Quem precisa de mais tempo, deve colocar o carro em locais permitidos, nas ruas da cidade. Existe outro grande estacionamento, com as mesmas características, na estrada que liga Lake Louise a Banff.

O shuttle bus em Lake Louise é feito em ônibus escolares

O vilarejo de Lake Louise é pequeno, mas possui toda a infraestrutura necessária para os visitantes. O transporte até o lago é feito em um daqueles ônibus escolares americanos. A emoção já começa aí.

Condomínio residencial em Lake Louise

Na entrada do Lago Louise fica um dos icônicos hotéis Fairmont. O Fairmont Chateau Lake Louise foi originalmente construído no final do século XIX (1894), pela Canadian Pacific Railway, que na mesma oportunidade, construiu também, outros hotéis, com a mesma filosofia: servir de apoio para o turismo que viria com a implantação da ferrovia.

O Fairmont Chateau Lake Louise

Todos tinham uma arquitetura que lembrava antigos castelos medievais. São destaques os hotéis de Quebec, Otawa, Banff e Vancouver. Preenchiam o país de leste a oeste. Hoje, o Chateau Lake Louise possui capacidade para hospedar até 1000 pessoas. Vive lotado.

A foto clássica do Lago Louise

O Lago Louise é uma das fotos mais registradas na Icefield Parkway e no Banff National Park. Uma paisagem rara e inesquecível. O lago repousa com as suas águas verde esmeralda, por entre as grandes montanhas das Rochosas, com os picos cobertos de neve. No alto das montanhas ao fundo do lago repousa o Glaciar Vitoria. Na realidade o lago é “filho” do glaciar, que no passado cobria toda a área onde hoje fica o Lake Louise.

O Glaciar Vitoria ao fundo emoldura o Lake Louise

A incrível coloração de um verde profundo do Lago Louise, se deve aos sedimentos minerais que vêm das montanhas e ficam em suspensão. O lago possui 2,4 quilômetros de extensão, 500 metros de largura e a sua profundidade pode chegar a 90 metros. O nome é uma homenagem à Princesa Louise Caroline Alberta, uma das filhas da Rainha Victoria.

Lake Louise

Na borda do lago existe uma passarela que permite uma boa caminhada com belas vistas do Lake Louise. É possível alugar uma canoa ou bote e remar pelas águas do lago.

Opções de lazer no Lago Louise

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O GLACIAR ATHABASCA NO COLUMBIA ICEFIELD, A FORÇA DO GELO SOBRE A GEOGRAFIA DO CANADÁ

15 de agosto de 2017

O Columbia Icefield é uma das principais atrações da estrada e sem dúvida, a mais concorrida. A formação é um grande campo de gelo que se estende entre os parques de Banff e Jasper. O Icefield é a maior cobertura de gelo que existe a sul do Alasca. Possui uma área de 325 quilômetros quadrados, que em alguns trechos, chega a 365 metros de espessura.

O Columbia Icefield

O Icefield se formou na última glaciação, há cerca de 10 mil anos atrás. Apesar de as geleiras estarem diminuindo de tamanho, no final do século XIX, ela avançou e chegou a cobrir a estrada Icefild Parkway. Esses campos de gelo são o que resta de uma época em que o gelo cobria todo o território do Canadá. É com o degelo desse glaciar, que nascem a maioria dos rios dessa região.

O Campo de Gelo

Os glaciares são formados a partir da compactação da neve que se transforma em cristais de gelo. A massa de gelo avança e sofre contrações em épocas diferentes. Todos os anos as nevascas renovam parte da massa de gelo derretida.

Formação de um glaciar.

O Glaciar Athabasca

O Columbia Icefield possui seis grandes braços que se projetam em vales mais extensos. Um deles é o Glaciar Athabasca, com aproximadamente 6 km de extensão e com uma espessura que pode variar de 90 a 300 metros. O Athabasca recuou mais de 1,5 km nos últimos 125 anos, perdendo mais da metade do seu volume. É o glaciar mais visitado da América do Norte.

