DEGUSTANDO UM SINGLE MALTE NAS TERRAS ALTAS DA ESCÓCIA

10 de setembro de 2018

O Highland Folk Museum é um museu ao ar livre que reproduz casas, escolas e outros equipamentos e edifícios das Terras Altas na Escócia. Algumas das casas mostram o estilo de vida dos highlanders ao longo do tempo.

Casa típica das Terras Altas no Highland Folk Museum

O espaço é enorme, possui uma vila típica da Escócia antiga. O museu ficou famoso pois também serviu como set de filmagem para a série Outlander. Algumas das casas foram transportadas para o museu com todo o seu conteúdo interno.

Casa típica das Terras Altas no Highland Folk Museum

Seguimos a viagem de Inverness em direção a Edimburgo e paramos para o almoço no grande outlet e mercado House of Bruar. É um excelente local para parada, possui um mercado espetacular onde se encontra de tudo que está relacionado com a Escócia e com as Terras Altas. Além do mercado, um grande shopping, com produtos locais e bons restaurantes. Quase todos os viajantes que passam pela estrada param na House of Bruar.

The House of Bruar

Após o almoço, seguimos para a destilaria Blair Athol, onde participamos de um tour guiado para conhecer os segredos da produção dos Single Malte escoceses. Esse é um programa obrigatório para quem visita a Escócia. A presença de muita água de excelente qualidade e a tradição escocesa na produção, foram fundamentais para que essa atividade fosse a cara do país.

A destilaria Blair Athol

O Whisky é feito com cevada, levedura e água. A cevada produz o malte que passa por processos de fermentação, destilação e maturação até a obtenção do produto final. A maturação pode se dar em um período mínimo de 3 anos, mas existem marcas especiais que maturam em 10, 15, 18 ou 21 anos. Algumas, especiais, podem maturar em até 50 anos, geralmente em barris de madeira como carvalho, cerejeira, etc..

A destilaria Blair Athol

Ao final do tour, fazemos uma degustação de alguns single maltes da Blair Athol. Essa destilaria destina a maior parte da sua produção para fornecer a outros fabricantes para a produção de blends, que são whiskies obtidos da mistura de vários maltes diferentes.

A degustação dos single maltes da Blair Athol

Compramos uma garrafa do Puro Malte Blair Athol, um single malte envelhecido por 12 anos em barril de Cerejeira Espanhola e que só é vendido na própria destilaria, em função da pequena produção.

Degustação de single malte na Escócia.

Antes de chegar a Edimburgo, fizemos uma última parada no Midhope Castle, do século XV, que fica nos arredores da cidade, dentro de uma propriedade particular. O Castelo ficou famoso por ser um dos sets de filmagem da série Outlander. É o castelo de Jamie Fraser, um dos protagonistas da trama. Na série recebe o nome de Lallybroch. A parte interna do castelo está abandonada e não foi utilizada nas filmagens.

O Midhope Castle

Finalmente, no final da tarde chegamos a Edimburgo através do estuário do Rio Forth, que fica a 14 km da cidade. Sobre o estuário aparece uma ponte ferroviária espetacular construída no final do século XIX, em 1890. Foi a maior ponte de aço já feita no mundo até então, com 2,5 km de comprimento.

A ponte sobre o Rio Forth

Chegamos a Edimburgo e fomos direto para o nosso hotel, o Radisson Blu de Edimburgo, localizado no centro histórico da cidade, a 300 metros do Castelo de Edimburgo. A localização e o serviço do hotel são espetaculares. Jantamos num bom restaurante em frente, o Whiski bar and restaurant, tipicamente escocês, onde provamos o haggis, um prato tradicional da Escócia, feito com bucho de cordeiro recheado com vísceras, acompanhado de um bom vinho.

O Hotel Radisson Blu de Edimburgo

Anúncios
Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A BATALHA DE CULLODEN NA ESCÓCIA

10 de setembro de 2018

Começamos o último dia nas Terras Altas com algumas visitas aos arredores de Inverness. No final do dia chegaríamos em Edimburgo. A primeira parada que fizemos foi no local onde aconteceu a Batalha de Culloden, um dos eventos mais marcantes da história da Escócia.

O Campo de Culloden

A Batalha de Culloden aconteceu no dia 16 de abril de 1746, foi o momento mais marcante e que destruiu definitivamente o movimento jacobita. Aconteceu numa grande planura pantanosa próxima a Inverness, o Pântano de Colloden, entre as tropas britânicas e os rebeldes jacobitas escoceses. Os jacobitas foram dizimados por 9 mil soldados ingleses.

Casa típica das Terras Altas no Campo de Culloden

O movimento jacobita tem a sua denominação derivada do rei Jaime II da Inglaterra, o Jaime VII da Escócia, católico e descendente dos Stuarts, que em latim é denominado Jacobus Rex, daí a expressão jacobitismo. O Rei foi deposto pela Revolução Gloriosa de 1688, quando Guilherme de Orange subiu ao poder. O símbolo dos jacobitas é a rosa branca, a White Rose of York.

Homenagem aos Clãs dizimados na Batalha de Culloden

O Príncipe Charles Edward Stuart, o Jovem Pretendente, descendente de Jaime VII da Escócia, que viveu na França, almejava ser Rei da Inglaterra e Escócia retomando um poder que acreditava ser seu, foi derrotado com um exército de rebeldes católicos recrutado nos clãs das Highlands.

