O VALLE NEVADO

Junho de 2004

No segundo dia que passamos no Chile, nessa temporada de 2004, decidimos subir a Cordilheira dos Andes até a estação de esqui de Valle Nevado. O passeio a Valle Nevado pode ser feito em qualquer época do ano, mas com objetivos diferentes. A neve chega no vale em junho e se estende até setembro. Isso pode variar um pouco de ano para ano, mas essa é a época mais importante do turismo no lugar, pois corresponde à alta estação de esqui em Valle Nevado.

O Valle Nevado

O Valle Nevado

De outubro a maio a neve desaparece, mas o passeio continua muito bonito. Montanhas, paisagens deslumbrantes e curvas sinuosas fazem parte do programa.

Paisagens maravilhosas no inverno ou no verão.

Paisagens maravilhosas no inverno ou no verão.

O passeio ao Valle Nevado é um dos mais procurados pelos brasileiros. Vão aqueles que já sabem e querem esquiar, mas vão também aqueles que querem simplesmente conhecer e brincar com a neve. No caminho para o Valle Nevado existe a estação de Farellones, que é uma excelente opção para ter contato com a neve sem o stress das aulas de esqui ou da correria do Valle Nevado. Farellones fica no início da zona com neve e está numa altitude um pouco mais baixa que Valle Nevado.

Chegando a Farellones

Chegando a Farellones

São 66 quilômetros de Santiago até Valle Nevado, que se faz em 1:40h de viagem. A estrada sinuosa já faz parte do programa. A cada curva, uma vista mais surpreendente que a outra. São 57 curvas de aproximadamente 360 graus. 40 até Farellones e mais 17 até o Valle Nevado.

57 curvas acentuadas até chegar ao Valle Nevado.

57 curvas acentuadas até chegar ao Valle Nevado.

O Valle Nevado é o ponto mais alto do passeio. Possui inúmeras pistas de esqui. É possível fazer aulas para iniciantes ou não. Alguns visitantes, como nós, simplesmente vão para brincar e ter um pouco de contato com a neve. Existem muitas opções de restaurantes e abrigos para quem quiser fugir um pouco do frio.

Chegando a Valle Nevado

Chegando a Valle Nevado

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A DESPEDIDA DE MADRI, O MERCADO DE SAN MIGUEL E O RESTAURANTE BOTIN

16/07/2016

Hoje foi o dia de começar a volta para casa. O nosso voo era às 23:15. Conseguimos um “late check out” com o hotel, que nos permitiu ficar até às 18h. Decidimos voltar ao centro de Madri para ver algumas atrações que faltavam. Seguimos até a Puerta del Sol e à Praça Mayor. Daí demos um pulo do Mercado de San Miguel.

O Mercado de San Miguel.

O Mercado de San Miguel.

O Mercado de San Miguel é mais uma atração de Madri. Fica na pequena Praça de San Miguel, ao lado da Praça Mayor. É um mercado gastronîmico com produtos de qualidade e com uma variedade incrível. Concentra uma série de barracas de comidas e bebidas.

O Mercado de San Miguel.

O Mercado de San Miguel.

Aí, o cliente pode comprar e levar para casa os produtos que quiser, mas o gostoso mesmo é incluir o mercado numa programação para tomar um chopp, ou um vinho e comer as diversas opções de tapas e pinchos que eles servem por aí e que são iguarias de excelente qualidade.

Dá para tomar um chopp, uma taça de vinho e degustar umas tapas no Mercado de San Miguel.

Dá para tomar um chopp, uma taça de vinho e degustar umas tapas no Mercado de San Miguel.

Fizemos algumas fotos no mercado e descemos um pouco mais até o Restaurante Sobrino de Botin. Mais um ícone de Madri. O Botin é considerado pelo Guiness Book, como o restaurante mais antigo do Mundo, funciona ininterruptamente desde 1725. Possui até hoje um serviço e pratos de qualidade. O carro chefe é o Cochonillo, uma das especialidades dessa região da Espanha.

Restaurante Sobrino de Botin

Restaurante Sobrino de Botin

O Cochonillo é um pequeno leitão assado de excelente qualidade. A fama é que, de tão macio, pode ser cortado com uma colher.

Interior do Restaurante Botin

Interior do Restaurante Botin

Saímos do Botin e voltamos para o hotel, onde descansamos um pouco até às 18h e seguimos para o Aeroporto. Embarcamos num excelente voo da Air Europa para São Paulo, com conexão num voo da TAM para Salvador. Foram 10,5 horas de Madri para São Paulo e mais 2,5 horas de São Paulo para Salvador.

Cartaz de rua.

Cartaz de rua.

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ENCONTRANDO AMIGOS EM ÁVILA

15.07.2016

Estávamos em Madri esperando o dia e a hora de voltar para Salvador. Já tínhamos circulado bastante por Madri. Decidimos de última hora, mais uma vez, fazer uma programação que não estava no roteiro planejado. Nos arredores de Madri, existem algumas cidades medievais especiais: Toledo, Segóvia e Ávila. Já conhecíamos Toledo e Segóvia. Decidimos ir a Ávila e tentar encontrar um casal de amigos que estava vivendo por lá. Luli e Maurício Castro.

