CIRCULANDO PELO CENTRO DE LONDRES

20 de setembro de 2018

Estávamos fazendo um tour a pé pelas principais atrações de Londres. Seguimos andando da Ponte de Westminster até a Trafalgar Square e no caminho havia uma grande manifestação política de rua. Não conseguimos entender exatamente o que significava pois,  o clima estava um pouco tenso. A manifestação era de uma grande comunidade muçulmana, que portava bandeiras e cantava hinos religiosos ou políticos.

Manifestação no centro de Londres

Londres é uma das cidades mais cosmopolitas do mundo e a mais importante da Europa. É uma cidade de imigrantes. Gente do mundo inteiro, mas sobretudo das ex-colônias inglesas da Ásia e da África. Indianos, paquistaneses, malaios, indonésios e outros povos, hoje, encontram o seu espaço em Londres.

Artista de rua em Londres

A Trafalgar Square é uma área muito agitada, com multidões circulando dia e noite pelos bares, restaurantes e teatros que existem por aí. O centro da praça é um grande ponto de encontro e de manifestações públicas. É o principal ponto de comícios e manifestações públicas da cidade. No meio da praça existe a Coluna de Nelson, com 50m de altura, em homenagem ao Almirante Nelson, o herói inglês da batalha de Trafalgar, contra as tropas de Napoleão.

Detalhe da Trafalgar Square

Na base da coluna de Nelson aparecem os quatro leões de Edwin Landseer, instalados aí no final do século XVIII e que são uma delícia para as fotografias dos turistas na região.

Um dos leões da Trafalgar Square

Nesse dia em especial, havia uma exposição na praça, de obras de arte modernas, que buscavam interagir com o ambiente urbano. Um leão “pink” fazia o maior sucesso.

A exposição interage com o público na Trafalgar Square

Aí na Praça está a National Gallery, um dos mais importantes museus de artes de Londres, com obras de Renoir, Leonardo da Vinci, Velazquez, dentre outros artistas europeus.

Suvenires em Londres

Seguimos na direção da Piccadilly Street uma das mais famosas e a principal rua do West End, o bairro dos teatros londrinos. Piccadilly Circus é o cruzamento entre a Piccaddily Street e a Regent Street. No centro da praça aparece a imagem de Eros, o deus grego do amor e na sua base, uma multidão se reúne diariamente. Uma enorme quantidade de luzes e neons fazem da Piccaddily Circus o centro do West End.

O Eros na Piccadilly Circus

Transversal à Piccadilly Street fica a St Jame’s Street, que ainda conserva traços do século XVIII. A norte da Piccadilly fica o bairro de Mayfair, ainda hoje um dos mais chiques de Londres, com muitas das principais lojas e restaurantes da cidade.

Vendas de ingressos para os teatros do centro de Londres

A Oxford Street, a Regent Street e a New Bond Street são também pontos importantes e onde estão algumas das melhores lojas de Londres. Ficam próximas umas das outras e no mesmo miolo onde aparecem a Piccadilly e a St Jame’s. Seguimos pela Regent Street e na sequência pegamos a Oxford Street e voltamos para o nosso hotel.

Lembranças de Londres

Fomos jantar no Restaurante Locanda, do chef Locatelli. Essa foi a segunda vez que optamos por esse maravilhoso restaurante italiano na cidade. Além da qualidade, ele ficava a 200 metros do nosso hotel.

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UMA CAMINHADA PELAS MARGENS DO RIO TÂMISA, EM LONDRES

20 de setembro de 2018

Estávamos em Londres e decidimos fazer uma caminhada extensa pela cidade. Começamos pela Tower Bridge, o mais importante marco da cidade e um dos seus maiores símbolos. Foi inaugurada em 1894 e é uma das pontes mais famosas do mundo. As partes centrais se elevam para permitir a passagem de grandes navios, formando um vão de até 42m de altura.

A Tower Bridge sobre o Rio Tâmisa.

Seguimos caminhando pelo calçadão nas margens do Rio Tâmisa. Uma área movimentada e revitalizada da cidade, cheia de restaurantes modernos e áreas públicas de lazer. Na beira do Rio Tâmisa aparecem parques, calçadões e boas opções de caminhada. São vários os restaurantes e pontos de visitação.

Parques e calçadões se espalham pelas margens do rio.

O Rio Tâmisa é a principal artéria de Londres, possui uma foz em estuário, o que facilita a navegação e foi o responsável por todo o seu desenvolvimento. O Tâmisa deu água e escoou os dejetos industriais e residenciais da cidade por toda a sua vida, além de ter sido uma importante via de comércio. Hoje o rio já foi tratado e a poluição nas suas águas diminuiu significativamente. Fez de Londres uma das principais cidades do mundo.