Vestimenta típica dos escoceses.

Os rebeldes escoceses, católicos, tentavam recolocar um Stuart no trono da Escócia e da Inglaterra, fizeram um movimento que conquistou grandes áreas, chegou muito perto de Londres, mas terminou com a derrota massacrante na Batalha de Culloden. A partir daí a repressão aos costumes escoceses se tornou mais implacável. A existência dos Clãs, uma espécie de estrutura feudal típica da Escócia e o uso do tartã, tecidos coloridos com um padrão xadrez que identificavam os clãs, foi proibido por mais de 100 anos.

Memorial aos mortos na Batalha de Culloden

Hoje em dia, no campo de Culloden existem pedras identificando os vários clãs da Escócia. Os visitantes procuram pelos marcos dos clãs dos MacKenzie e dos Frasers, por conta da série Outlander onde essas famílias são protagonistas. No centro do campo de Culloden, um memorial homenageia os mortos na batalha. Na área do campo de Culloden existe um grande centro de visitantes com apresentação audiovisual sobre os fatos históricos que marcaram essa região.

Marco em homenagem ao Clã Fraser

Saímos do Campo de Culloden e seguimos até o sítio arqueológico de Clava Cairns, que serviu de inspiração para a história da série Outlander. O sítio arqueológico possui um grande conjunto de pedras que serviam para rituais religiosos dos povos primitivos da região das Terras Altas. Na série, a autora imaginou um círculo de pedras semelhante denominado de Craigh na Dun, que na realidade não existe. Foi inventado pela autora. Foi numa dessas pedras que Claire, personagem da série, viajou no tempo e seguiu para o passado.

O sítio arqueológico de Clava Cairns

As pedras de Clava Cairns estavam associadas ao conhecimento sobre as estações do ano e o calendário anual, sobretudo relacionado com os dias dos solstícios e equinócios. Entender esses momentos do calendário anual e a sequência das estações era fundamental para a sobrevivência dos povos pois marcava os momentos necessários para o plantio e colheitas agrícolas.

O sítio arqueológico de Clava Cairns

Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O CASTELO URQUHART E O MONSTRO DO LAGO NESS

09 de setembro de 2018

Inverness é a capital das Terras Altas, possui aproximadamente 60 mil habitantes e é o principal ponto de partida para conhecer essa região do norte da Escócia. Fica na ponta norte do Lago Ness, ao qual está ligado pelo Canal Caledonian, que escoa a água do lago.

Inverness

A cidade é dominada por um grande castelo vitoriano no alto de uma colina, onde funcionam alguns organismos públicos como o Tribunal de Justiça.

O Castelo de Inverness

A rua principal, é a Church Street, com muitas lojas, lanchonetes, hotéis e outros serviços. Dentre as lojas da Church Street, destacam-se as que vendem produtos próprios da Escócia como os tartãs, aqueles tecidos com padrão xadrez que identifica os Clãs das Highlands, cada Clã tem uma padronagem própria. Nessas lojas também são vendidos os kilts, aquelas “saias” que os homens escoceses usam.

Inverness

Saímos de Inverness com o guia Sidnei da Via Escócia Tour para um giro nas Highlands. Pelo planejamento original iríamos até a Ilha Skye, mas desistimos porque estava chovendo muito. Optamos por um outro trajeto sugerido pelo Sidnei. A primeira parada foi no maravilhoso Castelo Eilean Donan que ainda hoje pertence ao Clã dos MacRae.

Castelo Eilean Donan

O castelo foi construído numa pequena ilha próximo à borda do Lago Duich e no caminho que leva à Ilha Skye. Foi construído no século XIII como uma fortaleza para o Clã MacKenzie e posteriormente foi herdado pelo Clã MacRae, a partir do século XVI, que até hoje ocupa o castelo.

O Castelo Eilean Donan do Clã MacRae

O castelo foi restaurado no século XX por um dos herdeiros dos MacRae e hoje funciona como museu. Na parte interna é possível ver parte do mobiliário e utensílios originais que a família mantém preservado. Os MacRae usam o castelo para festas familiares como casamentos e outras comemorações.

O Castelo Eilean Donan

Após visitar o castelo seguimos adiante, passando pelas áreas verdes das Terras Altas, até chegar de volta ao Lago Ness. Paramos para visitar as ruínas do Castelo Urquhart, cuja história remonta do século XIII e é uma das atrações mais visitadas da Escócia, ficando atrás apenas dos castelos de Edimburgo e de Stirling.

O Castelo Urquhart, na beira do Lago Ness.

O maravilhoso castelo possui uma localização privilegiada, fica num promontório, na margem oeste do Lago Ness (Loch Ness), de onde conseguia controlar toda a navegação através do lago. Já foi o maior castelo da Escócia, foi destruído em 1692 pelos próprios ingleses, que ocupavam o castelo, para evitar que ele fosse conquistado pelos jacobitas que vinham do norte. Os jacobitas lutavam pela volta dos Stuart ao domínio da coroa britânica.

A localização privilegiada do Castelo Urquhart, na beira do Lago Ness.

Do alto da colina do Castelo existe uma bela vista do Lago Ness. Estávamos com sorte e tivemos um belo dia de sol a partir do momento que nos aproximamos do Castelo Urquhart. Devido à sua localização privilegiada, o castelo foi ocupado por vários proprietários ao longo da sua história. Várias batalhas foram travadas aí.

Os visitantes se deliciam com as fotos do Castelo de Urquhart.