Decidimos ir a Ávila.

Decidimos ir a Ávila.

Pegamos um taxi até a estação Madri Chamartin, de onde saem os trens para Ávila. Não tínhamos passagens e iríamos arriscar. No caminho para a estação Madri Chamartin, ficamos impressionados com a área moderna na parte norte de Madri.

O trem para Ávila

O trem para Ávila

Chegamos à estação às 10:50, a tempo de pegar o trem que saia às 11:10h. Tudo muito fácil. A viagem para Ávila leva pouco mais de uma hora. Somente quando estávamos dentro do trem, tentamos fazer contato com os amigos que moravam em Ávila. Arrisquei uma mensagem pelo Facebook e deu certo. Alguns minutos depois Maurício Castro já tinha respondido e combinou de nos encontrar na estação. Demos sorte. Teríamos um guia baiano, bom de papo e mataríamos a saudade dos amigos que optaram morar em Ávila.

Luli e Maurício Castro. Amigos que encontramos em Ávila.

Luli e Maurício Castro. Amigos que encontramos em Ávila.

A cidade antiga de Ávila, cercada pela muralha.

A cidade antiga de Ávila, cercada pela muralha.

Chegamos a Ávila no início da tarde. Os amigos Luli e Maurício Castro estavam nos esperando e matamos a saudade. Seguimos direto para a cidade murada. Ávila está a mais de mil metros de altitude, possui um clima mais ameno no verão, e no inverno as temperaturas caem muito, nevando bastante em alguns momentos. É a capital de província mais alta da Espanha.

A cidade antiga de Ávila.

A cidade antiga de Ávila.

Seguimos direto para a cidade antiga de Ávila, totalmente cercada por uma grande muralha medieval, a mais bem preservada da Europa. As muralhas de Ávila foram construídas no século XI, possuem mais de 2 quilômetros de extensão. Na estratégia de proteção da cidade, as muralhas possuíam 88 torreões.

Os torreões da muralha de Ávila.

Os torreões da muralha de Ávila.

A cidade fica no alto de uma elevação, o que aumenta ainda mais a sua segurança e torna as suas muralhas, praticamente impenetráveis. Circulando por Ávila, observamos os ninhos de cegonha. Muito comuns na região.

Ninho de cegonha em Ávila.

Ninho de cegonha em Ávila.

A muralha da cidade possui nove portões de entrada. O mais impressionante deles é a gigantesca Puerta de San Vicente.

A Puerta de San Vicente

A Puerta de San Vicente

A cidade de Ávila possui uma identidade muito forte com Santa Teresa, que nasceu aí e foi uma das mais importantes ativistas da igreja católica na Espanha do século XVI. Fundou o seu primeiro convento em 1562 e viajou pela Espanha o resto da vida, fundando mais conventos para a sua ordem religiosa, as Carmelitas Descalças.

Santa Teresa de Ávila.

Santa Teresa de Ávila.

Seguimos andando pela cidade antiga de Ávila e entramos numa das dezenas de bodegas concorridas que existem por aí. Esse é um costume dos cidadãos de Ávila e da Espanha. Provamos algumas tapas e pinchos, e tomamos as primeiras taças de vinho do dia. As tapas são aperitivos ou petiscos servidos em bares e restaurantes. É um costume secular por todo o país, degustar umas tapas acompanhadas de um bom vinho. Os pinchos são também aperitivos. Essa denominação é típica do País Basco, no norte da Espanha.

O interior da cidade antiga de Ávila.

O interior da cidade antiga de Ávila.

Na segunda bodega que paramos, encontramos com o Gabriel, filho dos amigos Luli e Maurício Castro e que possui um blog de viagens www.gabrielviaja.com . Gabriel estava empolgado com a vida em Ávila e com as perspectivas de viajar pelo “Velho Mundo”. Compartilhamos ideias e opiniões sobre os blogs de viagens e daí seguimos para o almoço.

Encontramos Gabriel, do blog www.gabrielviaja.com

Encontramos Gabriel, do blog http://www.gabrielviaja.com

Seguimos até o excelente restaurante Almacen, onde fomos recebidos de forma especial pelos proprietários Isadora e Julio. O restaurante especializado em carnes, é um dos principais da cidade e de fama nacional. Possui uma vista especial para as muralhas de Ávila.

A vista das muralhas de Ávila a partir do restaurante Almacen

A vista das muralhas de Ávila a partir do restaurante Almacen

Outro destaque do Almacen é a sua adega e a carta de vinhos foi aí que tivemos uma aula informal com o Julio, e aperfeiçoada por Maurício Castro, sobre os vinhos espanhóis e as diferenças entre os vinhos da Região do Douro e da Região de Rioja.