Rio Tâmisa

A localização protegida e privilegiada estimulou o desenvolvimento de uma navegação potente e poderosa, ajudando a Inglaterra a dominar o mundo por uma boa parte dos séculos XVIII e XIX.

O Rio Tâmisa continua sendo bastante utilizado para transporte de cargas e pessoas.

Foi nas margens do Tâmisa que aconteceu a Revolução Industrial inglesa. Hoje, as industrias desapareceram das margens do rio, e apareceram os prédios modernos de escritórios e condomínios residenciais.

Prédios modernos modificam a paisagem do Tâmisa.

Um dos destaques do calçadão fica para o The Globe, o teatro dedicado a Shakespeare, com uma reprodução do teatro antigo da Companhia Shakespeariana, do século XVI. Existem apresentações teatrais frequentes no teatro e, é claro, que Shakespeare é o tema central. Quando estávamos passando pelo The Globe, tivemos a oportunidade de entrar para fazer algumas fotos, pois estava finalizando de uma peça e os portões estavam abertos.

O interior do The Globe, o teatro antigo da Companhia Shakespeariana

Passamos ao lado da London Eye que tinha filas enormes para o acesso naquele fim de tarde frio e de muito vento em Londres.

A London Eye

Atravessamos a Westminster Bridge, de onde se tem as melhores vistas da Casa do Parlamento Britânico, o Palácio de Westminster, que começou a adquirir o formato atual em meados do século XIX, após o grande incêndio de 1834 que destruiu boa parte do antigo palácio. A partir daí começou a ser reconstruído. No local já existiam palácios desde o século XI, na Idade Média.

O Palácio possui várias torres, a mais alta é a Victoria Tower, com 98m de altura. Na parte interna ficam as Câmaras do Parlamento Britânico: A Câmara do Lordes e a Câmara dos Comuns. Na parte externa fica a estátua de Ricardo Coração de Leão. O famoso monarca britânico que organizou cruzadas e ficou imortalizado na lenda de Robin Hood.

A Westminster Bridge

No final da ponte, a grande torre do relógio mais famoso do mundo, o Big Ben, estava totalmente coberta por andaimes e isolado para reforma e restauração. A obra está sendo feita para corrigir uma pequena inclinação que começou a aparecer na torre, além de manutenção do relógio mais famoso do mundo e um dos maiores símbolos de Londres, o Big Ben. O famoso relógio foi inaugurado em 1859, no apogeu do Império Britânico. A Tower Clock, a torre onde fica o Big Ben está ao lado do Palácio de Westminster, no prédio do Parlamento Britânico, ás margens do Rio Tâmisa. Em 2012, a Tower Clock foi rebatizada com o nome de Elizbeth Tower em homenagem aos Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth II.

A Tower Clock em obra

Big Ben na realidade não é o nome do relógio e sim, do sino de 14 toneladas que fica na Torre e que é acionado a cada hora pelo grande relógio. O apelido é uma homenagem a Sir Benjamin Hall, ministro de obras públicas da Inglaterra no período da inauguração do relógio e que foi o responsável pela obra. A torre onde fica o relógio possui 106m de altura e cada uma das faces têm diâmetros de 7,5m. O ponteiro dos minutos mede 4,26m. As visitas à Torre são proibidas, mas é permitido visitar os salões do Parlamento.

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UM “FURACÃO” EM DUBLIN

19 de setembro de 2018

Tivemos um dia de cão no Aeroporto de Dublin. O nosso voo estava previsto para as 12h, chegamos no aeroporto às 9h, acontece que, chegou em Dublin, uma tempestade de vento, que o serviço de meteorologia classificou como um “little hurricane”, pequeno furacão. O resultado foi que, todos os voos estavam atrasados e muitos deles foram cancelados, inclusive o nosso, da Aer Lingus, a companhia aérea irlandesa.

Fomos reposicionados para um outro voo da Aer Lingus, que só decolou às 19h. Sete horas de atraso e um clima de caos no aeroporto. Chegamos em Londres às 20h, mas as nossas malas, assim como as de outros passageiros não chegaram e aí o pesadelo continuou. Fizemos a notificação de perda de bagagem no balcão da Aer Lingus, onde fomos informados que assim que as malas fossem localizadas eles nos entregariam no hotel de Londres. Iríamos ficar apenas três noites a mais e havia o risco das malas não chegarem antes da viagem de volta para o Brasil.

