OS SAPATOS NO DANÚBIO

04 de maio de 2017

A cafeteria Gerbeaud é um dos ícones de Budapeste. Visita obrigatória para quem passa pela cidade. O Café foi fundado em 1858 por Henril Kugler, que mais tarde se associou a Emil Gerbeaud. Rapidamente se tornou um sinônimo de qualidade para a Europa. Ficou famoso pelos cafés, chás, doces e salgados que serve.

O Café Gerbeaud

O Café Gerbeaud fica no centro da cidade, na Praça Vörösmarty, cercada por ruas para pedestres. A arquitetura e decoração do Café Gerbeaud é suntuosa.

O Café Gerbeaud

Seguimos andando até a Ponte das Correntes no Rio Danúbio e continuamos pela margem do rio até o prédio do Parlamento de Budapeste.

Caminhando por Budapeste.

Os monumentos das margens do Danúbio embelezam e criam as imagens mais marcantes da cidade. O grande Palácio Real do lado de Buda e o edifício do Parlamento do lado de Peste, competem sobre qual dos dois é o mais bonito.

Vista de Buda e do Palácio Real.

É o mais extenso edifício da Hungria, com 268 metros de comprimento, 118 metros de largura e 96 metros de altura. Possui 691 cômodos. Foi construído entre 1884 e 1902 inspirado no prédio do Parlamento de Londres.

O Parlamento de Budapeste.

O Parlamento de Budapeste em estilo neogótico, é um dos mais belos edifícios da Europa, símbolo da cidade. A sua posição privilegiada nas margens do Danúbio, destacam ainda mais a sua arquitetura.

O maravilhoso Parlamento de Budapeste

Perto do Parlamento, também na margem do Danúbio, aparece um dos monumentos mais intrigantes da cidade, os Sapatos no Danúbio, “Shoes on the Danube”. Muitos turistas não encontram o monumento. Nós passamos direto e depois utilizamos o google maps para nos ajudar. Fica a 300 metros do Parlamento, num caminho secundário na margem do rio, no sentido da Ponte das Correntes.

Os Sapatos no Danúbio

O monumento foi criado pelo escultor Gyula Pauyer, em 2005, traduzindo uma ideia do diretor de cinema húngaro, Can Togay. São 60 pares de sapatos masculinos e femininos esculpidos em metal que lembram o assassinato de judeus húngaros nas margens do rio.

Shoes on The Danube

Entre 1944 e 1945, as milícias nazistas húngaras da organização Arrow Cross, antes de assassinar os judeus, os obrigava a se despir e retiravam os seus sapatos, que eram produtos de valor. Os corpos eram jogados no rio para que fossem levados e lavados pela correnteza.

Homenagens são sempre prestadas no monumento.

Depois da visita ao monumento dos Sapatos no Danúbio, voltamos para o centro de Budapeste e escolhemos o Restaurante Hard Rock Café para jantar. Sempre que viajamos e temos oportunidade, escolhemos um Hard Rock Café para uma noite. O ambiente despojado e os clips de rock’n roll nos atrai. Em Budapeste o serviço não estava bom. O restaurante deixou a desejar.

Sapatos no Danúbio.

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A GRANDE SINAGOGA DE BUDAPESTE

04 de maio de 2017

Um dos lugares mais interessantes de Budapeste é o Mercado Coberto Central, foi construído no século XIX, inaugurado em 1897. O edifício possui 150 metros de extensão, com seis naves laterais interligadas. É o maior da cidade.

O Mercado Coberto Central

Quando foi construído era considerado uma obra de arquitetura e engenharia muito moderna. Hoje encontra-se totalmente reformado e é um lugar interessante para passear, observar as inúmeras barracas de frutas, queijos, embutidos e temperos coloridos.

O Mercado Coberto Central

No segundo andar do mercado aparecem lojas de artesanatos, lembranças da cidade e dezenas de pequenos restaurantes que servem comidas típicas para visitantes e cidadãos de Budapeste.

O Mercado Coberto Central

Deixamos o mercado para trás e seguimos andando até a Grande Sinagoga. Mais uma atração exclusiva da cidade. A Grande Sinagoga de Budapeste é a maior da Europa e segunda maior do mundo, perdendo apenas para a Nova York. Foi construída na segunda metade do século XIX, em estilo mouro-bizantino. É um edifício único no mundo. Bastante diferente das sinagogas tradicionais. Se assemelha a uma Catedral Católica, e por esse motivo, foi bastante criticada por judeus ortodoxos.

A Grande Sinagoga de Budapeste parece uma catedral cristã.

Possui duas grandes torres na fachada, encimadas por estruturas de “cebola”, que faz lembrar as catedrais russas e lhe dá um ar de santuário. A Sinagoga pode receber até 3000 fieis sentados, sendo que as mulheres ficam nas sacadas, em um espaço separado dos homens, obedecendo a uma tradição ortodoxa judia.

Duas grandes torres compõem a fachada da Sinagoga de Budapeste.