O enigmático Lago Ness com as suas águas de um azul profundo, está logo ali em frente. É um lago de origem glacial, bastante profundo, extenso e estreito. Ficamos parados por um tempo para arriscar a sorte de ver o famoso monstro do Lago Ness, também conhecido simplesmente como Nessie. Existem inúmeros relatos históricos de testemunhos que afirmam já terem visto o famoso monstro, que é sempre descrito como um imenso lagarto ou serpente aquática de aparência pré-histórica.

O belo Lago Ness

A primeira descrição do monstro vem dos relatos de São Columba, um santo irlandês que viveu por essas bandas da Escócia e que afirmou ter salvo um picto, morador primitivo das Highlands, das garras do monstro em 565 d.C. Desde São Columba até os dias atuais já existiram dezenas de relatos de pessoas que afirmaram terem visto o monstro, já existiram inclusive expedições submarinas para tentar encontrar o bicho.

Encontramos o Monstro do Lago Ness

Ali perto do Castelo Urquhart existe um centro de exibição e museu sobre o Monstro do Lago Ness. Do lado de fora do centro de exibição pode-se ver um submarino amarelo que foi utilizado numa dessas explorações em busca de Nessie. O bom mesmo é a lojinha com várias lembranças do Lago Ness e das suas fantasias.

O submarino que tentou encontrar o Monstro do Lago Ness

Voltamos para Inverness no final da tarde, a tempo de circular um pouco pela cidade. Ficamos impactados pela presença de alguns jovens embriagados pelas ruas. Na caminhada escolhemos um restaurante e demos sorte, jantamos no excelente Restaurante White House.

Voltamos a Inverness no final da tarde.

Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

ATRAVESSANDO AS HIGHLANDS NA ESCÓCIA

08 de setembro de 2018

Estávamos ainda nas Lowlands, mas o nosso destino era as Highlands. Saímos do Stirling Castle e pegamos a estrada até o Doune Castle, que se tornou ainda mais famoso, após o sucesso da série Outlander da Netflix. O Doune Castle é um dos principais sets de filmagem da primeira temporada da série, pois ele representa o Castelo Leoch, do Clã MacKenzie que tem uma importância grande nessa etapa.

O Doune Castel

Hoje em dia existem vários tours na Escócia que têm como objetivo principal acompanhar os sets de filmagem de Outlander e o Doune Castle é um dos pontos mais desejados. O Castelo que também foi set de filmagem para um dos filmes Monty Python, na década de 70, foi construído no século XIV para o Duque de Albany, filho do Rei Robert II da Escócia. Se tornou uma das fortalezas Stuarts até virar ruína a partir do século XVIII.

O Doune Castle como Castelo Leoch em Outlander.

Hoje o Castelo foi restaurado e transformado numa espécie de museu medieval, visitá-lo é fazer uma volta à Idade Média. Grandes salões, lareiras e escadas apertadas que serviam como proteção e rota de fuga fazem parte da visita.

Área interna do castelo.

Deixamos o Doune Castle para trás e seguimos a estrada em direção à cidade de Dunkeld, já no território das Terras Altas. A principal atração da cidade é o conjunto de ruínas da sua magnífica Catedral do século XIV.

A Catedral de Dunkeld

A Catedral de Dunkeld fica num local bucólico, ao lado de um belo gramado, na beira do Rio Tay e próximo a bosques e florestas. Hoje é uma Catedral Anglicana e por isso parte dela ainda está preservada.

A bela paisagem ao redor da Catedral de Dunkeld

A cidade de Dunkeld é pequena e charmosa. Foi quase totalmente destruída numa das derrotas do movimento jacobita no final do século XVII. Muitas das suas casas medievais foram reconstruídas e hoje são ocupadas por lojas de artesanato, lembranças para turistas, lanchonetes, bares e restaurantes.

A cidade de Dunkeld

Estávamos no limite entre as Lowlands e as Highlands. Seguimos até o Queen’s View, um belo mirante na beira do Loch Tummel (Lago Tummel), numa região de florestas e lagos, no meio do Tay Forest Park. É um dos lugares mais fotografados da Highland. Na região existem muitas trilhas e caminhos de aventuras.

O Loch Tummel e o Queen’s View

O nome do mirante provavelmente se deve a uma visita da Rainha Victoria em 1866, quando ela se encantou com o lugar. Os escoceses dizem que o local já tinha esse nome a mais tempo, e que a denominação se deve a uma visita feita pela Rainha Isabela da Escócia, esposa do Rei Robert Bruce, que teria admirado a vista 550 anos antes da Rainha Victoria. A velha rivalidade entre ingleses e escoceses.

Loch Tummel e o Queen’s View

Seguimos a estrada em direção ao Parque Nacional Trossachs, que é o ponto de encontro entre as Terras Baixas e as Terras Altas. A região possui um relevo ondulado cheio de lagos com águas cristalinas, o mais famoso deles é o Lago Lomond, o maior da Grã-Bretanha. O Parque Nacional possui uma grande variedade de fauna e flora. É cortado por uma estrada estreita, onde às vezes um dos carros precisa parar para dar passagem ao que vem em sentido contrário.

O Lago Lomond no Parque Nacional Trossachs.

Fizemos uma parada para descanso da viagem, tomar um café e admirar as belas Corredeiras de Dochart em Kilin.