A adega especial do Almacen.

A adega especial do Almacen.

Tivemos um dia maravilhoso e inesperado. Voltamos para Madri no final da tarde. Circulamos mais uma vez pela Praça Sant’Ana, próxima ao nosso hotel e com boas opções para um brinde final dessa maravilhosa viagem que começou pela Rússia, percorreu a Estônia, a Escandinávia e teve o seu grande final na Espanha.

A bela cidade murada de Ávila.

A bela cidade murada de Ávila.

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CIRCULANDO POR MADRI

14.07.2016

Chegamos à Puerta del Sol, no coração da Madri Antiga. A pequena praça é o marco zero da cidade de Madri, a partir do qual, se medem todas as distâncias das rodovias da Espanha. Possui uma série de lojas e cafés. O local marca a antiga entrada leste da cidade. Uma estátua de Carlos III que reinou no final do século XVIII, fica no meio da praça.

A Puerta del Sol

A Puerta del Sol

O marco mais importante da Puerta del Sol e símbolo maior da cidade, é o urso que tenta alcançar os frutos de um medronheiro, uma árvore típica do Mediterrâneo. O urso é o símbolo de Madri.

O urso de Madri

O urso de Madri

Seguimos andando até a Praça Mayor. A mais bela de Madri, construída no início do século XVII. A praça foi sede de diversas atividades na cidade. Desde touradas até execuções de prisioneiros condenados à pena de morte. Foi aí também que aconteceram os julgamentos da inquisição espanhola.

A Praça Mayor

A Praça Mayor

No centro da praça está a estátua equestre do rei Filipe III, o idealizador da Praça Mayor. Sob as arcadas que cercam a praça ficam lojas e cafés.

A Praça Mayor

A Praça Mayor

Saímos da Praça Mayor e seguimos em direção ao Palácio Real. No caminho, passamos pelo prédio da Ópera de Madri e fomos surpreendidos por uma apresentação em praça pública. Era a semana da ópera, comemorada na cidade. No verão europeu, esse tipo de atividade é muito comum.

Apresentação de Ópera em praça pública

Apresentação de Ópera em praça pública

Nos perdemos por entre os becos e ruelas que ficam nos entornos da Praça Mayor e seguimos até o imenso Palácio Real. O palácio foi encomendado pelo rei Filipe V, para substituir a antiga fortaleza que havia no local e pegou fogo em 1734. Serviu como residência da Família Real até 1931. Hoje em dia é utilizado pelo Rei para cerimônias oficiais.

O Palácio Real de Madri.

O Palácio Real de Madri.

O interior do Palácio Real pode ser visitado e funciona como um museu. Possui uma decoração exuberante e requintada.

O Palácio Real de Madri.

O Palácio Real de Madri.

Não entramos no Palácio. A fila de visitantes era muito grande e não tínhamos tempo para isso. Começamos a fazer o caminho de volta para o hotel. Passamos pelo monumento a Miguel de Cervantes, o mais famoso escritor espanhol.

Monumento em homenagem a Miguel de Cervantes

Monumento em homenagem a Miguel de Cervantes

O monumento fica no centro da Praça de Espanha, foi erguido em 1929 para comemorar a obra-prima do escritor. O destaque é para os mais famosos dos seus personagens Dom Quixote de la Mancha e Sancho Pança.

D. Quixote e Sancho Pança

D. Quixote e Sancho Pança

Pegamos o caminho de volta pela Gran Via, a mais importante artéria de tráfego da cidade. Liga a Praça de Espanha à Calle de Alcalá. A avenida foi inaugurada em 1910. Está cercada por lojas, galerias, cinemas e edifícios de grande valor arquitetônico. Alguns cinemas foram fechados e deram lugar a teatros para musicais. A Gran Via é considerada a Broadway de Madri.

A Gran Via é a principal avenida de Madri

A Gran Via é a principal avenida de Madri

Na Calle de Alcalá fica a Praça de Cibeles, com uma bela fonte no meio, em homenagem à Deusa Grega Cibele, de 1782. Uma das mais famosas praças da cidade.

Praça de Cibeles

Praça de Cibeles

Voltamos para o hotel e à noite fomos até o centro gastronômico Platea, localizado ao lado da Praça Colón, no prédio do antigo cinema Carlos III, que foi totalmente adaptado ao projeto e que se auto-intitula como o maior centro de ócio gastronômico da Europa. O Platea é um espaço com 5.800m2 de restaurantes, bares e espaços para entretenimento, com capacidade para 1.100 pessoas. Frequentado por madrilenhos e turistas.

O centro gastronômico Platea

O centro gastronômico Platea

O espaço está distribuído em três andares interligados por um grande vão central. Possui vários restaurantes e alguns deles com estrelas Michelin. O espaço mais descolado fica no piso do mesmo nível da avenida. Dá para sentar em qualquer mesa, escolher as tapas de qualquer um dos restaurantes/balcões e ficar aproveitando o ambiente animado por um bom DJ.