Construir a Sinagoga de Budapeste inspirado numa catedral cristã, foi uma estratégia dos novos judeus que chegaram a Budapeste, vindos da Europa Ocidental, para se aproximar mais das comunidades cristãs, e com isso, quebrar preconceitos e facilitar relacionamentos. No centro da nave principal, existem púlpitos, como nas catedrais cristãs.

A Sinagoga de Budapeste

No mesmo edifício da Sinagoga de Budapeste existe um museu com um acervo judeu, a mais rica coleção da Europa com esse conteúdo. Existem objetos desde a época romana até o século XX, bem como livros impressos há muito tempo.

A Sinagoga de Budapeste

Na área externa da Sinagoga, existe um jardim, que foi transformado em cemitério durante a ocupação nazista de Budapeste, entre 1944 e 1945. Um bela escultura de metal denominada de Árvore da Vida, serve de memorial aos 400 mil judeus húngaros mortos durante o Holocausto. A árvore representa um salgueiro chorão e nas suas folhas estão impressos os nomes das pessoas que ajudaram a salvar vidas de judeus nessa época.

A Árvore da Vida

A Sinagoga fica na entrada do Bairro Judeu. Durante a Segunda Guerra Mundial eles foram obrigados a viver aí. O bairro era cercado por casas altas e muros de pedra, para evitar que os judeus fugissem ou que recebessem ajuda externa. O bairro era superpopuloso, viveram aí mais de 60 mil pessoas, não havia coleta de lixo e os mortos apodreciam nas ruas, onde doenças e pragas se espalhavam.

Escultura no bairro judeu de Budapeste.

O bairro degradado tinha os alugueis mais baixos de Budapeste nas décadas do pós-guerra. A partir do início dos anos 2000, o bairro foi ocupado por bares, food trucks e restaurantes transados. Se encheu de estudantes e artistas. Possui muitas lojas de design, galerias de arte e se transformou no centro da vida noturna e cultural da cidade.

Bares e restaurantes no bairro judeu.

O beco Gozsdu, no bairro judeu, é um dos exemplos de lugar descolado nesse centro de Budapeste.

O beco Gozsdu

 

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AS PONTES SOBRE O RIO DANÚBIO, EM BUDAPESTE

04 de maio de 2017

Seguimos andando pela Avenida Andrassy, o coração da cidade de Budapeste, até as margens do Rio Danúbio, sempre muito movimentada por turistas e cidadãos de Budapeste. O destino era o Dock 10, onde pegamos um barco para fazer o passeio pelo rio. O ticket do barco já está incluso no sistema de ônibus Hop On Hop Off.

Escultura na Orla do Rio Danúbio.

O Rio Danúbio é a artéria principal da cidade e separa os bairros de Buda e Peste. É o segundo rio mais longo da Europa. Nasce na Alemanha, na região da Floresta Negra, próximo ao Lago Constança e deságua no Mar Negro, na região da Romênia. Atravessa todo o território da Hungria, de norte a sul.

O Rio Danúbio.

O passeio de barco pelo Danúbio possibilita vistas espetaculares dos principais monumentos e edifícios de Budapeste. De um lado o Palácio Real imponente, marca as colinas de Buda, do outro lado, o edifício do Parlamento de Budapeste, decora a margem do rio e confirma a fama de ser um das mais belas construções históricas do mundo.

O maravilhoso Parlamento de Budapeste.

No passeio pelo rio, contornamos a Ilha Margarida, onde aparece o parque mais bonito de Budapeste. A Ilha Margarida possui prédios históricos e muita área verde. A população de Budapeste costuma usar as margens do rio, na Ilha Margarida, para práticas esportivas, caminhadas, etc.

Muita área verde na Ilha Margarida.

Em Budapeste aparecem várias pontes ligando as duas metades da cidade. A Ilha Margarida está ligada às duas margens do Danúbio pela Ponte Margarida. A ponte data do final do século XIX. Esculturas decoram os seus pilares e dão um charme especial à ponte.

Detalhe da Ponte Margarida.

A mais famosa e principal, é a Ponte da Correntes, que fica na posição mais central da cidade. A Ponte das Correntes é uma ponte pênsil, foi inaugurada em 1849. É considerada uma obra-prima da arquitetura de Budapeste.

A Ponte das Correntes

A Ponte Elizabeth original é, também do século XIX. Foi destruída na Segunda Guerra Mundial, com todas as outras de Budapeste. A ponte atual foi inaugurada em 1964. Possui um formato mais modernos, com uma estrutura Art Nouveau da sua decoração.

A Ponte Elizabeth

A Ponte Francisco José, ou Ponte da Liberdade, que também foi bombardeada na Segunda Guerra Mundial, foi reconstruída logo depois, em 1946. Todos os motivos ornamentais foram preservados, o que faz dela uma das mais bonitas da cidade.

A Ponte da Liberdade.