As corredeiras de Dochart em Kilin

Continuamos a viagem em direção ao Vale do Glencoe, no Parque Nacional Glencoe. Essa é a paisagem que mais se identifica com as Highlands. O Vale é ladeado pela cadeia de montanhas Aonach Eagach e pelos rochedos Buachaille Etive Mor, com mais de 900 metros de altitude. É uma região cheia de trilhas, desde as mais fáceis aos grandes passeios de aventura.

O Vale Glencoe

O vale foi testemunho de um massacre ao Clã MacDonalds da região. O líder dos MacDonalds se atrasou por 5 dias para prestar obediência ao Rei Guilherme III, o que deu ao governo o pretexto para destruir esse núcleo de apoio ao movimento jacobita. Durante 10 dias, 130 soldados foram recebidos como visitas pelos MacDonalds, porém no amanhecer do dia 13 de fevereiro de 1692, atacaram os seus anfitriões e mataram 38 MacDonalds.

O Vale Glencoe

Passamos por Fort Williams, seguimos pela estrada que bordeja o Lago Ness e finalmente chegamos a Inverness no início da noite. Ficamos hospedados num bom apart-hotel, com uma localização bem central. A chave do apartamento e as instruções sobre como acessar e usar o imóvel estavam numa pizzaria que ficava ao lado da portaria. Como estávamos com o guia Sidnei, não passamos sufoco, mas imagino que em outra situação poderíamos ter algumas dificuldades.

Inverness

Saímos para jantar num restaurante próximo ao apart-hotel, o Prime Steak & Seafood, na beira do rio. O restaurante era animado e com um bom serviço. Tivemos uma noite fria, chuvosa, mas bastante agradável.

Highlands

 

Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

O “CORAÇÃO VALENTE” E O CASTELO DE STIRLING

08 de setembro de 2018

Hoje começamos a nossa jornada pelo coração da Escócia. A Via Alegria havia contratado uma empresa de Edimburgo, a Via Escócia Tour, para nos acompanhar nos próximos três dias pelos caminhos das Highland’s. O proprietário da Via Escócia Tour é o Sidnei Santos (+447769252349), um paranaense muito simpático, cortês e que sabe tudo sobre a Escócia. Foi quem nos acompanhou nessa jornada.

Paisagem da Escócia.

O Sidnei nos pegou no hotel e seguimos viagem em direção às Highlands. A península da Escócia está dividida em duas partes bem marcantes, Highlands e Lowlands. As Highlands ficam no extremo norte da península e corresponde à área mais típica do país, onde predominam os clãs feudais, gaitas de fole e o uso do kilt, aquela saia que se tornou o símbolo maior dos escoceses. A paisagem montanhosa é encantadora e é o principal atrativo turístico da região.

A paisagem montanhosa das Highland’s.

Essa região foi ocupada pelos celtas, que chegaram da Irlanda e trouxeram o idioma gaélico, que ainda hoje é falado por aí e preservado na comunicação, pelas placas de sinalização das ruas e estradas. A sociedade celta era baseada nos clãs familiares liderados por um “Senhor Feudal”. Os inúmeros castelos feudais marcam as paisagens das Terras Altas.

Os castelos medievais estão por todos os lados nas Highland’s

As Terras Baixas (Lowlands) é a região mais povoada e rica do país, onde estão as duas maiores cidades, Glasgow e Edimburgo, que é a capital. Nessa região está concentrada a economia, o comércio e as indústrias. É a região das Lowlands que faz fronteira com a Inglaterra e foi palco de inúmeros conflitos ente ingleses e escoceses.

A animada cidade de Edimburgo, a capital da Escócia.

A primeira parada que fizemos foi ainda na região das Terras Baixas, no Castelo Stirling, um dos mais importantes do país. O castelo fica no alto de um rochedo e é um marco na história do país. Na frente da construção aparece uma estátua de Robert Bruce, o verdadeiro “Coração Valente”, que derrotou os ingleses na Batalha de Bannockburn e se tornou o símbolo da independência da Escócia.

Estátua de Robert Bruce, o Coração Valente

A Escócia era considera um território inglês. A guerra pela sua independência começou com Willian Wallace no final do século XIII, quando construiu uma aliança com os franceses com esse objetivo. Durou quase duzentos anos e o seu grande herói foi O Robert Bruce que derrotou os ingleses em 1314, mas o final desses conflitos somente iria acontecer no século XVIII, com o tratado de união entre os dois países.

O Castelo de Stirling

O Castelo Stirling conta a história dos reis escoceses a partir de Jaime IV que casou com Margarida Tudor, filha do Rei inglês Henrique VII. Quando Henrique VIII subiu ao trono no lugar do seu irmão (Henrique VII), Jaime tentou declarar a independência da Escócia, mas foi derrotado e assassinado. A sua neta, Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, filha de Jaime V escapou da invasão de Henrique VIII e foi levada para a França ainda bebê. Casou-se com um nobre francês e quando adulta reivindicou o trono da Inglaterra. Foi perseguida pelos protestantes liderados pelo pastor John Knox. Acusada do assassinato do seu segundo marido acabou perdendo o trono e foi levada para a Inglaterra, onde foi mantida presa por 20 anos e depois condenada à forca, por traição.

O Castelo Stirling

O Rei Jaime VI da Escócia, era filho da rainha Maria Stuart e ocupou o trono inglês, com o nome de Jaime I, com a morte da Rainha Elizabeth I e com isso uniu as duas coroas. O Castelo de Stirling tem uma forte ligação com Jaime VI.