Toda essa área estava coberta de gelo até 1982

Em frente ao grande glaciar, na beira da estrada aparece o Icefield Center, um complexo de recepção e venda de serviços turísticos, onde é possível comprar excursões que permitem caminhar sobre o Athabasca. Algumas excursões são feitas em ônibus especiais que rodam sobre o gelo. No Icefield Center, existe também lojas de suvenires e estrutura de serviços que envolvem restaurantes, lanchonetes, banheiros, etc.

O Icefield Center

Como não havíamos reservado os tickets com antecedência, não conseguimos fazer o passeio. Havia uma multidão no Centro turístico do Columbia Icefield. Recomendamos reservar com antecedência. Isso não significa que o passeio tenha sido menos prazeroso. Fizemos uma bela caminhada pela moraina frontal, até a beira do Glaciar Athabasca.

Uma trilha leve pela moraina frontal, leva até a borda do glaciar.

A 85 Km a sul do Columbia Icefield and Icefield Center, já na área do Banff National Park, fica o Bow Sunmit, a 2.068m de altitude, é o ponto mais alto da estrada, onde aparece um caminho secundário e uma trilha que vai até o mirante, de onde se vê o Peyto Lake, outra atração imperdível da estrada. A vista do lago e das montanhas nevadas ao redor é uma das mais belas da região.

O Peyto Lake

O lago possui uma beleza especial. É um dos lugares mais fotografados da Icefiled Parkway. Possui uma cor turquesa. O seu nome é uma homenagem a um guia e guardião do Parque: Ebenezer William Peyto. Um personagem folclórico dessa região.

O que mais impressiona no Payto Lake é o azul turquesa da água.

Saímos do Payto Lake e seguimos o curso do Rio Bow e paramos no lago do mesmo nome, na beira da estrada, para algumas fotos.

O Lago Bow

Seguimos a estrada rumo ao sul, 45 km depois chegamos a Lake Louise, onde ficamos hospedados no Hotel Lake Louise Inn. Como chegamos no início da noite. Ficamos aí mesmo no hotel e decidimos visitar o Lake Louise no dia seguinte.

O Lake Louise Inn

 

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ATHABASCA E SUNWAPTA FALLS, DUAS ATRAÇÕES IMPERDÍVEIS DA ICEFILED PARKWAY

15 de agosto de 2017

Estávamos em Jasper, no Canadá. Uma das atrações da cidade é um bondinho que leva os visitantes até um mirante próximo ao pico das Montanhas Whistlers, a 2.277m. Começamos o dia com a visita ao bondinho, o TramWay de Jasper, que fica a 7 km da cidade. Lá de cima se tem uma vista maravilhosa do vale do Rio Athabasca e do Parque Nacional de Jasper.

O Bondinho de Jasper

O dia não estava adequado para a subida ao mirante das Montanhas Whistlers, mas mesmo assim insistimos. Não conseguíamos ver a cidade, por causa de uma neblina que ocupava toda a área do vale, mas do mirante temos uma bela vista das montanhas, que fica ali, muito perto, como sentinelas do Parque Nacional de Jasper. Descemos e seguimos viagem.

As Montanhas Whistlers

Existem viagens, cujo destino é o caminho. É exatamente isso que acontece com a Icefield Parkway, nas Montanhas Rochosas do Canadá. São tantas as atrações e pontos de contemplação da natureza pelo caminho, que fizemos os 232 km que separam Jasper de Lake Louise, em um dia inteiro de viagem. O mais importante não era chegar e sim, aproveitar a estrada, que é considerada uma das mais bonitas do planeta.

A Icefield Parkway nos surpreende a cada curva.

Fizemos uma primeira parada na região das cachoeiras do Rio Athabasca, 30 km a sul de Jasper, uma das atrações mais disputadas do parque. O Athabasca Falls fica no entroncamento entre as rodovias 93 e 93 A. A cachoeira do Rio Athabasca, tem 23 metros de altura e é uma das maiores atrações dessa parte da viagem.