Quando concluímos o passeio de barco pelo Rio Danúbio, atravessamos a Ponte Francisco José e fomos até a Igreja da Caverna, na base do Monte Gellért. A igreja foi construída literalmente dentro de uma gruta e é um dos atrativos das margens do rio.

A Igreja da Caverna

Em frente à Igreja da Caverna fica o Hotel Gellért, um dos ícones de Budapeste. O Hotel Gellért foi construído aos pés das colinas de Buda, no início do século XX. O objetivo era aproveitar as águas termais e terapêuticas existentes aí, para atrair visitantes de toda a Europa.

O Hotel Gellért

O interior do hotel possui uma decoração suntuosa, com mosaicos, vitrais e esculturas. O complexo possui um centro de tratamento termal, que pode ser utilizado por visitantes ocasionais. Não é uma exclusividade dos hóspedes. Paga-se uma taxa para usar as piscinas cobertas e banhos do Hotel Gellért.

Uma das piscinas do Hotel Gellért

O hotel hoje possui um aspecto decadente, mas está em reforma. Possui 300 leitos. É procurado para tratamento de doenças circulatórias, reumáticas, neurológicas e digestivas.

Detalhes da Ponte da Liberdade.

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CHEGANDO A BUDAPESTE E COMEÇANDO A RECONHECER A CIDADE.

03 de maio de 2017

Saímos de Viena para Budapeste de trem. A viagem é ótima. Cerca de 2 horas e meia até estação para Budapeste.

Esperando o trem na estação de Viena.

A Áustria e a Hungria estão umbilicalmente ligados pela história. O Império Austro-Húngaro dominou uma boa parte da Europa Central, desde o século XVII, quando os exércitos austríacos expulsaram os turcos de Budapeste, até o início do século XX, com a Primeira Guerra Mundial e o fim do Império Austro-Húngaro. A capital sempre foi Viena, mas Budapeste tinha uma importância grande na manutenção da harmonia do Império. Por esse motivo, os diversos governantes do Império Austro-Húngaro sempre dedicaram muita atenção a Budapeste e à Hungria como um todo.

Vista panorâmica de Budapeste.

Chegamos a Budapeste pela estação de trem e pegamos um táxi para o hotel. A primeira surpresa desagradável foi ter que aceitar a pedida do taxista, que se recusou a usar o taxímetro e arbitrou uma tarifa fixa para uma corrida curta. O mal estar passou com a chegada ao excelente Hotel Boutique Casati, localizado no centro histórico de Peste, num casarão antigo, totalmente reformado, com uma decoração moderna e um serviço excelente.

Detalhe da decoração do excelente Hotel Casati

A cidade de Budapeste surgiu na segunda metade do século XIX, a partir da fusão das cidades de Buda e Peste, localizadas em margens opostas do Rio Danúbio. As cidades separadas de Buda e Peste, datam do século XII. Buda, onde fica o Palácio Real, era a sede do governo da Hungria. Ainda hoje, para os turistas e visitantes, é comum dividir as atrações entre Buda e Peste.

Vista de Buda e do Palácio Real.

Ficamos em Peste, numa rua paralela à Avenida Andrassy, um imenso e largo boulevard, que é considerado o centro econômico da cidade. A Andrassy é a “Champs-Élysées” de Budapeste. Liga o centro histórico à Praça dos Heróis.

A Avenida Andrassy

Como costumamos fazer em algumas cidades grandes que visitamos, começamos o reconhecimento de Budapeste pegando o ônibus aberto Hop On Hop Off, que permite parar em vários pontos estratégicos do circuito turístico da cidade. Fizemos uma primeira parada na Praça dos Heróis, uma das mais importantes de Budapeste, onde aparece um grande monumento em homenagem àqueles que contribuíram com o surgimento da nação.

Detalhes da Praça dos Heróis.

A Praça é ladeada por dois belos edifícios: o Museu de Belas Artes de Budapeste e o Palácio da Arte. No centro fica o Memorial do Milênio, inaugurado para comemorar os mil anos de formação do país, em 1896, com várias estátuas dos líderes das sete tribos magiares que fundaram a Hungria.

O Museu de Belas Artes de Budapeste

Seguimos adiante com o giro pela cidade. A segunda parada foi no alto da Colina Gellért, onde fica a Cidadela. Uma fortificação erguida pelos austríacos em 1854, para ter mais poder sobre a cidade. Algumas barracas instaladas no Monte vendem artesanatos e lembranças baratas de Budapeste. Na fortaleza existe um bunker russo no subsolo, onde funciona um museu.

A Fortaleza Cidadela.

A Colina fica a 235 metros acima do Rio Danúbio. Hoje existem mirantes com belas vistas do Danúbio e da cidade. Vale a pena uma visita à Cidadela, tanto durante o dia, como à noite, para ver as luzes da cidade.