O castelo foi recuperado, mas algumas interferências não são naturais.

A origem do castelo data do século XII, mas a construção atual vem dos séculos XV e XVI. Hoje em dia se transformou num grande museu, que foi restaurado e em alguns espaços foi refeito com toques modernos e de gosto duvidoso.

A cidade de Stirling

Um dos destaques do Castelo é o conjunto de medalhões renascentistas denominados de “Cabeças de Stirling”, que provavelmente retratam membros da corte real. A cidade de Stirling fica numa planície na base do Castelo.

Uma das “Cabeças de Stirling”.

Saímos do castelo e fomos até a base do Walace Monument, uma grande torre,  construção em estilo vitoriano, que fica nas margens do Rio Forth. O monumento foi erguido para lembrar a vitória de William Walace sobre os ingleses, na Stirling Bridge, em 1297. William Walace foi retratado por Mel Gibson como o “Coração Valente”, mas para os escoceses esse título pertence a Robert Bruce, o Primeiro Rei da Escócia.

O Walace Monument

Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A CATEDRAL DE GLASGOW E O RIVERSIDE MUSEUM

07 de setembro de 2018

Era o nosso segundo dia em Glasgow. Como não havíamos programado nada antes, decidimos pegar um Sigthsieng Tour, Hop on Hop Off, aqueles ônibus de turismo que circulam pela cidade e nos quais nós podemos parar em qualquer ponto e retomar o circuito depois. É uma forma interessante de ter uma visão panorâmica da cidade e depois escolher os locais que queremos ver mais detalhadamente.

O tour panorâmico no hop on hop off é uma boa opção para o reconhecimento da cidade.

Fizemos uma primeira parada na Catedral de Glasgow, na região do East End. A igreja mais importante da cidade é um excelente exemplo do século XII e uma das poucas a escapar da destruição durante a Reforma Escocesa, pois aderiu ao credo protestante e passou ilesa.

A bela Catedral de Glasgow

A igreja foi erguida a partir de uma capela construída por São Mungo, o santo patrono da cidade, que viveu no século VI. Diz a lenda que Mungo colocou o corpo de um homem santo chamado Fergus, em uma carroça puxada por dois touros selvagens e os orientou a levar o corpo até um local sagrado, escolhido por Deus, onde uma capela deveria ser construída. No “adorável local verde” onde a carroça parou, a igreja foi erguida.

O interior da Catedral de Glasgow.

A Catedral possui dois níveis, em função do terreno desigual onde ela foi construída. Na parte baixa existe a cripta, com o túmulo de São Mungo.

O túmulo de São Mungo

Na parte de trás da Catedral fica a Glasgow Necropolis, um cemitério no alto de uma colina com mais de 60 metros de altura. A Necrópole possui milhares de túmulos e monumentos erguidos pelas famílias ricas da cidade. A vista lá de cima é uma das melhores de Glasgow.

A Glasgow Necropolis

Depois de visitar a Catedral e a Necrópolis, voltamos ao Hop on Hop off e seguimos adiante. A segunda parada que fizemos foi no Riverside Museum, um dos mais visitados da cidade. O Museu foi projetado pela arquiteta iraniana Zaha Hadid, um dos ícones mundiais na arquitetura moderna. A fachada do museu e sua distribuição arquitetônica interna com um incrível aproveitamento do espaço são marcos de Zaha Hadid.

A bela fachada do Riverside Museum

O Museu Riverside é dedicado sobretudo à evolução dos sistemas de transportes no Reino Unido e no mundo. Carros, bicicletas, vagões de trens dos séculos XIX e XX, transporte ferroviário e uma incrível coleção de réplicas de navios famosos que foram construídos nos estaleiros de Glasgow, estão em exposição no museu.

Bicicleta de madeira

Detalhe de um carro antigo do museu.

Depois de visitar o Museu Riverside, voltamos ao passeio panorâmico pela cidade, retornamos à George Square e seguimos caminhando pelo centro da cidade. Voltamos à Buchanan Street e paramos para jantar num restaurante da cadeia americana Fridays.

Shopping comercial na Buchanan Street

Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários

GLASGOW, A MAIOR CIDADE DA ESCÓCIA

06 de setembro de 2018

Glasgow é a maior cidade da Escócia e terceira maior do Reino Unido, com aproximadamente 2,3 milhões de habitantes na sua região metropolitana, perdendo apenas para Londres e Birmingham. Fica na região das Terras Baixas (Lowlands), nas margens do Rio Clyde, um dos principais responsáveis pelo crescimento da cidade e por seu destaque industrial do passado.

A área moderna da cidade de Glasgow

As excelentes condições portuárias dos arredores da cidade, fizeram dela um dos principais centros de comercio entre o Reino Unido e a América. A Revolução Industrial impulsionou a engenharia e indústria naval de Glasgow.

O centro da cidade de Glasgow

O clima da Escócia é temperado oceânico, frio e úmido o ano inteiro, tem um verão curto, mas a umidade está sempre presente, o que significa que pode chover a qualquer momento sempre. Já sabíamos disso. No meio da nossa primeira caminhada pelas ruas de Glasgow, começou a chover forte e o jeito foi procurar abrigo no interior das lojas do centro da cidade.