Seguimos para o Hotel Radisson Blu Portman, o mesmo que havíamos ficado no início dessa viagem. Chegamos no hotel e faltavam apenas 10 minutos para a cozinha do restaurante fechar. Foi tempo suficiente apenas para sentar e relaxar um pouco após esse dia de caos no final da viagem. Felizmente o restaurante do hotel era excelente.

Voltando para Londres

CANDEM TOWN, A FACE MAIS COSMOPOLITA DE LONDRES

20 de setembro de 2018

Acordamos com a ressaca da notícia sobre as nossas malas. Tínhamos temporariamente perdido tudo e precisávamos de itens básicos para passar esses dois últimos dias de viagem em Londres. Saímos para comprar algumas roupas e produtos de higiene pessoal.

Começamos o dia comprando itens pessoais em Londres

A seguradora Vital Card já havia sido acionada pela Agência Via Alegria, que nos orientou sobre uma disponibilidade imediata de 500 Euros por pessoa para a compra desses itens pessoais. Deveríamos guardar as notas fiscais e pedir reembolso posterior. Esse valor já é disponibilizado para atrasos superiores a seis horas, uma espécie de seguro por atraso no recebimento das malas.

Metrô de Londres

Pegamos um metrô para Candem Town, um famoso e movimentado bairro londrino. Quando saímos do metrô, já sentimos a força do bairro. As suas ruas são lotadas por um comércio frenético, onde destacam-se sobretudo produtos falsificados e cópias de produtos de grife. Levamos um susto pois não sabíamos da existência desse tipo de comércio em Londres.

Candem Town

O destaque do bairro fica para o Candem Market, um grande mercado que vende de tudo. Lembra um pouco os mercados marroquinos e turcos. A área de comidas atende a multidões, com sabores do mundo inteiro: comida indiana, vietnamita, chinesa, tailandesa, etc.

Candem Market

A área do mercado dedicada a produtos, também oferece de tudo: produtos criativos e outros nem tanto.

Candem Market

Saímos de Candem Town e pegamos um metrô para London Bridge. Foi o local que escolhemos para começar a nossa grande jornada do dia em Londres. Seguimos andando e passando pelos principais pontos turísticos da cidade.

A London Bridge.

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DUBLIN, A GRANDE FOME E O TRINITY COLLEGE

18 de setembro de 2018

Numa das esquinas da Stephen Plaza, em Dublin, existe um memorial, que lembra os mais de um milhão de irlandeses que morreram na epidemia de fome que o país viveu entre 1845 e 1852. O Famine Memorial, de 1967, esculpido por Edward Delaney é um ponto de reflexão no Parque.

O Famine Memorial da Stephen Plaza

A fome na Irlanda no século XIX foi um dos marcos mais importantes da história do país, pois acirrou ainda mais a rivalidade com os ingleses. Na época, a Irlanda era uma colônia inglesa, ao lado da ilha da Grã-Bretanha. Os ingleses fecharam as portas da sua ilha maior e não permitiram a entrada dos irlandeses, nem saíram em socorro dos vizinhos. O saldo disso tudo foi um milhão de mortos de fome e um milhão de migrantes que fugiram da fome da Irlanda para os Estados Unidos e Canadá. A população da Irlanda sofreu uma redução de aproximadamente 25% da que existia antes da epidemia.

O Famine Memorial da Stephen Plaza

Existe um outro Memorial à Fome em Dublin. Fica na Custom House Quay, em Docklands. Esse Famine Memorial é um conjunto de estátuas esculpidas pelo artista irlandês Rowan Gillespie e foi doado à cidade em 1997 pelo governo canadense.

Memorial à Fome em Dublin

O Memorial representa um conjunto de homens mulheres e crianças esquálidas, esfomeadas e caminhando em direção ao porto, onde buscavam uma alternativa de sobrevivência, fugindo do país. São esculturas comoventes, impactantes, que passam uma expressão de sofrimento e dor comuns àquela época.

O Famine Memorial da Custom House Quay

Seguimos andando da Stephen Plaza até o Trinity College, a famosa Universidade da Irlanda. O Trinity College foi implantado pela Rainha Elizabeth, em 1592, com o objetivo de dar uma alternativa de qualidade para o ensino universitário a jovens protestantes irlandeses, que não eram autorizados a estudar em escolas católicas, e como solução, iam para a Inglaterra em busca de um ensino de qualidade. Seguiu assim como uma escola protestante e se transformou ao longo do tempo, numa das melhores universidades da Europa.