As belas vistas do Rio Danúbio, a partir da Colina Gellért

Descemos do Monte Gellért e voltamos para o centro de Peste. Fomos direto para a Basílica de Santo Estevão, do final do século XIX, a mais importante igreja de Budapeste, com capacidade para abrigar até 8.500 pessoas. O domo da Basílica se ergue a 96 metros de altura e é visível de qualquer ponto de Budapeste.

A Basílica de Santo Estevão

Santo Estevão é uma espécie de unanimidade na Hungria. Foi o primeiro Rei Cristão do país, viveu no início do século XI. Aí na Basílica existe um relicário com o antebraço mumificado de Santo Estevão. Encontra-se na Capela da Sagrada Mão Direita.

O interior da Basílica de Santo Estevão

Saímos andando pelo centro de Budapeste e seguimos até a Ponte das Correntes (Széchenyi Lánchíd), a mais famosa e trabalhada das diversas pontes sobre o Rio Danúbio, que ligam as partes de Buda a Peste. A ponte pênsil foi inaugurada em 1849, e na época, foi considerada uma das maravilhas do mundo.

A bela Ponte das Correntes

A Ponte das Correntes foi considerada uma obra-prima da arquitetura. Possui 375 metros de comprimento e quando construída era uma das mais longas pontes suspensas da Europa. No final da Segunda Guerra Mundial, os nazistas destruíram todas as pontes de Budapeste, que tiveram que ser reconstruídas depois.

A Ponte das Correntes

Grandes leões de pedra servem como guardiões na entrada da ponte. Em frente à ponte fica o famoso hotel Four Seasons, onde paramos para jantar no excelente Restaurante Kollás.

O leão que guarda a Ponte das Correntes

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A HUNDERTWASSER HOUSE EM VIENA

02 de maio de 2017

A Hundertwasser House é um edifício de apartamentos, concebido pelo artista e arquiteto Friedensreich Hundertwasser, com a coautoria do arquiteto Joseph Krawina. O artista foi muito criticado pela obra que fez, mas criou uma marca para a cidade. É um dos lugares mais visitados de Viena.

A Hundertwasser House

A fachada colorida, sem ângulos ou paredes retas, impressiona pelo caráter inovador e provocativo. O prédio é pintado em cores diferentes, cada cor da fachada demarca um apartamento. As janelas e outros elementos possuem proporções também desiguais.

O edifício de apartamentos Hundertwasser House

Em alguns apartamentos da Hundertwasser House existem jardins suspensos, criando uma atmosfera ecológica que atrai e entusiasma os visitantes. A interferência do edifício se dá também na própria rua, onde ondulações foram implantadas no piso, criando uma atmosfera própria.

Até a rua é ondulada e desigual.

No outro lado da Hundertwasser House, existe uma pequena galeria, também projetada pela dupla de arquitetos e artistas, onde é possível comprar lembranças do famoso edifício. Vale a pena visitar os banheiros da galeria, onde a irreverência está explicitada no mobiliário, espelhos etc.

Detalhes do banheiro projetado por Hundertwasser

Após visitar a Hundertwasser House, voltamos ao centro da cidade histórica. Passamos pelo edifício da Ópera de Viena, a Staatsoper. O teatro foi construído no final do século XIX e a princípio não agradou aos vienenses, que acharam a obra simples demais para a importância da cidade na música e no teatro. O Edifício da Ópera foi inaugurado em 1869, com a apresentação da Ópera D. Giovanni de Mozart.

O edifício da Ópera de Viena

O projeto arquitetônico ficou a cargo dos arquitetos August Sicard von Sicardsburg e Eduard Van Der Nüll. Foram muitas as críticas feitas ao trabalho dos arquitetos, tanto pela população como pelo próprio Imperador Francisco José. A tal ponto que Van der Nüll não suportou e cometeu suicídio. O edifício foi totalmente destruído na Segunda Guerra Mundial e reconstruído em seguida. Possui visitação guiada em determinados momentos do dia. Hoje o prédio é considerado um dos destaques da Ringstrasse, a avenida que circunda o centro histórico de Viena.

A Ópera vista por um outro ângulo.

Outro destaque dessa caminhada foi a megaloja da Swarovski, a mundialmente famosa fabricante de cristais, que é austríaca e possui um estabelecimento gigante no centro da cidade. Na loja da Swarovski, não só estão expostos os produtos da marca, como obras de arte que interagem com os turistas. Muitos entram ali apenas para admirar os trabalhos.

Detalhe da vitrine da Swarovski

À noite, consultamos mais uma vez o Trip Advisor, que nos recomendou o bom restaurante de cozinha grega e europeia contemporânea, Buxbaum, localizado no centro histórico de Viena e mais uma vez num local difícil de encontrar. O Trip Advisor e o Wase nos ajuda nesses momentos.