Um DJ anima os restaurantes do Platea.

Um DJ anima os restaurantes do Platea.

Praça Mayor, um dos símbolos de Madri

Praça Mayor, um dos símbolos de Madri

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MUSEU DO PRADO, O MAIS IMPORTANTE MUSEU DE MADRI

14.07.2016

Saímos do Museu Rainha Sofia e seguimos andando até o Museu do Prado. Os dois museus ficam na região do Paseo del Prado, muito próximos um do outro. O Paseo del Prado é uma avenida larga, com muita área verde. A principal atração do lugar é o complexo de museus, cujo mais importante é o Museu do Prado.

O Museu do Prado

O Museu do Prado

O Museu do Prado possui a maior coleção do Mundo de pinturas espanholas, com destaque para as obras de Velazquez, El Greco, El Bosco e Goya. Possui também obras importantes de artistas italianos e flamengos, como Rubens. Nos jardins do Museu do Prado aparece uma bela estátua de Velazquez.

Velazquez

Velazquez

O Museu funciona num edifício neoclássico do final do século XVIII, projetado especificamente para esse fim. Foi inaugurado em 1819 para expor as coleções reais de belas artes e peças de decoração. O acervo reflete a importância da família real espanhola naquela época e nos séculos anteriores. No dia em que visitamos o Museu do Prado, estava acontecendo um evento especial em homenagem a um dos maiores artistas presentes no Museu, El Bosco.

Tela de El Bosco

Tela de El Bosco

El Bosco foi um pintor excepcional. Possuía uma criatividade única. A sua obra, do final do século XV e início do século XVI, permanece com características bastante atuais. Nasceu nos Países Baixos, que na época pertencia à Espanha. Faz parte portanto, do grupo de artistas flamengos do Museu do Prado.

O Jardim das Delícias de El Bosco

O Jardim das Delícias de El Bosco

Diego Velazquez é o queridinho do Museu e de toda Madri. Uma das obras primas do Museu do Prado, e sem dúvida a mais procurada pelos visitantes é, As Meninas, de Velazquez, de 1656, que retrata a Infanta Margarita cercada pela sua corte. Todas as lojas de suvenir de Madri têm alguma lembrança com detalhes de “As Meninas”.

Adaptação do quadro As Meninas de Velazquez.

Adaptação do quadro As Meninas de Velazquez.

Velazquez nasceu em Sevilha e viveu no início do XVII. Foi um dos mais importantes pintores da Espanha. Mestre do barroco e se tornou um artista universal. Passou a vida pintando retratos do rei e da sua família.

As Meninas de Velazquez

As Meninas de Velazquez

Após a visita ao Museu do Prado, seguimos andando para o centro de Madri. Subimos pela Calle San Jeronimo até a Puerta del Sol. No caminho passamos pelo Museu del Jamon, que não é um museu e sim uma loja especializada em venda e degustação de presuntos, uma das iguarias mais típicas da Espanha.

Museu del Jamon

Museu del Jamon

O Presunto Ibérico ou Presunto Pata Negra é o mais procurado e desejado pelos clientes. No Museu del Jamon é possível degustar os produtos no balcão, como um aperitivo. É uma delícia.

O Pata Negra

O Pata Negra

 

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O MUSEU RAINHA SOFIA, EM MADRI

13/07/2016

Como tínhamos decidido antecipar a saída de Copenhague, seguimos pela manhã para o aeroporto, onde pegamos um voo da KLM com conexão em Amsterdam e destino final para Madri. Uma hora de voo para a capital da Holanda. Ficamos mais duas horas no aeroporto a espera de uma conexão e na sequência pegamos um voo da Air Europa para Madri com 2:45h de voo.

Antecipamos a partida de Copenhague.

Antecipamos a partida de Copenhague.

Chegamos a Madri às 21h e fomos para o excelente Hotel NH Collection, localizado no centro de Madri, em frente à Praça de Netuno.

A Praça de Netuno

A Praça de Netuno

Colocamos as malas no hotel, onde fomos muito bem atendidos por uma recepcionista brasileira e seguimos para a Praça Sant’Ana, localizada a três quarteirões do nosso hotel. A Praça e as ruas ao redor são cercadas por bares e restaurantes. Por indicação da recepcionista do hotel, escolhemos o Restaurante Lateral, um típico bar/restaurante espanhol, com um público jovem e animado. A especialidade são as deliciosas tapas espanholas. Comemoramos a decisão de mudar o roteiro e nos preparamos para rever Madri.

Praça Sant’Ana

Praça Sant’Ana

14.07.2016

Estávamos hospedados no “coração” dos museus de Madri, no Paseo del Prado, e decidimos rever alguns, que são imperdíveis. Começamos pelo Museu Reina Sofia, ou Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, que fica bem perto do hotel, na zona da Estação de Atocha, numa área conhecida como o Triângulo de Ouro da Arte de Madri, que inclui também o Museu do Prado e o Museu Thyssen-Bornemisza.