Athabasca Falls

A queda d’água não é tão grande quando comparada com outras dos parques nacionais do Canadá, mas a força do Rio Athabasca, escava um cânion nas rochas por onde passa e forma um espetáculo impressionante.

Athabasca Falls

Deixamos as cachoeiras do Rio Athabasca para trás e continuamos para o sul por mais 30 km, até a região do vale do Rio Sunwapta, onde seguimos uma trilha para mais um complexo de cachoeiras. A palavra Sunwapta é uma expressão dos nativos da região, que significa “Águas Turbulentas”.

Sunwapta Falls

As cachoeiras dos Rio Sunwapta são menos concorridas que as do Rio Athabasca, mas são igualmente impressionantes. Toda a área ao redor possui trilhas de fácil acesso e caminhada, que possibilitam boas fotos do lugar.

Cachoeira do Rio Sunwapta

As águas turbulentas do Rio Sunwapta

Continuamos para o sul, por mais 45 km até chegar no Columbia Icefield. Cinco quilômetros antes, fomos surpreendidos, numa curva da estrada, por uma estrutura nova, que ainda estava sendo finalizada. Uma passarela de vidro sobre um vale profundo entre as montanhas. Não conseguimos andar na passarela, pois deveríamos seguir em frente até o Icefield Center e comprar os tickets que dão acesso à passarela de vidro. Desistimos, admiramos o vale e seguimos adiante.

Esse é o vale sob a passarela de vidro, na Icefield Parkway

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OS LAGOS DO PARQUE NACIONAL DE JASPER, NO CANADÁ

14 de agosto de 2017

Estávamos no Jasper National Park, na região das Montanhas Rochosas, no Canadá. Seguimos pela Maligne Road até o Medicine Lake. O lago é mais um entre os inúmeros que existem na região do parque. O destaque fica para o complexo sistema de cavernas subterrâneas que serve de escoamentos para as suas águas. Ele não possui escoadouro superficial. Fica totalmente cercado por montanhas. No início do outono, quando toda a água já escoou pelas cavernas subterrâneas, ele se transforma numa área pantanosa com um filete d’água no centro e alguns riachos superficiais. Volta a encher com o degelo da primavera.

O Medicine Lake

Continuamos pela estrada até o Maligne Lake, uma das maiores atrações dessa parte do Jasper National Park, localizado a 48 quilômetros de Jasper. O lago fica entre as cadeias de montanhas Maligne e Queen Elizabeth. É o maior lago da região, com 22 km de extensão.

Maligne Lake

O Maligne Lake é um lago de origem glacial, foi formado a partir do degelo de antigos glaciais. Possui até 96 metros de profundidade. Esse tipo de lago normalmente é profundo e extenso e nem sempre muito largo. O seu formato acompanha o do glacial que lhe deu origem. Voltamos pela Maligne Road e finalmente, no final da tarde, chegamos a Jasper.

O Maligne Lake é o maior dos lagos do Parque Nacional de Jasper.

Jasper é uma cidade pequena, mas com todos os serviços turísticos necessários. Restaurantes, lojas de artesanatos e galerias de artes se espalham por todo canto. Antes de ir para o hotel fomos até o Patricia Lake e ao Pyramid Lake, próximos à cidade, localizados a 8 km da sede. Os dois lagos ficam em frente à Pyramid Mountain, um pouco a norte de Jasper. Tanto o Patricia quanto o Pyramid, são também lagos de origem glacial.

O Lago Patrícia nos arredores de jasper

Depois de fotografar e visitar os lagos da região, finalmente chegamos à cidade. Jasper foi fundada em 1911 a partir de um assentamento para os operários da Grand Trunk Pacific Railroad, quando construiu a ferrovia transcontinental do Canadá que passava por entre as Montanhas Rochosas e, nesse trecho, pelo vale do Rio Athabasca.