A Hundertwasser House

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O PALÁCIO SCHÖNBRUNN, A CASA DA IMPERATRIZ MARIA TERESA

02 de maio de 2017

A Escola Espanhola de Equitação é uma instituição de Viena que tem tradição secular no treinamento de cavalos da raça Lippizan. Uma das mais antigas escolas de hipismo e adestramento de cavalos do mundo. Acredita-se que a sua história começou no século XVI. Aí na Áustria esta raça foi sendo desenvolvida a partir de cruzamento dos animais puro-sangue trazidos da Espanha, pelos Habsburgos, que começaram a criar e treinar os cavalos espanhóis.

Os fabulosos cavalos da raça Lippizan

Os exercícios dos cavalos acontecem no estábulo do Palácio Imperial, que fica no complexo do Palácio Hofburgo. O edifício em estilo barroco data do século XVIII. É luxuoso, possui uma área de treinamento e arquibancadas para que uma plateia possa assistir ao espetáculo. É único no mundo nesse estilo e finalidade.

O maravilhoso edifício da Escola Espanhola de Equitação.

Originalmente os espetáculos eram exclusivos para pessoas próximas à corte. Hoje em dia, turistas e visitantes podem assistir ao espetáculo. Os cavalos e cavaleiros fazem o show. Não existe nada previamente programado. Cada dia são feitos exercícios específicos e diferentes. Entram grupos de seis em seis cavalos a cada meia hora. Os exercícios/show, estão entre as atrações mais disputadas de Viena.

A Escola Espanhola de Equitação.

Saímos da Escola Espanhola de Equitação e pegamos o ônibus aberto do sistema Drop on Drop off para completar o tour que iniciamos no dia anterior. O objetivo hoje seria conhecer o Palácio Schönbrunn. O maior de todos os Palácios de Viena.

O Palácio Schönbrunn.

O Schönbrunn era o Palácio de Verão dos Habsburgos. Começou a ser construído em 1695 e foi oficialmente concluído no reinado da Imperatriz Maria Teresa, no século XVIII. O Palácio já foi testemunho de festas fantásticas e faz parte direta na história do Império Austro-Húngaro.

Detalhe da fonte em frente ao Palácio Schönbrunn.

A simetria do Palácio é complementada pelos jardins espetaculares que possui. Começamos a visita pelos jardins do Schönbrunn, que ficam na parte de trás do palácio e foram concebidos em estilo francês, lembrando um pouco os jardins de Versalhes.

Detalhes do jardim do Palácio Schönbrunn.

O interior do Palácio é ricamente decorado e alguns salões são suntuosos. Possui 1441 cômodos. Chegava a hospedar até 1.500 pessoas durante a temporada de verão da corte austríaca.

O salão dos espelhos no Palácio Schönbrunn.

A primeira grande Imperatriz do Império Austro-Húngaro foi Maria Teresa, que se tornou a verdadeira dona do Palácio. Maria Teresa foi a única mulher a governar o Império e se tornou a regente de uma boa parte do Continente Europeu. Foi Maria Teresa quem transformou Schönbrunn na residência de verão dos Habsburgo e ponto central do Império. Governou com o Imperador Francisco I, mas as decisões de governo ficavam por conta da Imperatriz.

A Imperatriz Maria Teresa.

Teve 16 filhos, sendo que 13 sobreviveram até a idade adulta. Casou os seus filhos com nobres, príncipes e princesas de países europeus. Essas alianças matrimoniais deram mais poder ao Império Austro-Húngaro e à dinastia dos Habsburgo. Uma das filhas da Imperatriz Maria Teresa, foi a Rainha Maria Antonieta, da França, casada com Luiz XVI e que foi decapitada na Revolução Francesa.

A grande família da Imperatriz Maria Teresa.

Quem teve também uma forte relação com o Palácio de Schönbrunn, foi o Imperador Francisco José e a Imperatriz Isabel (Sissi). Francisco José nasceu e morreu em Schönbrunn.

O Imperador Francisco José e a Imperatriz Isabel (Sissi)

O Palácio Schönbrunn.

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UM GIRO POR VIENA

01 de maio de 2017

Ao lado do Palácio Imperial Hofburg, na Josefsplatz, fazendo parte do mesmo complexo, aparece a Biblioteca Nacional Austríaca, do século XVIII. O acervo começou a ser montado desde a Idade Média. Hoje possui cerca de 7,4 milhões de registros. Os destaques ficam para os mapas e atlas antigos. Não conseguimos entrar na biblioteca, pois era domingo e o prédio estava fechado para visitação.

O edifício da Biblioteca nacional Austríaca

Ainda no complexo do Palácio Hofburgo aparece o Albertina, um edifício integrado ao Palácio, cujo destaque é um museu de gravuras e desenhos. O mais importante desse estilo, no mundo. A coleção começou a ser montada a partir de 1776, pelo Duque Albert da Saxônia, genro da Imperatriz Maria Teresa, que era o governador austríaco da Hungria. Hoje são mais de 60 mil desenhos e gravuras que compõem o acervo do museu. No edifício existem também exposições periódicas.