Jardim vertical nos arredores de Atocha.

Jardim vertical nos arredores de Atocha.

O Museu foi implantado no prédio de um antigo hospital do século XVIII, que foi reformado e deu lugar ao mais importante Museu de Arte Moderna de Madri e um dos mais famosos do Mundo. É dedicado, sobretudo, ao movimento cubista e aos pintores espanhóis da primeira metade do século XX, como Picasso, Salvador Dalí e Miró. A principal atração do Museu é a Guernica, a obra-prima de Pablo Picasso.

O Museu Rainha Sofia

O Museu Rainha Sofia

A Guernica é uma obra monumental em todos os sentidos, possui mais de sete metros de comprimento. Foi criada por Picasso como um manifesto pacifista, após o bombardeio e destruição da cidade basca de Guernica-Lomo, em 1937, por pilotos nazistas, durante a Guerra Civil Espanhola, sob ordens do General Franco. O bombardeio resultou em um massacre de civis, sobretudo mulheres e crianças.

Guernica de Pablo Picasso

Guernica de Pablo Picasso

Picasso foi um dos fundadores do movimento cubista. Os seus trabalhos sugerem formas geométricas e predominam linhas retas. O quadro Guernica de 1937, é uma tela gigante em preto e branco. As expressões de dor e horror fazem da Guernica, uma obra dramática.

Cabeça e Aranha de Joan Miró

Cabeça e Aranha de Joan Miró

O Museu possui um grande acervo de Joan Miró, um mestre do surrealismo e contemporâneo de Picasso e Salvador Dalí. A obra Cabeça e Aranha, de 1925 é uma das mais visitadas.

Mulher na Janela de Salvador Dalí.

Mulher na Janela de Salvador Dalí.

Salvador Dali está presente em várias obras no Museu. Um dos destaques fica para O Grande Masturbador, de 1929. Uma obra prima do surrealismo de Dalí, que representa um perfil de cabeça humana olhando para baixo, mas com várias interferências. É uma delícia parar em frente a uma obra de Salvador Dalí e ficar descobrindo os detalhes escondidos na pintura.

O Grande Masturbador, de Salvador Dalí

O Grande Masturbador, de Salvador Dalí

Em O Grande Masturbador, é possível ver o corpo de uma mulher, cuja boca se encontra próxima ao saco escrotal de uma figura masculina, sugerindo a possibilidade do sexo oral. Muitas das pinturas de Dalí fazem referências sexuais. Um grande gafanhoto pode ser visto na parte de baixo da cabeça.

Detalhe de O Grande Masturbador, de Dalí.

Detalhe de O Grande Masturbador, de Dalí.

Nos jardins do Museu Rainha Sofia ainda existem obras de arte que interagem com o restante do Museu, como a bela escultura de Joan Miró denominada de O Pássaro Lunar.

O Pássaro Lunar, de Joan Miró.

O Pássaro Lunar, de Joan Miró.

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COPENHAGUE, A CIDADE DA PEQUENA SEREIA

12/07/2016

Estávamos em Copenhague, no ônibus aberto, hop on hop off, que vai passando pelos principais pontos turísticos da cidade e os passageiros escolhem onde descer. O local de maior interesse, onde todos descem, é ao lado da escultura da “Pequena Sereia”, feita por Edvard Erichsen, e que é um dos símbolos da cidade.

A Pequena Sereia de Edvard Erichsen

A Pequena Sereia de Edvard Erichsen

A escultura representa a famosa personagem de um dos contos de Hans Christien Andersen, o mais famoso escritor dinamarquês e que ficou imortalizados pelos contos infantis, dentre eles: A Pequena Sereia, O Soldadinho de Chumbo e O patinho Feio. No conto de Andersen, a Pequena Sereia abandona o mar ao se apaixonar por um príncipe.

Estátua de Hans Christien Andersen

Estátua de Hans Christien Andersen

A pequena escultura da Pequena Sereia foi inaugurada em 1913, fica na beira de um do canal Öresund, um dos que atravessam a cidade de Copenhague. Já foi danificada em alguns episódios. Por duas vezes teve a sua cabeça amputada e uma vez, um dos braços. Não se sabe quem fez nem o porque. A escultura é muito pequena e não tem muita importância artística, mas os turistas adoram, e nós também.

A Pequena Sereia.

A Pequena Sereia.

Continuamos no ônibus, passando por algumas da atrações da cidade: o prédio da Prefeitura, O Tivoli Parque e a Nyhavn, a Rua do Porto Novo, um estreito canal, com largas calçadas nas laterais. As calçadas estão cercadas de casas coloridas ocupadas por bares e restaurantes. Os barcos ancorados no canal completam o visual da Nyhavn.