O Trinity College

Os católicos não permitiam que os seus filhos estudassem na Trinity College e aqueles que insistiam em se matricular nessa Universidade, eram praticamente excomungados. Os conflitos entre católicos e protestantes começaram com a implantação da Igreja Anglicana na Inglaterra, pois a influência da Igreja Católica continuou muito forte na Ilha da Irlanda, um dos lugares mais católicos do mundo.

O Trinity College

O interior do campus é muito bonito, com prédios históricos imponentes e muitas esculturas espalhadas pelos jardins lotados de jovens sedentos pelo saber. São ao todo, 32 mil alunos e aproximadamente 1500 professores.

O Trinity College

O maior tesouro do Trinity College porém, fica na Old Library, é Livro de Kells, o mais importante manuscrito feito na história da humanidade. O Livro de Kells conta passagens da Bíblia, sobretudo do Velho Testamento, foi todo feito a mão, em couro de bezerros, por monges da Idade Média

Página do Livro de Kells

Além do Livro de Kells, na Old Library fica o Long Hall, uma imensa galeria onde estão mais de 200 mil livros armazenados com todo o cuidado que um tesouro precisa ter. É considerada a biblioteca mais deslumbrante do mundo.

O Long Hall

Saímos da Trinity College e seguimos andando pela Grafton Street, a mais importante rua de pedestres de Dublin, com comércio de luxo, artistas de rua e uma multidão caminhando por aí.

A Grafton Street

Seguimos de volta até a região do Temple Bar, dessa vez procuramos pelo Trip Advisor, um bom restaurante italiano nas proximidades e encontramos o excelente Rosa Madre, era tudo o que precisávamos para fugir um pouco da “muvuca” dos pub’s irlandeses.

A região do Temple Bar

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A CERVEJARIA GUINNESS, O ESPÍRITO DE DUBLIN

18 de setembro de 2018

Dublin é a capital e maior cidade da Irlanda. Possui aproximadamente 600 mil habitantes e mais de 2 milhões na sua área metropolitana. Fica localizada na parte leste da Ilha da Irlanda. É hoje uma cidade moderna e cosmopolita. Recebe uma grande quantidade de visitantes e chama a atenção o número de intercambistas, sobretudo cidadãos de idiomas latinos e de outros idiomas diferentes do inglês, que escolhem a Irlanda para aprender ou aperfeiçoar esse idioma, levando a vantagem de poder pagar valores mais em conta que na Inglaterra. Muitos espanhóis, italianos, portugueses, mas sobretudo brasileiros.

Dublin é uma metrópole cosmopolita e moderna.

Nessa onda migratória que existe hoje no Brasil, a Irlanda é também um país de destino preferencial. Existem brasileiros por todos os lados.

A cidade é jovem e animada.

Saímos do hotel e pegamos um ônibus de turismo, desses do tipo Hop on Hop off, que os usuários podem descer e subir em qualquer ponto, pagando um ticket que tem validade de um dia. Os tickets são caros, mas acho que vale a pena, pois são tours guiados, geralmente em vários idiomas e que nos permite uma compreensão macro e generalizada da cidade.

O Hop on Hop off faz um tour panorâmico pela cidade.

Fizemos uma primeira parada na fábrica de cervejas da Guinness, um dos símbolos de Dublin. É uma parada quase que obrigatória e um dos locais mais visitados da cidade. O centro de visitação da Guinness, parece uma Disneilândia, para os amantes das cervejas e fãs dessa marca.

Chegando na fábrica da Guinness

A Guinness é uma cerveja única, de cor escura e que surgiu quase por um acaso. O Arthur Guinness, quando fabricava a sua cerveja nos métodos tradicionais, deixou queimar acidentalmente um lote de cevada e o resultado foi uma cerveja escura e com um sabor especial. A partir daí teve a ideia de fazer uma cerveja diferente e fugir da concorrência das outras ale, que são as cervejas de cevada maltada e produzidas em temperaturas mais elevadas.

A fábrica possui um museu para visitação.

Logo no início da visitação, está exposto o inusitado contrato de arrendamento do terreno onde a fábrica original foi construída. O contrato foi um aluguel da fábrica e dos terrenos dos arredores por um prazo excêntrico de 9 mil anos e por apenas 45 Libras por ano.

A visita à fábrica da Guinness

São sete andares de visitações e degustação das cervejas da Guinness. Fizemos tudo muito rapidamente, pois só sobrou um dia para Dublin.

A fábrica da Gunness é enorme

Seguimos adiante no Hop on Hop Off e fizemos a segunda e nossa última parada, já no final do tour, na Stephen Plaza. Dublin é uma cidade que possui muitas áreas verdes no seu miolo central. A mais importante é a Stephen Plaza, um grande jardim de 9 ha, localizado no centro e na parte mais nobre da cidade, onde uma multidão costuma frequentar para tomar um banho de sol no verão, fazer um lanche no intervalo do trabalho ou das aulas.