A escadaria do Albertina

Saímos do Albertina e pegamos o sistema de ônibus de turismo Drop on Drop off. Aqueles ônibus abertos que fazem roteiros circulares pelas cidades turísticas mundo a fora. Essa é uma alternativa que costumamos usar com frequência em viagens sobretudo em cidades maiores. Esses ônibus abertos permitem uma compreensão genérica do lugar, além do que, o turista pode descer e subir em qualquer ponto de interesse que tenha. É uma boa alternativa para começar a ter uma noção genérica do lugar.

No giro pela cidade, passamos pelo Parque Prater.

Os ônibus de turismo seguem pela Ringstrasse, uma larga avenida , que circunda todo o centro histórico e possibilita belas vistas de Viena.

O ônibus circula pela Ringstrasse e possibilita uma visão panorâmica da cidade.

Quando finalizamos o tour, seguimos andando até o City Park (Stadtpark), uma grande área verde no centro da cidade, inaugurado em 1862, seguindo um estilo inglês. O parque é um dos mais queridos e usados pelo vienenses.

O City Park

O destaque do Parque fica para as estátuas e monumentos em homenageiam alguns dos principais músicos que fizeram a história e fama de Viena. Lá estão esculturas em homenagem a Schubert, Lehar, Bruckner e Stolz.

Monumentos no City Park.

A mais procurada das esculturas porém, é a figura dourada de Johann Strauss Jr, o “Rei da Valsa”. Strauss Jr foi quem popularizou a valsa e deu a ela uma dimensão mundial. “O Danúbio Azul” é o seu trabalho mais conhecido e maior sucesso.

A estátua dourada de Johann Strauss Jr

Depois dessa maratona por Viena, recorremos ao aplicativo do Trip Advisor para encontrar um bom restaurante. Fomos até o excelente restaurante ef16. Numa ruela escondida, que jamais encontraríamos sem a orientação do aplicativo. O restaurante é excelente e possui um bom preço. Escolhemos um vinho austríaco e mais uma vez tivemos uma grata surpresa com a casta Zweigelt, que não conhecíamos.

O excelente ef!6

Johann Strauss Jr, um dos símbolos de Viena.

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SISSI, A IMPETRATRIZ DA ÁUSTRIA

01 de maio de 2017

A Michaelerplatz é o centro da cultura imperial dos Habsburgo. A praça fica no final da Kohlmarkt, a famosa rua das grifes de Viena. O movimento de visitantes no local é grande. Muitas carruagens oferecem serviços guiados para os turistas, e partem daí.

As carruagens na Michaelerplatz, para passear com os turistas.

Na lateral da praça, a Igreja de São Miguel, Michaelerkirche, do século XVIII, em estilo românico, se destaca. Possui um altar maravilhoso e visualmente moderno para a época que foi concebido.

A Igreja de São Miguel, Michaelerkirche

Detalhe do maravilhoso altar da Igreja de São Miguel

Aí também na Michaelerplatz fica o grande Palácio Imperial Hofburg, distribuído em vários prédios, construídos em épocas diferentes e em diferentes estilos. Foi o centro de poder dos Habsburgos, por setecentos anos. Desde o século XIII, até 1918, quando houve a proclamação da república.

O Palácio Hofburg na Michaelerplatz

O complexo Hofburg contempla os aposentos reais, os tesouros dos Habsburgos, vários museus, uma capela, uma igreja, a Biblioteca Nacional da Áustria, a Escola Espanhola de Equitação e os gabinetes do Presidente da Áustria.

O interior da Escola Espanhola de Equitação.

Dentre os moradores especiais do Palácio Imperial Hofburg, destacam-se a Imperatriz Isabel ou Elizabeth, mundialmente conhecida como Sissi, e o seu marido, o Imperador Francisco José. Sissi era uma jovem da região da Bavária, atual área sul da Alemanha, que se casou com o Imperador Francisco José, quando tinha 16 anos. Jamais aceitou as regras e os rigores da corte. Vivia angustiada e criou um estilo próprio de governar.

O Imperador Francisco José e a Imperatriz Isabel

Tinha uma personalidade moderna para a época em que vivia. Sissi cultuava a beleza. Fazia atividades físicas regulares, possuía salas de ginástica no seu palácio. Fazia uma dieta alimentar regrada, o que lhe dava um corpo esbelto e magro demais para os padrões de beleza da época.

A beleza de Sissi retratada ao longo da sua vida

A Imperatriz Isabel jamais aceitou os rigores da vida na corte. Se rebelou às regras e isso prejudicou muito o seu relacionamento com o Imperador Francisco José. Sofria de depressão. Não tinha um bom relacionamento com a sogra, a aquiduquesa Sofia. A vida de Sissi foi retratada de forma romantizada no filme que levava o seu nome e estrelado pela atriz austríaca Romy Schneider.

Romy Schneider como Sissi

Devido ao desgaste no relacionamento com a sogra e com o marido, a Imperatriz Sissi costumava viajar muito pelos países do Império Austro-Húngaro. Viveu muito tempo em Budapeste, na Hungria, em detrimento de Viena na Áustria.