Pyramid Lake

O Rio Athabasca passa por Jasper. Possui apenas 168 km de extensão e apesar disso é considerado um dos maiores rios do Canadá. Como o país tem muitos lagos. A maioria dos rios deságuam em um deles no meio do caminho e acabam tendo cursos de pequena extensão.

Rio Athabasca

Apesar de termos feito todo o planejamento da viagem com antecedência, em Jasper, o nosso grupo ficou dividido. São poucas as opções de hospedagens nos Parques Nacionais do Canadá. Seguimos direto para o Best Western Jasper Inn Suites, enquanto que o restante do grupo ficou no Lobstick Lodge, de qualidade semelhante. Os hotéis são bons, porém não são luxuosos.

Pyramid Lake Resort

Depois que fizemos check in no hotel, voltamos ao Pyramid Lake para jantar no bom restaurante do Pyramid Lake Resort, ao lado e com uma bela vista do lago.

O Pyramid Lake com o Pyramid Mountain ao fundo.

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CHEGANDO AO JASPER NATIONAL PARK, NO CANADÁ

14 de agosto de 2017

Saímos de Edmonton logo após o café-da-manhã com destino ao Jasper National Park. Foram 365 km de uma excelente estrada, que fizemos em aproximadamente 4 horas, até a entrada do Parque Nacional, onde recebemos mapas e informações sobre os parques. Aqui começava a primeira parte da nossa aventura através da icônica rodovia Icefield Parkway que atravessa a Cordilheira das Montanhas Rochosas no Canadá e é considerada uma das mais lindas estradas do planeta.

Paisagem do Parque Nacional de Jasper

Por uma questão de logística de voos, optamos por começar essa viagem pela Icefield Parkway e pelo parque de Jasper a partir de Edmonton, ao norte da região. A estrada segue no sentido norte-sul. Pode ser feita também no sentido contrário, a partir de Calgary.

A Icefield Parkway, a mais bela estrada do mundo.

O Jasper National Park faz parte de um conjunto de outros parques nacionais na região das Montanhas Rochosas canadenses. Hoje é Patrimônio Natural da UNESCO. Nessa viagem visitamos outros dois, o de Banff e o Yoho. Ele fica no meio da Cordilheira das Montanhas Rochosas, na parte oeste do Canadá e é o mais setentrional de todos.

O Parque Nacional de Yoho

O Parque foi criado em 1907. É o maior das Montanhas Rochosas, com mais de 10 mil quilômetros quadrados de glaciares, lagos, rios, gargantas e bosques. Possui áreas pouco exploradas e por isso mesmo o encontro com animais selvagens como ursos, caribus e alces é comum na região de Jasper.

A primeira foto do grupo no Jasper National Park.

Fizemos uma parada no local onde se estabeleceu o primeiro núcleo comercial nessa região, pelo comerciante pioneiro de peles, Jasper Hawes, no século XIX. Fizemos uma pequena trilha, para conseguir boas fotos nas margens de um dos inúmeros rios da região. Paramos no local onde o Jasper Hawes se estabeleceu, montou uma cabana e iniciou um ciclo de comércio na região que envolveu índios e aventureiros.

Foi aqui que o Jasper Hawes iniciou o comércio na área do atual parque.

No caminho para a cidade de Jasper, entramos na Maligne Road (Estrada Maligna), que começa, alguns quilômetros a norte de Jasper e segue entre as cadeias de montanhas Maligne e Queen Elizabeth, para ver as primeiras atrações da viagem. A estrada tem belas vistas panorâmicas e vários mirantes voltados para o Maligne Valley.

Trechos do Maligne Canyon

O destaque maior fica para o Maligne Canyon, com paredões de rochas calcárias, localizado a 11 km da localidade de Jasper. É um dos mais belos da região das Rochosas, em alguns trechos, com de mais de 50 metros de altura e belas cachoeiras. Para chegar até ele, estacionamos o carro em um local apropriado na beira da estrada e seguimos por uma trilha de aproximadamente um quilômetro até o cânion.