A Stephen Plaza

 

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CHEGANDO A DUBLIN PELO CORAÇÃO DO TEMPLE BAR

17 de setembro de 2018

Seguimos para Dublin, a capital da Irlanda do Sul e a chegada na cidade foi um pouco estressante, pois dirigir na mão inglesa é sempre tenso para nós que não estamos acostumados a isso, além disso era preciso ficar atento a GPS, sinaleiras, caminhos exclusivos para ônibus e taxis, etc.

Dublin

Optamos por seguir direto para o The Temple Bar Hotel, e essa foi outra decisão difícil, a ideia era deixar as malas no hotel e seguir com o carro para devolver na Europcar, acontece que o hotel fica numa rua de pedestres, com trânsito restrito e isso dificultou um pouco mais. No final tudo deu certo. Deixamos as malas e seguimos o GPS para a garagem da Europcar, que ficava a 2 km dali. Voltamos a pé e deu para relaxar um pouco, aproveitando as paisagens das margens do Rio Liffey que corta a cidade de Dublin e é um excelente referencial de localização para os visitantes.

O Rio Liffey corta o centro de Dublin.

Foi na marfem do Rio Liffey, que nos batemos com uma das esculturas mais emblemáticas de Dublin. Um presente do Governo Canadense à comunidade da cidade e que homenageia as milhares de famílias de imigrantes irlandeses que migraram para aquele país no século XIX, fugindo da grande fome que atingiu a Irlanda. Esses imigrantes acabaram por ajudar com a implantação e desenvolvimento do Canadá, no outro lado do Atlântico.

Detalhe da escultura em homenagem aos imigrantes irlandeses que foram para o Canadá, fugindo da epidemia de fome do século XIX.

O Hotel The Temple Bar foi uma grande decepção, apesar da localização central, e isso foi uma escolha nossa. O apartamento era muito pequeno, não havia ar-condicionado no quarto, numa noite de final de verão. Tudo bem que a temperatura lá fora estava por volta dos 20 graus, mas tínhamos que abrir as janelas e aí o caos continuava, pois o barulho da farra da região boêmia do Temple Bar entrava no quarto com força. Só aí fomos entender o porque dos protetores auriculares disponíveis no quarto.

A região boêmia de Temple Bar.

Depois de deixar as malas no hotel, saímos caminhando pela região do Temple Bar e descobrimos que Templo Bar é a denominação de toda uma área ao lado do centro portuário de Dublin. O nome veio a partir do momento em que o patriarca de uma família Temple adquiriu um terreno nas margens (barr) do porto e mais tarde implantou uma casa comercial e um bar.

A região boêmia do Temple Bar

Em toda a região de Temple Bar existem dezenas de Pub’s irlandeses com música ao vivo. É o local mais característico da cidade. Todos eles têm características semelhantes. Bares enormes, música ao vivo e comidas à base de burgers e carnes.

Os Pub’s irlandeses são agitados.

O mais famoso e procurado é o autêntico The Temple Bar. Uma multidão do lado de fora fazendo selfies e fotos convencionais e uma multidão dentro do bar que extrapola a sua área original. A música ao vivo com boas baladas é uma obrigação. Entramos no The Temple Bar para viver um pouco dessa experiência, tomamos uns chopps, mas decidimos sair para jantar em outro lugar menos badalado. Jantamos no Hard Rock Café, que fica na mesma rua e a uma quadra do nosso hotel.

O autêntico The Temple Bar

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O CASTELO DE TRIM E O SÍTIO ARQUEOLÓGICO DE BRÚ NA BÓINNE

17 de setembro de 2018

Estávamos na Irlanda há 4 dias, a essa altura da viagem, já tinha acostumado a dirigir com a mão inglesa e decidimos seguir de carro para Dublin. Havia a possibilidade de devolvermos o carro em Galway e seguir de trem, mas optamos por pegar a estrada, aliás, as excelentes estradas da Irlanda, com pista dupla e pedagiadas.

Seguimos de carro para Dublin

São 210 km de Galway para Dublin, deveríamos fazer a viagem em aproximadamente 2,5 horas, mas a oportunidade de seguir de carro nos possibilitou um desvio na estrada para conhecer duas atrações do interior da Irlanda. A primeira foi a pequenina cidade de Trim, capital do Condado de Meath, com aproximadamente 7 mil habitantes e localizada a aproximadamente uma hora de Dublin.