Sissi, a Imperatriz da Hungria

A angústia de Sissi aumentou ainda mais a partir do suicídio do seu único filho homem, o príncipe herdeiro Rodolfo, que foi encontrado morto ao lado da amante Maria Vetsera. Sissi nunca superou a morte de Rudolfo. A Imperatriz acabou sendo assassinada por um anarquista italiano na cidade suíça de Genebra, em 1898.

Representação do assassinato de Sissi.

É aí no Palácio Imperial Hofburg que fica o Museu de Sissi. No museu destacam-se as suntuosas pratarias usadas nos grandes banquetes imperiais.

Serviço de jantar do Museu de Sissi.

Visitamos também os aposentos imperiais, que foram usados por Francisco José, de 1857 a 1916 e por Sissi, de 1854 a 1898. Dentre os cômodos, destacam-se a pequena academia de ginástica e o banheiro da Imperatriz Isabel.

Equipamentos de ginástica de Sissi, a Imperatriz

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COMEÇANDO A VISITAR VIENA PELA CATEDRAL DE SANTO ESTEVÃO

01 de maio de 2017

Viena é hoje, uma cidade com aproximadamente 1,6 milhões de habitantes, é a maior da Áustria. Fica localizada nas margens do Rio Danúbio. Historicamente foi, durante séculos, a capital do Império Áustro-húgaro. A cidade e o país possuem excelente qualidade de vida. Hoje atrai mais de 12 milhões de turistas por ano.

A bela cidade de Viena.

Viena é compacta e o centro histórico pode ser conhecido a pé. Tudo gira ao redor do Palácio Hofburg, que foi sede imperial dos Habsburgo.

O Palácio Hofburg

A grande reforma urbana de Viena foi realizada pelo Imperador Francisco José, em meados do século XIX, quando foram destruídas as muralhas que cercavam a cidade e no local foi implantada uma larga avenida , a Ringstrasse, que circunda todo o centro histórico.

As avenidas largas de Viena

Como o nosso hotel, o K+K Palais, ficava numa posição muito central, seguimos andando para a Stephansdom, que é o coração da cidade. Ponto mais central e onde fica a magnífica Catedral de Santo Estevão, o edifício mais alto do centro histórico de Viena.

A magnífica Catedral de Santo Estevão.

No caminho para a Catedral de Santo Estevão, paramos na mais antiga praça de Viena, a Hoher Market, onde aparecem vestígios arqueológicos da antiga cidade romana de Vindobona, que deu origem a Viena. Aí fica o relógio Ankeruhr, uma das atrações da praça.

O magnífico relógio Ankeruhr

No centro da mesma praça aparece a Fonte de Betrothed, que representa o casamento da Virgem Maria e São José. O monumento é do século XVIII.

A famosa Fonte de Betrothed

Chegamos à Stephansdom, A Catedral de Santo Estevão e entramos na igreja que é o coração de Viena. A primeira igreja foi implantada aí no século XII. Esse projeto atual é dos séculos XIV a XVI. Possui predominância de etilo gótico, com torres altas e um telhado colorido de azulejos vitrificados. A torre sul, a mais alta, chega a 136 metros de altura.

A Catedral de Santo Estevão e a grande torre gótica de 136 metros de altura.

O interior da igreja é espetacular. Possui uma série de imagens de santos adornando as colunas. O destaque maior fica para o púlpito gótico, bastante trabalhado e para o altar-mor.

O púlpito gótico da Catedral de Santo Estevão.

A Stephenplatz foi bastante castigada durante a Segunda Guerra Mundial. Na sua reconstrução do pós-guerra surgiu espaço para estilos arquitetônicos diversos. Um dos mais polêmicos é a Haas House, o edifício de vidro da praça, da década de 90 e que contrasta com os prédios históricos dos arredores. A fachada de vidro reflete o perfil da Catedral.

A polêmica Haas House

Seguimos andando pela Rua Graben, a principal e mais elegante rua de pedestres da cidade. Cercada de cafés, lojas de grifes, restaurantes, galerias de arte, etc.

A movimentada Rua Graben

No centro da Graben destaca-se a imensa Coluna da Praga, do século XVIII, mandada erguer pela Imperatriz Maria Teresa para marcar e agradecer o fim da epidemia de praga que a cidade viveu no século XVII. O monumento é uma representação da Santíssima Trindade.

A coluna da praga, no centro da Graben

Também perto da Graben aparece a Igreja de São Pedro, do século XVIII, construída em estilo barroco. Logo na sequência vai aparecer a Kohlmarkt, a rua de compras mais luxuosa da cidade, quase como uma continuação da Graben.

Igreja barroca de de São Pedro

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UMA “ROAD TRIP” PELA CORDILHEIRA DOS ALPES

29 e 30 de abril de 2017

Viajamos entre abril e maio de 2017. O objetivo era chegar a Florença onde iríamos ao casamento de um casal de amigos queridos da Bahia, Paula e Ewerton Visco, que escolheram a Toscana para realizar a sua festa matrimonial. Decidimos fazer uma viagem prévia. Escolhemos uma “road trip” pela Áustria e Suíça, mas como tínhamos mais tempo, incluímos as Cidades Imperiais.