Várias cachoeiras compõem o Maligne Canyon

Toda a área do parque possui uma excelente infraestrutura para os visitantes, com estacionamentos, áreas para camping e pontos para descanso e serviços. São muitos os trailers que circulam pela estrada, verdadeiras casas sobre rodas. Trilhas bem sinalizadas e pontes cercam a principal área de visitação.

Pontes mirantes e trilhas compõem a infraestrutura do Maligne Canyon.

 

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DE SALVADOR PARA EDMONTON, NO CANADÁ, UMA MARATONA DE VOOS E AEROPORTOS

12 e 13 de agosto de 2017

Realizamos uma viagem de sonhos, planejada com um ano de antecedência pela agência Via Alegria (www.viaalegria.com.br). O destino foi Canadá e Alasca. Começamos pelos parques nacionais das Montanhas Rochosas, no Canadá, nas províncias de Alberta e Columbia Britânica, na sequência, fizemos um cruzeiro pelo Alasca e encerramos com cinco dias em Vancouver. O programa completo incluiu 6 noites nos parques canadenses, duas noites em Anchorage, no Alasca, um cruzeiro de uma semana e para finalizar, mais 5 noites em Vancouver, no Canadá.

Os parques nacionais do Canadá foram um dos pontos altos da viagem.

Na primeira parte da viagem formamos um grupo de nove pessoas: da Bahia saímos eu e Monica, Dr Eduardo Nery e Dra. Marise, Edison Rezende e Renata, e três amigos do Pará (Klaus e Carol Rodrigues e Karina Novelino). Na segunda parte da viagem, a partir do Alasca, o grupo estaria completo com a chegada de Dr. Alberto Vasconcelos e Dra. Kika Teixeira, que se incorporaram ao “time” em Anchorage, no Alasca.

O nosso grupo completo em Ketchikan, no Alasca

Saímos de Salvador, para uma maratona de voos e aeroportos. Foram cerca de 36 horas desde Salvador, até Edmonton, no Canadá. Fizemos 2 horas e meia de Salvador para São Paulo, uma conexão de cinco horas em São Paulo, um voo de nove horas entre São Paulo e Nova York, uma conexão de oito horas em Nova York, um voo de uma hora para Toronto, uma conexão de duas horas em Toronto e finalmente um voo de quatro horas para Edmonton, na Província de Alberta, na região centro-oeste do Canadá.

Usamos a American Airlines de Nova York para Edmonton.

Chegamos em Edmonton destruídos pela viagem muito longa, pegamos um carro, uma Grand Caravan, da Dodge, na locadora Hertz, ainda no Aeroporto e seguimos para o Hotel Days Inn and Suites West Edmonton, na rota periférica da cidade, porém longe do aeroporto. Um hotel típico para pernoite. Esse era o nosso objetivo, para sairmos cedo, no dia seguinte, em direção aos Parques Nacionais do Canadá.

As Grand Caravan que alugamos no Canadá

A cidade de Edmonton é a capital da Província de Alberta, no Canadá. Possui aproximadamente 900 mil habitantes. Do ponto de vista urbanístico é uma cidade espalhada. Na sua região metropolitana, possui aproximadamente 1,2 milhões de habitantes.

Os canadenses são apaixonados por esportes ao ar livre.

É um grande centro industrial e de serviços nessa região centro-ocidental do Canadá. A indústria está ancorada no refino do petróleo e o destaque nos serviços é que em Edmonton está o maior Shopping Center da América do Norte. Depois de fazer check in no hotel, fizemos um lanche numa McDonald’s próxima ao hotel e finalmente fomos descansar para sair no dia seguinte.

O Cruzeiro da Norwegian Sun foi a segunda parte da nossa viagem

 

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