Nyhavn, a Rua do Porto Novo

Nyhavn, a Rua do Porto Novo

Seguimos até a fábrica de cervejas da Carlsberg, uma das atrações turísticas de Copenhague. A cervejaria é um dos símbolos do país, foi fundada em 1847. A fábrica desenvolveu um conteúdo turístico próprio e milhares de pessoas visitam as suas instalações diariamente. O passeio inclui degustação de cervejas, visita às instalações de produção e a um museu que conta a história da cerveja e da cervejaria.

O Museu da Carlsberg

O Museu da Carlsberg

Saímos da Carlsberg e voltamos para a Stroget, a movimentada rua de pedestres de Copenhague. No caminho passamos pela porta do Tivoli Parque, um dos mais antigos parques de diversões do mundo e que fica no coração da cidade. O Tivoli é um grande centro de lazer, com teatros, parque de diversões, restaurantes e lanchonetes. Não chegamos a entrar, pois tínhamos apenas um dia para Copenhague.

A entrada do Tivoli Parque.

A entrada do Tivoli Parque.

Seguimos para o passeio de barco por entre os canais da cidade, que completava o tour do hop on hop off. O barco circula por entre os canais e passa por baixo de pontes muito pequenas. É uma outra forma de ver a cidade e suas atrações. Copenhague, assim como Estocolmo, possui uma série de ilhas interligadas por canais.

O passeio de barco pelos canais de Estocolmo.

O passeio de barco pelos canais de Estocolmo.

No meio do passeio caiu uma chuva forte, com características das tempestades tropicais, o que prejudicou bastante o passeio, mas mesmo assim deu para aproveitar bastante.

Muita chuva no passeio de barco.

Muita chuva no passeio de barco.

Passamos por algumas construções modernas e impactantes, dentre elas o prédio da nova Ópera de Copenhague.

A nova Ópera de Copenhague

A nova Ópera de Copenhague

Quando o passeio terminou, estávamos encharcados. Fomos para o hotel e nos preparamos para o jantar de despedida de Dr. Nery e Dra. Marise, que voltariam no dia seguinte. Escolhemos um bom restaurante. Copenhague, é conhecida hoje, como uma cidade de gastronomia especial. O Noma, do super chef René Redzepi, por alguns anos tem sido considerado o melhor restaurante do Mundo, e isso atraiu para a cidade, chefs de prestígio internacional que estimulou a gastronomia local.

No dia seguinte, a nossa aventura pela Escandinávia e Rússia estaria chegando ao fim.

No dia seguinte, a nossa aventura pela Escandinávia e Rússia estaria chegando ao fim.

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CHEGANDO A COPENHAGUE, NA DINAMARCA

12/07/2016

Começamos a desacelerar o ritmo e preparar a viagem de volta para o Brasil, mas sabíamos que ela ainda seria longa. Acordamos em Stavanger, na Noruega, às 3h da madrugada, pois tínhamos um voo para Copenhague às 6h. Seguimos para o aeroporto e embarcamos. Aproximadamente uma hora de voo.

Copenhague

Copenhague

Chegamos em Copenhague e seguimos direto para o hotel, com uma localização excelente, no centro da cidade. O hotel, como todos que tivemos na Escandinávia, possui uma estrutura precária, os quartos e banheiros são muito pequenos. O ar condicionado não funciona direito, apesar de toda a cortesia dos atendentes e de um bom café-da-manhã. Como chegamos cedo demais, não pudemos fazer o check in. Deixamos as malas no hotel e seguimos andando para o centro histórico da cidade.

Copenhague

Copenhague

A princípio, a nossa viagem estava prevista para 4 noites em Copenhague, mas na reta final, já estávamos cansados do frio, das chuvas, da umidade e da Escandinávia. Como Dr. Eduardo e Dra. Marise seguiriam de volta para o Brasil no dia seguinte, decidimos mudar o roteiro e antecipar a ida para Madri, onde teríamos uma conexão para o Brasil. Os dias que teríamos extra em Copenhague, passaríamos em Madri, com calor e nos preparando para a grande viagem de volta para casa. Ficamos com apenas um dia em Copenhague.

Copenhague

Copenhague

Copenhague é a maior cidade da Escandinávia, com pouco mais de 2 milhões de habitantes, foi fundada em 1167 e se tornou a capital do país em 1461. A capital da Dinamarca é um cidade de contrastes entre o antigo e o moderno. As condições sócio-culturais são semelhantes às que vimos antes na Finlândia, Suécia e Noruega. Qualidade de vida espetacular, excelentes condições de educação, saúde, serviços e transporte público. Pouquíssima desigualdade social.

Copenhague

Copenhague

Uma diferença visível entre Copenhague e as demais capitais da Escandinávia é a grande quantidade de bicicletas pelas ruas. A cidade é totalmente plana, assim como a maior parte do país. Isso estimula o uso da bicicleta como meio de transporte e uma multidão circula pelas ruas, indo para, o trabalho, escola, etc. com esse tipo de transporte.