A pequena cidade de Trim

A cidade fica nas margens do Rio Boyne, é lá que estão as ruínas do Trim Castle.

O Rio Boyne

O imponente Castelo de Trim é uma magnífica estrutura do século XIII que apesar de estar em ruínas, nos dá a clara sensação das emoções vividas na sua época áurea. É um dos maiores castelos medievais da Europa. A sua construção data de 1220.

O Castelo de Trim

O castelo medieval, foi utilizado nas filmagens de Coração Valente, o clássico de Mel Gibson cuja história se passa na Escócia, mas muitas filmagens foram ambientadas em Trim, na Irlanda.

Detalhe do Castelo de Trim

Na grande área verde ao redor do Trim Castle, existe a ruína de uma torre espetacular, com paredes grossas de pedra, que fica do outro lado do Rio Boyne, como uma sentinela avançada para o castelo.

A magnífica Torre de Trim

Seguimos da cidade de Trim, por mais 44 km até a localidade onde fica o fabuloso sítio arqueológico de Brú na Bóinne, no Vale do Rio Boyne. Um enorme templo, muito bem preservado, que data de 8 mil anos antes de cristo.

Brú na Bóinne

Brú Na Bóinne é um importante complexo de pedras neolíticas, que faz parte de um grande conjunto de relíquias arqueológicas das ilhas britânicas e irlandesas, como Stonehenge e tantos outros. O local era utilizado para enterros e outras cerimônias religiosas.

Uma reprodução sobre Brú na Bóinne no período pré-histórico

Todos esses monumentos foram utilizados para a compreensão do ciclo das estações do ano, interpretando o movimento do sol e a influência que ele possui sobre a alternância das estações. A compreensão desse movimento do sol era vital para orientar os povos primitivos sobre os períodos de plantio e colheita agrícola.

A entrada do templo de Brú na Bóinne

Na chegada ao sítio arqueológico, fomos direto para o centro de visitantes, muito bem estruturado. De lá saem micro-ônibus para visitar as ruínas. Como a visita era demorada e tínhamos horário para devolver o carro em Dublin, optamos por ir até um mirante no interior de uma fazenda dos arredores, de onde se tem a melhor vista panorâmica de Brú na Bóinne.

A vista panorâmica do sítio arqueológico de Brú na Bóinne

https://www.youtube.com/watch?v=IHCNLPTm6kA

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GALWAY, A CAPITAL CULTURAL DA IRLANDA

16 de setembro de 2018

Estávamos em Galway, na costa oeste da Irlanda, e saímos cedo para um circuito pela Rota Costeira Connemara. Já estávamos acostumados a dirigir pela mão inglesa, mas mesmo assim, a estrada estreita exigia estratégia e uma direção cuidadosa.

Trecho da Rota Costeira Connemara

A rota segue pela costa noroeste da Irlanda, por 90 km a partir de Galway. Fizemos uma primeira parada na pequena vila de Spiddal, no Ceardlann Spiddal Craft & Design, um centro de lojinhas de arte e artesanato que atrai os visitantes que passam pela estrada.

A vila de Spiddal

A Costa de Connemara passa por uma rota turística denominada de Wild Atlantic Way, Caminho do Atlântico Selvagem, que atravessa três províncias e na prática acompanha toda a costa oeste da Irlanda, desde o Ring Of Kerry até além da Rota Costeira Connemara. É uma região de grandes belezas naturais, com lagos, pântanos e ladeados de montanhas escarpadas.

Esse é o símbolo que identifica o Wild Atlantic Way.

O cenário fica ainda mais dramático a oeste de Spiddal, onde as fazendas com cercas de pedras na beira do mar, dão o tom da paisagem. Chegamos a Carreroe com as suas belas praias.

As cercas de pedra são um dos símbolos da região.

Seguimos até Carna, numa das extremidades da Rota Connemara e voltamos para Galway. A Península Connemara possui trilhas, praias, vilas pitorescas e cavernas, que atraem turistas o ano inteiro.

A Rota Connemara

Voltamos para Galway, um dos principais destinos turísticos da Irlanda. É uma cidade charmosa e tranquila, mas com uma atmosfera jovem e animada. Muitos intercambistas brasileiros e de outras nacionalidades escolhem Galway para viver, o que dá um ar cosmopolita a essa pequena cidade da Irlanda.

A cidade cosmopolita de Galway

A cidade tem cerca de 70 mil habitantes e é a terceira maior do país. Possui um clima boêmio e animado, sobretudo pela grande quantidade de estudantes circulando pelas suas ruas.