Uma boa parte da viagem foi sobre as montanhas da Suíça, Áustria e Itália.

A Agência Via Alegria nos ajudou com o roteiro e com as reservas de hotéis e logística de transporte. Começamos pelas Cidades Imperiais: Viena, Praga e Budapeste. Na sequência fomos a Salzburgo, na Áustria, onde pegamos um carro e começamos a “road trip”.

Via Alegria

Seguimos pelo interior da Áustria, no coração do Tirol e daí começamos a costurar os Alpes. Entramos na Itália, pela região do Alto Ádige, no coração dos Alpes Italianos. Cruzamos o Passo Giulia e seguimos para a Suíça, em busca dos destinos de neve: St. Moritz e Interlaken.

A difícil e encantadora travessia do Passo Giulia

De Interlaken, voltamos para a Itália através do Mont Blanc, onde escolhemos ficar no Vale da Aosta, na pequena cidade de Prés-Saint-Didier. Daí seguimos para Florença, pois tínhamos um casamento à nossa espera.

A vista do Mont Blanc, a partir de Prés-Saint-Didier

Esse é o primeiro post de uma série, onde vamos contar, aqui no blog, os detalhes dessa viagem. Voamos pela Air Europa de Salvador até Madri. São oito horas e meia de voo. Em Madri, tivemos uma conexão de duas horas até pegar um voo, também da Air Europa, até Munique. Em Munique tivemos uma outra conexão, dessa vez, mais longa, quatro horas até pegar um voo da Austrian Airways, com uma hora de duração até Viena. Em Munique, ficamos encantados com o moderno aeroporto da cidade.

O moderno Aeroporto de Munique

Voando de Madri para Munique, passamos sobre a Cordilheira dos Alpes, um imenso complexo de montanhas, que se formou como consequência do choque entre as placas tectônicas da Europa e da África. Os Alpes se erguem majestosos no sul da Europa, criando uma barreira física entre o norte da Europa e as penínsulas da Itália e dos Balcãs.

A compacta Cordilheira dos Alpes.

Sobrevoamos os Alpes numa tarde especial. Dia claro, com pouca nebulosidade e uma bela luz sobre as montanhas.

Sobrevoando a Cordilheira dos Alpes.

Quando chegamos perto de Munique, os campos férteis da Bavária apareciam como destaque, formando imensos mosaicos agrícolas.

Mosáicos agrícolas nos campos da Bavária

A localização estratégica fez da Cordilheira dos Alpes, uma área de disputas históricas. A Cordilheira está dividida entre seis países: França, Alemanha, Itália, Suíça, Liechtenstein e Áustria. A Suíça sempre assumiu um papel de neutralidade geopolítica nesse mosaico de países. Hoje a Áustria tenta seguir esses passos.

As encantadoras paisagens da Áustria.

O povo mais identificado porém, com a Cordilheira dos Alpes, são os tiroleses, povos das montanhas que se dividem entre Áustria, Suíça e Itália, pastores transumantes, que movimentam as suas vacas, para cima e para baixo da montanha, seguindo a sequência das estações. Na complicada geopolítica europeia, os tiroleses se acham os donos dos Alpes e reivindicam a criação do Estado do Tirol, com partes dos territórios da Áustria, Suíça e Itália.

As montanhas do Tirol.

 

Seguimos para Viena, na Áustria. Apesar da história da Áustria está totalmente relacionada com impérios milenares, a República da Áustria é um país relativamente jovem. Surgiu após a Primeira Guerra Mundial, com a redefinição das fronteiras europeias no pós-guerra. O passado da Áustria está ligado ao núcleo central do Império Austro-Húngaro. Os palácios e monumentos arquitetônicos do país são testemunhos da força e poder do Império dos Habsburgo.

O Palácio Schönbrunn, uma das joias do Império Áustro-Húngaro

Chegamos a Viena no início da noite e fomos para o excelente Hotel K+K Palais, localizado num antigo palácio, que foi totalmente adaptado e reformado para a implantação do hotel. O K+K fica na Rudolfsplatz, numa localização bem central, o que nos permitiu fazer caminhando, quase todas as atrações de Viena.

A fachada do Hotel K+K Palais

Deixamos as malas no hotel e seguimos andando em busca de um local para jantar. Ainda estávamos reconhecendo o território e decidimos não procurar muito. Paramos na lanchonete Koo, uma casa de bilhar próxima ao hotel, onde as pessoas fumavam sem parar, coisa à qual não estamos mais acostumados no Brasil. Cigarro e fumaça para todos os lados. Pedimos uma pizza e seguimos ao hotel para descansar dessa maratona de voos.

Jungfrau, o Topo da Europa.

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