Pode chover a qualquer hora em Glasgow

Circulamos pela região do East End, na Merchant City, área mais central da cidade que no passado recente era conhecida pela violência e tinha um aspecto decadente, hoje foi recuperada, possui uma grande quantidade de restaurantes e bares, além de um comércio frenético. Se transformou num dos principais polos de compras do Reino Unido.

Merchant City

Nessa região, ao lado do Museu de Arte Contemporânea de Glasgow, fica a estátua equestre do Duque de Wellington, famosa por um caráter inusitado que traduz um pouco o espírito rebelde e bem-humorado dos escoceses. A estátua vive permanentemente com um cone de trânsito enfiado na cabeça. O cone foi colocado ali por jovens fazendo farra. No dia seguinte a polícia retirava o cone e na madrugada eles colocavam novamente. Foram tantas as vezes que isso aconteceu que a polícia desistiu e o cone já faz parte do conjunto de atrações turísticas da cidade.

Estátua equestre do Duque de Wellington com o cone na cabeça.

Aí perto fica a George Square, a principal praça da cidade e onde fica a Câmara Municipal, com uma arquitetura vitoriana nos seus entornos e uma série de esculturas homenageando reis, rainhas e personagens da história de Glasgow e da Escócia. A que mais atrai os curiosos é a de James Watt, o inventor da Máquina a Vapor, que mudou o mundo através da Revolução Industrial.

A George Square

Estátua de James Watt.

Começou a chover mais uma vez e o jeito foi buscar abrigo num pub, na esquina da George Square, especializado em whisky. No cardápio do pub havia centenas de rótulos diferentes dos whiskies puro malte escoceses. Não sabia o que escolher. A solução foi pedir ajuda ao garçom. Limitei o preço, ele escolheu e me deu as primeiras dicas sobre como beber o puro malte escocês. Gelo jamais, no máximo algumas gotas de água colocadas com uma pipeta que vem junto com um copo d’água acompanhando o excelente whisky.

Centenas de rótulos diferentes na whiskeria.

Seguimos pela movimentada Buchanan Street, a principal avenida comercial da cidade, uma rua exclusiva para pedestres, com lojas de grifes e shoppings centers. Glasgow tem a fama de ser um dos principais centros para compras do Reino Unido. Depois seguimos a indicação do Sidnei, um guia brasileiro que iríamos encontrar a partir do dia 08 de setembro e com quem iríamos conhecer uma boa parte da Escócia. Fomos jantar no excelente e premiado restaurante Gamba, de frutos do mar, escondido num porão de um dos edifícios de Glasgow e que ficou marcado como o melhor restaurante dessa nossa viagem ao Reino Unido e Irlanda.

A Buchanan Street

Publicado em Escócia, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

ENTRANDO NA ESCÓCIA POR GLASGOW

06 de setembro de 2018

Saímos de Liverpool com a alma lavada e ainda mais encantados com a história dos Beatles. Pegamos um trem na estação Lime, com destino a Glasgow, na Escócia. O trem fez uma conexão na cidade de Preston, onde tivemos apenas 13 minutos para pular de um trem para o outro que nos levou direto para Glasgow.

A estação ferroviária de Lime, em Liverpool

Claro que isso gera uma tensão para nós que não estamos tão familiarizados com viagens de trem. Quando chegamos em Preston descobrimos que tudo é muito fácil. É só identificar a plataforma de saída do próximo trem e seguir direto para lá. A viagem é tranquila e passa por paisagens maravilhosas do norte da Inglaterra e sul da Escócia. Foram 3 horas e 20 minutos de viagem até Glasgow. Vale a pena.

Viajando pelo interior da Inglaterra.

Chegamos na Estação Central de Glasgow e verificamos pelo Google Maps que o nosso hotel ficava a 500 metros da estação. Marcamos no Waze e decidimos seguir andando, arrastando as malas. Era muito perto, mas existia uma ladeira e o aplicativo não mostra isso. O Waze fez uma pegadinha conosco e nos levou por um caminho errado. Começou a chover e passamos um pequeno sufoco. Tudo recompensado quando reencontramos o caminho e finalmente chegamos no bom Hotel Indigo. Um excelente 4 estrelas, com uma localização e atendimento espetacular.

O centro de Glasgow

Deixamos as malas no hotel e saímos para circular a pé pelo centro da cidade. Glasgow é a maior cidade da Escócia, um país semi-autônomo que faz parte do Reino Unido, juntamente com Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A história da Escócia é marcada por longos períodos de disputas com a Inglaterra, contra quem viveu longas e sangrentas guerras na busca por uma independência que nunca aconteceu, isso lhe deu uma história e tradição bastante diversa da inglesa.

Mural em Glasgow.

Hoje vivem numa situação política integrada onde a Escócia possui fronteiras, instituições políticas e leis próprias, porém mantem uma subordinação ao Parlamento inglês. Poderia ter se separado da Inglaterra em 2014, mas o referendo sobre essa questão optou pela continuação da unidade política. Essa história ainda não acabou. Quando houve a discussão sobre a saída do Reino Unido da União Europeia em 2016, a maioria da população do Reino Unido optou pela saída, mas a o povo escocês votou para continuar na União Europeia, ao contrário da população da Inglaterra e do País de Gales.

A bandeira da Escócia.

A Escócia fica ao norte da Ilha da Grã-Bretanha, dividindo essa região insular com Inglaterra e País de Gales. O país mantém a sua identidade, com leis, sistema educacional e uma administração própria, além de um Parlamento independente.

A tradição escocesa é muito forte.