Copenhague

Copenhague

A Dinamarca tem uma boa parte do seu território localizado na pequena Península da Jutlândia, ao norte da Alemanha. Ao lado da península existe a ilha da Zelandia, onde fica Copenhague e que bloqueia a saída do Mar Báltico. A posição da Dinamarca é estratégica pois impõe a ela o controle de acesso ao Mar Báltico. Divide com a Suécia, a Noruega, a Finlândia e a Islândia o conjunto de países conhecidos como Escandinávia.

Copenhague

Copenhague

O nosso hotel ficava muito perto da Stroget, a famosa rua de pedestres, considerada a mais longa do Mundo com essa característica. A Stroget fica no coração da cidade, possui muitas lojas de grife, design, móveis, porcelanas e cristais, esses produtos são destaques na Dinamarca.

A Stroget

A Stroget

A rua é agitada, frequentada por turistas e locais, possui muitos artistas e músicos de rua. Restaurantes, cafés e bares completam as atrações da Stroget.

Artistas de rua na Stroget

Artistas de rua na Stroget

Chegamos até aí e decidimos fazer o passeio em ônibus aberto que está disponível em quase todas as cidades turísticas do mundo, pelo sistema de sightseeing hop on hop off. São aqueles ônibus que os turistas podem subir e descer em cada parada e que têm informações turísticas em vários idiomas. Adquirimos um ticket que dava direito ao passeio no ônibus e complementava com um passeio de barco por entre os canais de Copenhague, semelhante ao que tínhamos feito em Estocolmo alguns dias antes.

Passeio panorâmico por Copenhague

Passeio panorâmico por Copenhague

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O MARAVILHOSO FIORDE DE LYSE

11/07/2016

Acordamos com o corpo dolorido em função da trilha radical do dia anterior. Subir na Pedra do Púlpito foi uma aventura inesquecível, deixou marcas no corpo e na alma.

A Pedra do Púlpito.

A Pedra do Púlpito.

Saímos para um giro por Stavanger. Descemos até o porto, na parte antiga da cidade e decidimos comprar tickets para um passeio pelo Fiorde de Lyse, o objetivo era ver a Pedra do Púlpito mais uma vez, só que agora, por baixo, a partir do fiorde e torcer para que tivéssemos um dia com tempo bom e boa visibilidade.

Contratamos o passeio para o Fiorde de Lyse, ali mesmo no cais do porto.

Contratamos o passeio para o Fiorde de Lyse, ali mesmo no cais do porto.

O passeio leva três horas. Saímos do porto de Stavanger e a paisagem, já na saída é muito bonita. São muitas ilhas e canais formados pelos fiordes locais.

Muitas ilhotas no caminho do Fiorde de Lyse.

Muitas ilhotas no caminho do Fiorde de Lyse.

Entramos no Fiorde de Lyse, que possui 40 quilômetros de extensão, com uma profundidade mínima de 13 metros, mas que pode chegar a 530 metros no seu local mais profundo. Pelos imensos paredões que ficam a seu redor, é considerado um dos fiordes mais bonitos da Noruega.

O Fiorde de Lyse.

O Fiorde de Lyse.

Em alguns trechos, caem cachoeiras diretamente sobre o mar.

O Fiorde é cercado de cachoeiras que caem diretamente no mar.

O Fiorde é cercado de cachoeiras que caem diretamente no mar.

O que mais chama a atenção no Fiorde de Lyse é a visão da Pedra do Púlpito. A Preikestólen possui 604 metros de uma rocha que na sua parte mais alta tem um formato vertical, lembrando um púlpito, o que lhe deu o nome apropriado.

A Pedra do Púlpito.

A Pedra do Púlpito.

O dia estava nublado com chuvas esparsas, no alto do paredão, a neblina escondia a Pedra do Púlpito. De vez em quando ela aparecia e o momento era especial, pois fomos ali para isso. O barco fica parado por um tempo em frente à Preikestolen e todos sobem para o convés para ver e fotografar a Pedra do Púlpito. Valeu muito a pena.

A Pedra do Púlpito por trás da neblina.

A Pedra do Púlpito por trás da neblina.

O passeio continua um pouco mais, pelo fiorde a dentro, até uma bela cachoeira que cai direto no mar. O barco encosta na cachoeira e os tripulantes coletam a água que está caindo e oferecem aos turistas, como prova da pureza da água.

Bebemos a água da cachoeira.

Bebemos a água da cachoeira.

Quando voltamos do passeio de barco, almoçamos num dos inúmeros restaurantes que existe por aí na beira do porto. O prato preferido foi mexilhões com molho de vinho branco e queijo. Uma especialidade de Stavanger.

Muitos restaurantes no cais do porto.

Muitos restaurantes no cais do porto.

Após o almoço foi a vez de devolver o carro que tínhamos alugado da Hertz. Deixamos num escritório ali perto do centro e voltamos para circular por Stavanger. A cidade é muito charmosa. Casas coloridas dos séculos XVIII e XIX. Essa é uma marca da Noruega e em Stavanger é bem visível. Acredito que seja uma forma de contrastar com o preto e branco do inverno.