Jovens músicos de rua em Galway

Galway é conhecida como a capital cultural da Irlanda. Chama a atenção a grande quantidade de músicos e artistas de rua que animam aqueles que passam e batalham algum trocado. Isso aumenta ainda mais a atmosfera boêmia de Galway. O calendário anual da cidade contempla uma série de festivais culturais.

Músicos de rua em Galway

A Qway Street é a rua que concentra a maior quantidade de pubs coloridos, com música ao vivo e restaurantes, da cidade. Ao lado do Qway Street fica o Quartier Latin, que é uma extensão da área boêmia de Galway.

Pub na Qway Street

Dentre as atrações turísticas de Galway destaca-se o Arco Espanhol, uma extensão dos antigos muros do período medieval, que guarda na lembrança a época em que a cidade possuía um estreito comércio com a Espanha. O muro servia de proteção para os navios espanhóis que paravam no porto de Galway.

O Arco Espanhol

Ao lado do porto fica a foz do Rio Corrib, que foi parcialmente “domada” por um sistema de eclusas que permite a entrada de pequenas embarcações.

Pequena eclusa na foz do Rio Corrib

Na beira da foz do Rio Corrib aparece um belo casario colorido que é uma das marcas de Galway. Depois de caminhar bastante pela cidade, fomos jantar no Restaurante Martine’s, o mesmo da noite anterior, sinal de que gostamos muito e não queríamos arriscar uma outra opção.

O casario colorido na beira do Rio Corrib

O link abaixo leva para o clip da música The Galway Girl de Ed Sheeran, que mostra um pouco o espírito dos pubs de Galway.

https://youtu.be/87gWaABqGYs

https://www.youtube.com/watch?time_continue=114&v=87gWaABqGYs

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AS INCRÍVEIS FALÉSIAS DE MOHER, NA COSTA DA IRLANDA

15 de setembro de 2018

Estávamos na costa oeste da Irlanda. Saímos da cidade de Kilarney com o objetivo de chegar no final do dia na cidade de Galway. Passamos antes pela pequena e charmosa cidade histórica de Adare, no Condado de Limerick, com aproximadamente 2.700 habitantes.

A charmosa cidade de Adare

Adare é uma cidadezinha romântica, muito popular entre os irlandeses, fica a apenas 16 quilômetros da cidade de Limerick, que é maior e por isso tem mais infraestrutura de hospedagem. Como Adare é muito perto, muitos visitantes optam por ficar em Limerick. Nós estávamos de passagem. Estacionamos o carro e circulamos um pouco pela cidade.

Adare

As Adare Cottage formam um conjunto de casinhas de palha do século XIX que estão entre as principais atrações da cidade. Hoje abrigam lojas de roupas, artesanatos e galerias de arte.

As Adare Cottage

Quase em frente às Cottage fica o The Trinitarian Priory, um antigo mosteiro do século XIII, que hoje funciona como igreja católica e está bem preservado.

The Trinitarian Priory

Deixamos Adare para trás e seguimos para o nosso principal destino do dia, as Falésias de Moher (Cliffs of Moher), a aproximadamente 100 quilômetros de Adare. Fizemos a viagem em quase duas horas, pois dirigíamos com cautela para nos acostumarmos à mão inglesa.

As Falésias de Moher

Na chegada ao Cliffs of Moher, no Condado de Clare, existe um grande estacionamento, pois essa é uma das mais importantes atrações turísticas da Irlanda, recebendo quase um milhão de visitantes por ano.

O estacionamento que leva ao Cliffs of Moher

Passamos no centro de visitantes, com lanchonetes, banheiros e todo apoio aos turistas, onde é possível assistir a um filme com belas imagens, que demonstram a formação geológica das falésias e enfatiza a vida selvagem do local.

Milhares de turistas visitam os Cliffs of Moher diariamente.

As falésias se estendem por 8 km ao longo de uma costa com mar agitado e selvagem no Oceano Atlântico. Em alguns trechos as falésias chegam a 214 metros de altura. Em dias de céu claro, o que não é tão comum por aí, em função de um clima insistentemente úmido que a Irlanda possui, é possível ver até a Baía de Galway, a muitos quilômetros de distância.

As Falésias de Moher

Existe uma trilha que acompanha as encostas das falésias nos dois sentidos opostos ao centro de visitantes. No caminho para o norte, chega-se à Torre O’Brien, uma torre de pedra, redonda, do século XIX, construída em 1835, já com o objetivo de servir como ponto de observação para visitantes que procuravam essa maravilha da natureza.