Publicado em Escócia, Inglaterra, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A HISTÓRIA DOS BEATLES – Parte II

05 de setembro de 2018

Na história dos Beatles, a chegada de Brian Epstein e George Martin para o grupo a partir de 1962, foi fundamental. Interferiram no estilo de vestir, no visual dos cabelos, no posicionamento do palco dos quatro garotos e ajudaram a construir um “produto” raro e especial.

NEMS, a loja de discos de Brian Epstein

Foi George Martin o responsável pela chegada de Ringo Starr à banda em agosto de 1962. A banda original, que chegou à gravadora tinha um outro baterista, o amigo Pete Best que foi com o grupo para a excursão de Hamburgo em 1960. George Martin não gostava do estilo e da técnica de Pete, e sugeriu trocá-lo por um baterista profissional mais experiente. John e Paul sugeriram o nome de Ringo, George Martin a princípio não aceitou, mas a insistência foi tanta que Ringo foi convidado a tocar chocalho no primeiro disco. A partir daí a persistência de Ringo, acabou por colocá-lo definitivamente na banda, já em 1962.

John, Paul e George

Ringo teve problemas de saúde na infância, o que lhe afastou da escola precocemente. Contraiu tuberculose com 13 anos e durante o tratamento, começou a aprender bateria e se tornou baterista da banda do hospital. Tocou em várias bandas e com isso chegou ao Cavern Club, como baterista da Rory Storm and The Hurricanes. Essa mesma banda seguiu com Ringo para Hamburgo, no verão de 1960, quando ele começou a fazer amizade com John, Paul e George. Ringo Starr foi o único integrante dos Beatles a usar nome artístico. O seu nome era Richard Starkey.

Ringo Starr

Brian Epstein e George Martin foram os grandes responsáveis pela explosão inicial dos Beatles e Brian ficou conhecido como “O Quinto Beatle”, mas a persistência e talento de John e Paul fizeram o trabalho artístico que encantou o mundo. George Harrison foi sempre o mais tímido do grupo, mas extremamente talentoso. A alcunha de Quinto Beatle, também foi atribuída a George Martin.

Brian Epstein e George Martin

Com o sucesso explosivo dos Beatles foi necessário a saída deles de Liverpool, já no verão de 1963. Passaram a morar em Londres.

Com o sucesso explosivo, os Beatles saíram de Liverpool em 1963.

Em 1964 os Beatles lançaram o filme A Hard Days Night, traduzido no Brasil com o nome de Os Reis do Iê Iê Iê. Foi o primeiro filme da banda que veio junto com o lançamento de um disco com o mesmo nome. O filme mostrava o espírito de histeria que acompanhava a banda, no auge da Beatlemania, ajudou a divulgar a banda ainda mais e acabou sendo indicado para dois prêmios Oscar.

A excursão dos Beatles para os EUA em 1964.

Ainda em 1964 os Beatles fizeram a primeira turnê explosiva aos Estados Unidos, conquistaram a América e mudaram para sempre a indústria do entretenimento.

Os Beatles conquistaram a América em 1964.

Em agosto de 1967, os Beatles estavam em Bangor, no norte do país de Gales, numa espécie de retiro espiritual com o guru indiano Maharishi Mahesh Yogi, quando receberam a notícia que Brian Epstein tinha morrido precocemente com uma overdose de drogas e com apenas 32 anos de idade. A morte Brian tirou o tapete dos Beatles e alguns problemas de relacionamento entre eles começaram a se agravar.

O guru Maharishi Mahesh Yogi com os Beatles

Em 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciou publicamente o fim da banda e uma semana depois lançou o seu primeiro disco solo. O fim da banda teve provavelmente vários motivos, dentre eles, a morte de Brian Epstein, que sempre foi um pilar para o quarteto e o responsável maior pela promoção e popularidade da banda. A morte de Epstein deixou um vazio de liderança no grupo.

Paul anuncia o fim dos Beatles

Com a ausência de Epstein, McCartney tentou assumir a liderança nas decisões administrativa e gerenciais da banda, mas bateu de frente com o resto do grupo.

Paul McCartney

Outro motivo importante foi a ascensão de George Harrison como compositor e um certo boicote que ele passou a sofrer da dupla Lennon e McCartney, que começou a se desentender. Cada um dos artistas passou a tocar projetos individuais e isso dificultava a criação conjunta.

Escultura dos Beatles na Mathew Street

A presença cada vez mais constante de Yoko Ono, a namorada de Lennon, nos estúdios de gravação dos Beatles e uma tentativa de influenciar no trabalho da banda, talvez tenha sido a gota d’água.

A influência de Yoko Ono na separação dos Beatles.

De 1963 a 1970, os Beatles produziram os seguintes álbuns:

Please Please Me – 1963

Please Please Me – 1963

With The Beatles – 1963

A Hard Days Night – 1964

Beatles For Sale – 1964

Help – 1965

Rubber Soul – 1965

Revolver – 1966

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band – 1967

Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band

Magical Mystery Tour – 1967

The Beatles – 1968

Yellow Submarine – 1969

Abbey Road – 1969

Let It Be – 1970

Saímos do Museu dos Beatles com a alma lavada e ainda mais encantados com a história dos quatro meninos de Liverpool. Caminhamos até a parte moderna da cidade e paramos para jantar no Restaurante Browns, uma cadeia especializada em steak. Na volta para o hotel, não resistimos e descemos mais uma vez no Cavern Club, para ver a energia da “Caverna” à noite, e mais uma vez nos emocionamos.