A cidade é pequena e formosa.

A cidade é pequena e formosa.

Uma das atrações turísticas de Stavanger é o Museu do Petróleo. A cidade é conhecida como a capital do petróleo e da energia da Noruega e o museu possui um acervo sobre a história do petróleo no país. Não chegamos a visitá-lo, pois não tivemos tempo suficiente para isso, mas parece ser uma boa pedida.

Museu do Petróleo em Stavanger, na Noruega

Museu do Petróleo em Stavanger, na Noruega

O centro da cidade é pequeno e compacto. Dá para fazer tudo a pé. O casario de madeira é encantador. Estávamos ainda muito cansados do dia anterior. Jantamos no hotel. Amanhã iríamos sair de madrugada para Copenhague.

O centro de Stavanger.

O centro de Stavanger.

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PREIKESTÓLEN, A PEDRA DO PÚLPITO

10/07/2016

Estávamos em Stavanger, na Noruega. Uma cidade de 130 mil habitantes. É a terceira maior do país. Fica na porção sul e aparece nos roteiros turísticos por ser o ponto de partida para algumas das principais trilhas em busca das atrações naturais mais radicais, como as grandes pedras: Preikestólen (Pedra do Púlpito) e Kejerag (Pedra da Fenda).

Vista do cais de Stavanger.

Vista do cais de Stavanger.

O nosso principal objetivo em Stavanger era conhecer a Preikestólen, a Pedra do Púlpito. Foi isso que fizemos logo pela manhã. Pegamos todas as informações necessárias e saímos para acessar a trilha que leva ao alto da pedra. Tínhamos alugado um carro e portanto nos viramos sozinhos.

A estrada para a Pedra do Púlpito.

A estrada para a Pedra do Púlpito.

Rodamos 40 km até a localidade de Lauvik, na beira do Fiorde de Lyse, onde fica a Preikestólen. Em Lauvik pegamos um Ferry-boat para atravessar o fiorde. Do outro lado seguimos até um camping na base da trilha para a Pedra do Púlpito. São mais 20 quilômetros até começar a subida de quatro quilômetros para o alto da pedra.

Atravessamos o Fiorde de Lyse

Atravessamos o Fiorde de Lyse

Estava chovendo muito e a trilha foi bastante difícil. É muito bem sinalizada e construída para facilitar a vida dos visitantes, não existe necessidade de guia. Boa parte da trilha é de pedras que foram postas aí para fazer o caminho. Na subida porém, existem desníveis íngremes e como estava chovendo bastante, ela ficou ainda mais puxada.

A trilha para a Pedra do Púlpito.

A trilha para a Pedra do Púlpito.

Apesar das dificuldades, havia uma multidão subindo e descendo a trilha. Famílias inteiras. Crianças, bebês de colo e até cachorros, muitos cachorros, fazem a trilha com os seus donos.

A paisagem ao longo da trilha é encantadora.

A paisagem ao longo da trilha é encantadora.

Existem dois grandes desníveis e uma terceira subida bem extensa. Quando chegamos lá em cima, tudo vale a pena, pois a visão da Pedra do Púlpito é magnífica. Não pegamos aquele céu azul das fotos de propaganda da Noruega, mas vencer o desafio é um momento de êxtase.

A trilha é muito bem sinalizada.

A trilha é muito bem sinalizada.

Sempre achei que ao chegar na Pedra do Púlpito, não teria coragem de me aproximar da borda, mas acho que a “adrenalina” da subida com dificuldades superou o medo. Fiz aquela foto clássica na borda do precipício, que despenca de uma altitude de 604 metros, em queda livre e vertical, até o Fiorde de Lyse.

Cheguei na ponta da Pedra.

Cheguei na ponta da Pedra.

Ficamos 40 minutos lá em cima e começamos a descer. Foram mais duas horas de descida, quatro horas e meia no total, entre a subida, a contemplação e a descida.

A descida foi mais difícil que a subida.

A descida foi mais difícil que a subida.

A descida é ainda mais difícil. Estava chovendo bastante, as pedras estavam escorregadias, a trilha ficara perigosa, frequentemente algumas pessoas escorregavam e caiam. Havia sério risco de acidentes. Em alguns trechos a trilha tinha se transformado em corredeiras e pequenas cachoeiras. A sensação era de que poderíamos ficar isolados no alto da Preikestólen. O desnível das pedras machucava os joelhos e as articulações. Conseguimos vencer o desafio, mas chegamos destruídos na base da trilha.

A trilha para a Prekestolen.

A trilha para a Preikestólen.

Almoçamos no camping que existe por aí e voltamos para Stavanger, mais uma hora e meia de viagem. Não conseguimos fazer mais nada. Fomos descansar para o dia seguinte. A subida à Preikestólen e a contemplação lá de cima é uma das grandes aventuras do Planeta Terra.

Preikestólen, a Pedra do Púlpito.

Preikestólen, a Pedra do Púlpito.

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