A Torre O’Brien

A Irlanda possui um relevo predominantemente planáltico que mergulha abruptamente nas falésias litorâneas e as de Moher são as mais belas e impressionantes. Nas encostas, existem muitos ninhos de aves marinhas e por isso a região é uma Área Especial de Proteção Ambiental.

O mar agitado esculpiu as falésias e rochedos

Os visitantes costumam ir além da passarela protegida e se arriscam na beira do penhasco para ver quem faz a fotografia mais perigosa. Toda a trilha é sinalizada, mas em alguns trechos fica bastante estreita.

Os visitantes se arriscam na beira do penhasco

Ao lado das Falésias de Moher, existem fazendas de agropecuária com criação de bovinos e ovinos. Os animais pastam bem perto do precipício. Acidentes com homens e animais já aconteceram por aí.

As pastagens se estendem até a beira das falésias.

As pastagens se estendem até a beira das falésias.

Deixamos os Cliffs Of Moher para trás, com a alma lavada e seguimos para Galway. Fomos direto para o bom Hotel Park House, com excelente localização, a 200 metros da Quay Street, a principal rua de agito da cidade, onde ficam os pubs e principais restaurantes. Deixamos as malas no hotel e seguimos a pé para a Quay Street, que é uma festa permanente. Jantamos no excelente Restaurante Martine’s, na Quay Street.

O agito da Quay Street

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COMPLETANDO O CIRCUITO DO RING OF KERRY

14 de setembro de 2018

Estávamos numa jornada pelo sudoeste da Irlanda. Seguimos o Anel de Kerry e fizemos uma parada na cidadezinha de Portmagee, que fica literalmente na extremidade do Anel de Kerry, na ponta da Península de Iveragh e é a porta de entrada para a Valentia Island. Existe aí, uma ponte que liga Portmagee à ilha.

Detalhe de Portmagee

Decidimos atravessar a Maurice O’Neill Memorial Bridge, a ponte que liga a ponta da península à Valentia Island, um recanto charmoso na costa da Irlanda.

A Maurice O’Neill Memorial Bridge

Casinhas e barcos de pesca coloridos, além de falésias e um belo mar azul, completam as atrações da Vanentia Island.

Portmagee

O farol de Valentia Island

Voltamos para Portmagee e pegamos uma estradinha montanhosa que atravessa a península até a localidade de Waterville. Portmagee é o ponto de partida para os barcos de turismo que visitam a Skellig Michael, uma ilha distante da costa onde existe um mosteiro do século VI.

A vista do Skellig Michael

Não tínhamos tempo suficiente e nos contentamos com as vistas da ilha dos diversos mirantes que existem ao longo da costa do Skellig Ring, um pequeno desvio do Ring Of Kerry.

Paisagem do Skellig Ring

Passamos pela localidade de Balling Skellig. Como não estávamos ainda tão adaptados à direção com a “mão inglesa”, decidimos seguir atrás de um motor home que circulava bem devagar. Era a nossa proteção.

Ring of Kerry

Chegamos a Waterville, uma pequena cidade litorânea, com casinhas coloridas que se tornou famosa por ter sido escolhida por Charles Chaplin para passar as suas férias durante muitos anos. Hoje existe na cidade uma estátua de Chaplin onde os turistas adoram fazer fotografias.

Charles Chaplin em Waterville

A estrada que liga Waterville a Caherdaniel sobe pela encosta de Beenarourke e lá de cima existem algumas das vistas mais bonitas do Ring Of Kerry. Caherdaniel é o local onde morou Daniel O’Conell, o Libertador, herói as lutas pela independência da Irlanda.

Paisagem do Skellig Ring

Seguimos adiante até Kenmare, a última cidade desse trajeto que fizemos no Ring of Kerry e já fica bem pertinho de Kilarney. Kenmare é uma bela cidadezinha com várias lojas de artesanato, galerias de arte, cafés, lanchonetes, bares e restaurantes.

Kenmare

De Kenmare para Kilarney, cruzamos o Parque Nacional de Kilarney, com muitos mirantes de onde se pode obter boas fotos do Parque Nacional, que é considerada uma Reserva da Biosfera, pela UNESCO.

Paisagem do Parque Nacional de Kilarney

No alto do Parque aparecem os lagos: Lower Lake, Midle Lake e Upper Lake, que podem ser observados de cima e formam uma bela paisagem.

Paisagem do Parque Nacional de Kilarney

Ainda fizemos uma parada para visitar a Cachoeira Torc. Existe uma pequena trilha que leva até a base da cachoeira. Chegamos à noite em Kilarney, fomos circular pela Main Street e começamos a nos despedir da cidade.

A Cachoeira Torc

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