John Lennon

 

Publicado em Inglaterra, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário

A HISTÓRIA DOS BEATLES – Parte I

05 de setembro de 2018

Na Mathew Street em Liverpool, próximo ao atual Cavern Club, fica o Wall of Fame, uma parede que tem os nomes das mais de 1800 bandas e artistas que tocaram na “Caverna” desde a sua abertura em 1957. A parede foi inaugurada em 1997, ao lado dos nomes existem réplicas dos vários singles gravados pelas bandas de Liverpool desde 1952.

Liverpool Wall of Fame

Outro destaque da rua é uma escultura de uma “madonna” carregando os “Fab Four”, ou Quarteto Fantástico, como se fossem anjos. A estátua do pequeno Paul foi roubada.

A escultura da Madonna com os “Quatro Garotos que Abalaram o Mundo”.

Após a morte de John Lennon em 1980, uma estátua carregando uma guitarra foi colocada ao lado, com a inscrição Lennon Lives em sua memória.

Lennon vive!

Saímos do Cavern Club e decidimos passear pelo centro de Liverpool. Caminhamos devagar curtindo toda a nostalgia dos Beatles e encantados com o moderno centro da cidade, onde uma grande quantidade de ruas para pedestres, convergem para grandes centros comerciais.

Detalhe do moderno centro de Liverpool

Decidimos seguir para o Museu The Beatles Story, que fica no Albert Docks. O Museu é outra “bomba” de emoções. Um áudio-guia em vários idiomas, conta com detalhes a História dos Beatles. Desde os primeiros acordes de John Lenon com a banda The Quarry Men até as carreiras solo de John, Paul, George e Ringo.

O Museu The Beatles Story

O museu foi inaugurado em 1990 e é onde encontramos a maior exibição dedicada ao quarteto de Liverpool. O áudio-guia e a sequência do museu levam os visitantes a uma jornada pela vida e pelos sucessos dos Beatles.

Objetos no Museu The Beatles Story

A história da banda começa em 1956, quando John Lenon, com 16 anos, estudante da escola Quarry Bank High School, formou a banda The Quarry Men que foi o embrião de tudo. Nos três anos seguintes a banda mudou de nome e chegou a ter até 20 músicos diferentes. Foi denominada de Black Jacks, Johnny and the Moondogs e The Silver Beatles. John foi o líder dessa fase original e depois dividiu essa função com a chegada de Paul.

John Lennon no comando do The Quarry Men

Muitos dos músicos e amigos que passaram pela banda foram abandonando esse sonho para seguir outros caminhos. Alguns foram estudar ou trabalhar em outras atividades. A persistência de John e Paul e depois a chegada do menino talentoso George Harisson, começou a formar o núcleo definitivo.

O menino talentoso George Harisson

A formação original do The Quarry Men tinha John Lennon, o amigo Pete Shotton e os colegas Rod Davis, Bill Smith, Eric Griffith, Nigel Whaley e Ivan Griffth. A banda tinha sete integrantes e John era o seu líder. Paul McCartney foi integrado ao grupo em outubro 1957, quando tinha 15 anos e em dezembro chegou George Harrison, com apenas 14 anos, levado por Paul. John achou Harrison um menino, mas como era um guitarrista virtuoso, decidiu aceitá-lo na banda. O grupo foi se desfazendo aos poucos e apenas John, Paul e George continuavam a persistir. O trio se juntou com Ken Brown e começou a se apresentar no Casbah Coffee Club, ainda com o nome de The Quarry Men.

O Casbah Coffee Club, onde tudo começou.

Em agosto de 1960 a banda já se chamava The Silver Beatles e Ken havia sido substituído por Pete Best, filho de Mona, a dona do Casbah Coffee Club. No verão daquele ano, os The Beatles foram contratados para várias apresentações em Hamburgo, na Alemanha. Hamburgo era uma cidade animada e tinha um verão agitado para esse período pós Segunda Guerra Mundial. As apresentações da banda eram exaustivas, chegavam a tocar por 8 horas seguidas, mas esse suor serviu de qualificação para os garotos que voltaram de Hamburgo muito mais experientes e com um disco gravado ao vivo.

Os Beatles em Hamburgo.

A ida para Hamburgo e a gravação desse primeiro disco demo, foi providenciada pelo amigo e empresário local, Alam Willian, que também conseguiu para eles a primeira audição no Blue Angel Club em maio de 1960, o que possibilitou à banda, ir para Hamburgo. Em Hamburgo, a banda se desentendeu com Alan William, que decidiu abandonar o projeto, depois que John se recusou a pagar uma comissão ao empresário.

O primeiro disco, gravado ao vivo em Hamburgo.

Na volta para Liverpool eles foram procurados por Brian Epstein, que possuía uma loja de discos e ouviu o trabalho gravado por eles em Hamburgo. Brian decidiu ir ao Cavern Club ver o que estava acontecendo e ficou impressionado com o que viu. Decidiu empresariar a banda e saiu à luta. Depois de muitas tentativas, conseguiu um contrato de gravação com o produtor George Martin e a Parlaphone Records em 1962. O disco explodiu e um ano depois já era um sucesso inusitado em toda a Europa, a ponto de a banda ter que se mudar para Londres.

Uma reprodução do Cavern Club no Museu The Beatles Story

Publicado em Inglaterra, Reino Unido | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário